A Minha Vida Em Mystic Falls - Season 3
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Capítulo 2
POV Damon Salvatore
-Está tudo quieto – disse Alaric.
-Si, demasiado quieto.
Abri a porta de casa e coloquei o pé à frente do meu corpo. Ele passou a ombreira da porta sem problema.
-Oh yeah – disse e entrei em casa, com Alaric atrás de mim.
O hall de entrada estava todo manchado de sangue, com vários quadros tortos e alguns caídos no chão com vidros partidos.
Entrei na pequena sala de estar. Duas mulheres estavam mortas, sentadas no sofá com sangue já seco nos seus corpos.
-Oh, vampiro de certeza –afirmou Ric.
-Stefan de certeza.
-Como sabes?
-É a assinatura dele. Por algum motivo é que o chamam de Estripador. Alimenta-se tanto que passa-se da cabeça até esquartejar a vítima. E quando acaba, sente remorso. É bem macabro – abanei a perna da mulher loira e a cabeça caiu no chão. – Depois, volta a juntar o corpo. Definitivamente Stefan.
POV Demi Gilbert
-Olá, Mr. Klaus – disse uma senhora morena e Klaus prestou atenção nela. – Tenho notícias para si. Disse-me para o avisar caso eu visse algo, e vi o irmão dele, Damon, perto da quinta.
-Obrigado, Claudine – agradeceu Klaus e Stefan apareceu á nossa frente. – Diz aos teus amigos para continuarem com o bom trabalho.
-O meu irmão ainda nos está a seguir?
-Ele está a aproximar-se. Vou ter que tratar disso – respondeu Klaus.
-Não, não, não – interveio logo Stefan, impedindo Klaus de dar mais um passo que fosse. – Deixa-me lidar com isto.
-E por que devo deixar-te ir? – perguntou Klaus.
-Porque sabes que eu voltarei.
-Sei?
-Salvaste a vida do meu irmão, estou ao teu serviço.
-Fazes parecer isto tão tedioso e monótono – disse Klaus, cruzando os braços sobre o peito. – Não estás ao menos a divertir-te um pouco?
Apontou para Ray que estava em pura agonia devido às setas que estavam na sua pele e que continham wolfsbane. Stefan estava a torturá-lo á horas, a tentar arrecadar alguma informação sobre a localização do bando de Ray.
-Farei questão de ter certeza que o meu irmão não nos incomoda mais – disse Stefan, não ligando à brincadeira de Klaus. Saiu porta fora, sem nos deixar dizer mais nada.
-Não sei como ele aguenta com todo o remorso – disse Klaus em voz alta, mas eu sabia que ele estava apenas a pensar alto.
-Ele ama o irmão – falei, fechando o livro da tia Melinda. – É tão difícil para ti acreditares nisso?
Ele sentou-se no banco ao meu lado, atento ao que eu dizia.
-Sim, é.
Inclinei a cabeça para o lado.
-Não, não é. Estás a mentir para mim – disse, sorrindo levemente.
Ele suspirou, querendo desviar a conversa. Eu já tinha passado três meses com Klaus, já conhecia bem o seu comportamento.
-Vais contar-me porque quiseste ter comigo?
-Damon desapontou-me. É tudo o que precisas de saber – voltei a abrir o livro, não querendo falar do assunto.
-Ele partiu-te o coração – afirmou ele e eu fingi ignorá-lo. – Acho que é melhor ele parar de procurar por Stefan, porque quando te encontrar, nem te vai reconhecer.
Virei-me para ele, furiosa.
-O que queres com isso, Klaus? Mexer com a minha mente? Ou colocar-me à beira das lágrimas?! Diz-me! – gritei, levantando-me e aproximando o meu rosto do dele.
-Só te quero conhecer melhor – ele engoliu em seco, desviando o seu olhar do meu e indo parar aos meus lábios.
Céus, isto já me tinha acontecido antes, há apenas um mês. A nossa tensão sexual era demasiada, era a única rapariga do trio e era claro que Stefan ainda não tinha recuperado de Elena. Então só restava eu e Klaus, que eu tenho a certeza que não beijava alguém há muitas décadas.
-Tu és absolutamente irritante – disparei e saí do bar, em direção ao carro.
Tentei abrir o carro, mas ele estava trancado.
-Oh, ótimo – disse e deitei-me em cima do capô, observando o céu estrelado.
Estava bastante calor e tudo era sufocante com Klaus e Stefan. Pensei que ele me iria ajudar a encontrar o que eu queria, mas nada. Lia o livro da tia Melinda, mas tudo o que tinha encontrado de útil lá era que a serpente me tinha dado poderes que, junto com os poderes de uma bruxa, podiam acabar com uma espécie inteira.
-Elijah convidou-te a ficares connosco, mas quando chegaste perto de mim, decidiste vir comigo e com Stefan – falou Klaus, encostado ao capô do carro. Não olhei para ele, continuei a fitar as estrelas. – Durante três meses suportaste todas as mortes, todas a torturas que fizemos sem piscar. Ouves os nossos planos diabólicos, mas nunca te queixas nem tentas impedir-nos de nada.
Suspirei e fechei os olhos com força, tentando não chorar. Aquilo era muita pressão em cima de mim. Stefan era crescidinho, conseguia tomar conta de si e lidar com Klaus, mas eu não conseguia lidar com o lado sombrio de Stefan com Klaus ao seu lado.
-Só estou a tentar entender-te.
A lágrima escorreu pelo meu olho indo em direção á minha orelha. Limpei-a com brusquidão.
-Já conheci almas mais magoadas e destroçadas, que sempre quiseram falar. Mas tu… nada. Não contas o que Damon fez, não contas o que a carta da tua tia dizia, nada. És um livro fechado, Demi.
Sentei-me fitando-o com as lágrimas a toldarem-me a visão.
-Sabes o que aconteceu? Aconteceu que eu descobri que sou uma ninfa, fui mordida por uma serpente e a minha família nunca foi perfeita! Melinda era a minha mãe biológica, não minha tia. Os meus pais morreram e menos de um ano depois perdi a única família que tinha. Damon partiu o meu coração naquela noite, Klaus! Eu nem consigo tirar da mente o seu rosto, mas sempre que fecho os olhos, o seu sorriso sarcástico parte o meu coração em mais mil pedacinhos. Queres saber como eu me sinto, tudo bem, eu digo-te: eu estou destroçada e perdida. Estou sozinha neste mundo e nem sei quem sou ou de onde venho.
Um soluço escapou da minha garganta e duas lágrimas escorreram pelo meu rosto, mas eu limpei-as com força, como se elas fossem algo de mal.
-E tu és um híbrido estúpido que não te importas com ninguém e provavelmente estás a rir-te de mim neste momento por ser tão infantil ao ponto de chorar por um amor perdido e por ser uma órfã que quis pintar o cabelo de loiro numa tentativa de se tornar uma nova pessoa.
Ele pegou na minha mão, surpreendendo-me.
-Não acho nada disso – sussurrou ele, com o seu sotaque britânico bastante acentuado.
Soltei uma gargalhada triste.
-Sim, tu achas. Só estás é com pena de mim.
Ele puxou a minha outra mão para a sua, fazendo-se ficar sentada de frente para ele.
-Acho que és uma ninfa muito especial.
As suas mãos quentes subiram das minhas mãos para os meus braços, para os ombros, para o meu pescoço e pararam no meu rosto.
-Muito, muito especial.
Os seus olhos voltaram a fugir para os meus lábios. Os nossos rostos foram aproximando-se gradualmente e engoli em seco. Eu até podia estar a cometer um dos maiores erros da minha vida, mas naquele momento não me iria arrepender de nada.
Fechei os olhos quando os nossos narizes se tocaram, e logo de seguida os meus lábios encontraram os de Klaus.
POV Elena Gilbert
Entrei no quarto e o meu telemóvel estava a tocar. Era um número bloqueado.
-Olá? Olá?
Ninguém respondeu e eu agarrei-me àquela esperança ínfima que tinha.
-Stefan? Stefan, se és tu, tu vais ficar bem – ninguém respondeu. – Eu amo-te, Stefan, agarra-te a isso. Nunca deixes este sentimento ir embora.
Este tinha sido, sem dúvida, a melhor prenda que podia ter recebido no meu aniversário.
©AnaTheresaC
Notas finais
Preparem-se, novo triângulo amoroso a chegar!
XOXO,até domingo! (se, entretanto, não houver outra recomendação)
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