A New Chance To Love
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Tá aí mais um capítulo!
Como eu disse,eu não sou muito boa narrando esse tipo de cena de violencia/açao
Então podem criticar, só assim eu consigo melhorar.
"Segurando em coisas que desapareceram No ar, me deixou em pedaços Mas agora eu estou renascendo das cinzas,Encontrando as minhas asas e tudo o que eu precisava"**
POV Damon
Peguei meu carro e dirigi ate o estacionamento da rodoviária, que estava praticamente vazio, parei na primeira vaga disponível e fiquei esperando. Durante esse intervalo de tempo tantas coisas vieram em minha mente, ansiedade, preocupação e até mesmo medo. Eu não tinha nenhuma garantia de que o Matt iria cumprir a sua parte do acordo. Eu pensava o tempo inteiro na Elena, queria saber se ela estava bem. Não conseguia aceitar que naquele exato momento ela poderia estar sofrendo, poderia estar passando por tudo que ela já havia passado. Ela não merecia isso, merecia repetir todos os traumas novamente. Eu realmente esperava que quando eu encontrasse o Matt, ele a deixasse ir. Ela não podia mais sofrer e eu poderia dar a minha vida pela dela, afinal, eu já tinha sido feliz por muito tempo, mas ela ainda não. Elena tinha sofrido sua vida inteira ao lado daquele canalha, ela não merecia morrer assim, ela tinha que ser feliz. Fechei os olhos e vi a imagem dela claramente, como se ela estivesse na minha frente. Conseguia imaginar o sorriso delicado da Elena, o brilho dos seus olhos castanhos, ela é tão linda e não é apenas a sua aparência que é linda, o seu jeito também é. Ela é especial. Pensei também no meu irmão, até mesmo a vida dele, que não tinha nada a ver com tudo isso, estava em jogo.
A chegada do Matt me tirou de meus pensamentos. Ele estava com um sorriso satisfeito estampado em sua face. Eu desejei acertar um soco no maxilar dele para arrancar de seu rosto aquele sorriso, ou melhor, desejei matá-lo. Eu realmente o odiava e eu nunca odiei alguém com tanta intensidade. Ainda assim, eu não podia fazer nada disso, não quando nas mãos dele havia as vidas das pessoas que eu amava. Tive que engolir toda a repulsa que sentia por ele e manter a frieza.
-Salta do carro. –Ordenou.
Eu apenas fiz o que ele mandou, sem falar nada. Eu não reagi quando ele pegou as algemas que tinha consigo e prendeu os meus pulsos. Depois disso, ele me deu um forte soco no rosto, arrancando um filete de sangue do meu supercílio direito. Meu corpo inteiro queimou de ódio, em qualquer outra circunstancia, eu teria reagido e feito com que ele pagasse na mesma moeda, mas eu não fiz nada, nem podia, ele tinha me algemado instantes atrás e isso só o fazia ser ainda mais covarde.
-Agora vamos às regras, Damon. –Falou ainda mais satisfeito. Era notável o quanto ele estava se deliciando com a situação. –Você vai obedecer a todas as minhas ordens e se você fizer algo errado, as coisas vão ficar muito feias. Você entendeu?
-Eu entendi. –Respondi secamente.
-Muito bom, Damon. –Abriu um novo sorriso e eu desejei matá-lo mais uma vez. –Agora entra no carro.
Entrei no carro e durante todo o percurso, o Matt tentou me provocar, mas eu não respondi, afinal, se respondesse, isso só iria fazer com que ele se sentisse ainda melhor com tudo que estava acontecendo.
...
POV Elena
Eu estava desesperada, afinal, o Matt tinha dito que iria matar não somente a mim, mas ao Damon também. Eu já nem ligava mais para a minha vida, esta já estava perdida mesmo. Entretanto, eu me importava muito com o Damon. Eu o amava! Eu não queria que nada de mal acontecesse a ele. Eu me senti completamente impotente, eu não podia fazer nada! Eu não podia fazer nada para impedir o Matt. Isso era tão frustrante! Tentei me conter, mas não consegui evitar o choro. Caio que estava lá “tomando conta de mim” se aproximou. É lógico que ele não tinha uma palavra amiga e não iria me ajudar em nada, tudo que ele iria fazer era prejudicar ainda mais.
-Logo, logo, você vai parar de chorar, Elena. –Falou em um tom cínico. –Afinal, mortos não choram.
-Você e o Matt são pessoas horríveis! –Falei enojada. –Como você consegue viver consigo mesmo fazendo tanto mal as pessoas?
-Porque essa é a minha natureza, Elena. –Sorriu. –Pessoas não se tornam criminosas, elas já nascem com uma alma bandida, assim como eu, e o Matt também. –Parecia realmente acreditar no que estava me dizendo. Aproximou-se um pouco mais. –Já você... -Acariciou minha face. –Nasceu para ser a vítima...
-Isso não é justo... -Falei a frase muito mais como uma reflexão do que tentando prolongar o assunto com ele.
-Claro que não é. –Concordou. –Mas se fosse, qual seria a graça, Elena?
A conversa foi interrompida pela chegada do Matt. Ele apontava uma arma para o Damon, que o acompanhava. Caio também sacou a sua arma, só que apontou para mim. Uma pequena parte de mim se sentiu melhor por poder ver o Damon mais uma vez, só qualquer resquício de felicidade que eu ainda poderia ter foi levado embora quando eu me lembrei do que iria acontecer. Nós dois seriamos mortos e não havia nada, nada mesmo, que pudesse ser feito.
-Que maravilha! –Matt exclamou. –O casalzinho está reunido!
-Eu vi com você Matt, eu fiz tudo que você mandou, agora, é a hora de você fazer a sua parte do acordo. Você deixa a Elena ir embora. –Damon exigiu.
-Oh, Damon, quanta ingenuidade a sua em achar que eu pensei, nem que fosse por um segundo apenas, em deixá-la ir!
-Ela é uma garota indefesa... -Damon tentou argumentar, mas é claro, que o Matt não permitiu, ele não se importava.
-Ela não parecia tão indefesa quando abriu as pernas para você, parecia? A Elena escolheu, ela é a responsável e vai ter que pagar por isso de uma vez por todas!
-Não, fui eu quem ficou atrás dela até conseguir conquistá-la. Eu sou o responsável. Por que você não a deixa ir e nós resolvemos isso como homens?
-Que romântico, Damon!-Zombou. — Tentando defender a garota, só que não vai dar certo!
-Matt, você pode me matar, fazer o que você quiser, mas deixa a Elena em paz...
-Eu já disse que não! –Gritou. –Se você não calar a boca, é essa vagabunda quem vai pagar! –Caminhou na minha direção e me deu um tapa no rosto com toda a sua força, deixando a minha pele marcada.
Damon se calou.
-Prenda-o, Caio. –Matt deu uma ordem ao rapaz, que executou rapidamente. Caio conduziu o Damon, enquanto mantinha a arma apontada contra ele. Prendeu-o, numa cadeira assim como fez comigo.
-Ótimo, agora, vai vigiar a casa. –Mais uma ordem. –Se a policia estiver chegando ou você detectar qualquer movimento estranho, me avisa que eu mato os dois.
-Tudo bem. –Caio concordou.
-Olha só que coisa mais linda, o casalzinho apaixonado está junto mais uma vez! Vão morrer juntos, tem algo mais emocionante do que isso?-Matt abriu um sorriso cínico. Ele estava se deliciando. –Esse momento merece até ser fotografado! –Continuou. –Eu vou pegar a câmera!
O Matt se ausentou para pegar a câmera. Ao menos eu teria um ultimo momento á sós com o Damon.
-Damon... -Sussurrei seu nome.
-Oi, meu amor...-Ele respondeu carinhosamente.
-Já que essa é a última vez que nós vamos nos ver...-Eu estava tentando segurar as lágrimas, minha voz estava embargada. -Eu queria que você soubesse...
-Não, Elena. -Ele me interrompeu. -Você não precisa me falar isso, vai ficar tudo vem, você vai ficar bem.
-Não, Damon, eu não vou e está tudo bem. Você não precisa me prometer isso.
-E o que você quer que eu te diga, Elena? Que você vai morrer? Que eu falhei com você?
-De todas as pessoas, você foi o único que não falhou comigo. Meus pais me venderam para o Matt quando eu tinha quinze anos! Eles eram meus pais, eles tinham que me proteger! O Matt se casou comigo e como marido, ele deveria me respeitar! Ele me abusou, me bateu! -Eu falava alto em meio a um choro descontrolado. -E você, sabe o que você fez? Você me amou, você me amou pelo que eu era, você cuidou de mim, me fez feliz! Você foi o único que fez isso por mim, o único que me amou!
-Ainda assim, eu não fui um bom namorado! -Ele insistiu. -Olha o que eu deixei acontecer com você! De novo!
-Para mim você foi o melhor namorado que alguém pode ter! Foi muito mais do que eu poderia sonhar! Foi perfeito! Ter te conhecido fez toda a minha vida valer a pena.
-Ah, Elena, eu te amo tanto.
-Eu também te amo, era só isso que queria que você soubesse.
-Eu sei.
Então, o Matt chegou e nós não podíamos mais conversar.
-Isso vai dar uma bela imagem! -Matt falou em seu tom doentio enquanto nos fotografava. -Bom, muito bom! Agora, eu acho que nós deveríamos fazer um jogo de perguntas e respostas! Damon, você começa respondendo. -Sorriu. -Você sabia que a Elena era casada, por que você deu em cima dela mesmo assim?
-Porque eu a achei muito bonita e o jeito dela me conquistou, eu não me importei se ela era casada ou não, eu só queria uma chance. -Damon estava mentindo, não tinha sido bem assim que as coisas aconteceram e eu sabia que era para me proteger.
Matt se irritou com a resposta e o acertou com um soco no estomago. -Isso é para você aprender a não dar em cima da mulher dos outros.
Eu fiquei desesperada com aquela cena, não ia agüentar ver isso.
-Matt, eu menti para ele quando nós nos conhecemos... -Confessei. -Eu disse que era solteira.
-Ora, ora, não é que nós temos mentirosos aqui? -Ironizou e me deu um tapa no rosto.
-Não bate nela. -Damon pediu, mas é lógico que o Matt não deu atenção.
-Por que você mentiu, Elena?
-Porque eu tinha vergonha de ser casada com você, de ser abusada, de apanhar...
-Você apanha porque não sabe se comportar e eu tenho que te colocar na linha. -Explicou o inexplicável, não existia nada que justificasse as agressões que eu sofri. -Damon, você também foi casado. Com a Katherine, não é? -Matt sabia sobre toda a vida do Damon. -Você sabe que a mulher tem que obedecer ao marido.
-Não, eu não sei. -Discordou. -Eu nunca achei que a Katherine tinha que me obedecer.
-Não? E como você fazia para mantê-la comportada?
-Eu nunca me importei com isso de 'comportamento', nós nos amávamos e nos respeitávamos, isso era o que bastava. Eu sabia que ela nunca iria fazer algo deliberado para me magoar.
-Você nunca bateu na sua esposa? -Matt parecia duvidar.
-Claro que não, eu nunca nem levantei a voz para a ela. Nós resolvíamos tudo conversando.
-Damon, agora eu estou te achando ainda mais otário do que antes.
-Você pode pensar o que você quiser. A única coisa que eu me importo é que o meu pai me ensinou a respeitar as mulheres e eu sempre agi assim, deve ser por isso, que a Elena se apaixonou por mim. -Provocou.
Matt se irritou com o que o Damon dissera e avançou contra ele, desferindo uma série de socos, no rosto, no estomago... Ele iria matá-lo!
-Matt, por favor, para! -Eu pedi chorando.
-Não, Elena! Eu vou matar esse cara! É por culpa dele que você virou essa vagabunda que é agora! –Deu outro soco.
-Mas eu posso mudar... -Tentei convencê-lo. –Eu posso voltar a ser a sua esposa, eu posso ser obediente.
-Não! Isso nunca mais vai acontecer! Você perdeu a sua essência!
-Talvez, tudo que eu precise é que você me ensine a ser como eu era antes... Só isso.
-Eu não quero saber, Elena. –Estava transtornado. –Eu vou é matar esse cara agora mesmo! –Pegou a arma e apontou para a cabeça do Damon.
-Eu quero voltar a ser sua esposa, você está certo. Era muito melhor quando eu estava com você. –Eu tinha que fazer alguma coisa, não podia deixar o Matt matar o Damon, não podia.
-Eu não acredito no que você está falando, vadia!
-Eu posso provar. –Eu não acreditava no que eu iria fazer, mas eu não conseguia pensar em outra coisa. –Eu posso fazer sexo com você, para ele ver.
-Eu gosto dessa ideia, sua piranha. –Abriu um sorriso satisfeito. O Matt era realmente um psicopata, só alguém assim para gostar desse tipo de situação. –Se você fizer direito, nós dois vamos embora e o Damon que fique chorando porque perdeu a namorada! Isso é um castigo muito melhor do que a morte para ele.
-Elena, você não pode fazer isso. –Damon tentou me convencer. –Eu não quero que você faça isso!
-Eu vou fazer porque eu quero. –Eu o corrigi.
-Vai ser muito mais divertido do que eu imagino. –Matt falou em um tom de felicidade.
Ele se aproximou de mim, ainda sorrindo, e me desamarrou.
-Tira as suas roupas e deita no chão. –Ordenou e eu obedeci.
-Elena, não. –Damon continuava tentando me fazer mudar de ideia, mas eu não podia. Se eu não fizesse isso, o Matt iria matá-lo, esse era o único jeito que eu tinha para salvar a vida dele. Ele tentou se soltar, mas era impossível vencer a força das algemas que o prendiam.
Matt guardou a arma na cintura e se deitou por cima de mim, eu não demonstrei nenhuma reação. Tudo que eu precisava fazer era ficar bem quieta e iria terminar logo. Eu já tinha passado por isso tantas vezes, eu já sabia como seria. Ainda assim, era traumático, sempre seria. Eu só não iria demonstrar como eu estava me sentindo, ia fazer as coisas serem ainda piores.
-Você não pode fazer isso, é obvio que ela não quer transar com você.
As palavras do Damon irritaram o Matt que se levantou furioso.
-Cala a boca! –Outro soco. –Será que eu vou ter que te matar agora? Quer saber é isso mesmo que eu vou fazer! –Pegou a arma e colocou na cabeça dele.
Eu tinha que fazer algo, ele iria apertar o gatilho a qualquer momento. Eu me levantei e o Matt estava tão concentrado que não percebeu a minha movimentação. Ele estava de costas para mim. Eu peguei a cadeira, onde eu estava presa anteriormente, e bati nele. Só que o meu golpe não foi com força suficiente.
-Mas você é uma vagabunda mesmo, não é, Elena? –Matt falou irritado, ele me segurou pelo pescoço, apertando a minha garganta, a outra mão mantinha a arma apontada para mim. Não, eu não iria morrer, eu não iria deixar o Damon morrer. Eu me lembrei das palavras do Damon no dia em que nós dançamos na festa de noivado do Stefan. Ele tinha dito que eu era corajosa, que eu tinha conseguido superar tanta coisa. Eu iria superar isso também. –Eu vou matar você agora, Elena. –Eu já não ouvia mais nada, não via mais nada. Sentia apenas a adrenalina fluindo pelo meu corpo e a raiva que tomava conta de cada um dos meus músculos, eu iria fazer o Matt pagar por tudo que ele tinha me feito.
-Não, você não vai. –Eu aproveitei que nós estávamos tão próximos, levantei o meu joelho, acertando uma joelhada, com toda a minha força, nos testículos dele. Matt soltou um grito de dor e levou ambas as mãos até a região, deixando a arma cair. Eu precisava tirar proveito de cada instante em que o Matt estivesse vulnerável. Se eu desse um passo em falso, eu iria perder e eu não podia perder. Eu dei outro chute nele, então deixei meu corpo cair, apoiando o meu joelho no peitoral dele, o prendendo. Fechei o meu punho e dei um soco no rosto dele. Ainda assim, o Matt conseguiu reagir, ele também me deu um soco no rosto, o sangue começou a verter do meu nariz. Quando eu notei, ele havia trocado de lugar comigo, ele estava por cima de mim agora. Ele me deu outro soco e outro. Eu iria morrer se eu não fizesse nada. Olhei ao redor e consegui ver a arma, eu me concentrei apenas nela. Eu não sentia mais nada, só ímpeto para conseguir pegá-la. Estiquei o meu braço o máximo que eu pude e todo o esforço valeu à pena quando eu tinha a arma na minha mão. Eu não pensei duas vezes, apenas mirei na direção do Matt e apertei o gatilho. O sangue do Matt jorrou em cima de mim. Eu consegui me levantar com dificuldades, afinal, ele estava caído sobre mim. Ainda assim, o Matt ainda estava consciente, ele estava acompanhando meus movimentos com o olhar. Eu apontei a arma para ele e atirei novamente mirando o coração dele. No instante seguinte, eu ouvi o barulho da porta se abrindo. Era o Caio, o barulho dos tiros deve ter chamado a atenção dele. Assim que eu o vi, eu não hesitei, eu também disparei contra ele. Eu não tinha uma mira muito boa, principalmente, naquela distancia, por isso, disparei várias vezes contra o corpo dele que caiu, inerte, no chão.
Depois eu fui correndo na direção do Damon. Ele estava todo machucado devido a todos os socos que tinha levado do Matt. Eu me senti péssima vendo-o daquele jeito, era como se eu pudesse sentir a dor de cada ferimento.
-Amor... -Sussurrei, enquanto acariciava o rosto dele.
-Elena, você...
-Eu terminei com tudo isso... -Uma pausa. -Finalmente terminou... -Eu chorava e sorria ao mesmo tempo. Eu não podia definir como eu estava me sentido. Eu tinha acabado de matar uma pessoa, mas eu estava aliviada, porque essa pessoa tinha destruído a minha vida.
-Você teve que matá-lo, eu não acredito que esse peso ficou nas suas costas... -Ele parecia lamentar.
-Está tudo bem. –O sorriso se alargou no meu rosto e eu dei um selinho nos lábios dele. –Eu fiz o que eu tinha que fazer. -Respondi. –Agora eu preciso soltar você. Eu preciso achar a chave das algemas.
-O Matt guardou no bolso da calça.
Eu fui até o corpo sem vida do Matt, procurei no bolso dele. Havia várias chaves ali. Eu voltei até onde o Damon estava, em uma mão eu tinha as várias chaves e na outra, eu ainda carregava a arma. Eu tinha um medo irracional de que o Matt pudesse se levantar e se ele fizesse isso, eu tinha que estar pronta para reagir.
-Deve ser a menor... -Damon sugeriu.
E ele estava certo. Foi a menor chave que liberou as algemas, eu terminei também de desamarrar as pernas e os pés dele. Finalmente nós pudemos nos abraçar. Damon me envolveu em seus braços carinhosamente.
-No final, eu não consegui te proteger, Elena. –Falou baixinho. –Foi você que salvou a minha vida.
-Eu só consegui fazer isso porque eu me lembrei de você. –Admiti. –Você falou que eu era forte e corajosa e foi isso que fez com que eu conseguisse lutar. –Eu já estava chorando quando terminei de dizer aquelas palavras.
Ele não falou nada, apenas abriu um sorriso e me beijou em seguida. Ele me beijou intensamente e eu pude sentir todo o amor dele. Nosso amor tinha sido muito mais forte do que tudo isso. Eu sei que nós teríamos que encarar tudo o que tinha acontecido, teríamos que chamar a polícia, mas naquele instante, eu queria apenas esquecer, eu queria apenas beijá-lo, os lábios dele colados no meu, nossas línguas entrelaçadas, isso era o meu mundo.
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** Trecho da Letra The Time of my life do David Cook
Notas finais
bem, eu acho que se o matt ia morrer, era a elena quem deveria fazer isso, afinal, ele destruiu a vida dela. era a hora dela ser forte, ser a heroína da história e acabar com todo esse pesadelo.
chega dela ser a menininha, ela tinha que ser forte.
Por favor, comentem!
bj
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