A Minha Vida Mudou novamente

15 Capítulo 7: Perdidos - Parte IV


Notas iniciais
Boa leitura :)

- amanha, procuraremos a saída e vamos ao médico e para casa, cansei de brincar de Lost. — Ouvi seu pequeno sorriso e ali, caímos num sono com medos e temores.

Alice POV.

— IDIOTA! – gritei mais uma vez aflita metendo a mão num daqueles sinistros aparelhos de telefone o jogando ao chão, que quando é para funcionarem não pegam! Ah, e quem era idiota? Simplesmente o meu melhor maninho de todos.

A merda do Edward. Aquele Filho de uma... Fandangos De Presunto!

Ele e Bella tinham desaparecido a três longos dias já! Todos claro estavam preocupados e chamamos a policia para conseguirmos encontrá-los o mais rápido possível.

Só que até agora... NADA! E tudo vinha pra cima de mim! Tudo! Meus irmãos me deixavam louca até eu não ter mais nenhum espaço de meu lindo rostinho sem rugas e então, quando eu pensava em tirar um tempinho pra me cuidar, lá me toca o telefone e uma voz estridente começa a gritar em meu ouvido, pensando que eu sou palhaça.

“Onde ela está?!” – grita um homem que eu bem conheço a voz dele, isso estava me dando nos nervos já.

“Ela quem, estressadinho?” – perguntei calma demais, com sono demais.

“Bella! Que mais seria?

- Com que eu falo?” – Lógico! Rodrigo! Tinha que ser essa maldita mala.

“Alice, boa madrugada para você também!” – murmurou cheio de sarcasmo; eram quatro da manhã e ele me liga perguntando de... Bella?! Bem na hora em que eu ia conseguir tirar um pequeno cochilinho, antes de acordar para a realidade. Realidade que se não os encontrassem até hoje à noite, as buscas seriam paradas e os dariam como... Mortos.

Estremeci ao pensamento.

“Alice, onde ela está? Pelo amor de Deus, já a encontraram?” – perguntou-me ele. Rodrigo até parecia gostar de Bella, mas ele era tão... Arrogante, e ninguém ali gostava dele.

“Desculpe Rodrigo, mas ainda não os encontraram. E se não os acharem até amanha à noite, os darão como mortos” – suspirei – “desculpe, eu me sinto tão... Culpada!” – meu soluço foi alto.

“Alice...” – murmurou tão carinhosamente que naquela hora já não me importava quem era. Até mesmo se fosse Rodrigo. “

Não, foi tudo culpa minha! Minha entendeu! MINHA!” – minha voz saiu uma oitava mais alta do que eu esperava, meus soluços agora se juntaram com as lágrimas que escorriam sem parar, eu tinha tentado parecer forte, inquebrável, não havia chorado ainda, mas agora não dava para agüentar, meu coração despedaçou-se.

– “EU ERA QUEM DEVIA ESTAR LÁ, NO LUGAR DELES! NUNCA DEVIA TE-LOS DEIXADO LÁ FORA!”

“Alice acalme-se, nada disso é culpa sua, ok?!” – ele tossiu um pouquinho — “quer sair pra comer alguma coisa?” – perguntou como se me chamasse para ir ali à esquina e tomar um sorvetinho.

“O que?” – gritando perguntei – “Tá louco? Não tem nada aberto essa hora da noite!” Até que não era uma má idéia sair pra espairecer.

“Sei lá, alguma baladinha?” – um suspiro profundo – “sei que devo estar parecendo um maníaco do parque, mas Alice... Estou tentando de tudo e faz dias que não durmo! Acho que um bom porre vai fazer com que eu durma noites seguidas” Ainda de biquinho, eu me visualizei em uma balada com ele, nós dançando, esquecendo de todos os problemas, alegres, bebendo... Não é uma idéia tão ruim assim.

“Não, nunca cheguei a pensar isso Rodrigo!” – calmamente, outro soluço devido ao choro, depois respirei bem fundo e da minha boca saiu algo que eu jamais falaria -“Tudo bem, você venceu, lá vamos nós!”

Nós combinamos aonde nos encontraríamos e quando eu já estava em frente ao pequeno lugar de madeira, o mar à frente, as ondas cintilando à luz do luar, a música alta e interrupta, as pessoas ao redor, me arrependi de ter posto um vestidinho de seda rosa bebe, deixado os cabelos soltos e a maquiagem leve, porém elegante.

Eu não devia estar aqui, em pé olhando para o “Center oppinus girls” eu devia era estar em minha casa, em minha cama, chorando pelos meus irmãos perdidos.

- Olá – sussurrou alguém em meu ouvido.

A voz me fez pular de medo e o vento gélido bate em meu rosto. Virei-me apressada e ao constatar que é um idiota bêbado, dou as costas e tento sair, mas o vacudo pegou em braço e não soltava.

Tento desesperadamente arrancar meu braço de suas mãos, mas ele é realmente muito mais forte que eu. Tudo bem, o cara era um G-A-T-O! Mas estava bêbado e fedia.

- Solte-a! – rosnou alguém logo atrás de nós. Não preciso olhar para saber quem é, não, não preciso! Mas o cara parece que nem o dá ouvidos, continua me puxando para a área mais escura e nem consigo imaginar o que ele poderia fazer.

Então fecho meus olhos e me preparo para o pior. Com um baque surdo e depois um pequeno xingamento me vejo já de joelhos chorando. Músculos envolvem meu corpo, me aquecendo contra o frio que vinha do mar.

— Está tudo bem, está tudo bem – murmura ele em meu ouvido – ele já foi embora, acalme-se. – abro devagar os olhos e dou de cara com Rodrigo o gostoso namorado de Bella que nesse mesmo instante se abaixa para pegar uma pequena lágrima fujona de meu rosto.

— R-rodrigo, o-obrigada – gaguejo sem saber o que fazer com essa aproximação toda.

— Olá Alie – sorri mostrando os dentes perfeitamente brancos. Ele se levanta em um salto e então me puxa para perto de si e me conduz para dentro do bar. Dentro o lugar era realmente o que eu imaginei ser.

Um pequeno palco, onde tocava música eletrônica, mulheres quase peladas dançando, tudo de madeira e bom gosto de decoração. Ele me puxa para o bar e nos sentamos de frente para o balcão. Ali aparece um barman e nos oferece bebidas. Logo escolho uma pura e forte. Nada melhor que começar uma noite assim... Embriagada!

Rodrigo também pede o mais forte de todos os drinques e assim que as bebidas chegam, levanto meu copo antes de bebê-lo e Rodrigo o bate contra o meu que balança a ponto de cair, mas antes que ele caia, eu o abocanho e então a noite apenas começa.

(...)

Uma grande dor em minha testa me faz acordar para a realidade. Simplesmente não me lembro de nada, só de flechs me vem à cabeça a essa hora da manhã. Eu não estaria em meu quarto, porque minha cama é plenamente confortável da medida que eu gosto. Nem dura demais, nem molenga demais.

Essa era... Fofa demais para meu gosto. Então tentando me situar, apalpo o colchão à minha volta e vou abrindo meus olhos devagarzinho. Só que em vez da cama continuar até o fim, minhas mãos encontram algo pelo caminho. Um corpo perfeitamente esculpido, barriga tanquinho, rosto perfeito, nariz anguloso – simplesmente porque apalpei tudo.

Aperto meus olhos para conseguir enxergar e quando o faço meus olhos encontram um teto de cor azul clara. Não pode ser o quarto de meu Jazzinho porque seu quarto é todo branco. Fiz merda, fiz merda! Fiz MERDA! – grita minha mente.

Ok! Basta olhar para o lado e constatar que é um quarto de hotel e você está plenamente sozinha. Devagar vou olhando para o lado e assim que o vejo, dou um grito tão agudo que o homem ao meu lado se levanta na cama e acaba por cair em cima de mim.

- Uou! – reclama ele e olho fixamente para o rosto marcado, o pescoço cheio de chupões. Droga!

– Alice? – pergunta pondo as mãos na cabeça ainda em cima de mim. Detalhe: PELADO!

- DEUSSSSSSSSSS! – grito sem saber o que fazer – NÃO PODE TER ACONTECIDO ISSO!

- Calma! Calma! – ele pede visivelmente mais nervoso que eu. – Não aconteceu nada ente agente – ele parou, provavelmente pensando em tudo, tentando se lembrar; faz uma caretinha fofa e volta os olhos preocupados em mim – ou... Eu acho que não aconteceu.

- Você acha... – zombei, repetindo o que ele acabara de falar, só que sarcasticamente. Tudo bem, se nem ele lembra, como é que EU, Alice Brandon Cullen me lembraria, após ter tomado um tremendo porre? Nunca!

- Ok, ok, fiquemos calmos, certo? – ele assentiu com a cabeça – não me lembro de nada, quer dizer, só de tomar bastante e dançar igual uma louca – Rodrigo riu – que foi?

- De você dançar eu também lembro e muito bem! Mais uma risadinha idiota nesta carinha bonita, eu mataria ele, depois a mim.

— Tá! Vamos parar de pensar nisto! Temos saber coisas importantes agora, depois pensamos o que dançamos e afins. Certo, primeira pergunta, viemos parar aqui como? Sua casa?

- Sim, minha casa! – respondeu cheio de orgulho.

A casa dele era realmente bonita e acho que nem Bella chegou a visitar a mansão do cara, porque pelo tamanho do quarto dele, a casa deve ser muito maior que tudo isso.

— Ufa, ainda bem que não é um Motel! – ele riu novamente, um riso que mais parecia água corrente, calma e transparente. E percebi que eu, queria ouvi-la novamente.

-Nós viemos parar aqui como? Ahhh, — choraminguei – meu carro! Onde será que o deixei? Percebi então, que ele me olhava, mas agora diferente, havia um brilho no olhar, bem estranho, a boca estava entreaberta, ele estava ofegante e de repente, alguma coisa cutucou minha barriga.

Então, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, ele se jogou para o lado e por ali ficou, sem falar nada, cheguei a cogitar que estivesse dormido, mas nada fazia com que eu reagisse, levantasse, olhasse fundo em seus olhos e desse o fora daqui.

Eu só conseguia pensar no que tinha acontecido, se ele se sentia... Atraído agora, imagine ontem de noite, ou hoje de madrugada.

- Rodrigo, eu... – virei-me para ele, que ainda tinha o corpo virado de barriga para cima, e ainda olhava o teto azul.

— Alice, eu peço desculpas por tudo, se nós... Bem, se nós... Você entendeu! Se eu e você fizemos aquilo, foi só uma noite, certo? – assenti, sei que não devia me magoar, mas algo em mim quase quebrou – então, você toma alguma pílula do dia seguinte, porque nem sei se usamos camisinha. – Ele ficou em silêncio por um tempo, mas depois olhou para mim, fechei os olhos e deixei minha cabeça cair para o lado

– Alie... – murmurou ele docemente – Desculpe... Eu... Não queria te magoar!

— Tudo bem, eu sou uma boba, só isso, não devia ter saído, e acabei por trair meu Jazz e...

— Não, não! – Rodrigo me interrompeu – você não tem certeza se o traiu! Mas, pensemos neles, em Bella e ele, não podem descobrir! Assenti com a cabeça, é melhor ir embora, pensei passar na farmácia, comprar o remédio e tomar.

Apressada, desvencilhei da mão daquele homem e pulei da cama macia, indo em direção a porta. Parei ao notar estar com o vestido ainda, amassado, mas ainda sim em mim.

Achei minhas chaves em cima da cômoda e me preparei para ir, mas antes os braços que eu tanto queria que não me tocassem, me prensaram contra a dura parede e sua boca apossou-se da minha antes que eu pudesse detê-lo.

Seu beijo era bom, fez com que meu mundo parasse e só restasse apenas nós dois, mas, assim que me afastei, lembrei-me dos meus princípios, e sai porta afora, me chutando por dentro. Novamente, ele segurou meu braço assim que eu estava na metade do corredor.

- Alie... Por favor, não vá... – olhei para seu corpo, barriga e peitoral desnudo, apenas de shorts, tentação demais! Balancei a cabeça negativamente.

- Rodrigo, eu acho qu... – de novo ele me calou com um beijo calmo e cheio de fogo.

BELLA POV;

- AHÁ! – apontei o dedo para ele, que ria parecendo uma hiena em crise – Sabia que o tão pegador Edward Cullen, tinha algum defeito pelo menos!

- Que nada Swan, sou perfeitinho! – piscou sorrindo torto;

Quase me perdi naquele sorriso e nos olhos, mas me concentrei.

Estávamos agora, dentro de uma – quase – caverna que encontramos depois de andarmos\\t - quase- o dia todo de chuva.

O beijo de ontem não me saia da cabeça, me deixando embriagada, assim como seu cheiro, seu rosto, seu sorriso; E Edward simplesmente jurou – de calcanhares juntos – que eu não gostava dele até bater a cabeça e ter essa amnésia; então ele me olhou com ar superior e sorriu presunçoso — como sempre – e numa voz quase melosa disse:

“Eu sabia! Sabia que você gostava de mim, só que agora que você esqueceu-se de tudo, tem uma grande, forte, e incrível afeição por mim.” – extremamente forte! Você não imagina o quanto, pensei.

- Tá legal, Sr. Perfeito, acredito em tudo.

- Não posso fazer nada, Swan. – sorriu mais uma vez e deitou-se no pequeno espaço mais para o fundo.

A caverna tinha um pequeno cheiro acre, mas nada que depois de uns cinco minutos você não se acostumasse.

Edward então começou a cantarolar uma música, linda, perfeita, e que eu sabia que já a tinha ouvido, mas não me lembrava onde.

De repente, algumas coisas me vieram à mente. Fortes, pesadas; Uma dor atingiu meu peito, e minha cabeça.

“- NÃO FUJA COMO DA ÚLTIMA VEZ! – gritou meu pai com histeria. – Da última vez voltou namorando aquele cara que você mal conhece. Provavelmente agora, voltará GRÁVIDA!”

“- Jake, Jake, Jake! – murmurei em seu ouvido.”

“- SEU IDIOTA! – gruniu.”

Não, não, NÃOOOOO! PARE DE ME TORTURAR! – gritei para minha mente.

-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – um grito ecoou pela pequena caverna e segundos depois não sentia mais nada.

JACOB POV

NÃO, PERAI, CALMA, NÃO ACREDITO! – meio que gritando com minha mente, coloquei a mão sobre o peito fingindo um infarto, impossível eu estar vendo essa cena, CARALEOOOO!

Assim que sai do pequeno apartamento de um amigo meu que consertava carros, desci uma pequena escada que dava para o andar de baixo. Mas parei assim que os vi.

Beijavam-se calmamente, ele, curvado sobre ela, de tão pequenina que ficava em relação a ele.

-Por favor... – murmurou ela suplicante assim que eles se soltaram, notei então que eu O conhecia.

A lembrança de hoje à tarde voltou com tudo em minha mente.

“Eu tenho esperança que ela voltará, tenho sim, então, faça de tudo para que o namoro deles termine!”

“Vou tentar. Aguarde-me Rodrigo Weber...”

E caindo do céu, essa pequena ceninha romântica é vista por ninguém mais, ninguém menos que JACOB BLACK!

Cara, a Bella vai ficar tão magoadinha com isso, que sem dúvidas ela vai precisar de ombro forte e aconchegante.

Se prepare Weber, seus dias estão contados!

EDWARD POV.

-BELLA!- gritei engatinhando até ela. Ela havia desmaiado outra vez;

Eu tinha de fazer algo! Eu tinha!

Esses desmaios não eram nada bom! Além de tudo, que já se passara muito tempo desde que saímos de casa! Havia quanto tempo mesmo?

Nem eu mesmo me lembrava já!

Assim que ela relaxou, percebi que dormira e fiquei um pouquinho mais aliviado.

Era hora de agir! Não podia mais ficar como estava, procurar a saída era tudo o que eu tinha para salvar ela. Pelo o que eu sabia os desmaios depois de amnésia não eram nada bom!

Peguei-a no colo e me empenhei de começar a caça à saída.

(...)

Cansado, cheio de barro e chuva lá estava eu, andando com Bella no colo, já faziam horas e nada de encontrar a porra desse saída!

-HEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!- escutei bem ao longe, um som de eco, mas sabia que estava delirando.

Estava tãoooo cansado! Mais tão cansado! Com cede e fome!

Eu já ia caindo quando alguma coisa nos manteu firme e em pé.

Senti alguém tirando Bella de meus braços, gesticulei de olhos semicerrados tentando fazer com o que quer que fosse não a levasse de mim.

Não, eu queria gritar, mas não conseguia NÃO a tirem de mim! Eu a amo!

Não a machuquem!

Frustrado deitei-me, tinha o corpo pesado, como naqueles dias em que você fica resfriado.

- Senhor? – ouvi num sussurro – Sou o Sr.Walsh e vou ajudá-los.

Assenti meramente com a cabeça, ele poderia ser qualquer coisa, não?

E poderia também fazer qualquer coisa!

- Só não me estrupe, por favor – sussurrei com a voz rouca, assim que falei senti minha garganta arranhar – se for me matar, me mate de um vez ok? Quero integridade em meu velório.

Ele riu e tive vontade de espancar esse panaca, mesmo que eu não soubesse quem ele era realmente e o que fazeria conosco.

Com uma pequena picadinha em meu braço, adormeci de vez;

RICARDO POV

Vocês devem estar pensando:

“Ohhh, olha, o nerd vai ter finalmente um pov!”

Eu digo a vocês, por que!

Realmente estou revoltado! ESSA AUTORAZINHA de MERDA resolveu agora, sóooo, agora me dar um pov, e eu realmente precisava desabafar.

(N/A: “Ricardo! Seu filho da mãe! Além de ganhar um pov, DE GRAÇA, ainda quer falar mal de mim, se acha!” – sim, isso mesmo, a autorinha dessa história de quinta falando comigo – “Seu nerd desgraçado!”)

Tudo bem, tudo bem, depois da ceninha, vamos ao que interessa.

Estava eu, — Ricardo Cullen, prazer! – prazer só na matemática, porque na cama, são outros quinhentos. E eu ainda sou virgem.

(N/A: porque eu quis! Há / Parei)

Te ignoro Vanessa Vital.

Eu estava na sala, quando o telefone tocou. Corri para atender.

“Quem é?” – perguntei nem um pouco interessado na pessoa do outro lado, mas sim interessado no programa da Oprah, onde passava um caso interessantíssimo!

“Sou Peter Walsh, o guarda florestal do Caribe” –

“que bom pro Senhor” – murmurei querendo desligar essa porra de telefone logo e voltar para a minha tão amada Oprah.

“E... Que mal lhe pergunte... O que o senhor quer?” – bufei, Oprah havia acabado e eu não tinha escutando o que ela disse com relação aos dois homens que estavam lá! Mais que puta falta de sacanagem!”

“É a casa dos Cullen’s e Swan’s certo?”

“Sim, sim!” – joguei-me no sofá grande de couro, suspirei, perdi até a músicaaaaaaaa do desfecho! Homem mau, homem mau!

“Então, estou ligando para pedir que os responsáveis de Isabella Swan e Edward Cullen, compareçam à delegacia da cidade o mais rápido possível.”

“E por quê?”- mal-humorado perguntei.

“Porque os encontramos!”

(NARRADOR-OBSERVADOR)

(Essa parte da fic não vai ser narrada por nenhum dos personagens envolvidos)

A Lua grande e brilhante se postava no céu trazendo consigo as estrelas e com ela a dor de muitas famílias.

O Hospital “Claustro” era um dos mais famosos do Caribe, prédio alto, vidros para todo o lado, alas grandes e muita grana envolvida.

Só as pessoas ricas e bem envolvidas na sociedade, conseguiam uma vaga lá.

Tudo era muito corrido no Claustro, os médicos faziam plantões 24 horas por dia e era tudo muito estressante.

James era um homem muito bonito e ótimo profissional, era alto e esquio, mãos grandes e habilidosas, cabelos louros – agora cortados – e arrepiados enchiam-lhe a face de anjo.

Trazia tanta confiança e bondade, que qualquer um que fosse consultado por ele, se sentiria muito bem.

Fazia alguns anos já que ele trabalhava naquele hospital e todos os dias as coisas eram difíceis, e ele sempre tinha que informar a morte de um paciente; às vezes se apegava tanto a eles, que ficava mal ao ponto de beber para esquecer.

Mas nada que uma noite de sono não resolvesse; adorava ajudas as pessoas; adorava o sorriso no rosto deles e a sinceridade de alguns por qual passavam por suas mãos.

Não podia ser diferente, naquela noite, as noticias já tinham se espalhado.

Os filhos do famoso Dr. Cullen tinham desaparecido e se não os encontrassem hoje, os dariam como mortos.

Todos no hospital – ou até no mundo – sabia quem era Carlisle Cullen, o famoso e respeitável médico, que dera a vida para tratar sua esposa de uma doença incurável, e depois de sua morte, tentou fazer com que as filhas não tivessem seqüelas e voltassem a viver.

Tanto os três, ele e as duas filhas, lamentavam pela morte de Renée Swan e demoraram muito para amenizar a dor.

Assim, como bons trabalhadores que eram todos os internos e médicos ouviram a sirene em disparada correram para a entrada, querendo realizar o trabalho.

Mas, o diretor pediu para que apenas um cuidasse dos pacientes e esse seria James.

“Cuidado pessoal” – uma voz de mulher ecoou pelo recinto onde continham os internos – “preciso urgente do médico responsável por eles!” – apontou para as duas macas, onde dois corpos jaziam quase sem vida.

“Aqui!” – James disse com sua voz grave e fez com que alguns internos se afastassem.

Um deles gritou: “São eles! Edward Mansen Cullen e Isabella Swan!”

Ficaram todos eufóricos, mas James os levou para longe.

Uma hora depois...

Os dois estavam no mesmo quarto, era mais seguro, Isabella ainda não acordara e tinha uma leve fratura na cabeça e sofria de hipotermia subaguda (moderada.

Os tremores começam a desaparecer, a pessoa tende a ficar muito sonolenta, prostrada, quase inconsciente, rigidez muscular, alterações na memória e na fala, entre outros.)

Edward também dormia, mas tinha apenas pequenos cortes superficiais e sofrera de hipotermia subaguda (comumente por permanecer em ambientes frios por longos períodos de tempo.)

A familia deles, estavam lá, caladas, todos sentados sem conseguir mover um músculo seguer. As horas iam se passando e as noticias se tornavam cada vez pior.

Outra hora havia se passado e os quadros clinicos pioravam, dos dois.

“Senhora, me desculpe, mas peço que mantenha a calma.” – murmurou James.

“Por favor, moço, sei que você entende, deve ter filhos, estou aflita! Ajude-os!”

“Farei o possivel, Sr. Esme.”

E assim, saiu, com passadas largas e fortes.

Foi até o quarto deles, assim que entrou, percebeu que os batimentos cardiacos tinham aumentado de ambos. Mesmo sendo médico, não pode dizer nem para si mesmo, se aquilo era bom ou ruim.

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