A Mystical Love
15 Capítulo 15 - Uma separação dolorosa
Notas iniciais
Sim, desculpem. Eu realmente os abandonei, mas tive motivos pra isso. Eu tô atribulada de coisas, e para ajudar, tudo tem dado errado, mas, eu juro vou continuar postando. Toda quarta e sábado tem capítulo novo pra vocês!
Se deliciem com esse capítulo, e espero review's u.u
Era inacreditável o quanto Dexter e eu permanecemos conectados um ao outro, de modo tão profundo e apaixonante.
Eu e ele éramos dois amantes incorrigíveis, ou melhor, éramos uma só ser. Estávamos conectados um ao outro. Tínhamos um elo, que para mim, era inquebrável. Era uma paixão ardente, um desejo incessante de seus lábios colados aos meus, para sempre. Esperava que aquilo não acabasse nunca mais.
“A hundred days have made me older, since the last time that I saw your pretty face”
Era meu telefone.
- Alô?
- Filha? É você? – minha mãe estava com a voz arrastada e rouca, como se estivesse chorando.
- Mãe? O que aconteceu?
- Filha, eu estou bem, não se preocupe comigo.
- Como não me preocupar com você? Estava chorando? Você e meu pai brigaram de novo, não é?
- Filha... Desculpa-me, mas não posso mais permanecer mais nessa vida.
- Do que você está falando?
- Não consigo mais conviver com ele na mesma casa. É torturante, simplesmente não aguento olhar em seu rosto. Sempre brigamos, mas as coisas estão fora de controle, e nem eu consigo contornar essa situação. Desculpe, mas irei sair de casa, vou me mudar.
Minha família havia acabado. Meu coração doeu como se eu tivesse levado uma facada. Minha família, meu lar, meus pais, tudo que eu aprendi e podia dizer que era amor, havia acabado. E eu nem estava lá para consolar minha mãe.
Desde dois meses atrás eles estão brigando dessa maneira. Todos os dias eles discutiam, exceto quando ele chegava tarde demais, ou chegava e já ia se deitar sem nos dar um “boa noite”.
Não sabia o que estava fazendo-o tomar essas atitudes, e não conversei com ele sobre isso. Achava que o assunto só o envolvia e minha mãe, e eles deviam conversar sobre isso.
Sei que o fato de eu estar na mesma casa que eles, fazia os maneirar nas brigas. Eles nunca quiseram me causar danos; tenho plena consciência disso. Eles sempre tentaram me proteger. Mas eu sabia que já não eram felizes há muito tempo.
Tentei durante todo esse tempo não me intrometer. Mas o trem saiu dos trilhos, eu precisava conversar com meu pai. Precisava saber o motivo de tudo aquilo.
– Mãe?
– Sim...
– O que ele fez?
– Falou como sempre fala. Mas dessa vez ele passou dos limites, eu aguentei demais Alícia, demais. O nosso casamento já acabou há tempos querida. Tentamos mantê-lo somente por você. Mas eu aguentei coisa demais. E sei o quanto você é forte e madura. Sei que vai me entender, e aceitar.
– Tudo bem mãe. Você não tem culpa de tudo que vem acontecendo. Você não tem culpa de nada. E eu lhe entendo, sei o quanto a senhora aguentou. Peço desculpa se alguma vez, o motivo de suas brigas fui eu. Eu erro, e tenho ideia disso, me desculpa.
– Filha, você nunca foi o motivo de qualquer briga nossa. Muito pelo contrário! Você era o motivo pelo qual nos aturávamos depois de cada uma delas. Você é a nossa alegria, para mim, você é o meu sentido de viver. Não se culpe por causa de nossa separação.
– Tudo bem. Eu entendo. Mas para onde a senhora vai?
– Bom, por hora vou ficar com sua avó, em Oxford. Nesse final de semana seu pai fez questão de ficar com você, mas no próximo, você ficará comigo e sua avó. Mandarei um táxi ir lhe buscar no colégio. Ok?
– Ok mãe. Fique bem, se precisar de mim, pode me ligar. Caso eu não atenda é porque estou em aula, e depois eu te retornarei. Se cuide, e ... Eu lhe amo.
– Eu também te amo. Cuide-se também. Tchau.
Dexter já estava abraçado a mim desde que comecei a chorar. O qual eu ainda não havia percebido que estava fazendo, só fui perceber quando Dex passou seu dedão em meu rosto, limpando algo molhado. Lágrimas.
Virei e o encarei. Aquele tão belo rosto, agora estava cheio de rugas de preocupação. Ele segurou meus braços e me sacudiu como se quisesse me fazer voltar à realidade.
– Alícia?!
– Oi?
– Seus pais. Eles?
– Eles se separaram Dex. Minha família acabou. Meu lar, minha base, meu alicerce, desmoronou. Acabou Dexter, acabou tudo.
E então minhas pernas não tiveram mais forças para me sustentar. Meus joelhos fraquejaram, e eu não pude mais me sustentar. Dexter me levou para seus braços, e tive seu peito como um alento.
Todas as emoções existentes em meu ser vieram à tona. Toda aquela dor reprimida de todas as brigas escutadas, todo o ódio de meu pai por machucar tanto minha mãe e inclusive a dor pela traição de Jason. Tudo. De uma só vez.
Dexter praticamente me sustentava. Pois eu não tinha mais forças. Só sabia chorar, e não sei exatamente quanto tempo permaneci ali, junto a ele, chorando.
Mas toda aquela situação era incontrolável, aguentei coisa demais. Precisava daquilo, precisava esvaziar.
Os únicos sons que escutava era meu choro incessante, as de seu coração e... Dexter também estava chorando?!
– Ei! Porque choras?
– Sei tudo o que você está sentindo. Estive do seu lado todas as vezes que precisou desabafar sobre as brigas deles. Sei o quanto dói e, passo por coisas piores que você. O meu coração também está dolorido, Alie. Meus pais se foram, e eu estou sozinho. Não tenho mais as mãos da minha mãe para me acalmar, e nem o meu pai perguntando se tenho uma camisinha na carteira. – Ele riu. Provavelmente estava lembrando-se de seus momentos juntos. – Não os tenho mais perto de mim. Não os terei sentados, tendo orgulho de mim, no dia da minha formatura. Estou só no mundo. Sei que tenho minha avó, mas, agora que estou aqui, não a verei mais como antes e, ela já é uma senhora de idade, e infelizmente não estará comigo para sempre. Acho que a única família que tenho por perto agora é você. — Levantou a cabeça, olhou nos olhos, abaixou a cabeça e chorou ainda mais.
– Dex – levantei seu rosto, limpei suas lágrimas e sorri.– Eu sei que dói. Eu sei que sente falta deles, para ser sincera eu também sinto falta de seus pais, mesmo tendo conhecido os alguns meses antes do acidente. Sei que para você é muito mais sofrido, mas quero que saiba que eu também sinto. Meus pais se separaram, minha família acabou. Mas meu coração não é totalmente tristeza. Assim como você tem a mim, tenho você ao meu lado. E sei que posso confiar e que sempre estará ao meu lado. E...
Peguei sua mão, puxei-o para perto de mim e olhei em seus olhos. Ele se aproximou e colou sua testa na minha.
– Eu lhe amo. – Eu disse.
– Eu te amo. – Ele retribui.
Colou nossos lábios num beijo rápido. Seus olhos encontraram os meus, me olhou profundamente, como se tivesse a capacidade de olhar dentro de minha alma. E me senti quente e viva. Eu o amava, e disso, não tinha qualquer dúvida. Estaria com ele, não importasse o que fosse acontecer. Ele me aquecia me consolava, e melhor, me amava, e eu tinha certeza, era da mesma forma que eu o amava.
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No meio do quarto filme, todos estavam cochilando. E a pior parte era que Liam estava deitado em minha coxa, e eu já não a sentia mais, estava completamente dormente.
– Liam – o cutuquei bem no meio das costelas.
– Hm. – Foi tudo que disse.
– Não sinto mais minha perna. Sua cabeça está cortando minha circulação, Levante-se! – E o empurrei. Mas foi forte demais, ele caiu com tudo no chão frio de cerâmica.
– Puta que pariu. Meu ombro!
Liam rolou no chão de dor, sua expressão era muito forte, jurei que ele estivesse chorando. Levantei-me de um salto.
– Liam, me desculpa, não foi minha intenção. Quer ir à enfermaria? Eu acordo os meninos!
E então, ele caiu na gargalhada, como se toda aquela minha preocupação fosse a piada mais idiota de todo o universo.
– Você caiu nesse meu teatro barato? Sério Jass?
– Então você estava mentindo? Minha preocupação para você é uma piada? Bom saber disso.
– Jass, eu só estava brincando. – Levantou-se e ficou ao meu lado.
– Brincando? Então, quer dizer que tudo o que você disse agora mais cedo também foi mentira? Uma brincadeira? Foi mais um pouco de seu bom e barato teatro? Mas eu sou uma idiota mesmo. E a pior parte, é que caí nisso tudo. E ainda ajudei. Que idiota eu sou! – Fui em direção à porta.
Bati a porta do apartamento com tanta raiva, que para mim, pareceu não pesar nada. Saí, batendo os pés com tanta força, que os nossos outros vizinhos devem ter pensado que algum animal andava pelos corredores. Estava prestes a encostar-me à maçaneta do apartamento, mas uma mão grande e quente pegou meu braço e com um solavanco, me virou para si.
Liam.
– O que você quer?
– Toda a história que lhe contei mais cedo não era mentira. E eu agradeço por toda a preocupação que teve comigo. Mas é só eu fazer uma brincadeira com você, e sais desse jeito do meu apartamento? O que deu em você?
– O que deu em mim? Foi esse seu teatro escroto. Eu estava quase chorando, porque tinha machucado você. Mas você estava só brincando com a minha cara!
– Foi só uma brincadeira Jass.
– Agora sei por que sua namorada resolveu virar lésbica. Você não tem consideração para com as pessoas, seu... IDIOTA!
Não tive noção do quanto minhas palavras podiam machuca-lo, mas não tive mesmo. Virei-me e o ouvi fungando, como se estivesse começando a chorar. Virei meu rosto para vê-lo, estava indo para o 538.
Se eu tinha feito aquilo, então, eu tinha de resolver. Peguei em seu braço e o puxei.
– Ei. – Ele se virou, e seus olhos estavam marejados.
– Desculpa. Fui uma boba histérica, que não mediu a consequência do que disse e fez uma tempestade em um copo d’água.
– Deve ser fácil pedir desculpas depois do estrago que fez.
– Desculpe, desculpe mesmo. – Abri os braços e impulsivamente o abracei.
De princípio, pareceu assustado com minha atitude e não mexeu os braços. Mas logo em seguida, retribuiu-me com um caloroso e apertado abraço.
– Desculpe. Não quis te magoar. – Disse, e como resposta ele me apertou mais, me levantou no ar e me rodou, eu ri. E foi a melodia mais gostosa ouvir sua risada junto com a minha. Ele me soltou e meu corpo praticamente implorou para estar junto ao dele novamente.
– Seu bobo. – Bati em seu braço. Como resposta, ele apertou minha bochecha.
– Boba.
– Ha, então eu sou a boba?
– Sim, você é.
– Eu sou?
– Sim, você. – E começou a fazer-me cosquinha.
Não consegui parar de rir, juro que faltou pouco para não perder totalmente meu folego e não conseguir mais respirar. Eu me escorei na parede, tentando encontrar apoio, e bati com tudo em alguma porta.
Levantei o olhar. 537. Era meu apartamento. Virei o olhar, e parei em seus olhos. Era de um verde cinzento tão resplandecente, que cheguei a abrir a boca ao admira-los.
Ele olhou em meus olhos, em seguida para minha boca. Fechei-a. Olhei para a sua. Olhamo-nos olho no olho mais uma vez. Olhei para sua boca.
Totalmente delineada de acordo com o seu rosto. Tinha traços fortes como todo ele. Era carnuda, e um beijo nela, era tentador. Um beijo?! Estávamos prestes a fazer isso...
Notas finais
Xoxo,
a garota da máscara.
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