A Minha Salvação
5 Capitulo Cinco.
Notas iniciais
Capitulo Cinco.
Acordei era 11h30min, iria encontrar com as meninas na praça de alimentação do shopping às 13h30min, então fui me arrumar.
Tomei um longo banho quente, já que estava fazendo muito frio, vesti uma blusa do Batman de lã, uma calça jeans escura, uma sneaker, peguei uma bolsa e fiz uma maquiagem simples, ( http://www.polyvore.com/ino/set?id=99581903 ), desci para a cozinha e coloquei ração para o Hachi.
Olhei no relógio eram 12h45min, e sai de casa. Fui andando e cheguei lá às 13h15min, apenas Hinata tinha chegado.
– Yo, Hina.
Ela sorriu.
– Yo, Ino. Acho que não ir para o colégio nos fez chegar adiantadas. – Ela riu.
– Pois é. – Concordei.
Ficamos sentadas lá conversando sobre coisas banais ate que Sakura e Tenten chegaram.
– Desculpem o atraso. – Falou Sakura.
– Sem problemas. – Respondeu Hinata.
– Então, vamos comer, escolher um filme ou o que? – Perguntou Tenten.
– Vamos assistir o filme, depois nós comemos. – Respondi.
Fomos para o andar do cinema e escolhemos um filme de animação para assistir, se chama Frozen e era muito bom.
Quando o filme acabou, fomos lanchar e continuamos conversando sobre coisas banais, ate que o assunto virou o colégio. .
– Né Ino, Gaara não foi hoje, você viu ele ontem quando ele saiu da sala, não viu? – Falou Sakura.
Assenti para ela.
– Temari pareceu ficar bem chateada com o que você falou, — disse Tenten – mas eu concordo com você. Se eu tivesse um irmão, iria ficar grudada nele o tempo todo.
– O que vocês conversaram? – Perguntou Hinata.
Suspirei.
– Coisas normais, ele disse para eu ficar longe dele, o ignorar e... – Hesitei.
– E...? – Incentivaram as três.
– E disse que a Temari é uma traidora, que ela é cruel e falsa. – Soltei.
Elas pareceram se assustar.
– Gente, mas o que será que a Temari fez com ele e ele com ela? Porque nenhum dos dois quer ficar perto um do outro. – Disse Tenten.
– E ele mora com ela. – Disse Sakura.
– Serio? – Perguntei e ela assentiu.
– Deve ter sido algo muito serio, porque a relação dos dois não é nada boa. O Shikamaru deve sabe o que é. – Falou Hinata.
– Mas duvido que ele conte sem a Temari deixar. – Falou Tenten.
– Nós podíamos colocar o Gaara no nosso grupo aos poucos, ai talvez a gente descubra o que aconteceu. – Disse Sakura.
– Eu e o Naruto concordamos com isso. – Disse Hinata.
– Eu também. – Concordei.
– O Neji e eu estávamos conversando e também falamos disso, tudo bem que ele quase me matou com o olhar outro dia, mas ele parece ser muito solitário. – Disse Tenten.
– Sasuke disse a mesma coisa. – Sakura comentou.
– Então esta decidido. – Falei sorrindo.
Nós comemos e depois fomos todas embora.
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Eu já estava quase chegando em casa, estava doida para tomar um banho quente, já que estava fazendo muito frio.
Estava pensando no que as meninas me contaram, de que Gaara não foi para o colégio hoje, será que ele esta bem?
Passei pelo parque que tinha atrás do meu prédio e travei no lugar.
Sentado em um banquinho, de cabeça abaixada, reconheci Gaara. Corri ate ele e parei em sua frente.
– Gaara? – Chamei.
Ele não me respondeu e nem olhou para mim, olhei para o chão onde ele olhava e me assustei ao ver uma pequena poça de sangue.
– Gaara...
Chamei novamente, puxando sua cabeça para cima e me assustei ao vê-lo todo machucado.
– Ino... – Ele falou fracamente.
Consegui o levantar, passando seu braço pelo meu pescoço e passei meu braço pela cintura dele, o dando apoio.
– Gaara, por favor, não desmaia. Estamos perto da minha casa.
Comecei a andar com dificuldade e ele me ajudava. Ele estava com as mesmas roupas de ontem e elas estavam rasgadas.
– Eu não... Vou desmaiar. – Ele disse com dificuldade.
Chegamos ao meu prédio e Hiro abriu o portão, vindo correndo em nossa direção.
– Srtª. Ino, o que houve? – Perguntou.
– Não sei, o encontrei na rua assim. Pode chamar o elevador para mim?
Ele saiu correndo e quando cheguei ao elevador, ele já estava no térreo.
– Quer ajuda? – Perguntou Hiro.
– Não precisa, eu me viro. Obrigada. – Apertei o botão do sexto andar e as portas se fecharam. – Gaara.
Chamei para ver se ele ainda estava acordado.
– Hm... – Resmungou.
O olhei de lado e vi seus olhos abertos. O elevador parou e saímos dele, com dificuldade, abri a porta do apartamento e a fechei depois.
Hachi veio correndo e quando viu Gaara, correu para a sala, me esperando. Coloquei Gaara no sofá e Hachi do lado dele.
– Toma conta dele ate a mamãe voltar. – Falei para o Hachi e subi as escadas.
Abi meu guarda-roupas, pegando um kit de primeiros socorros que tinha lá e desci correndo as escadas, me surpreendendo ao ver Hachi deitado no colo de Gaara, que passava a mão nele, o acariciando. Mas ao me ver, Hachi pulou do colo do Gaara para o chão e eu me sentei ao lado de Gaara.
Abri o kit e peguei um algodão, passando um liquido nele e colocando o kit de lado.
– O que aconteceu com você? – Me inclinei, quase ficando sobre ele enquanto passava o algodão em um corte na sobrancelha.
Ele nada respondeu, apenas ficou me olhando, como sempre.
Troquei o algodão, que tinha se sujado de sangue e passei na bochecha dele, onde tinha outro corte.
– Me responde, Gaara.
Ele ainda me olhava... Coloquei um curativo nos dois cortes e peguei uma pomada para passar no roxo, perto de seu olho.
Inclinei-me novamente, passando a pomada e quando ia me afastar, senti o braço do Gaara passando na minha cintura, me puxando, fazendo com que eu ficasse sentada em seu colo.
Quando eu ia perguntar o que ele estava fazendo, seus lábios me calaram.
Fiquei tão surpresa que não fiz nada, depois de alguns segundos, correspondi o beijo dele.
Os lábios dele eram macios e quentes, logo a língua dele invadiu minha boca. Quando o ar nos faltou, nos separamos, com Gaara dando um mordida em meu lábio inferior.
Gaara afundou o rosto no meu pescoço e eu não disse nada, tentando controlar minha respiração, e quando consegui, ia perguntar o porquê dele ter me beijado, mas senti algo molhado no meu pescoço.
Gaara começou a soluçar e eu percebi que o molhado, eras as lagrimas dele.
– Hei Gaara, não chore.
Passei as mãos no cabelo dele, fazendo um carinho enquanto ele se desmontava em lagrimas.
Era tão estranho, Gaara estar chorando na minha frente era realmente algo para se estranhar. Ficamos abraçados ate que ele parou de chorar.
– Esta mais calmo? – Perguntei começando a me afastar, mas ele apertou minha cintura, não deixando. – Gaara, o que aconteceu com você?
Ele nada respondeu.
Depois de um tempo, ele afrouxou o aperto em minha cintura e eu me afastei um pouco, olhando seus olhos verdes húmidos.
– Fala comigo, por favor. – Pedi, secando algumas lagrimas que ainda caiam.
– Desculpe. – Pediu.
Sorri.
– Desculpa pelo que?
– Por ter te beijado e chorar. – A voz dele ainda estava um pouco trêmula.
Sorri amavelmente para ele.
– Tudo bem. Vamos fazer assim, você sobe, toma um banho e se acalma mais enquanto eu faço um lanche para nós, tudo bem?
Ele assentiu e me levantei do colo dele, o puxando pela mão, já que ele estava conseguindo andar sozinho.
Subimos as escadas e o levei para o quarto de hospedes.
– Vou pegar uma toalha e umas roupas do meu pai para você, ta?
Ele assentiu e se sentou na cama.
Sai do quarto e fui para um quartinho, onde guardava toalhas, roupa dos meus pais e sabonete.
Peguei e voltei para o quarto.
– Voltei.
Falei e me virei para ele, corando logo em seguida ao perceber que ele tinha tirado a camisa.
– Hum... Vou lá na cozinha fazer o lanche, fique a vontade.
Deixei as coisas em cima da cama e sai do quarto. Desci para a cozinha e suspirei quando cheguei lá. Toquei meus lábios e sorri feito boba lembrando do beijo do Gaara.
Peguei as coisas na geladeira e fiz uns sanduiches, coloquei suco de laranja no copo e coloquei tudo em uma bandeja, subindo para quarto.
Batei na porta e como não obtive resposta, abri e entrei. Gaara ainda estava no banheiro e eu coloquei a bandeja em cima da cama, me sentando.
Depois de alguns minutos, Gaara saiu do banheiro, as roupas do meu pai ficaram um pouco folgadas, mas dava para o gasto.
– Vem comer. – O chamei.
Ele sentou na cama e ficou olhando para o nada.
– Gaara, me diz o que aconteceu com você? As meninas falaram que você não foi à aula hoje.
– Não quero falar disso. Eu nem devia estar aqui. – Disse com a voz fria.
Suspirei.
– Por favor, não começa com essa historia, já falei que sou sua amiga.
Ele continuou olhando para o nada e eu me irritei.
– Olha para mim. – Falei séria.
Ele não olhou e eu me levantei, dando a volta na cama e parando de frente para ele, puxando sua cabeça para cima.
– Eu disse para olhar para mim. Quer fazer o favor de parar de marrento e falar o que aconteceu?
Ele ficou me olhando, sem falar nada.
– Por favor, Gaara. Estou preocupada com você.
Ele continuou calado, mas os olhos dele se encheram de lagrimas novamente.
Mas o que raios aconteceu com ele?
O puxei e o abracei, o sentindo apertar minha cintura, começando a chorar novamente.
– Briguei com a Temari.
Não me surpreendi ao ouvir isso.
– Mas não foi ela quem te machucou assim, não é?
– Não. – Respondeu.
Afastei-me, mas ele continuava me segurando. Enxuguei as lagrimas dele e sorri.
– Não chore, não combina com você.
Ele me soltou e se afastou.
– Vou embora. – Falou indo rumo à porta do quarto.
O segui e segurei sua mão.
– Não vai. – Falei firme.
– Eu tenho que ir, foi um erro ter vindo aqui. Não se preocupe, não vai acontecer de novo. – Disse soltando minha mão e saindo do quarto.
Corri passando por ele e parei no topo da escada.
– Se quiser ir, vai ter que me jogar escada abaixo.
Ele franziu o cenho e vi um brilho amarelo em seus olhos, ele ficou tenso.
– Ino, saia da frente tenho que ir embora. Agora.
– Não vou sair.
– Você não entende. Ele ta vindo, me deixa ir, tenho que controlar ele.
– Ele quem, Gaara?
Gaara caiu de joelhos e eu corri ate ele, que me segurou com força e deu um sorriso sarcástico.
– Eu. – Sua voz estava estranha, como se não fosse ele.
Ele levantou a cabeça e seus olhos estavam amarelos com detalhes em preto.
– Gaara... ? – Chamei assustada.
– Gaara não esta, quer deixar recado? – Disse sarcástico, dando uma risada depois.
– O que... ? – Comecei a perguntar quando os olhos dele ficaram verdes novamente.
– Droga, tenho que ir, não vou resistir muito tempo. – Ele me soltou e se levantou.
– Gaara, o que é isso? – Fui ate ele.
Ele se virou;
– Você não vai entender.
– Me explica. – Pedi.
– Não, você vai me achar uma aberração, como todos os outros, como Temari. – Ele disse irritado, descendo as escadas.
– Eu não vou, eu prometo. Eu me importo com você. GAARA. – Gritei seu nome.
Ele se virou para mim, com os olhos amarelos novamente.
– EU FUI CRIADO EM UM LABORATORIO. – Gritou e depois caiu de joelhos no chão, ofegante.
Corri ate ele, o abraçando e ele continuou ofegando. Quando se acalmou um pouco, o olhei e seus olhos estavam normais.
– Como assim criado em um laboratório? – Perguntei confusa.
– Esqueça o que eu disse.
– Não, me explica isso. – Insisti.
– Isso não é da sua conta, Ino. – Ele disse friamente.
– Tudo bem, não fale então. – Eu disse irritada.
– Eu vou embora, obrigado por tudo. – Disse ele.
– Não precisa ir embora. Você mora com a Temari, não é?
Ele assentiu.
– Você disse que brigou com ela, dorme aqui, pode ficar no quarto de hospedes, eu prometo que não pergunto mais nada.
Ele pensou por alguns instantes e depois suspirou.
– Tudo bem.
Levantamos-nos e subimos de volta para o quarto, comemos o lanche e eu estava morrendo de vontade de fazer perguntas, mas eu tinha prometido.
– Bom, vou tomar banho, pode ficar a vontade. – Eu disse.
Quando ia sair do quarto, Hachi entrou e ficou sentado olhando para Gaara com a cabecinha virada de lado e Gaara o olhando.
– Aff, vem aqui sua bola de pelos. – Gaara revirou os olhos e Hachi correu ate ele, todo alegre.
Gaara o pegou no colo e ficou passando a mão nele enquanto eu fui tomar banho.
Depois de banho tomado e roupa vestida, voltei ao quarto de Gaara.
– Gaara, vou assistir filme, quer ver também?
Ele deu de ombros e se levantou, ainda com Hachi no colo e fomos para a sala.
Disse que ele podia escolher o filme enquanto eu fazia a pipoca e quando voltei para a sala, ele fazia uma careta.
– Você só tem filmes de romance. – Reclamou.
Eu ri.
– Só assiste terror? – Perguntei.
Ele assentiu.
– Então muda um pouco, vamos assistir comedia romântica. – Falei.
Peguei o filme Recém-casados e coloquei no DVD. Nos sentamos no sofá e Hachi ficou ente nós.
É, vamos nos divertir um pouquinho.
Continua...
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