A New Chance To Love
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Esse cap foi mais fofinho!
A fic vai ter pelo menos mais 5 capítulos....
. Até o final da fic vai ter mais algumas emoções. Eu espero que vocês continuem aompanhando.
Espero que gostem.
Beijos
Eu queria agradecer muito a Anne Dobrev por ter recomendado a fic!
Obrigado linda!
P.O.V. Elena Gilbert
Eu nunca pensei que contar para alguém sobre tudo que eu tinha passado fosse me fazer bem, mas eu realmente me sentia aliviada. É como se a minha dor não fosse apenas só minha, durante todos esses anos, eu sempre escondi e passei por tudo absolutamente sozinha, nunca houve ninguém que eu pudesse contar, que me compreendesse ou que me ajudasse. Agora, eu sinto como se aquela sensação dolorosa de solidão e desamparo tivesse desaparecido de mim. Havia uma parte de mim que estava cicatrizada, outra continuava machucada, não sei se algum dia eu estaria completamente curada, pois tudo que o Matt fez comigo me deixou marcas muito profundas, deixou lembranças que dificilmente podem ser apagadas. Eu só posso dizer que agora, eu me sinto bem. Eu me sinto bem todas as vezes que eu estou com o Damon. E eu deveria ter contado tudo antes, nunca deveria ter mentido para ele, porque ele me faz tão bem, ele é tão carinhoso comigo. E agora que eu estou com ele, abraçada, eu me sinto tão protegida e essa sensação é tão boa, acalma a minha alma. Fechei os olhos apenas sentindo a forma como ele acaricia o meu rosto, brinca com os meus cabelos. Eu não poderia querer nada além, pois isso já é perfeito para mim.
Obrigado... -Sussurrei. Por ser tão carinhoso comigo. Eu realmente deveria agradecer, pois, apesar de ter certeza que eu jamais acharia alguém que se importasse comigo de verdade, isso foi algo com que eu sempre sonhei. E agora que eu tinha, eu não poderia perder, não mesmo.
Você não precisa me agradecer, Elena. Respondeu enquanto acariciava o meu rosto lentamente. E te tratar bem é o mínimo que eu tenho que fazer. Sorriu. E você merece ser tratada com todo o carinho e amor do mundo, você é uma garota incrível.
Eu não estou acostumada a ser bem tratada ou a ouvir essas palavras tão carinhosas que você me diz. Baixei o olhar, estava um pouco envergonhada. Eu preciso agradecer muito por ter encontrado você na minha vida.
Então, eu acho que nós dois temos que agradecer por encontrar um ao outro. Concluiu. A minha vida era um grande vazio até que você apareceu e mudou tudo.
Eu gosto de saber que eu te faço bem, porque você me faz muito feliz, muito mais do que você pode imaginar. Confessei. E logo me lembrei de uma coisa. Antes de nós brigarmos... -Fiz uma pausa. Você disse que queria que eu fosse a sua namorada... -Uma nova pausa. Você ainda quer que eu seja?
Claro que eu quero, Elena. Um sorriso sedutor se desenhou em seus lábios, aquele sorriso que sempre me faz perder o ar. Eu gostaria muito que você fosse a minha namorada.
Isso é bom. Também sorri. Nós somos namorados agora.
Nós nos beijamos apaixonadamente, foi um beijo diferente dos que havíamos dado anteriormente, foi um beijo mais intenso, mais doce, foi um beijo que expressava o quanto nós dois nos amávamos. Depois fiquei apenas grudada nele, nossos corpos estavam colados em um abraço afetuoso até que eu me lembrei de algo que jamais deveria ter esquecido. Só de me lembrar, senti um calafrio percorrer a minha espinha. Mas e o Matt? Já estava assustada.
Você nunca mais vai ver esse covarde. Respondeu, ele tinha muita raiva do Matt, era muito fácil perceber. Eu não vou te deixar ir para casa dele novamente, você não pode morar mais com ele.
Não. Balancei a cabeça negativamente. Ele vai ficar com muito ódio. Eu já estava em pânico. Se eu sumir, ele vai me encontrar. Comecei a chorar. E ele vai me bater mais ainda. As palavras que o Matt me disse ontem ainda ecoam em minha mente, se eu fizesse algo que ele não gostasse, eu iria apanhar mais e se ele descobrisse que eu tinha outro, ele iria me matar.
Eu vou te proteger, Elena. Eu podia perceber o quanto ele estava sendo sincero, ele realmente iria cuidar de mim, ele nem precisava dizer, eu sabia disso, mas ainda assim, o medo que eu sentia era muito forte.
Eu tentei fugir uma vez. Revelei. Ele me pegou, eu não posso fazer isso de novo... Ele vai vir atrás de mim e vai me matar...
Início do Flashback-
Eu estava casada com o Matt há pouco mais de um ano e eu não aguentava mais. Eu sabia que me casar seria difícil, mas nunca imaginei seria tão terrível. Eu não aguentava mais ser obrigada a cuidar da casa como uma emprega, não aguentava mais apanhar quase todos os dias e pior ainda, ser obrigada a fazer sexo com ele. Eu precisava fugir, era a única opção que eu tinha para me livrar de tantos maus tratos. Eu precisei de meses para juntar cerca de duzentos dólares, o Matt não me dava dinheiro algum, exceto para fazer as compras e é óbvio que eu não podia deixar de fazê-las, então, tive que me contentar eu juntar o troco que recebia. Não era muito, mas daria para comprar uma passagem de ônibus e eu já tinha reservado um hotel por um dia. Depois, eu iria ver como fazer.Esperei o Matt ir para o trabalho. Peguei uma mochila e coloquei algumas roupas, era tudo que eu iria levar.Sai de casa, peguei o ônibus para a rodoviária. Comprei uma passagem para o interior, meu coração batia tão forte. Só fiquei mais calma quando entrei no ônibus e esse saiu da rodoviária. Eu pensei que estaria livre do Matt de uma vez por todas. Cheguei ao hotel, fiz o check in e paguei à diária. Tudo que eu precisava era dormir um pouco. Deitei na cama e adormeci rapidamente, eu estava tão cansada. No dia seguinte, eu fui acordada com alguém batendo na porta.Fiquei surpresa, eu realmente não estava esperando ninguém, talvez, fosse à camareira para limpar o quarto, foi o que eu pensei. Quando eu abri a porta, senti o pânico me invadir. Era o Matt. Eu não podia acreditar.Ele tinha me achado. Isso era um pesadelo horrível e sem fim.
Matt? Minha voz era tremula.
Você é tão burra, Elena. Seu tom era exigente ao mesmo tempo em que zombava de mim.
Eu...-Nem consegui terminar a frase, eu estava congelada de tanto medo. Já imaginava o que viria a seguir.
Você não quer saber como eu te achei? Perguntou. Eu apenas assenti com a cabeça. Bastou eu verificar todos os números para os quais você ligou, o que não foi muito, e descobrir que você estava aqui!
Eu era realmente uma burra! Nunca deveria ter ligado de casa, mas eu não tinha outra opção, eu não tinha celular. Eu nem me toquei que deveria ter ligado de um telefone público, mas se eu tivesse comprado um cartão telefônico, com toda a certeza, teria faltado dinheiro para alguma coisa.
Você não tem nada para me dizer, Elena? Falou irritado, eu podia ver o quão furioso o Matt estava. Você achou mesmo que iria fugir de mim?
Eu sinto muito. Desculpei-me. Eu estava desesperada e cada vez que eu o olhava, eu sentia ainda mais medo.
Sente muito? Você vai ter uma lição quando chegar em casa.
Eu não quero ir...-Como se o que eu quisesse importasse alguma coisa.
Eu fui obrigada a ir embora com o Matt e pegar o próximo voo para Nova York. Eu deveria ter gritado por ajuda, implorado, mas eu estava com tanto medo. Eu sabia que se eu tentasse alguma coisa, iria ser muito pior para mim. Eu temia que ele pudesse tentar me matar.
Nós mal chegamos em casa e o Matt já tinha me jogado no chão. Eu estava tentando me levantar quando ele me acertou um chute, fazendo com que eu caísse novamente.Naquele dia, ele me bateu tanto que eu terminei no hospital, eu fiquei dois dias internada. É claro que eu não contei nada aos médicos, eu confirmei a história que o Matt havia contato, que eu tinha caído, que foi apenas um acidente. Depois disso, eu passei um ano sem poder sair de casa. Eu só podia sair para ir para escola e mesmo assim era ele quem me levava e me buscava. Ele me deixava em cima da hora e sempre chegava no mínimo uma hora mais cedo para me buscar. Como eu não podia sair da escola durante as aulas, eu nunca conseguiria fugir, como se eu sequer tivesse pensado nisso novamente. Depois da surra que eu havia levado, eu nunca mais tentei fugir.
Fim do Flashback-
Se eu não voltar para casa, vai ser muito pior...-Falei em meio às lágrimas que vertiam de meu rosto.
Elena, isso só aconteceu porque você estava sozinha, não tinha ninguém para te ajudar. Damon tentou me acalmar. Agora, eu vou cuidar de você. Eu já prometi isso para você, eu prometi que você não vai mais passar por nada disso.
Eu tenho muito medo. Confessei. Só de lembrar tudo que o Matt me fez, cada ameaça, eu nem conseguia mais raciocinar, o desespero obscurecia os meus pensamentos.
Você precisa confiar em mim.
Eu confio...-Sussurrei.
Então, você não precisa ter medo. Eu não vou deixar esse cara chegar perto de você. Falou seguramente.
Ele é muito cruel, eu tenho medo que ele possa fazer algo contra você. Admiti. Eu não iria me perdoar se isso acontecesse.
Ele não vai fazer nada comigo e eu sei me defender. Ele parecia tão tranquilo. Você não precisa se preocupar comigo, sou eu quem tem que me preocupar com você. Fez uma pausa. E tudo que ele te fez, não pode passar impune, Elena, você precisa denunciá-lo a policia.
Ir á polícia? Eu estava ainda mais assustada.
É lógico, olha tudo que ele te fez! Exclamou. Ele precisa pagar por isso.
Eu sei, mas eu nunca o denunciei antes por medo de que ele não fosse preso. Choraminguei. Você sabe como as leis são falhas.
Eu sei disso, Elena. Se você tivesse ligado para a polícia no momento em que ele estava te agredindo, ele seria preso em flagrante. Explicou. Mas mesmo assim, você precisa ir a policia, porque você vai ter uma ordem judicial que impede que ele se aproxime de você. Se ele fizer isso, ele vai ser preso imediatamente.
Eu não sei...-Vacilei.
Você precisa fazer isso. Falou carinhosamente. Se eu pudesse faria isso por você, mas eu não posso, só você pode. -Segurou a minha mão. -Você não precisa ter medo de denunciar, se ele chegar perto de você, eu vou matá-lo. Você não tem ideia do quanto eu quero dar uma surra nesse cara!
Eu não quero que você seja preso por bater nele, não precisa disso. -Respondi. -Eu vou à delegacia, só queria saber se você vai comigo.
Claro que eu vou, eu não vou te deixar sozinha em um momento tão difícil. Sorriu. Você não vai estar sozinha nem por um instante sequer. As palavras dele eram como um calmante, elas me tranquilizavam, eu me sentia tão amada.
Precisa ser hoje? Perguntei ainda hesitante. Eu confiava no Damon, eu sabia que ele iria fazer de tudo para me proteger, mas eu tinha medo que o Matt pudesse tentar fazer alguma coisa, ele é tão agressivo.
Não, minha princesa, não precisa ser hoje. Eu sei que ele achava que eu deveria ir logo, mas estava sendo compreensivo o suficiente para não me forçar a nada. Você passou por muita coisa, está machucada, precisa descansar. Passou a mão de leve em meu rosto em carinho gostoso. Você ainda está com muita dor? Perguntou preocupado.
Não, eu estou bem. Sorri.
Tem certeza? Pareceu não acreditar muito no que eu dizia. Eu deveria cuidar pelo menos desses seus cortes, eles podem infeccionar...
Não precisa. Insisti.
Lógico que precisa. Ele era tão preocupado, tão carinhoso, como eu iria dizer não quando tudo que ele queria era cuidar de mim?
Tudo bem. Acabei cedendo.
Ótimo, eu já volto.
Ele não demorou em retornar trazendo curativos para os meus ferimentos. Eu trouxe o band-aid da Barbie, que eu usava para fazer curativos na Amanda quando ela se machucava, achei que você iria gostar. Provocou.
Agora eu sou uma criancinha, é? Eu também brinquei.
Vamos ver. Riu. Vai depender se você vai ficar quietinha e me deixar cuidar dos seus machucados ou se você vai ser malcriada. Brincou.
Eu não sou malcriada. Achei graça.
Fiquei quietinha enquanto ele passava cuidadosamente o algodão molhado em meu rosto limpando o meus machucados. Damon foi cuidando de cada um dos cortes que eu tinha até o momento em que eu tive que tirar a minha blusa para que ele pudesse cuidar de todos os ferimentos que existiam em minhas costas. Eu fiquei instantaneamente tímida, afinal, o Damon iria me ver de sutiã. Pode ser algo normal, mas para mim não era. Tirando o Matt, ninguém nunca me viu assim e o Matt só me viu sem roupas por que ele me obrigou a isso. Eu nunca despi para ninguém porque eu realmente quis. Eu ainda me sinto como uma menininha de quinze anos para muitas coisas e essa é uma delas. Só que eu nem precisava estar tão constrangida, ele apenas cuidou dos meus machucados, não tentou me tocar ou fazer qualquer coisa. Ele realmente me respeitava, ele não se parecia em nada com o Matt, eu podia confiar nele de verdade.
Eu me comportei direitinho? Perguntei em tom de brincadeira quando ele terminou de fazer todos os curativos.
Sim, se comportou. Novamente aquele sorriso de tirar o fôlego.
Eu não estou cheia de band-aids da Barbie, estou?
Não. Respondeu. Mas se você quiser um...-Provocou e colou um band-aid na minha bochecha.
Ah, agora eu tenho um curativo de criança. Sorri. É tão bonitinho.
Eu disse que você iria gostar. Arqueou uma sobrancelha.
Eu sou mesmo uma criancinha boba. Eu me autocensurei.
Claro que não, você é linda e meiga, não tem nada de boba. Ele falou sempre tão carinhoso.
Obrigado. Sorri, encabulada. Eu sempre ficava sem graça com os elogios dele. Peguei um dos band-aids e fiquei olhando por um momento. A Amanda deveria adorar esses band-aids.
Ela adorava mesmo. Respondeu, percebi que o seu tom mudou, se tornou ainda mais carinhoso enquanto ele falava da filha. Ela era louca pela Barbie, cada vez que a via, ela apontava e falava Barbie, papai.-Sorriu.
Ah, que fofa! Exclamei. Deveria ser uma gracinha.
Era sim. Concordou. A Amanda tinha só dois anos, mas a Katherine já queria arrumá-la como se ela fosse uma menininha. Eu me divertia vendo as duas.
E o Daniel? Perguntei sobre o outro filho dele.
Ele era terrível. Sorriu. Ele saia correndo pela casa e fazia uma bagunça enorme.
Que bonitinho. Eu já estava toda boba só de ouvir, sempre adorei crianças. Seus filhos deviam ser as coisas mais fofas do mundo.
Eles eram perfeitos, Elena. Respondeu, sua voz parecia triste. Eles eram tudo para mim.
Eu imagino que sim. Sussurrei. Ter filhos deve ser algo maravilhoso. Fiz uma pausa. Quando eu era mais nova, eu sonhava em casar e ter filhos. Revelei. Mas depois que eu tive que me casar com o Matt, eu agradeci todos os dias por não ter um.
É verdade, eu duvido muito que um cara como esse que trata uma mulher do jeito que ele te tratava pudesse ser um bom pai.
O Matt odeia crianças. Respondi. A verdade é que eu não sei se ele gosta de alguém que não seja ele mesmo. Conclui. Eu sei também que ele tirou quase todos os sonhos que eu tinha, depois que eu me casei, eu nunca mais fiz planos, ainda mais sobre filhos.
Eu entendo. Falou de uma forma compreensiva.
Eu imagino que você tenha vontade de ser pai novamente... Observei.
Na verdade, eu não pensei nisso ainda. Admitiu. Eu acho que eu não estaria preparado para isso, não agora, pelo menos. Faz muito pouco tempo que eu perdi os meus filhos, eu nem comecei a me recuperar disso e eu sinto tanto a falta deles. Fez uma longa pausa. Eu me sinto tão culpado pelo que aconteceu, eu não cuidei deles direito...
Lógico que cuidou! Você não poderia imaginar que eles iriam sofrer um acidente.
Eu deveria tê-los buscado naquele dia na creche, se eu tivesse ido, isso não teria acontecido. Ele sempre parecia ser tão forte, mas quando falava dos dois filhos, eu podia notar o quão vulnerável ele ficava.
Não fala assim, você não tinha como saber. Isso é algo que não estava ao seu controle. Eu aposto que você sempre cuidou deles e só de te ouvir falando, eu tenho certeza que você foi um pai maravilhoso.
Você acha, Elena? Perguntou inseguro.
Claro que sim, é tão fácil notar o quanto você os amava. Sorri. Mas sabe o que eu acho mesmo? Eu acho que você deveria parar de se culpar por algo que claramente não é sua culpa.
Eu sei que foi culpa minha, se eu...
Não foi sua culpa, você não tinha como prever e eu sei o quanto você amava os seus filhos. Falei carinhosamente, eu imaginava o quanto era difícil e doloroso, mas ele não podia ficar se martirizando desse jeito. -
Eu acho que eu deveria ter feito mais, deveria ter tomado mais cuidado...-Ele estava lutando para manter a compostura e não desabar, eu conseguia imaginar o quanto ele sofria por tudo que havia acontecido. Eu me aproximei mais dele e o abracei.
Por favor, confia no que eu estou te dizendo, não foi sua culpa.
Elena...-Eu não deixei que ele continuasse.
Eu confio em você, você deveria confiar em mim.
Eu confio em você.
Então, não se culpa mais, por favor...
Eu vou tentar.
...
Nós tínhamos passado a tarde inteira juntos apenas conversando, ficamos abraçadinhos. Eu descobri que nós dois havíamos passado pelas piores dores que nós poderíamos imaginar. E talvez seja por isso que nós dois nos aproximamos tão rapidamente, como se em meio a tudo que nós sentimos, nós ainda somos capazes de entender a dor um do outro e de nos confortar. Isso fez com que houvesse uma conexão profunda entre nós, talvez, seja verdade quando as pessoas dizem que nos piores momentos é que o amor verdadeiro surge. Eu não imagino que outra pessoa possa me entender e me fazer tão bem quanto ele me faz. Eu me sinto completa, toda a dor que surge, ele consegue acalmar e me fazer acreditar que tudo vai ficar realmente bem. Já era final de tarde, eu fui tomar um banho e depois iria fazer algo para comer. Eu não tinha nenhuma roupa para vestir além das que eu tinha ido para o trabalho naquele dia, por isso o Damon acabou me emprestando uma camisa dele. Bem, ele era alto e sarado e eu era baixinha e magra demais, a camisa ficava enorme em mim, parecia um vestido. Penteei os cabelos e os prendi em um rabo de cavalo. Passei um pouco do gloss que eu tinha trazido em minha bolsa e só. Aproveitei para desligar o meu celular, eram por volta das 19horas e eu sabia que logo o Matt começaria a me ligar e eu entraria em pânico com o barulho do telefone tocando incessantemente. A melhor coisa que eu podia fazer era desligar o aparelho e tentar esquecer isso por alguns instantes. Quando eu fui para a sala percebi que a mesa estava toda colocada, estava tudo arrumado. Não pude acreditar que ele tinha feito o jantar para mim.
Desse jeito eu vou ficar muito mimada. Eu estava encantada, ele era tão carinhoso comigo que me conquistava cada vez mais.
Não é mimar você, Elena, é te tratar com todo o carinho que você merece. Sorriu. Não tem nada demais em fazer um jantar para você, eu espero que você goste da minha comida.
Eu tenho certeza que eu vou gostar. Respondi delicadamente. E eu acho que eu amo o jeito como você me trata.
Que bom, porque eu amo te ver sorrir desse jeito. Sussurrou enquanto sua mão buscava a minha.
Você é o único que me faz ficar tão feliz ao ponto de querer sorrir. Confessei.
Acho que você também é a única que me faz sorrir, você não tem ideia do quanto você é importante para mim.
Quando eu percebi, nós estávamos nos beijando, meus lábios se encaixavam perfeitamente aos dele e eu não queria que eles se separassem. Podia sentir meu coração batendo forte e minha alma pulsando em alegria. Minha língua dançava com a dele em movimentos perfeitamente sincronizados, deliciosos. Quanto mais eu me aprofundava no beijo, mas eu me entregava ao que eu sentia por ele.
Eu te amo. Nós dois sussurramos quase que ao mesmo tempo e depois voltamos a nos beijar.
Nós ficamos ali conversando, trocando beijos até ficar bem tarde e chegar a hora de ir dormir. Nós fomos para a cama juntos, mas apenas dormimos abraçadinhos, não aconteceu nada além disso. E bem, eu nunca tinha dormido tão bem. Pela primeira vez em tantos anos, eu não estava assustada, eu não estava com medo. E melhor do que isso, eu estava com alguém que eu realmente amava.
...
No dia seguinte, o Damon me levou até a delegacia para que eu denunciasse logo o Matt. Foi algo muito difícil para mim, eu tive que contar por tudo que eu tinha passado para um estranho. Eu sei que era um policial, e que tinha treinamento para me atender, mas ainda assim, era um estranho. O Damon ficou o tempo inteiro do meu lado, segurando a minha mão, exatamente como tinha me prometido. A presença dele foi a única coisa que fez com que eu não desmoronasse e saísse de lá correndo de tanta vergonha. Ele conseguiu me deixar calma o suficiente para conseguir falar, mesmo que eu tivesse que parar quase a toda a hora, pois estava chorando. Ele me abraçava e secava as minhas lágrimas, até que eu estivesse bem de novo. Quando eu acabei meu depoimento, assinei o papel que continha o mesmo em três vias, eu teria que ir até o hospital fazer o exame de corpo delito para provar as agressões e o delegado me disse que os policias iriam ainda naquele dia mesmo até a casa do Matt para intimá-lo a comparecer na delegacia para prestar depoimento e também para informá-lo que ele não poderá mais se aproximar de mim devido a uma ordem judicial. Eu realmente espero que tudo isso dê certo, não quero imaginar o que o Matt pode fazer comigo, ele vai ficar mais do que furioso quando receber a polícia em casa, quando descobrir que eu o denunciei e pior ainda, quando descobrir que eu estou com o Damon. Ele jamais aceitará que eu possa ter outro homem. Eu tenho muito medo que ele possa tentar fazer algo, não apenas contra mim, mas contra o Damon também e se algo acontecer com ele, eu não vou me perdoar. Eu passei a manhã inteira na delegacia e no hospital, depois de tudo isso o Damon quis me levar para casa para que eu pudesse descansar, afinal, eu já tinha passado por muita coisa, mas eu insisti que queria ir trabalhar. Eu não queria ser um fardo para ele e bem, no trabalho eu iria encontrar a Caroline e nós iríamos conversar bastante e eu iria acabar me divertindo e esquecendo todo o drama.
Notas finais
O que vcs acharam? Será que agora ela vai ter paz?
Beijos
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