A Minha Vida Em Mystic Falls - Season 3
4 Capítulo 3
Capítulo 3
POV Damon Salvatore
A televisão estava ligada enquanto tirava as pistas do meu closet.
-Um suicídio ou um acidente trágico, WKPW news perdeu uma das suas estrelas: a repórter Andie Star foi descoberta morta…
Elena apareceu no meu quarto.
-Não consegues ficar afastada, pois não? – indaguei.
-Tens ignorado as minhas chamadas.
-Sim, hoje é um dia atarefado, com a namorada morta e tudo…
-Porque não me contaste?
-Parabéns, Elena. Stefan matou a Andie. Bolo? – disse, imaginando a nossa conversa.
-Ele ligou-me, Damon – disse ela, enquanto me dirigia para a lareira.
-O quê?
-Stefan telefonou-me ontem á noite.
-O que disse ele?
-Não disse nada – fiquei suspeito. – Mas era ele. Pedi á Xerife Forbes para localizar a chamada e vinha do Tennessee.
-Onde ele está a fazer uma farra no campo – voltei a virar-me para a lareira. – Já passámos por isto, Elena. Stefan foi-se. E não quero dizer geograficamente.
-Se ele se tivesse ido embora não teria ligado.
Olhei para ela, com descrença. Era incrível como Elena se mantinha tão pegada a Stefan, mesmo eu dizendo que ele não voltaria.
Acendi um fósforo e atirei-o para a lareira, queimando todas as pistas que tinha encontrado neste verão.
POV Demi Gilbert
-Estás bem? O Ray está a ficar pesado? – indagou Klaus depois de estarmos a andar á cerca de quatro horas.
-Estou bem – respondeu Stefan.
-Tens a certeza? Temos andado por um bom tempo. Se precisares de água ou sentar-te um pouco… — disse Klaus.
-Sim, eu entendi que estamos presos aqui, mas se pudéssemos pular a conversa da treta seria ótimo.
-Tão aborrecido – disse Klaus. – A tua auto depreciação está a sufocar-te, amigo.
-Talvez porque estou um pouco cansado de caçar lobisomens.
Suspirei alto. Estes dois não tinham remédio, estavam sempre a espicaçar-se um ao outro.
-E graças ao nosso amigo Ray, encontrámos um bando.
Parámos de frente para um acampamento de lobisomens, segundo tinha dito Klaus.
Todos pararam o que estavam a fazer para nos ver. Stefan avançou mais uns passos a deitou Ray no chão.
Uma mulher muito mal arranjada, com o cabelo oleoso e que não via uma escova há muito tempo, exclamou:
-Ray!
Correu para o amigo e um homem aproximou-se dela.
-O que está a acontecer? – chorou ela, olhando para nós com raiva.
Deitei um olhar a Klaus, que estava com um sorriso debochado nos lábios.
-Quem és tu? – indagou ela, olhando ameaçadoramente para Stefan.
-A questão importante é: quem sou eu – interveio Klaus. – Por favor, perdoem-me a intromissão. O meu nome é Klaus.
A loba reagiu logo e deu uns passos para trás, claramente assustada.
-Tu és o híbrido – falou ela.
-Ouviram falar de mim. Fantástico! – disse Klaus no seu tom de voz sádico.
POV Tyler Lockwood
-Oi, mãe – dei-lhe um beijo na bochecha.
-Bom dia, querido. O café está quente.
Servi-me de uma caneca de café, que estava no termo. Olhei para ela, que estava com um copo de whisky na mão.
-Noite má?
-Semana difícil. Estou um pouco stressada – justificou ela. – E tu?
-Estou bem – virei-me para a o hall de entrada.
-Sabes, querido, se quiseres trazer uma rapariga cá para casa, gostaria que ela não saísse de fininho como uma prostituta.
-Desculpa – pedi e inclinei a cabeça para o lado. – Ela saiu de fininho?
A minha mãe não respondeu e eu bebi um pouco do café. Tinha gosto horrível.
-Wow. As natas devem de estar estragadas – afirmei e coloquei a caneca em cima da mesa. Dei-lhe um beijo na bochecha. – Não esperes por mim acordado. Oh, e quanto a Caroline: ela não é uma prostituta.
POV Carol Lockwood.
Abri a porta.
-Muito obrigada por teres vindo. Há mais alguém que saiba que estás aqui?
-Não, não passei pela cidade, vim diretamente para aqui.
Apontei para a sala de estar.
-Posso oferecer-te uma bebida?
-Acho que deves dizer-me o que esperas que eu faça.
Servi-me de outro copo de whisky.
-Esperava que me pudesses dizer – ele olhou-me desconfiado. – É a Caroline, Bill. Lembro-me do dia em que ela nasceu.
-O que o Conselho sabe sobre isto?
-Não disse uma palavra – respondi, apertando o copo nas minhas mãos. – Tenho andado a fazer isto sozinha por muito tempo. Fazes alguma ideia de como lidar com isto? Eu não posso sujar as minhas mãos aqui por muitas razões.
Estava a tentar não chorar. Sempre fui ensinada a odiar os vampiros, mas Caroline era como se fosse parte da família. Via-a crescer junto com o meu filho e todos os miúdos de Mystic Falls!
Bill sorriu.
-Ela é uma vampira, Caroll. Fazemos o que precisamos fazer.
POV Alaric Saltzman
-Daqui a poucas horas a lua cheia irá nascer bem acima daquela montanha – apontei para a montanha a que me estava a referir. – Se Tyler estiver certo, é onde o bando estará.
-Era um escoteiro, não eras? – brincou Elena.
-Cala a boca.
-Um escoteiro e caçador de vampiros?
-E um alcoólico perdido em causas perdidas.
Parei um pouco, abrindo a mochila.
-Uau, vieste apetrechado – comentou Elena quando viu as coisas que tinha na mala.
-Bem, não viemos propriamente ver os passarinhos. Toma – tirei uma granada e entreguei-a a Elena. – Coloca na tua mochila.
-Granada de verbena?
Neguei com a cabeça.
-Wolfsbane.
Ergui-me, observando-a guardar a granada na mochila.
-Já que estamos a trocar presentes… — abriu a mão, revelando o anel dos Gilbert.
-Esse é o anel do John Gilbert.
-Já foi teu uma vez. Pega. Vai proteger-te de qualquer perigo sobrenatural em que nos estamos meter.
-Eu deu-to.
-Eu sou uma doppelganger – justificou. – O anel não vai funcionar em mim. Ele deixou-o para o dia em que eu tiver filhos.
-Então porque não o guardas até á futura geração de teimosos bebés Gilbert?
-OK, e se pegares emprestado até nós sobrevivermos a isto? Ficaria muito triste se não chegasses á happy hour.
Sorri e peguei relutantemente no anel.
©AnaTheresaC
Notas finais
Muito obrigada por todos os comentários.
XOXO
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