Notas iniciais
Oi lindas!
Cheguei com mais um capítulo...
Espero que vcs gostem!
Por favor, deixem a opinião de vcs!

POV Caroline

Já eram 16:30 e nada da Elena aparecer com o maldito documento! Droga! Meu trabalho iria acabar me deixando louca! Respirei fundo, daqui a pouco ela iria chegar, tentei ser positiva. Levantei, peguei um café, voltei para a sala, chequei meus emails. Dez minutos haviam se passado! Não iria dar mais tempo! Peguei o telefone e disquei o número da Elena, precisava saber se ela já estava chegando. Ela não atendeu. Insisti. Nada de novo. Xinguei-a mentalmente. Será que custava tanto atender um telefone? Calma, Caroline, falei para mim mesma. Já que Elena não atendia ao telefone, decidi ligar na empresa onde ela iria pegar o documento. Não pude acreditar quando me disseram que ninguém tivera lá. Tudo bem, o transito estava caótico, mas mesmo assim já teria dado tempo para ela chegar lá. Tentei o celular dela mais uma vez e nada. Ela continuava sem atender. Isso não era normal. A Elena sempre atendia as minhas ligações. Será que tinha acontecido alguma coisa? Este pensamento me causou um arrepio. Lembrei de algo ainda mais assustador, e se o ex marido dela a tivesse encontrado? Não, não, tentei afastar essa idéia de minha mente. Era horrível demais. E se isso tivesse mesmo acontecido? Eu precisava fazer alguma coisa. Eu precisava contar para o Damon que a Elena tinha sumido e eu ainda não tinha idéia de como eu iria contar. Ele iria ficar louco e com certeza, iria dizer que a culpa era minha e era mesmo. Ele tinha me falado várias vezes, que quando alguém tivesse que sair para resolver qualquer assunto do escritório, era eu quem deveria sair. Ele não queria a Elena saindo sozinha, ainda mais sem que ele ficasse sabendo, porque tinha receio que o Matt pudesse fazer alguma coisa com ela. Ele estava sendo tão cuidadoso com ela, Damon estava sempre ao lado dela, cuidando e mimando-a. E agora, eu podia ter estragado tudo. Calma, Caroline, não aconteceu nada, tentei me acalmar, mas não consegui, principalmente quando para o relógio que marcava 16:50. Precisava falar com o Damon.

POV Damon

Eu e o Stefan estávamos terminando de rever os detalhes do processo que iríamos discutir na reunião que começaria em instantes. O barulho da porta abrindo quebrou nossa concentração, era Caroline.

-Com licença, doutores... -Falou em um tom hesitante.

-Nós já vamos... -Falei, pensando que ela viera nos lembrar da reunião.

-Na verdade, eu preciso falar com você, doutor...

-Tudo bem.

-Eu acho que aconteceu alguma coisa com a Elena... -Sussurrou em uma voz preocupada e suas palavras me atingiram em cheio provocando o mesmo sentimento. Não queria que nada de mal acontecesse a minha amada Elena.

-Ela está passando mal, Caroline? –Foi à primeira coisa que veio em minha mente, o que mais poderia ter acontecido a ela dentro do escritório? -Eu ver como ela está.

-Esse é o problema, doutor... -A loira sussurrou. –Eu não sei onde está...

-Como assim você não sabe onde ela está? –Perguntei irritado, a Elena não podia simplesmente ter desaparecido dentro do escritório.

Caroline suspirou profundamente. –Eu estava desesperada tentando providenciar um documento a tempo, e a Elena se ofereceu para ir lá tentar pegar. Eu sei que era eu quem deveria ter ido, mas você sabe como a Elena é. Ela está sempre tentando ajudar os outros e eu estava tão nervosa que eu nem toquei, eu a deixei ir...

-Você já tentou falar com ela? –Stefan se intrometeu na conversa.

-Já, um monte de vezes! Eu também liguei na empresa onde ela iria buscar o documento e ela não apareceu lá.

-Deve ter sido o desgraçado do Matt. –Exclamei. –Era por isso que eu não queria que a Elena ficasse saindo sozinha, ele estava esperando a primeira oportunidade para falar com ela! -Senti um aperto em meu coração, se fosse aquilo mesmo que tivesse acontecido, Elena a essa altura poderia estar morta. Ela poderia estar sofrendo e a culpa seria toda minha! Eu não sabia que isso poderia acontecer e mesmo assim não cuidei dela o suficiente, eu não a protegi como deveria. E por isso, se alguém merecia passar por algo horrível, esse alguém era eu e não ela.

-Fica calmo, Damon. –Stefan tentou acalmar a situação. –Nós não sabemos ainda o que aconteceu, tenta ligar para ela mais uma vez.

-Tudo bem. –Concordei, porque no fundo desejava que Stefan estivesse certo e não fosse nada demais. Peguei meu celular e disquei o número de Elena. Estava chamando, mas ela não atendia. Tentei mais uma vez. Nenhuma resposta. Algo tinha mesmo acontecido e isso fez com que meu mundo desmoronasse. Eu não podia perdê-la, não podia. –Eu vou ligar para a polícia, eles vão rastrear o celular dela e vão encontrá-la.

-Damon, para que alguém seja considerado como desaparecido, essa pessoa ter que estar sumida por pelo menos vinte e quatro horas. –Stefan deu uma desnecessária aula de direito. –E, além disso, nós não temos nada além de uma suposição que o Matt fez alguma coisa com ela.

-Stefan, eu sou advogado, eu não preciso das suas aulinhas baratas de direito. –Falei irritado. Como o Stefan conseguia ser assim? Ele nunca conseguia falar nada de útil, nunca. –E eu sei de outra coisa também, eu sei que há quase um mês a Elena fez um boletim de ocorrência contra o ex marido violento dela e se ela não atende ao telefone, e não dá nenhuma notícia, é claro que ele fez alguma coisa com ela. O Matt a seqüestro, Stefan! Isso é óbvio. –Falei exaltado. –E, além disso, eu não estou querendo saber de regras, o delegado do DP daqui perto do escritório é meu amigo e me deve um favor e eu vou cobrar agora.

Liguei para o Henrique, meu amigo delegado, e em menos de quinze minutos, ele chegou ao escritório. Pediu para que a Caroline contasse novamente o que aconteceu a ele, pegou informações como o nome da empresa aonde Elena iria, o endereço... Henrique mandou também uma viatura até a casa do Matt, ele não estava. Até agora, nós não tínhamos nenhuma pista. O delegado também pediu para que dois policiais fosse colher informações nos arredores do escritório, talvez alguém tivesse visto alguma coisa, mas até agora, eles não tinham voltado. Não ter notícia nenhuma estava me deixando desesperado.

-Você não pode rastrear o telefone dela? –Perguntei aflito.

-Eu só consigo rastrear se ela atender ao telefone. –Explicou. –Eu vou deixar todos os telefones preparados para o rastreamento caso ela ou outra pessoa te ligue de outro número. –Fez uma pausa. –Caso alguém ligue, eu vou pedir que você atenda ao telefone e não fale nada sobre nos ter chamado. Se esse Matt descobrir que a polícia está envolvida pode ser pior ainda. E não se esqueça que você tem que falar pelo menos trinta segundos com ele. É o mínimo de tempo que eu preciso para rastrear a chamada.

Pouco tempo depois, os dois policiais retornaram.

-Uma senhora acha que viu uma garota morena sendo arrastada para dentro de um carro. –Um deles deu a notícia.

-Ela conseguiu pegar a placa?

-Não, mas ela nos deu uma descrição do homem que bate com a do Matt. –Respondeu. –Nós já colhemos o depoimento dela.

-Ótimo, agora se concentrem no Matt, vejam se ele fez alguma compra nas ultimas horas, usou o cartão de crédito. Isso vai ajudar a sabermos mais ou menos onde ele está. –Coordenou as próximas ações da equipe.

Ao ouvir aquela terrível notícia, eu me desesperei ainda mais. Senti medo, senti um medo terrível de nunca mais vê-la. Eu não saberia o que fazer sem ela. A Elena era o motivo da minha felicidade, eu não seria mais capaz de viver sem ela. Mais do que isso, eu me sentia culpado. Eu tinha prometido a ela que o Matt jamais a machucaria e eu tinha falhado na minha promessa. Eu era péssimo em proteger as pessoas que eu mais amava. Primeiro foi a Katherine os meus dois filhos, eles tinham morrido por minha causa e agora, Elena. Eu era um fracasso completo. Fechei os olhos, tentando abafar uma lágrima. Eu não podia chorar, seria fraqueza demais. E eu não podia ser tão fraco. Peguei meu celular, na tela havia uma foto da Elena, fiquei um longo momento a observando. Não sei por que, mas liguei para ela novamente, mais uma tentativa. E para minha surpresa alguém atendeu.

-Damon, eu sabia que você iria ligar de novo. –Falou de um jeito sarcástico. –Você deve estar tão preocupado.

-O que você fez com ela? –Exigi.

-Nada ainda, eu estava esperando você ligar para começar. –Riu. –Você não se importa que eu brinque um pouco com a sua namorada, não é?

-Se você encostar um dedo nela... -Iria continuar, mas Matt me interrompeu.

-Você vai fazer o que, Damon? –Gargalhou. –A única coisa que você pode fazer é ficar ai ouvindo enquanto eu bato nela ou enquanto eu transo com ela, eu vou me deliciar com isso... –Eu nunca senti tanto ódio como senti naquele momento, quando eu encontrasse o Matt, eu iria matá-lo. Mas todos os meus pensamentos foram interrompidos quando eu ouvi um grito de dor. Era a voz da Elena. Ele a estava machucando. E depois disso, eu ouvi o sinal de ocupado, Matt tinha desligado a ligação.

-Vinte e nove segundos. –O policial falou. –Ele já deve suspeitar que nós estejamos aqui.

-Vamos esperar um pouco. –O delegado ordenou. –Eu tenho certeza que o Matt vai nos ligar.

-Esperar? Nós não podemos ficar esperando. –Eu questionei. –Ele está com a minha namorada, ele pode estar fazendo qualquer coisa com ela.

-Não, ele não vai fazer nada com ela enquanto isso. –Henrique falou tranquilamente. –Ele vai esperar você ligar de novo e quando você não retornar, ele vai acabar ligando. –Fez uma pausa. -Ele quer que você escute, e é nisso que ele vai basear as atitudes dele. Ele vai acabar cometendo um erro e nós vamos pegá-los.

POV Elena

O ultimo chute que o Matt me deu, tinha sido o mais forte de todos. Ele acertou meu braço em cheio e eu não conseguia mais movê-lo, sem que a dor que eu sentisse fosse excruciante. Meu braço deveria estar quebrado. A verdade é que todo o meu corpo doía, eu já tinha apanhado demais, muito mais do que eu poderia agüentar. E para piorar, eu ainda estava enjoada. Eu me sentia doente. Ainda assim, eu não conseguia parar de pensar no Damon. Ele tinha ligado e eu não pude sequer ouvir a voz dele. Eu iria morrer em falar com ele mais uma vez. Eu não queria que fosse assim.

-Seu namoradinho deve estar desesperado... –Matt gargalhou. –Deve estar imaginando o que eu fiz com você. Imaginando se você está bem. Ele deve estar se culpando por isso! Isso é tão divertido, Elena.

Eu não respondi, eu estava tão enjoada que eu não conseguia falar.

-Eu estou falando com você, vadia! –Matt me deu outro tapa e eu acabei vomitando.

-Você é nojenta, Elena. –Gritou e me deu outro chute.

Eu gritei de dor.

-Matt, por favor, eu estou passando mal...

-Eu acho que o que você tem é outra coisa. –Sorriu. –E vai ser ainda mais divertido, Elena, você não tem idéia do quanto.

Matt me desamarrou e me arrastou até o banheiro e me deixou trancada lá por um bom tempo, e quando ele retornou, me entregou um daqueles testes de gravidez que se vende em farmácia.

-Não, não é possível. –Eu balancei a cabeça negativamente.

-Faz o teste, vagabunda. –Eu obedeci.

Eu nem pude ver o resultado, mas eu estava rezando para que fosse negativo. Eu não podia estar grávida, não naquelas circunstancias. Se eu estivesse grávida, o Matt estaria não apenas fazendo mal a mim, mas ao meu bebezinho também. Não, isso não poderia acontecer. Matt não demonstrou nenhuma reação, sentou-se do meu lado. Pegou o celular, discou e colocou o aparelho no chão com o viva voz ligado.

-Damon, eu tenho ótimas notícias para você! –Debochou.

-Você decidiu me dizer onde a Elena está? -Damon falou em um tom firme e escutar a voz dele me fez bem. Era tudo que eu precisava.

-A vadiazinha da Elena está grávida!

Damon ficou mudo por um longo instante. Assim como eu, ele deveria estar totalmente surpreso. E bem, ele também deveria ter ficado preocupado, muito preocupado. –Não, isso não pode ser... –Damon sussurrou vacilante.

-Mas fica tranqüilo, Damon, você não vai ter que assumir esse filho. –Matt estava se divertindo. –Eu vou dar uns remédios abortivos para a Elena e depois que ela sofrer bastante com o aborto. –Fez uma pausa. Eu apenas ouvia sem conseguir falar uma palavra sequer. Eu estava sem reação, eu estava paralisada de medo. Não conseguia nem chorar, fiquei olhando para celular, contando os segundos da ligação. Vinte e nove segundos, trinta segundos, trinta e um... -Quando ela tiver abortado eu vou matá-la, maravilhoso, você não acha, Damon?

Notas finais
Gente, quem tá ansiosa com o prox ep do tvd? Eu to morrendo aqui! A Kath humana, que tensa! hahahhahahhaha Delena fofinho demais *_*