Notas iniciais
Oi meninas
Tá aí mais um cap..
Eu não sei se está muito bom, essa é a primeira fic que eu coloco elementos de ação e policial...
geralmente, meu foco é mais romance e nessas cenas que eu me sinto mais a vontade
Entao eu não sei se o capítulo ficou legal...
por favor, comentem e pode criticar a vontade...eu posto a fic aqui no site justamente porque quero a opinião de vcs, é super importante pra mim :) principalmente para melhorar como escritora.

POV Matt

Finalmente eu iria me vingar do Damon, eu iria matá-lo. Eu não sabia quem eu odiava mais, se era ele ou a Elena. Tudo que eu sei é que por causa dele, a Elena se transformou. Eu a tinha escolhido porque sabia que ela seria uma boa esposa. Eu paguei um alto preço por ela e, por isso, ela é minha. Ela era obediente e submissa, já mais ousaria fazer algo que me desagradasse e por causa dele, ela me deixou. Elena não tinha esse direito, ela é minha propriedade. E se tudo isso não bastasse, ela fez sexo com ele! Eu deveria ser o único homem que ela teria em toda a sua vida. Ela me denunciou, como se colocá-la na linha quando ela se comportava mal fosse um crime. E quando eu a tomei de volta, o Damon ousou tirá-la de mim novamente. Ele me agrediu e se não bastasse, fui eu quem foi preso. Ao menos ter passado esse tempo na cadeia fez com que eu me aperfeiçoasse, eu conheci bandidos de verdade e aprendi como se livrar de um cara que rouba a mulher dos outros e de uma vadia.

Eu estava esperando, no estacionamento, próximo ao fórum, onde o Damon tinha deixado o carro. Quando ele chegasse, eu iria atirar e matá-lo. Seria muito simples. E tudo que eu queria era ver a reação da pobre Elena quando soubesse que o namoradinho estava morto. Ela se sentiria tão só, ficaria arrasada e então, seria minha de novo. Fiquei esperando por quase quatro horas até que ele aparecesse, só que ele não estava sozinho, vinha conversando com um homem de aproximadamente cinqüenta anos, que carregava consigo uma beca preta, ou seja, ele era um juiz. Eu não podia colocar meu plano em prática próximo a um juiz, poderiam pensar que, na verdade, ele era o real alvo e eu seria caçado. Teria que esperar até que ele fosse embora, mas isso não aconteceu. Pelo visto, ele estava pegando uma carona com o Damon. Senti tanta raiva, eu teria que esperar por outra oportunidade. Fiquei olhando irritado os dois indo embora.

POV Damon

Eu estava tão preocupado com a Elena, durante toda a audiência, foi nela em quem eu pensei. Tudo que eu queria era que ela estivesse bem. Agora com o Matt à solta, eu teria que tomar ainda mais conta dela, não podia deixar que nada a acontecesse. Eu ainda me lembrava da forma como ela falava quando nós almoçamos hoje, ela estava em paz, estava feliz, fazendo planos. Eu não podia deixar que o Matt estragasse tudo, ele não podia destruir a vida dela mais uma vez.

Eu estava ansioso para vê-la, para encontrá-la e levá-la para casa, mas não pude recusar em dar uma carona ao juiz Wright, ele era meu amigo há alguns anos e ter amizade com juízes sempre facilita as coisas em muitos casos. O carro dele tinha quebrado naquele dia e a verdade é que não me custaria nada, ele morava muito perto do escritório, então, eu mal teria que mudar o meu trajeto para deixá-lo.

Queria ligar para a Elena, mas ali, na região do fórum, meu celular raramente encontrava sinal, encontrou apenas quando nos afastamos um pouco e assim que isso aconteceu, o celular tocou. Era a Elena. Atendi no segundo toque.

–Amor, graças a Deus, você atendeu! -Ela desabafou. -Eu estava desesperada tentando falar contigo!

–Aconteceu alguma coisa, Elena? -Perguntei bastante preocupado.

–Eu estava preocupada com você... -Ela continha o choro. -Eu recebi umas mensagens, eu pensei que algo podia ter acontecido com você...

–Que tipo de mensagem? -A preocupação só aumentou. Era o Matt, eu tinja certeza, ele jamais deixaria a Elena em paz.

–Eu sei que é loucura, que o Matt está preso... -Fez uma pausa. -Mas eu acho que foi ele. -Falou chorosa. -Quem mais iria me chamar de vadia e me escrever falando que eu jamais seria feliz, principalmente com você?

–Elena, o Matt fugiu da cadeia na semana passada. -Revelei ao mesmo tempo em que sentia um nó em minha garganta.

–Ele fugiu? -Elena parecia perplexa. -Desde quando você sabe disso?

–Desde hoje de manhã...

–E você não ia me falar nada?

–Não, Elena, eu não ia. -Fui sincero com ela, eu tinha que ser. -Eu achei que eu poderia te proteger, não queria te ver triste ou com medo... Não, de novo.

–Você não tinha o direito de esconder isso de mim! -Falou chorando. -Não tinha! É a minha vida, eu tenho que saber! E é a sua vida também, eu tenho certeza que o Matt vai tentar fazer alguma coisa com você e eu me preocupo contigo!

–Eu sei disso Elena, eu não fiz por mal, eu não quero que você fique brava comigo...

–Eu não estou brava, eu estou decepcionada! Isso é muito pior!

–Eu sinto muito. -Eu me desculpei, eu não queria tê-la decepcionado, tudo que eu queria era que ela fosse feliz. — Quando eu chegar nós conversamos melhor, tudo bem?

–Tudo bem, Damon. -Respondeu contrariada.

Desliguei o telefone e respirei profundamente. Pronto, o Matt já tinha conseguido não só abalar a Elena, mas também abalar a nossa relação. A Elena estava decepcionada comigo e ela tinha razão ao ter dito que isso era pior do que se ela estivesse apenas brava, isso significava que a confiança que ela tinha em mim tinha diminuído e isso era tudo que eu não queria que tivesse acontecido.

–Dia difícil? – O juiz Wright perguntou quebrando o silencio.

–Você nem imagina o quanto.

–Eu sei que não é da minha conta, mas eu ouvi a conversa, parece que algo muito sério está acontecendo... -Sugeriu, dando espaço para eu contar, se eu quisesse.

–Sim, minha namorada era casada com um psicopata, ele não aceitou bem a separação e desde então ele a persegue. –Tentei resumir toda a situação. –Ele chegou a seqüestrá-la e tentou matá-la, e essa semana ele fugiu da prisão.

–E veio atrás dela novamente. –Concluiu. –Eu lido com esse tipo de bandido quase todos os dias no tribunal. Infelizmente a lei não protege as mulheres como deveria. Bem, se eu puder ajudar em alguma coisa, você pode me ligar.

–Obrigado. –Agradeci. –Tudo que eu preciso é que esse cara seja encontrado e preso o mais rápido possível.

–Amanhã, quando eu chegar ao meu gabinete, eu vou dar algumas ligações e tentar reforças as buscas. Tudo que eu preciso é do nome completo dele e o número do processo.

–Tudo bem, eu posso te passar essas informações.

–Ótimo, me ligue amanhã às onze horas.

Pouco depois, nós já tínhamos chegado à casa dele. O Juiz saltou e eu segui para o escritório, estava ansioso para me encontrar com a Elena.

...

POV Elena

Mais uma vez a minha vida estava desmoronando. O Matt tinha fugido da cadeia e para piorar o Damon estava me escondendo isso. Eu não conseguia acreditar que justo ele estava traindo a minha confiança! Eu poderia esperar tudo, menos que o Damon fosse me esconder às coisas. Como ele poderia achar que era melhor que eu não soubesse? Eu tinha o direito de saber! E se o Matt tivesse feito alguma coisa com ele? Como eu ficaria? Eu nem saberia onde procurá-lo, o que fazer.

Caroline percebeu o quanto eu estava nervosa e veio conversar comigo, ela era realmente uma ótima amiga, era a minha melhor amiga e eu era muito grata por tê-la para me apoiar em todos os momentos.

–Lena, eu sei que é difícil, mas você tem que ser mais forte do que nunca agora. –Ela me aconselhou antes de me dar um forte abraço.

–Eu sei disso, Carr, eu estou tentando, mas eu não sei mais o que fazer! Ainda mais agora que eu descobri que o Damon traiu a minha confiança!

–Eu não acho que ele queria te magoar ou trair a sua confiança. Eu conheço o Damon há algum tempo e sei que ele não faria isso deliberadamente só para te fazer mal, eu acho que ele estava apenas tentado te preservar!

–Mas ele não deveria ter feito isso!

–Ele não deveria, mas fez. Eu acho que vocês não deveriam brigar, principalmente, em um momento como esse! Se vocês brigarem, o Matt vai ficar ainda mais forte, vocês tem que permanecer unidos!

–Você está certa, Carol. –Por mais magoada que eu pudesse estar, eu tinha que concordar que a Caroline estava certa. Eu não podia brigar com o Damon, ele estava tentando me proteger do jeito dele, é claro que eu não precisava ficar feliz com isso, mas eu não deveria brigar com ele. Nós dois precisávamos um do outro mais do que nunca. Eu não quero que o Matt nos faça brigar, eu não quero que ele destrua o meu relacionamento.

–Eu sei que estou!-Ela abriu um sorriso. –Eu sempre tenho os melhores conselhos! –E tinha mesmo. –Mas agora, acho que é melhor eu ir embora e deixar vocês dois conversando! –Falou quando viu o Damon chegando.

–Elena... -Damon me chamou. –Eu sinto muito por não ter te contado...

–Tudo bem. –Não deixei que ele continuasse.

–Você não está mais chateada? –Perguntou surpreso.

–Eu estou magoada, chateada e decepcionada, mas eu não vou brigar com você, desde que você prometa que nunca mais vai fazer isso de novo.

–Eu não vou fazer, Elena, eu juro.

–Então me abraça. –Pedi e ele me atendeu, me abraçando forte, era um abraço tão carinhoso. –Quando eu recebi as mensagens, eu fiquei com tanto medo que o Matt pudesse fazer algo contra você! Eu fiquei com medo de nunca mais de ver. –Confessei enquanto acariciava o rosto dele.

–O tempo inteiro em que eu estava naquela maldita audiência eu queria estar com você. –Entrelaçou os dedos nos meus longos cabelos castanhos. –Eu quero te proteger, eu nunca mais quero te ver triste, não quero que o Matt te prejudique mais do que ele já prejudicou.

–Eu sei disso. –Abri um sorriso. –E eu sei também que não importa o que o Matt faça, ele não vai conseguir nos separar.

–Não, ele não vai. –Ele concordou. –Eu te amo, Elena.

–Eu também! –Admiti.

E então, nós nos beijamos, um longo e delicioso beijo e naquele instante, eu me senti bem e me senti forte. Eu não iria deixar que o Matt roubasse a minha vida, eu iria lutar por ela.

...

POV Matt

Ao menos ter sido preso teve um lado bom. Lá eu conheci criminosos de verdade, pessoas que não possuíam escrúpulos alguns e eles agora eram meus amigos. Quando eu fugi da cadeia, não fiz isso sozinho, eu ajudei mais alguns dos meus companheiros de cela a fugirem também e por isso, eles me deviam um favor e iriam pagá-lo agora mesmo. Dois parceiros de crime iriam me ajudar a transformar em verdade e vingança que eu tinha tramado contra a Elena e o Damon. O meu plano de assassinar o Damon tinha falhado, mas foi melhor assim, porque eu pude pensar em algo muito mais cruel. Algo que iria destruir a Elena e no final das contas, iria resultar na morte dos dois namoradinhos.

Para que eu iria matar o Damon logo de primeira? Ele precisava sofrer também. Ele e a Elena precisavam sofrer. Eu já os tinha seguido da outra vez e na última semana, desde que eu fugi, eu me dediquei a saber tudo sobre a vida deles, eu tinha informações suficientes para fazer um bom estrago.

Nada melhor do que atingir a melhor amiga da Elena para dar um bom recado. Depois de sair do estacionamento onde eu esperava pelo Damon, fui direto para a casa da garota loira junto com um companheiro da prisão. Para minha sorte, ela não morava em um prédio, mas sim em uma casa em um bairro mais afastado do movimentado centro de New York. Depois de umas duas horas, a garota estava chegando a seu carro. Parou o carro em frente à garagem e saltou para abrir o portão, nesse momento, o meu parceiro disparou dois tiros contra ela. Acertou sua perna e seu ombro. A loira soltou um grito de dor e caiu no chão.

Peguei um dos celulares que eu havia comprado. Eu tinha comprado cerca de vinte chips, cada vez que usava um, descartava-o em seguida.

“Sua amiguinha acabou de ser baleada, Elena. É Caroline o nome dela, não é?”

Eu não iria parar só com isso. O meu próximo alvo era o irmão do Damon. Meu parceiro, tinha sido condenado por roubo a joalherias, e para ele, era muito fácil conseguir encontrar formas para entrar em prédios comerciais e residências. Por isso, ele conseguiu com facilidade, implantar uma bomba controlada por um sistema eletrônico no carro do Stefan. Eu poderia detonar a bomba a qualquer distancia. Eu não iria fazer isso de imediato, eu iria usar esse fato como uma vantagem.

...

POV Elena

Eu e o Damon estávamos tentando relaxar um pouco depois daquele dia tenso. Concordamos em não falar sobre o Matt pelo menos durante uma hora. Nós estávamos deitados na cama abraçadinhos enquanto assistíamos televisão. Eu me sentia bem ao lado dele, me sentia protegida. Tudo que eu precisava naquele momento era dele, do conforto do seu abraço, do sabor dos seus beijos. Era nele que eu encontrava a minha paz.

Eu estava quase adormecendo aninhada nele quando o meu celular tocou. Era o barulho da mensagem de texto. Meu coração acelerou, eu já imaginava quem deveria ser. Mais ameaças do Matt.

–Elena, você não precisa ler essas mensagens. –Damon tentou me aconselhar, ele queria me livrar daquele peso. –Deixa que eu as deleto do seu celular, você não precisa saber o que está escrito nelas.

–Não, Damon, eu quero ver, eu preciso ver. –Falei com firmeza. –Eu não quero fugir disso, essa vai ser a última vez que o Matt vem achando que vai destruir a minha vida. Se eu não for forte o suficiente para ler o que ele me escreve, como eu vou ser forte para lidar com o que vem a seguir?

–Eu sei, Elena, você tem que ser forte, mas você não precisa ver essas coisas, não vai ajudar em nada. –Continuava tentando me convencer. –Eu vou contratar uma equipe de seguranças para proteger você. –Falou calmamente. –O Matt pode tentar fazer alguma coisa a qualquer momento e você precisa estar bem protegida. Amanhã, você vai ficar em casa enquanto eu resolvo isso, depois você pode voltar a sua rotina normal. Os seguranças vão cuidar de tudo, você não vai ter que se preocupar.

–Tudo bem, Damon, mas eu vou olhar o que está escrito nessa mensagem. –Insisti. Peguei o meu celular e quando li o texto, senti como se o ar tivesse escapado dos meus pulmões e eu não conseguisse respirar. Ao mesmo tempo meu coração batia tão forte que eu poderia ter uma crise a qualquer segundo.

“Sua amiguinha acabou de ser baleada, Elena. É Caroline o nome dela, não é?”

–Meu Deus, ele atirou na Caroline. –Eu já não sabia mais se eu estava falando baixou, gritando. Tudo que eu sabia era que eu estava desesperada. –Eu preciso ajudá-la! Eu preciso fazer alguma coisa. –Falei me levantando da cama, peguei a primeira roupa que eu encontrei e vesti. –Eu vou até a casa dela.

–Elena, espera. –Damon segurou a minha mão. –Nós não sabemos se ele está ou não falando a verdade. O Matt sabe como você, ele sabe como você se preocupa com as pessoas, que você vai tentar ir à casa dela, ver o que está acontecendo. Pode ser uma emboscada. Eu vou ligar para o Henrique e pedir para ele enviar uma viatura para a casa dela, tudo bem?

–Eu não sei Damon... E se ele demorar? Ela não pode esperar! Eu preciso saber como ela está!

–Se ele não chegar lá em quinze minutos, nós vamos, combinado?

–Tudo bem.

Damon falou com o Henrique e ele atendeu rapidamente ao pedido e enviou uma viatura até a casa da Caroline. A espera por notícias foi ainda mais agonizante, parecia que o tempo não passava nunca. Cerca de trinta longos minutos depois, o Henrique telefone com novidades. Damon falou com o delegado longe de mim e eu tive que esperar mais um pouco para saber se estava tudo bem.

–A Caroline foi mesmo baleada, mas ela não corre risco de morte. –Aquela não era a melhor notícia do mundo, mas ainda assim, eu fiquei aliviada ao ouvi-la. –Ela já está sendo levada para o hospital.

–Eu preciso vê-la, nós precisamos ia ao hospital! –Pedi.

–Nós vamos, mas Elena, eu preciso cuidar de você, se lembra? Por isso, nós vamos esperar o Henrique chegar até aqui com a viatura para nos levar, é o único jeito para que eu tenha certeza que o Matt não vai tentar te machucar.

Eu acabei cedendo. Quando o Henrique chegou, eu estava mais ansiosa do que nunca. Tudo que eu queria era chegar logo ao hospital e ver a minha amiga. Depois de chegar ao hospital, eu ainda tive que esperar horas até que ela saísse da cirurgia onde os médicos iriam retirar as balas que tinham ficado alojadas no corpo dela. Eu avisei aos familiares dela, para que pudessem visitá-la, mas eles demorariam a chegar uma vez que eles moravam em outro estado. Eu não soube para qual rapaz eu deveria ligar se era para o Tyler ou para o Klaus, afinal, ela ainda não estava muito decidida sobre quem gostava, embora eu achasse que ela estava perdidamente apaixonada pelo último. Eu decidi não ligar para nenhum deles e esperar que ela me dissesse quando acordasse.

Já era manhã do dia seguinte e eu estava prejudicando a vida de todo mundo. Caroline tinha sido baleada, o Damon não conseguia mais trabalhar direito. Ele tinha um caso ara cuidar hoje no interior, em uma cidade que ficava a cinco horas de carro, mas não iria para ficar comigo, tinha pedido para o Stefan cuidar de tudo para ele.

E era minha culpa, tudo que estava acontecendo era minha culpa.

Depois de mais um tempo, eu finalmente pude falar com a Carol.

–Oi, Carr... -Falei baixinho.

–O que aconteceu, Lena? –Perguntou em um tom de voz bastante frágil. -Eu não me lembro direito, só lembro-me de alguém mascarado segurando uma arma... -Falou vacilante, sua memória parecia traí-la. -Foi um assalto? -Perguntou confusa.

–Não, Carol, foi o Matt. -Sussurrei. -Para me atingir, ele fez isso com você, eu sinto muito! Muito mesmo!

–Tudo bem, Lena, pelo menos eu estou viva. -Deu um sorriso fraco. -E agora, eu também o odeio! Ele não deveria ter se metido com a Caroline Forbes! Agora ele vai se ver comigo!

Fiquei bastante tempo conversando com a Carol. Quando estava saindo do seu quarto, meu celular tocou, era um número desconhecido, era o Matt, eu sabia disso. Eu sabia também que era imprudente atendê-lo, mas ainda assim eu iria seguir em frente. Caminhei até o banheiro feminino, entrando lá.

–Olá, Elena. –A voz do Matt me dava arrepios.

–Matt.

–Como está a Caroline? Coitadinha não merecia isso! -Falou sinicamente.

–Matt ela é inocente! Como você teve coragem de fazer isso com ela?

–Eu estou ligando para te informar que o que eu fiz com a Caroline foi apenas um aviso. Eu não vou parar, eu não vou te deixar em paz. -Riu. -Eu vou atacar todo mundo, agora é a vez do irmão do Damon, Stefan, não é? -Perguntou em um tom doentio. -Eu coloquei uma bomba no carro dele e sabe qual a melhor parte? Ele está dirigindo agora, indo paro interior cuidar de um caso no lugar do seu namoradinho. Um segundo e eu detono a bomba. E não adianta tentar avisar, eu paguei uma grana bem alta para grampear o seu telefone e o dos seus amiguinhos, ou seja, eu vou escuto tudo que vocês estão falando. Eu vou saber!-Riu. -Acho que o Damon não vai ficar nada feliz se algo acontecer ao irmãozinho dele e ainda por cima por sua causa! Você acha que ele vai te amar depois disso? Eu acho que não! Ele vai te culpar para sempre pela morte do irmão! Se bem que eu vou acabar matando o Damon também!

–Matt, eles não tem nada... -Eu não consegui concluir, ele me interrompeu.

–Você pode impedir isso, você pode impedir que eu machuque mais pessoas, pode impedir tudo isso...

–O que você quer que eu faça?

–Eu quero que você se entregue para mim e volte a viver como a minha esposa. Você escolhe o que vai acontecer, Elena.

–Tudo bem. -Concordei. Eu não tinha escolha, eu sabia que o Matt estava falando sério, e depois do que ele tinha feito com a Caroline, eu sabia que ele podia fazer qualquer coisa. Ao menos eu estaria sendo altruísta. Eu já tinha perdido a minha vida mesmo, o Matt a tinha destruído há muito tempo, eu só não podia deixar com que ele fizesse isso com mais ninguém.

–Ótimo, Elena. Você vai me encontrar no estacionamento da rodoviária daqui a quinze minutos. É bem pertinho do hospital onde você está.

Quando eu desliguei, eu precisava achar um jeito de sair em que o Damon viesse atrás de mim. Eu precisava de alguns minutos sem ele por perto.

–Amor... -Eu o chamei assim que eu o encontrei

–Como a Caroline está?

–Ela está bem. -Forcei um sorriso. –Seria legal você ir falar com ela, você sabe como a Carol adora ter amigos por perto, não sabe?

–Claro que eu sei e eu vou lá falar com ela.

–Eu vou ficar esperando aqui, eu preciso de uns minutos para processar tudo que está acontecendo. –Tentei soar o mais natural possível e ele concordou. -Mas antes de ir, me dá um beijo. –Pedi. Eu queria um beijo de despedida, mesmo que ele não soubesse que aquele era o nosso ultimo encontro.

Damon me beijou intensamente e eu aproveitei cada segundo em que nossas bocas permaneceram coladas. Eu nunca esqueceria o sabor dos seus lábios, nunca. Ao menos, eu tinha sido feliz enquanto nós estivemos juntos, isso era tudo que bastava.

Quando Damon me deu as costas, eu saí de lá o mais rápido possível, eu tinha pouco tempo. Eu precisava encontrar com o Matt no horário combinado. Caminhei o mais rápido possível pelos corredores do hospital até a saída. Peguei um taxi e fui até a rodoviária.

Fiquei no estacionamento, o local combinado e menos de dois minutos depois que eu estava lá, o Matt chegou dirigindo um carro preto. Ele abriu o vidro do carro e me deu uma ordem.

–Entra, Elena. –Eu obedeci.

Eu não falei nada, mas o silencio não perdurou muito tempo.

–Eu estou tão feliz em te ter de novo, vagabunda. –Falou enquanto passava a mão na minha coxa, fechei os olhos, como se esse ato tornasse as coisas menos insuportáveis. Eu não respondi e o Matt pareceu não ligar. –Eu quero que você me entregue o seu celular. –Deu uma nova ordem. –Eu acatei.

Ficamos em silencio até chegarmos em uma casa, que ficava a no máximo uns cinco minutos da rodoviária. Nós entramos e lá havia um homem que eu não tinha ideia de quem era. Ele veio na minha direção e me algemou com as mãos para frente e entregou a chave para o Matt, só ele poderia me libertar daquela restrição. O rapaz mandou que eu me sentasse em uma cadeira que ele havia separado para mim e eu obedeci. Então, ele amarrou as minhas pernas aos pés da cadeira. Eu não podia me mover.

–Caio, você toma conta da vadia enquanto eu vou trazer o namoradinho dela. Vai ser ótimo ver o casal apaixonado morrendo junto.

–Matt, você falou que se eu me entregasse, você iria deixar o Damon e a família dele em paz!

–Eu menti, ou melhor, eu menti mais ou menos. –Riu. -Eu realmente não pretendo matar a família dele. –Estava se divertindo. — Eu vou ficar muito triste se eu tiver que matar o irmão dele. –Fez uma pausa. –Eu só quero matar o Damon... e você é claro, Elena.

–Você não pode fazer isso! –Gritei em desespero.

–Eu posso tudo, Elena! –Falou em um tom convencido. –Mas, fica calma, vocês vão ter a chance de se despedir, eu vou trazer ele para cá.

Não ele não podia tudo, eu precisava fazer alguma coisa, eu precisava encontrar algum jeito. Ele não podia matar o Damon.

...

POV Damon

Eu fiquei mais ou menos meia hora conversando com a Caroline. Apesar dos ferimentos, ela parecia bem. Ela não era o tipo de garota que se abalava facilmente e isso era muito bom. A verdade é que a Caroline adora conversar e eu só consegui ir embora do quarto porque a prima dela tinha chegado. Fui encontrar com a Elena, mas ela não estava lá. Tentei ligar no celular dela, mas só dava desligado. Alguma coisa tinha acontecido. Eu deixei a Elena sozinha, eu não podia ter feito isso, mas eu pensei que ela estaria segura dentro do hospital, mas, pelo visto, não estava. Eu já estava ligando para a polícia quando o meu celular tocou.

–Alô?-Atendi imediatamente.

–Damon, eu estou com a sua namorada.

–Seu desgraçado! -Eu estava com tanto ódio. -Você vai pagar muito caro por isso, eu prometo.

–Não me culpe pela sua incompetência em protegê-la, eu apenas me aproveito disso. –Zombou. -Mas o negócio é o seguinte, além disso, eu grampeei o seu telefone, o da Elena, do Stefan, da Caroline e o da Rebekah. Eu estou monitorando tudo que vocês fazem. Hoje, por exemplo, além de ligar para o Henrique, o delegado, você ligou para uma empresa de segurança... — Eu fiquei preocupado, ele tinha muitas informações, ele não estava mesmo blefando.. -E para completar, eu coloquei uma bomba no carro do seu irmão, e por acaso, não é hoje que ele está fazendo uma viagem de cinco horas para o interior? Em fim, se você ou outra pessoa avisá-lo, eu fico sabendo e apenas aperto um botão e o mato. -Riu. -E bem, eu também vou matar a Elena. -Ele estava se divertindo. -Mas eu vou te dar uma opção, você pode salvar os dois, trocando a sua vida pela deles, você está de acordo?

–Sim, eu estou. -Eu podia morrer por quem eu amava. -Mas você precisa me dar garantias de que a Elena e o meu irmão vão ficar bem.

–Isso só depende de você, Damon, basta você fazer o que eu mandar, você vai fazer ou não?

–Eu vou. -Aceitei, era tudo que eu podia fazer.

–Perfeito, eu quero que você me encontre no estacionamento da rodoviária em dez minutos. Eu vou te achar lá, combinado? E se você não estiver lá no horário combinado ou eu perceber alguma coisa estranha, os dois morrem. Portanto, não dê uma de esperto e tente chamar a polícia. Estamos entendidos?

–Sim.

Eu pensei bem se eu deveria ou não chamar a polícia. Eu poderia me encontrar com o Matt e a polícia acompanhar tudo á distancia, mas esse era um risco muito grande. E se o Matt percebesse? E a Elena e o Stefan iriam morrer, eu não podia deixar isso acontecer. E para confirmar a convicção que eu deveria ir sozinho, o Matt ainda enviou diversas fotos da Elena, ela estava amarrada em uma cadeira. E se não bastasse, ele me mandou fotos do carro do Stefan com a bomba 'instalada'. Eu realmente não podia chamar a policia.Eu não faço a menor ideia de onde a Elena está, e se eu chamar a polícia o Matt pode perceber e matá-la ou até mesmo fugir com ela. E mesmo que eu ligue de um telefone público para a polícia, como eu vou avisar ao Stefan que tem uma bomba no carro que ele está dirigindo? Ele está fazendo uma viagem de cinco horas até o interior. Ele só está com o celular e esse está grampeado também. O Matt vai saber através do celular do meu irmão, que eu ou qualquer outra pessoa tentou avisar. Eu não posso deixar nem o meu irmão, nem a minha namorada morrerem. O Matt realmente fechou o cerco, não tem como ligar para a polícia sem correr o risco de um dos dois morrer. E além disso, ele tinha me dado apenas dez minutos para encontrá-lo. Era muito pouco tempo! Era o tempo certo de eu pegar o carro e chegar na rodoviária.

Notas finais
O que vcs acharam?
Sejam sinceras, ok?
matt nao pode matar delena nem o stef né?
matt aprontou uma boa né?
alias falando no matt...ele tá um psicopata mt louco né?
o prox cap eu quero colocar um pouco de ação, espero ir bem nessas cenas...
acho que essa pode ser a oportunidade para a elena tentar fazer o matt pagar tudo que fez pra ela né? mas será que tem como ela reagir?
vcss estão assitindo the originals? eu vi tds os eps hj! nossa tá maravilhoso! eu to achando q tá mais legal ainda que o tvd, e vcs?
beijinhos