A Minha Vida Mudou novamente

16 Capítulo 7: Perdidos - Parte V


Notas iniciais
Boa leitura :)

Foi até o quarto deles, assim que entrou, percebeu que os batimentos cardiacos tinham aumentado de ambos. Mesmo sendo médico, não pode dizer nem para si mesmo, se aquilo era bom ou ruim.

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BELLA POV.

Perdida, era assim que eu me encontrava.

Parecia estar dormindo, mas sem sonhar, nem nada do tipo. Então, tudo o que me veio, foi estar morta, ou pronta para morrer.

Muitos falam que a morte dói, machuca, corroí, não sabia o que esperar.

No meu caso, nada veio. Nada aconteceu, nada senti; então esperei pela luz, na qual eu seguiria e acabaria caindo num lindo céu, perfeito, onde encontraria minha mãe, igualzinho nos filmes.

Esperei por tanta coisa, que quando um barulho de bip, bip, e ping, ping soaram distantes, achei que morreria de vez. Apertei os olhos com tanta força que poderia jurar que minha mão formigava e era esmagada por algo.

Estava pronta, pronta para ir junto com minha mãe, pronta para viver num lugar feliz para sempre.

Apertei ainda mais os olhos. Forte, esperando o impacto da dor. Soluços, distantes, apavorados.

Queria ver de onde vinha o choro, mas não conseguia me mover, abrir os olhos, só respirar.

Parecia uma criança, um choro de um menininho. Logo o imaginei; bochechas rosadas e grandes, mãos e pés gordinhos, lindos olhos verdes e cabelos louros.

Mais soluços, só que agora parecendo uma menina, lembrei de minha irmã quando era pequenina. Olhos azuis claros, cabelos lisos e também loiros, pele branquinha, bochechas rosada e gordinha. Minha irmã, minha perfeita irmã.

Vivia por ela, só por ela. Vivia para lhe dar apoio, calma, segurança, vivia para adicionar o amor de mãe que perdera quando criança.

E ela, bem, ela vivia por mim, igualmente por mim. Segurava as pontas até o fim, para não perder o equilíbrio e cair num poço profundo.

E Carlisle, papai vivia por nós duas, e eu sabia no fundo de meu coração, que ele queria apenas nosso bem. Sabia que se ele não nos tivesse, já teria morrido de sofrimento.

E agora, aqui, quase morrendo percebo o quanto a magoa que tinha de Esme esvaziava-se pouco a pouco, não a amava, pois roubara o lugar de mamãe, mas também não tinha mais aquele ódio profundo por ela, já que resgatara meu Carlisle do fundo do poço.

De repente, me dei conta de uma coisa: Eu lembrava tudo agora, de tudo mesmo.

Mais barulhos de bip, bip, mais fortes, mais rápidos, mais e mais frenéticos.

O formigamento na mão passara, o coração acelerava; rápido, como um passarinho. Morreria agora que não odiava Esme e sim sentia uma pequena raiva por ela querer roubar o lugar de minha mãe?

REBECCA POV.

Bella, minha Bella, acorde, por favor, volte pra mim.

Você sabe que eu vivo por você, sem você morreria, assim como papai.

Edward ainda não havia acordado, estava no mesmo estado de Bella. Dr. James falara que os batimentos cardíacos subiam quando algo estava muito errado. Sonhando também ou algo assim. Ele ainda não sabia como explicar essas coisas de ficar cada hora subindo e descendo o barulho do coração dos dois.

Afinal, cada um é cada um, no que eles tinham que eu não me lembro qual é o nome da maldita doença, cuja eles ficam em coma, não subia os batimentos, assim o Doutor, não sabia explicar.

Segurando a mão de minha irmã aqui e agora, sei o quanto a amo. A mulher cujos traços eram de uma jovem mulher, mas por dentro de uma mulher já feita. Aquela que cuidou de mim, me apoiou, motivou, me encheu de carinho e amor todos esses anos desde que mamãe falecera. Bella não tinha tido toda essa oportunidade de alguém a consolar, porque ela se preocupava demais em [i] me [/i] consolar.

Os barulhos irritantes de bips aumentava, quando percebi eu era carregada, ainda à porta, os bips transformaram-se num piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii incessante e pude ver os médicos tentando salvar as vidas de meus dois irmãos.

Djavu era tudo o que eu poderia descrever para o que aconteceu há poucos minutos atrás.

Acontecera igual quando minha mãe morrera; igual, só que no caso, quem saia da sala era Bella ao invés de mim.

“Não a leve, Deus, por favor, ela é meu ar, minha vida!” – devagar, me deixei ser levada por alguém.

NARRADOR OBSERVADOR. (parte da fic narrada pelo autor.)

O amor e a fé são tudo o que nos resta.

Nada do que você diga é capaz de descrever o que houve naquela sala, naquele dia, naquele horário, com aqueles dois jovens que se amam.

Nada... Nem mesmo os médicos, apenas Deus, Deus era capaz de explicar o que havia acontecido.

Sendo assim, irei apenas narrar o que houve naquela sala.

Piiiiiiiii’s incessantes ainda soavam; dois corações sem vida, os médicos correram, tinham que salvá-los, pelo menos um deles, e se dessem sorte, os dois.

Uns cinco médicos de cada lado tinham os seus respectivos aparelhos nas mãos, tudo estava corrido, um gritando mais alto que os outros.

“Um, dois, três!” – as mãos de uma das enfermeiras estavam sobre o peito de Isabella, tentando trazê-la de volta à vida – “Agora!”

Dr. James pegou um aparelho na mão, jogou um pouco de gel, e em seguida esfregou-os um no outro, para colocar sobre o peito da moça, que com o choque, tremeu-se toda.

“Nada!” – gritou James, visivelmente irritado – “Mais carga!” – o ato se repetiu, e nada de o coração de Isabella voltar a bater.

“Mais forte!” – gritou por cima do ombro, para o enfermeiro que se encontrava perto do aparelho.

“Mais forte poderá causar danos!” – tentou o enfermeiro trêmulo.

“Não me interessa!” – rosnou – “Quero. Mais. Potencia. Agora! Obedeça!”

Sendo assim, ele aumentou a voltagem, o que a fez tremular e cair novamente sobre a cama.

“Oxigênio!” – gritou um dos enfermeiros ao lado de Edward, eles tentavam o mesmo, oxigênio, massagem cardíaca, aparelho, e assim sucessivamente.

“Mais alto!” – Dr. James mandou, todos pararam por um minuto o que estavam fazendo, analisando as palavras dele.

Todos ali tinham feito medicina e sabiam que a alta voltagem poderia romper algumas artérias, fazendo que nada pudesse ser doado. Trágico.

“Agora! PORRA! Eu mando nessa merda! Mais potência nos dois!”

Ele era o chefe, ele ordenava, ele comandava naquela sala, e se não fosse por ele, fazer tudo o que podia tudo estaria perdido.

Ao mesmo tempo, os enfermeiros carregaram o aparelho e colocaram sobre o peito de ambos, subiram e caíram na cama ao mesmo tempo.

Oxigênio fora colocado, e em segundos os batimentos soaram no monitor.

Dr. James e os outros enfermeiros respiraram aliviados. Algumas das enfermeiras choravam a beça, orando por tudo ter dado certo.

Fora Deus, Fora DEUS quem os ajudou, quem os trouxe de volta.

Eles eram Isabella Swan e Edward Mansen Cullen, dois jovens, dois lutadores, dois sobreviventes.

EDWARD CULLEN POV

Algo estava muito, muito errado. Meu corpo doía, e não me lembrava onde estava, nem o que havia acontecido. Como se eu estivesse dormindo há muito tempo.

Só me lembrava de ter visto aquele cara na floresta e depois... Depois mais nada.

Bella ficaria tão brava por eu estar dormindo ainda e...

BELLAAAAAA!

Putaquemerdameu!

Onde será que ela tá?! Ondee? Tentei chamá-la, mas minha voz não saia, não conseguia encontrar o caminho de minha voz, ou meus olhos, ou meus músculos.

Resmunguei, sem saber ao certo o que acontecia comigo.

Então passando alguns minutos, eu pude escutar o beep, beep, intenso.

E depois, mais beep, beep’s ao longe, tudo bem que eu tinha certo medo de abrir os olhos e encontrar alguma coisa a qual eu não queira ver.

Como por exemplo, abrir os olhos e ver um lugar assombroso, um porão sinistro cheio de sangue, estar numa cama amarrado enquanto um cara mal vestido e sujo te olha, como Andy Anderson em “A casa de cera”, cabuloso.

Mas e se... E se Bella estivesse lá, ao meu lado, também inconsciente e precisasse de mim?

Não, eu tinha que acordar! Como um homem forte que era! Como o Cullen que era! Tinha que honrar meu sobrenome!

Devagar, semicerrei os olhos para tentar ver alguma coisa.

Senti a luz branca e forte e fechei os olhos novamente. O medo tomou meu coração e adrenalina subiu em minhas veias.

Beep, beep, beep, beep, mais fortes.

Novamente tentei abrir o s olhos, dessa vez me permiti fazer com que abrissem de uma vez e continuassem abertos.

Assim o fiz. Devagar, fui abrindo-os, até quando ficaram os dois abertos, visualizei o teto branco e impecável.

Nenhum sangue, nenhuma sujeira.

Esperei que eles se acostumassem com a luz forte e branca, para depois passar a olhar em volta.

À minha direita, havia mais branco, uma cômoda, bem encima dela uma tevê grande tela plana e reluzente, mais branco, uma porta, janelas impecavelmente brancas e fechadas, subindo até a cama, um lençol estava sobre meu corpo de cor azul, meus braços de tão brancos apareciam todas as veias arroxeadas, agulhas por meu pulso e braço, passando a mão no rosto, podia sentir a barba por fazer, os olhos fundos e me sentia tão cheio, que não tinha fome.

Impossível ser um atentado!

Sendo assim, levantei meus olhos e mirei para minha esquerda, parando apenas para olhar o monitor que fazia o beep, beep irritante e depois para a segunda cama do outro lado do quarto.

Os mesmo lençóis azuis estavam jogados contra ela, o beep, beep, mais rápido vindo do seu monitor, os cabelos estavam espalhados por sobre a face branca e aveludada, assim como o meu, seus braços tinham agulhas enfiadas também, meu coração deu um pulo ao perceber onde nos encontrávamos.

Meu cérebro estava lento, mas então percebi:

HAVIAMOS SAIDO DA FLORESTAAAAAA!

Joguei os braços pra cima e meio que rebolei, por muuuuuito tempo, diga-se de passagem.

- porra! – um silvo baixo murmurou, mas nem prestei muita atenção, concentrava em jogar os braços e rebolar, por que EU TINHA SAIDO! – Mas... Mas que PORRA é essa?

(...)