Notas iniciais
Desculpem pela demora! Espero que 2018 seja um ano melhor para todos nós... Obrigado pela compreensão e por estarem acompanhando a historia! Espero que gostem deste capitulo.

Felizmente eu furei com o Kayo em não ir naquela festa. Fico me imaginando no meio daquela confusão louca que teve por causa de uma piranha qualquer. Homens…. Enfim, hoje só tenho metade das aulas felizmente, então aproveitei para pôr meu sono em dia. Obviamente, acontece algo para impedir minha paz e tranquilidade: Kayo está me ligando, mesmo após rejeitar 30 vezes suas ligações. Ele não desiste nunca…

— O que tu quer, infeliz?

— Quero conversar contigo agora. Me encontre no parque daqui a meia hora.

— E quem disse que eu aceitei?

— Meia hora. — e desligou o telefone. Desgraçado!

Lá estou eu no parque e encontro Kayo vestido com um terno preto e uma aparência abatida. Pelo visto era sério mesmo… Me aproximo dele e tento ser legal. Ele me vê e pede um abraço e começa a contar tudo.

— Estou voltando de um velório da ex de um amigo meu. Aquela garota da briga na festa

— Ele matou ela?

— Nao, maluca! Ela se matou….

— Que horrível… Eu sinto muito por ele e por ti também.

— Eu nao era próximo dela, mas ele…

— Já sabem a razão dela ter feito isso?

— Ela já sofria de depressão e transtorno bipolar. Foi um de seus surtos que resultou na fatalidade…

Eu nem sabia o que dizer pra ele naquele momento, mas já sabia que a melhor resposta seria o silêncio.

Meses se passaram e com isso chegou nossas férias. Eu estava estagnada de tudo e só queria passar o resto dos meus dias vegetando no quarto, porém Hiro me convence a sair para um “encontro”.... É estranho pra mim, pois perdi totalmente o interesse nele. Minha cabeça estava bem brisada com todos os acontecimentos. Me arrumo porcamente e vou até o local. Lá estava ele, bem arrumado como sempre e com um buquê de flores em mãos. Antes que ele pudesse me ver, sai correndo dali. Nao sei o que falar, nao sei lidar com isso. Eu tenho ignorado constantemente suas mensagens, assim como a Hina tem ignorado as minhas… Sem perceber, acabo parando em uma ponte onde encontro um garoto solitário com o olhar vazio e distante. Cabelo curtinho e bagunçado, óculos desgastados, aparência um tanto frágil assim digamos. Me aproximo levemente até ele e o mesmo me olha desconfiado

Eu lhe conheço? — ele me tem em seus olhos neste exato momento. Sinto um leve pigarro na garganta, pois sem perceber acabei sentindo “algo” por ele. Creio que nao, mas sua aparência me chamou atenção. — admitoEstá me cantando?Sim. — admito novamente, tentando esconder o rubor. Não gosto de atiradas… Desculpe. — diz em tom sério. A vontade de joga-lo da ponte é maior que minha falta de vergonha na cara (Ou nao!). Eu ainda nao consigo acreditar que esse idiota está fingindo nao me conhecer!Até quando vai bancar o idiota e fingir que nao se lembra de mim?Desculpe, eu nao lembro de mulheres atiradas. Vai pro inferno!



Ficamos um tempo sem olharmos um para o outro quando ouço uma voz sussurrando perto de mim. “Desculpe” era tudo que eu conseguia ouvir, então viro-me em sua direção e estendo meus braços. Ele me encara timidamente e se aproxima do meu corpo. Ficamos abraçados por um bom tempo a ponto de não percebermos o tempo passar… Quando dei por mim, começava a chover intensamente. Corremos em direção a um armazém abandonado que estava mais para um criadouro de ratos e baratas. Minhas roupas estavam totalmente encharcadas e a dele mais ainda. Ficamos sentados de frente para o outro em total silêncio, enquanto esperávamos a chuva passar.. .Me pergunto o porque do meu coração está batendo tão forte agora…

Notas finais
Obrigado!!