A Menina da Lua
12 ➷ Metade do Meu Biscoito ➷
Notas iniciais
Fecho meus olhos apreciando as primeiras notas da música e, apenas alguns segundos, é o suficiente para me envolver, envolver meus quadris, minhas pernas, meus braços e logo meu corpo todo está envolvido com cada nota. Cada nota é um movimento, cada frase um momento diferente.
Abro os olhos e encontro Christian parado me encarando com cuidado, seus lábios estão entreabertos e várias vezes ele usa a língua para umedecê-los. É enlouquecedor, assustador dançar para alguém que eu quero, principalmente por deseja-lo se forma incontrolável.
Caminho devagar até Christian, ao som da música. Paro em frente a ele e começo a rebolar meus quadris, seus olhos ficam vidrados no movimento e isso me assusta. Ninguém nunca me olhou assim, não é apenas desejo, vontade de me ter, tem algo a mais, muito mais. E eu o quero, não para me satisfazer, eu o quero porque eu preciso dele.
Uso minhas mãos para empurrar seu peito nu e o monto em cima dele, ficando com uma perna para cada lado do seu corpo. O movimento parece assustá-la, mas ele continua me olhando sem me dizer nada. Sua ereção fica bem embaixo do meu sexo, enquanto eu rebolo ao som da música, aproveitando cada nota enquanto ele me olha com atenção.
Então a música acaba me pegando se surpresa ao estar tão envolvida, mas antes que eu posso pensar em sair daqui, Christian se senta agarrando meu corpo, ele rola pela cama parando em cima de mim. Meus olhos encontram os seus e essa é a nossa pequena prisão onde o azul e o cinza se perdem um no outro.
Solto um gemido baixo que não passa despercebido por Christian, ele sorri e sem me dizer nada se curva sobre mim, beijando meu busto. Arqueio as costas sentindo meus músculos abaixo da barriga se contraírem pelo desejo enorme que se forma dentro de mim.
Meu desejo por ele é como uma massa com muito fermento, quando mais aquecida, mais ela cresce.
Minhas mãos alcançam suas costas e eu uso as unhas para lhe arranhar, arrancando gemidos altos dos seus lábios. Prendo-o com as minhas pernas e seguro seu rosto, afastando-o para poder lhe olhar, então eu lhe encaro por longos segundos tentando entender o que há nele que tanto me atraí, mas eu acho que vou levar mais que alguns pequenos segundos para entender isso, então eu puxo seu rosto de encontro ao meu. Nossos lábios se encostam, o seu está quente, diferente do meu que parece estar protegido por uma pequena camada de gelo, mas é a misturada perfeita.
Entreabro meus lábios para que sua língua possa entrar, e ela entra, explorando com agilidade cada canto da minha boca, dançando com a minha de forma envolvente enquanto outra música toca na TV, tornando o nosso momento ainda melhor.
Eu não sinto medo, pelo contrário, eu sinto o famoso frio na barriga. Eu nunca quis estar tanto com um homem, quanto quero estar com Christian e por mais que isso me assuste, eu sei que não há lugar melhor no mundo nesse momento do que ao lado dele.
Seus beijos descem da minha boca para o meu queixo, para a garganta, novamente ao busto, enfim ele alcança meus seios e eu não sinto vontade de fugir. Minhas costas se arqueiam e eu sinto seu sorriso contra a minha pele. Seu dedo encaixa no meio do meu sutiã e ele o puxa fazendo meus seios saltarem, com os bicos já duros pelo frio e o fervor que estou sentindo.
Deixo um gemido alto escapar e todo meu corpo se contorce quando ele abocanha um dos meus seios, chupando-o com vontade e logo usando a língua para brincar com o bico.
As sequencias de gemidos se torna maior e mais sufocante. Eu preciso dele, preciso muito.
Inclino minha pélvis de encontro a sua ereção, eu o sinto, duro e isso tudo se torna ainda mais enlouquecedor.
— Christian... por..., favor. — Imploro entre gemidos e sinto seu sorriso.
Ele se levanta largando meu seio e me encara com cuidado.
Há algo especial em seus olhos, um brilho que não para de aquecer meu coração. Eu gosto disso. Gosto da forma como me sinto especial quando ele me olha assim, então entendo o que ele quis dizer. Não é apenas sexo.
Christian se levanta, ficando em pé em frente a cama. Ele está sorrindo para mim e continua quando se curva um pouco enfiando os polegares nas laterais da minha calcinha. Seu olhar é preocupado, pedindo a minha permissão. Sorrio e balanço a cabeça.
— Por favor. — Peço ofegante. — Eu preciso de você.
Novamente seu sorriso está lá, então, com lentidão, Christian começa a tirar minha calcinha, percorrendo-a por toda extensão das minhas pernas até chegar aos meus pés. Ele a puxa e a deixa cair no chão enquanto observa atentamente meu corpo.
O desejo lampeja em seus olhos e eu não sinto nojo, não quero correr por alguém estar me desejando, eu quero ficar exatamente aqui, com ele me olhando dessa forma.
Fico encarando-lhe com atenção e arfo com desejo quando ele tira sua cueca, escorregando-a por suas pernas. Sua ereção salta livre e eu não consigo prender o sorriso que se forma em meus lábios. Um sorriso completamente malicioso e cheio de desejos.
Christian novamente está sobre mim, se encaixando entre as minhas pernas. Seu membro toca a entrada do meu sexo e ele me encara, novamente pedindo permissão. Sorrio e levo minha mão até a sua mandíbula tocando-a com carinho. Eu gosto de tocar a sua barba, a forma como ela faz cócegas na palma da minha mão.
Encaro seus olhos e sorrio de novo.
— Eu quero isso, quero mais que tudo.
Ele sorri vitorioso, como se esse fosse seu melhor prêmio, então começa a deslizar com cuidado para dentro de mim. Aperto meus olhos e contrario meu sexo sentindo uma pequena fisgada. Ouço um riso abafado e Christian se afasta.
Abro meus olhos e vejo a preocupação em seu rosto... ele vai novamente, com mais cuidado e fica nisso. Indo e vindo para que eu possa me acostumar, até que então, ele desliza por completo para dentro de mim fazendo-me arfar.
Arqueio as costas invadida pelo desejo e ele começa com pequenos movimentos, indo e vindo, e poucos minutos isso se torna pouco.
— Por favor. — Imploro. — Mais rápido, Christian.
— Vamos com calma, baby. — Sussurro se curvando para beijar meu pescoço.
Bufo frustrada e isso apenas o faz sorrir. Ele continua seus beijos pelo meu pescoço e seus movimentos lentos que já são o suficiente para me fazer gemer. Há tanta emoção misturada nesse momento, eu não consigo reconhecer tudo o que sinto, mas minha linha de raciocínio se vai por completo quando Christian começa a se mover mais rápido. Meus gemidos ficam mais altos, meus quadris ganham vida própria e eu a todo momento inclino minha pélvis de encontro a ele.
Meus músculos começam a se contrair sozinhos agora, minhas pernas começam a tremer e então eu sinto os espasmos dos orgasmos me tomarem, arrancando-me todas as forças. Christian se move mais rápido e logo seu preenchida quando ele goza, ele desaba em cima de mim, completamente ofegante.
Sorrio sonolenta e levo minhas mãos até seus cabelos começando a enrolar algumas mechas com os dedos.
Assusto-me quando Christian se afasta e me olha apavorado, isso me deixa em alerta.
— Meu Deus, Anastásia! — Ele grita se levantando e eu me sento preocupada.
— O que houve?
— Droga! Eu esqueci a porra da camisinha. — Christian grita e eu seguro a vontade de rir. — Você está achando graça? Inferno! Eu posso engravidar você.
— Ah, eu adoraria ter um mini Christian.
— Porra! Você ficou maluca? Isso não pode acontecer.
— Eu seria uma mãe tão ruim?
— Por Deus, garota! Para de brincar.
— Christian, para. — Peço deixando uma gargalhada escapar. — Eu tomo anticoncepcional, ok?
— Toma?
— Sim.
— Então você me deixou surtar para rir de mim?
— Talvez... — Sussurro jogando a cabeça para o lado.
— Vamos dar um jeito nisso, Anastásia Steele.
Mordo o lábio sorrindo quando ele novamente está sobre mim, seu olhar contra o meu, isso é o suficiente para me deixar completamente ofegante. Eu gosto disso.
➷
Termino de abotoar minha camisa e encaro Lilly, ela está sentada na cama, tentando amarrar seu tênis. Sorrio e me aproximo abaixando em sua frente.
— Você pode me ajudar? — Pergunto de forma tímida.
— Posso, eu vou te ensinar algo que... eu aprendi quando era criança, mas não conte a ninguém.
— Está bem.
Ela parece animada, muito animada, seguro seu cadarço e arqueio uma sobrancelha.
— Pronta?
— Sim.
— Primeiro... — Sussurro começando. — O coelho cruza o riacho, depois passa por debaixo do tronco, dá uma volta na arvore e....
— Entra na toca. — Lilly diz rindo.
— Isso. — Digo rindo. — Agora você tem duas orelhas de coelho. Acha que consegue fazer no outro?
— Eu posso tentar.
Sorrio e balanço a cabeça vendo-a colocar o outro pé na cama e segurar o cadarço. Ela me olha preocupada e franze as sobrancelhas.
— Vamos. — Incentivo com um sorriso. — Você consegue. O coelho cruza o riacho...
— Passa por debaixo do tronco. — Sussurra sorrindo.
— Dá uma volta na arvore.
— E entra na toca. — Lilly grita eufórica ao conseguir amarrar o tênis. — Eu consegui!
Ela levanta os braços e cerra os punhos enquanto grita completamente animada. Ela pula da cama para os meus braços e eu caio para trás para segurá-la. Aperto em meus braços apreciando a sensação. Eu gosto desses abraços repentinos. Lilly se afasta e eu me levanto colocando-a de pé.
Ela abre a boca para falar, mas para quando Christian entra no quarto. Ganho um rubor quando ele me olha e rapidamente me lembro da noite passada. Viro o rosto e me levanto.
— Bom dia. — Christian murmura e eu o encaro ainda envergonhada. — Prontas para a escola?
— Sim, nós podemos ir. — Sussurro.
— Calma... eu preciso fazer algo antes.
Encaro confusa Christian ir até Lilly e coloca-la sentada na ponta da cama, ele abaixa na frente dela e lhe encara. Lilly parece se desesperar enquanto ele a olha, mas... eu não posso tirá-la de lá, eu quero que ela saiba que não precisa ter medo. Christian jamais a machucaria.
— Eu comprei algo para você. — Christian sussurra pegando algo do bolso, mas não lhe mostra. — Eu sei que você tem que voltar a ela hoje e que você está com medo disso, então eu quero te dar isso.
Ele abre sua mão revelando um colar, então coloca em Lilly, sorrio ao ver que é metade de um coração feito de biscoito, mas meu sorriso se torna ainda maior ao ver Christian puxar a outra metade do seu pescoço.

— Se você tiver medo, você pode pedir que me liguem, então eu irei correndo tirar você de lá.
— Biscoito... — Lilly sussurra emocionada, segurando a metade dela e de Christian ao mesmo tempo.
— Você sabe o que isso significa? — Pergunta e Lilly balança a cabeça. — Significa que você é a metade do meu biscoito, e eu vou correndo sempre que você precisar, biscoitinho.
— Obrigada, Christian.
As lágrimas escorrem pelo seu rosto e ela pula cama e abraça Christian fechando os olhos. Ele a envolve e eu fico encarando tudo, sem entender o porquê estou tomada por lágrimas.
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