Notas iniciais
Oi lindas!!
Cheguei com mais um capítulo.
Eu espero que vcs gostem!
Muito obrigada por vcs estarem acompanhando a fic. Eu estou muito feliz com isso!!

POV Damon

Eu ainda estava tentando processar tudo que o Matt acabara de falar quando o policial pegou o celular de minha mão e o desligou. Eles tinham conseguido rastrear a ligação e nós precisávamos ir até onde Elena estava. Segui para a viatura junto com os policias. Stefan iria junto também, afinal, ele era meu irmão e queria me dar apoio. Mal consegui ouvir o que os policiais estavam dizendo, mal consegui ouvir o barulho da sirene da viatura. Eu estava mergulhado em meus próprios pensamentos. A Elena estava grávida, nós não tínhamos planejado, tinha apenas acontecido. Eu não tinha pensado em ter filhos novamente, ainda não tinha me recuperado da morte dos meus dois bebês. Ainda assim, ser pai era algo maravilhoso e eu sabia disso. A realidade é que em qualquer situação, essa noticia teria me alegrado, mas hoje fez com que eu ficasse ainda mais preocupado. Elena estava sofrendo muito e para piorar ela tinha um bebê dentro dela e eu tinha ouvido o que o Matt pretendia fazer. Era muito mais do que cruel, era horrível. Fiquei ainda mais ansioso. E se quando nós chegássemos até lá fosse tarde demais?

-Não tem como ir mais rápido? –Perguntei ao policial.

-Eu já estou dirigindo o mais rápido que eu posso. –Respondeu.

-Não é possível. –Olhei para o velocímetro, estava marcando cento e vinte quilômetros por hora. –Esse carro corre muito mais do que isso.

-Nós estamos no meio da cidade, em um transito caótico, não dá para acelerar mais do que isso...

-Se você não sabe dirigir, pode deixar que eu dirijo. –Falei irritado.

-Damon, você tem que ficar calmo. –Stefan interveio.

-Como eu vou ficar calmo? –Eu estava mais nervoso do que antes. –Eu não sei se você sabe, mas tem um psicopata ameaçando matar a minha mulher e o meu filho!

-Vai dar tudo certo. –Falou de um jeito otimista. -A Elena e o bebê vão ficar bem e o Matt vai ser preso.

-O Matt não vai ser preso porque eu vou matá-lo. –O ódio que eu sentia do Matt era algo que não tinha limite, a cada segundo que se passava, aumentava. –Eu vou matar aquele filho da puta por tudo que ele fez com ela.

-Calma.

-Stefan, se você me mandar ficar calmo de novo, eu vou quebrar a sua cara também.

-Tudo bem, eu não vou falar mais nada, eu sei que você está nervoso com tudo isso...

Eu não respondi. Eu estava preocupado demais para ficar conversando com o Stefan. Tudo que eu conseguia pensar era em encontrar logo a Elena. E cada quilometro parecia uma eternidade. A essa altura o Matt poderia ter feito qualquer coisa que quisesse com ela. Ele poderia ter dado abortivos pra ela, ele poderia estar a estuprando, ou pior, ele poderia já tê-la matado. E a culpa era toda minha, eu não conseguia parar de me culpar por tudo que estava acontecendo. Se eu tivesse ficado o dia inteiro ao lado dela, se eu tivesse me preocupado mais, ela estaria bem. Ela não teria descoberto dessa forma horrível que estava grávida. Ela estava grávida! Era para estar sendo tratada como uma princesa e não para estar passando por tudo isso.

-Nós já estamos quase chegando... -O policial falou e eu fiquei ainda mais ansioso. Tive mede de encontrá-la morta.

POV Elena

Eu estava grávida. Grávida. Essa palavra não parava de ecoar em minha mente. Isso mudava tudo, tudo mesmo. Eu sabia que o Matt iria me matar. Eu não tinha nenhuma chance de sobreviver, eu tinha certeza disso e eu já estava conformada. Sim, eu já tinha aceitado o meu destino, não havia nada que eu pudesse fazer a respeito. Só que agora não era só a minha vida, era a vida do bebê que estava dentro de mim, era uma vida tão inocente. Embora eu não estivesse pensando em ter um filho, assim que ouvi a notícia, fui tomada por um forte instinto maternal. Eu tinha que proteger o meu filho. Não era pela minha vida, mas sim pela dele. Ainda assim, eu estava com tanto medo. Não, eu estava apavorada. O Matt iria fazer de tudo para acabar comigo, eu ouvi o que ele tinha acabado de falar no telefone. Ele iria me fazer abortar e depois me mataria. Não, ele não podia fazer isso. Estremeci quando ele pegou alguns comprimidos e veio em minha direção. Eu estava tão fraca, tão machucada. O que eu poderia fazer?

-Vamos, Eleninha, é hora de acabar com essa sua gravidez patética. –Eu podia ver nos olhos de Matt o quanto ele estava com raiva.

-Por favor, Matt... -Eu já estava implorando novamente. –Eu sei que você me odeia, mas o bebezinho é inocente... -Levei uma mão até a minha barriga e acariciei.

-Inocente, vagabunda? –Deu um tapa muito forte no meu rosto. –É o filho dele! Você acha que eu vou deixar você ter um filho de outro homem?

-Matt, o bebê não tem culpa de nada... -Argumentei. –Ele não tem nada a ver com isso.

-Ele tem tudo a ver, vadia! –Outro tapa. –Você é tão vadia que a primeira coisa que fez foi arrumar um filho para se garantir, não foi isso?

-Foi um acidente...

-Acidente? Você abriu as pernas e agora diz que foi um acidente! –Gritou. –Mas agora nós vamos resolver isso, toma esses comprimidos.

-Eu não vou tomar isso! –Usei a ultima força que eu tinha para acertar um chute nele.

Tentei sair correndo, mas eu estava tão fraca, eu mal conseguia caminhar direito. Não demorou para que Matt me alcançasse. Ele estava com tanto ódio. Ele me puxou pelo braço que estava quebrado, eu soltei um grito de dor. Ainda assim, eu tentei me soltar e acabei conseguindo, depois de acertar um novo chute nele. Eu não sabia de onde eu tinha conseguido ter tanta força, talvez, fosse a adrenalina, eu estava empenhada demais em defender o meu bebê. Só podia ser isso.

-Você não vai conseguir fugir, Elena... -Matt gritou.

E ele estava certo. Eu não conseguiria fugir. Ele já tinha me alcançado e dessa vez, eu não consegui reagir. O soco que ele havia dado no meu rosto fez com que eu perdesse o equilíbrio e caísse no chão. E se eu achei que o Matt não pudesse ser mais cruel do que ele já estava sendo, eu errei. Ele chutou a minha barriga com toda a força, levei minha mão até lá para protegê-la do próximo chute. Ele não iria parar. Tentei me levantar e correr, tentei fazer qualquer coisa, mas eu não conseguia me mexer, a dor era muito forte. Era tão forte que chegava a doer na minha alma. E minha alma já estava completamente despedaçada. Eu iria perder o meu bebê, eu era uma mãe tão ruim que não conseguia proteger o meu filho. Eu era um fracasso total. As lágrimas vertiam de meus olhos, tudo que tinha me restado era chorar.

-E aí, vagabunda? Eu vou te dar uma escolha. –Matt falou cinicamente. –Você prefere tomar os abortivos ou você prefere que eu te bata até você perder esse bebê?

Matt era incrivelmente cruel. Como ele poderia fazer isso comigo, ou melhor, como ele poderia estar fazendo isso com um bebezinho inocente que nem tinha nascido ainda? Eu não podia aceitar nenhuma daquelas opções, eu não podia escolher um jeito para que ele matasse o meu filho.

-Matt, eu faço qualquer coisa... -Implorei. –Qualquer coisa para você não matar o meu filho, se eu pudesse, eu dava a minha vida por ele agora sem hesitar, mas ele precisa de mim...

-Qualquer coisa? –Ele abriu um sorriso doentio.

-Sim, o que você quiser que eu faça. –Respondi.

-Então você vai fazer sexo comigo agora. –O sorriso alargou-se. –E vai fazer bem gostoso, o que você acha?

Senti-me mais enjoada do que nunca. O Matt me dava nojo, eu sentia repulsa dele, mas eu não tinha nenhuma alternativa. –Tudo bem, desde que você me prometa que você vai me deixar ir embora depois...

-Ótimo, vamos ligar para o Damon, assim, ele pode participar também, isso é perfeito, não é, Elena?

-É perfeito. –Sussurrei. Senti-me ainda pior, se já não fosse terrível transar com o Matt, eu ainda teria que fazer isso com o meu namorado ouvindo. Isso só podia ser um pesadelo.

Fiquei observando o Matt pegar o celular e discar o numero do Damon.

-Alô? –Ele atendeu no primeiro toque.

-Damon, a Elena está aqui me dizendo que eu sou muito melhor de cama do que você. –Falou satisfeito. O Matt era mesmo muito doente. Ele era um psicopata. –E decidiu transar comigo enquanto você ouve para provar isso... –Ele deitou por cima de mim, deixou as mãos passearem no meu corpo já nu. Eu fechei os olhos, rezando para que acabasse logo. Eu nunca senti tanta vergonha, nunca me senti tão humilhada.

-Não toca nela. –Damon exigiu. Eu percebi o ódio na voz dele. Ele odiava o Matt, odiava o que ele estava fazendo comigo.

-Eu já estou tocando... -Zombou enquanto apertava os meus seios. –Elena, diz o quanto você está gostando, pede para eu meter em você...

Eu vacilei, como eu poderia falar isso enquanto o Damon estava ouvindo? Eu não podia. Matt deu um soco na minha barriga. Eu abafei o grito mordendo o meu lábio que agora estava sangrando. Eu não queria que o Damon me ouvisse gritando, não queria que ele ficasse mais preocupado. Matt ameaçou me bater de novo. Eu não tinha escolha.

-Ah, Matt, que delicia... -Senti nojo de mim mesma por estar fazendo isso. –Eu quero que você dentro de mim agora... -Falei em uma voz fraca, eu mal conseguia falar por causa da dor e também por causa da vergonha que eu sentia.

-Está vendo, Damon? –Falou vitorioso. –Ela quer, e agora? Você não pode fazer nada. Nada.

-Eu posso sim, eu vou matar você desgraçado. – A voz dele havia mudado, parecia mais confiante.

No instante seguinte, tudo que eu ouvi foi o estrondo da porta sendo arrebentada.

-Polícia! Larga a garota! –O policial ordenou enquanto apontava a arma para o Matt.

Ele obedeceu na hora. E assim que ele me soltou, o outro policial veio na minha direção, veio checar como eu estava. E eu estava péssima, eu tinha marcas por todo o corpo, meu braço estava quebrado e eu acho que algumas costelas também.

-Está tudo bem, agora. –Tentou me acalmar. – Você tomou algum abortivo? –Precisava daquela informação.

-Não... -Respondi em um sussurro, eu estava com muita dor para falar. –Mas ele chutou a minha barriga, socou... -Choraminguei.

-Fica tranqüila, a ambulância já está chegando, você vai ficar bem.

-Eu espero que sim...

Olhei para o Matt, sua expressão estava totalmente diferente, agora ele estava preocupado com si mesmo. Observei todo o local. Não eram apenas os policiais que estavam ali, o Damon também e ele estava com tanto ódio que foi para cima do Matt. Deu vários socos no rosto dele, chutes. Matt caiu no chão e não foi suficiente, Damon iria bater mais ainda nele. Ele estava fora de controle, ele se continuasse desse jeito, ele iria mesmo matar o Matt.

-Chega! –O policial tentou impedi-lo, mas não conseguiu. Damon estava com raiva de mais para ser contido por uma pessoa apenas. Stefan foi ajudar o policial.

-Damon, deixa esse cara para lá, ele já vai ter o que ele merece na cadeia. –Falou, tentando trazer o irmão de volta a razão. –A Elena precisa de você do lado dela agora.

Damon assentiu, e veio na minha direção. Não pude deixar de observar a expressão de tristeza nos olhos dele quando ele me viu daquele jeito, tão machucada. Damon segurou a minha mão com força e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, eu quebrei o silencio.

-Eu pensei que eu nunca mais ia te ver... -Falei baixinho. –Tudo que eu queria estar perto de você...

-Eu estou aqui agora e eu não vou mais te deixar nem por um minuto. –Acariciou o meu rosto. –Eu te amo.

-Eu também... -Murmurei, a dor que eu sentia estava ficando insuportável. Levei a mão até a barriga, ele acompanhou o meu movimento com o olhar. A minha barriga estava doendo muito, eu estava com um tipo de cólica, mas era muito mais forte.

-Elena? –Damon me chamou em um tom preocupado.

-Eu estou com muita dor... -Falei em uma voz chorosa. –Eu não posso perder o nosso filho, eu não posso...

Naquele momento a ambulância chegou

-Você não vai perder... –Colocou a mão cuidadosamente na minha barriga e fez carinho. –Os médicos vão cuidar de vocês dois, vai ficar tudo bem.

Notas finais
E aí? O que vcs acharam? Será que a Lena vai perder o baby?

Vcs viram o ep de tvd? O que vcs acharam?
Gente, que fofo foi Delena! eu surtei quando ela disse pro damon q eles iriam achar o stefan, mas ela iria continuar amando ele.... que fofo!! delena ♥ delena ♥

bjinhos