A Menina da Lua
3 ➷ Garota Sem Camisa ➷
Notas iniciais
Fico observando atentamente enquanto Vitória e Mia falam ao celular usando-o no autofalante para conversar com o ‘monstro’ que dizem ser o irmão. Vagamente me pergunto se ele realmente é tão ruim assim.
Estou um pouco distante, andando de um lado para o outro pensando se devo ou não avisar Maggie que vou a casa delas, mas se bem que não fará tanta diferença, ela não pode atender no trabalho.
Suspiro e me viro um pouco encarando Kate e Milly sentadas no meio fio, ambas com expressões cansadas por estarem esperando há tanto tempo. Nós ainda estamos em frente à escola e quase todos já foram. É tedioso ficar aqui esperando, eu poderia ter ido para casa, mas seria tão chato quanto ficar aqui.
— Ah. — Vitória grita e eu me viro lhe encarando. — Obrigada, você é o melhor irmão do mundo.
Franzo o cenho confusa e encaro ela e Mia se despedirem do irmão, as duas soltam outro gritinho e se aproximam correndo e parecem tão animadas quanto uma criança.
— Ele deixou. — Mia anuncia completamente animada. — Mas falou que se quebrarmos qualquer coisa ele vai nos matar.
— Que assassino. — Provoco e as duas reviram os olhos. — Ok, vamos porque eu não aguento mais ficar aqui.
— Certo, vamos andando então. — Milly diz suspirando. — Minha mãe disse que se eu não voltar antes das sete ela vai me degolar.
— Credo. — Kate diz fazendo careta. — O que a sua mãe disse, Ana?
— Nada. — Sussurro arqueando a sobrancelha. — Ela não pode dizer muito do que não sabe.
— Você não vai avisá-la?
— Eu não. E a Maggie não é a minha mãe.
Dou de ombros e pego a minha mochila do chão para evitar essa conversa, com sorte, eu consigo e logo a conversa boba fica de lado e vamos andando em direção a casa do Grey. Minhas amigas realmente não precisam saber da minha relação com Maggie.
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Já é ruim o suficiente ter que andar com Lilly usando uma roupa igual a minha com tantas pessoas olhando como se fossemos as duas pessoas mais fofas do mundo, mas é ainda pior andar com mais quatro meninas que estão vestidas como eu.
Por esse motivo eu odeio uniformes.
As pessoas estão nos olhando como se estivéssemos fugindo da escola. Isso é tão ridículo.
Mia e Kate estão do meu lado esquerdo, Vitória e Milly do outro lado, e as quatro estão conversando bem animadas sobre o trabalho, o que é ainda pior. Eu realmente odeio trabalhos escolares, mas infelizmente não posso deixá-los de lado. Por mais que essa seja a minha vontade, há coisas que preciso manter estáveis, pelo menos por enquanto.
— Olha, chegamos. — Vitória sussurra e eu afasto os pensamentos.
— Uau. — Sussurro olhando para o grande edifício a nossa frente. — Deixe-me ver... cobertura?
— Cobertura. — Mia afirma balançando a cabeça.
— Ah, Santo Queijo. — Milly diz amedrontada. — Ele não poderia morar aqui embaixo?
— Christian Grey? — Vitória diz gargalhando. — Quando vocês conhecerem nosso irmão vão entender que, Christian Grey, sempre está no topo.
— Super Ego. — Kate diz fazendo uma careta. — Certo, vamos logo com isso.
As meninas vão andando na frente e eu fico parada, olhando o prédio; uma lembrança atinge-me arrancando-me um sorriso. Eu já estive em lugares como esse, lembro-me vagamente a primeira vez, eu deveria ter cinco anos.
— Ana, vem.
Balanço a cabeça para dispersar os pensamentos e vou até Vitória que está parada me esperando, ela sorri antes de entrelaçar seu braço ao meu e me arrastar para dentro. As outras meninas já estão nos esperando no elevador, então novamente sou puxada e em questão de segundos estamos subindo para a cobertura.
As portas do elevador sem abrem e saímos em um hall que eu olho com atenção. No canto direito há uma mesa de vidro com formato redondo e sobre a mesa há um vaso com lírios. Lírios... são os meus favoritos.
Vitória vai na frente e as outras a seguem, novamente eu fico para trás. Ando lentamente até a porta e sinto meu coração disparar ao ver a grande sala. Quadros caros em algumas paredes, janelas de vidro que vão do chão até o teto. Há uma escada no lado esquerdo e ao lado dela há um corredor.
Próximo as janelas há uma ilha que leva para a cozinha e no centro da sala, num nível mais baixo há um grande sofá branco em formato de L que fica em frente a uma lareira.
É grande, grande como uma galeria. Assustador.
— Nós já podemos começar. — Mia diz sorrindo.
Ela parece animada quando me olha e eu apenas balanço a cabeça.
➷
Arranco a régua da mão de Vitória e encaro-a com tanta raiva que poderia xingá-la. A vontade de tacar a régua em sua cabeça cresce, mas tenho que me controlar, por mais depravada que minha amiga seja. Ela já bateu na minha bunda pela menos umas cinco vezes com essa maldita régua.
— Desculpa, mas quando você fica com raiva é muito engraçado. — Diz como desculpa. — Eu não vou fazer de novo.
— Eu vou enfiar essa régua na sua...
— Opa! — Kate me corta e eu semicerro os olhos. — Vamos continuar.
Respiro fundo e decido me sentar ao lado de Milly, mas assim que me levanto recebo um tapa forte na bunda. Viro-me horrorizada e encaro Kate que gargalha e se joga para trás.
Ok, Ana. Não vale a pena matar as suas amigas, controle-se!
Suspiro e me sento rapidamente ao lado de Milly que está rindo de mim, sem conseguir me controlar acabo cedendo ao joguinho delas e começo a rir.
— Eu odeio vocês. — Murmuro tentando focar no trabalho.
— Ana, não seja tão chata, nós estamos terminando. — Mia diz sorrindo. — Vamos falar sobre outras coisas. Coisas de amigas.
— Ah, eu tenho uma coisa para as minhas amigas. — Sussurro e as quatro me encaram. — Se vocês não levarem isso a sério, eu vou arrancar a cabeça de cada uma de vocês, ok?
— Credo, demônia. — Milly diz fazendo careta. — Não seja má, você quase nunca quer falar sobre sua vida.
— Não há anda demais na minha vida. Eu tenho quatro irmãos chatos, uma madrasta mais chata ainda e um pai que nos deixou. — Digo com raiva. — Não há mais nada nisso.
— E a sua tatuagem? O que significa?
Sinto a raiva subir e me viro encarando Kate que apenas me lança um olhar malicioso.
Droga, Kate!
— Você tem uma tatuagem? — Vitória pergunta abrindo um sorriso. — Eu quero ver.
— Não tem nada para ver, é apenas uma tatuagem boba. — Sussurro. — Não há nada demais.
— Uma garota de 17 com uma tatuagem, nada demais. — Milly diz semicerrando os olhos.
— Meninas, eu não vou mostrar para vocês. É uma tatuagem nas costas. A menos que eu fique nua na frente de vocês, vocês não poderão ver.
— Ah, sem show, por favor. — Kate diz levantando as mãos.
— Ótimo.
Volto a minha atenção para o trabalho, mas antes disso posso ver o olhar de malícia de Vitória.
Maldita, Kate. Eu não deveria ter comentado isso com ela.
Suspiro e me viro para pegar algo no estojo, é quando Vitória vem para cima de mim e arranca um dos botões da minha camisa deixando-me boquiaberta.
— O que você está fazendo? — Pergunto incrédula, segurando a vontade de rir.
— Você não vai mostrar por bem, eu não me importo de ver por mal. — Diz rindo.
— Você não ousaria.
— Que loucura, Vih. — Mia sussurra revirando os olhos.
Então ela pula em cima de mim me fazendo cair no chão, Mia monta em cima de mim e arranca o segundo botão deixando-me completamente sem reação.
— Parem de ser loucas. — Imploro tentando não rir.
— Você está rindo? — Kate pergunta se aproximando.
— Kate, não ouse!
Deixo uma gargalhada escapar e logo ela vem para cima de mim também, arrancando outro botão, quando ou dou por mim, Vitória, Milly, Mia e Kate estão em cima de mim puxando todos os botões da minha camisa e me atacando com cócegas. Por mais que eu lute contra elas, é em vão, em minutos minha camisa está completamente aberta. Elas saem de cima de mim rindo e eu sento-me recuperando-me das gargalhadas.
— Vocês são más. — Sussurro fazendo beicinho.
— Agora mostra. — Vitória ordena. — Vai.
— Eu não prometi nada.
Levanto-me e dou as costas para elas que gargalham, mas então viro-me e cruzo os braços encarando-as pensando sobre a reação de Maggie quando eu chegar assim.
— Como eu vou para casa assim? — Pergunto e elas se entreolham.
— Bem, pode ser pior. — Mia sussurra se levantando, ela se aproxima e agarra minha camisa. — Quer ver?
— Mia não ouse! — Digo firme.
Minhas palavras não servem de nada, ela arranca a minha blusa se esforço e me faz virar para as outras poderem ver a maldita tatuagem, mas então eu congelo ao ver dois homens entrando na sala. Todos os risos cessam enquanto os homens nos encaram. E um deles eu conheço bem.
— Mas que merda é essa? — Um deles esbraveja e eu vejo Mia se encolher ao meu lado.
— Christian... — Sussurra com pavor.
O olhar dele está todo sobre mim e eu quase posso sentir meu corpo queimar... talvez ele seja ruim como Mia disse. Mas isso sequer é o problema, não consigo tirar meus olhos de Taylor ao seu lado, olhando-me tão furioso quanto o irmão de Mia olha para ela e Marcela.
— Taylor... — Sussurro dando um passo para trás. — O que você faz aqui?
— Vista-se, Anastásia. — Diz firme. — Nós vamos ter uma longa conversa.
— Vocês se conhecem? — Mia pergunta em meu ouvido.
— Taylor é meu padrinho. — Sussurro encarando meus pés.
— Então, alguém vai me dizer o que está havendo?
Levanto a cabeça e encaro Christian olhando para nós ainda tão furioso, seu olhar se prende ao meu, mas rapidamente abaixo a cabeça sem conseguir me mover pela vergonha que estou sentindo.
— Não fique bravo. — Agora é Vitória quem diz. — Foi apenas uma brincadeira.
— Brincadeira? — Diz ainda bravo. — Peça a sua amiga para se vestir.
— Hã... Ana...
Levanto a cabeça e encaro Vitória, então a vontade de rir surge. Ela me encara apavorada e percebo que também quer rir, aperto os meus olhos rapidamente, mas então ela explode em uma gargalhada levando todas as meninas a rirem.
Abro meus olhos criando coragem e encaro os dois homens a minha frente, mas meu olhar para em Christian.
Ele está furioso, posso ver isso com clareza. Mordo os lábios e viro-me para Mia estendendo minha mão. Ela ri e estende minha camisa, então jogo para Christian que a agarra por reflexo.
— Acho que posso ficar assim. — Digo com a voz tranquila. — Minha camisa já era.
— Anastásia. — Taylor diz com raiva.
— O que foi? Não é minha culpa, essas camisas escolares são horríveis mesmo! — Dou de ombros enquanto as meninas gargalham ao meu lado.
— Mia, Vitória! — Christian fala firme e as duas param de rir. — Deem um jeito nisso.
— Claro, claro. — Vitória murmura cruzando os braços. — Nós não temos roupas aqui. É a sua casa, esqueceu?
Christian as encara furioso parecendo que vai mata-las. Ele se aproxima e para na frente das irmãs que se encolhem esperando a bronca.
— Vocês nunca mais trarão suas amigas aqui. — Diz firme. — Terminem esse trabalho logo, entenderam?
— Sim. — Sussurram envergonhadas.
Christian vira a sua cabeça e me encara ainda mais furioso, mas não abaixo minha cabeça, encaro-o atentamente esperando que diga algo, mas ele não faz isso, ele sai da sala nos deixando em um silêncio constrangedor, volta minutos depois e jogo algo no meu rosto.
— Vista isso! — Ordena. — E nunca mais volte aqui.
— Então eu posso jogar fora depois? — Sussurro levantando a sua camisa que ele acabou de jogar em mim.
— Você pode engoli-la se quiser.
— Não, obrigada. Prefiro engolir outra coisa. — Desafio-o novamente e se olhar fica escuro.
— Anastásia, vista logo isso! — Taylor diz firme.
Reviro os olhos e me viro para ele, jogo a cabeça para o lado e visto a camisa abotoando-a rapidamente. Taylor se aproxima e agarra meu braço levando-me para o hall.
— Que merda foi tudo isso?
— Você não ouviu? — Grito empurrando-o. — Uma brincadeira. Não me toque de novo, você não é pago para isso.
— Eu não sou pago para muitas coisas.
— Então se está insatisfeito, demita-se!
Dou as costas para ele volto para a sala, agora encontrando só as meninas que me olham com pesar, ignoro-as e caminho até a mesa de centro ajoelhando-me, pego meu lápis e ignorando os olhares volto a fazer o trabalho. Alguns segundos depois elas se sentam em silêncio, depois disso não falamos mais nada.
Eu odeio ser repreendida, por qualquer pessoa. Isso não deveria acontecer, eu estou me comportando, como Raymond pediu, isso não foi minha culpa, Taylor não deveria agir como um grande idiota. Eu fico com tanta raiva quando ele banca meu pai.
— Ana. — Mia chama e eu encaro-a.
— O que foi? — Pergunto impaciente e seu olhar se entristece. — Eu não quero falar sobre isso. Me passa o canetão.
Mia suspira e começa a procurar, mas logo franze a testa.
— Eu acho que não temos.
— Droga, Mia! — Exclamo perdendo o resto da minha paciência. — Eu quero terminar isso hoje.
— Calma, eu posso ir comprar. Taylor me leva.
— Não me fale desse idiota. — Murmuro franzindo o nariz.
— Não foi nossa culpa, Ana. — Kate diz se levantando. — Nós vamos comprar.
— Nós também vamos. — Milly diz se levantando com Vitória. — Você e seu mau humor podem ficar juntos.
— Eu e meu mau humor podemos ir embora.
— Parem com isso. — Vitória diz suspirando. — Foi minha culpa, ok? Não vamos brigar, nós sentimos muito por te deixar nua, por Taylor ser seu padrinho e nosso irmão um idiota.
— Ok. Esquece, eu só quero a caneta.
— Vamos comprar então.
As meninas me encaram por alguns segundos, mas logo vão embora, suspiro pesadamente quando elas saem e resolvo não ficar pensando em Taylor, apenas continuo fazendo trabalho até perceber que nós não temos a imagem que precisamos. Ótimo! O que eu vou fazer agora?
Fecho meus olhos e sinto alguém me observar, quando os abro vejo Christian me encarando no nível mais alto da sala. Seus braços estão cruzados na frente do peito enquanto ele me observa atentamente, abro a boca para falar, mas mudo de ideia e volto a minha atenção para a folha a minha frente.
— Onde estão suas amigas?
— Eu não sou dona delas, não sei onde elas estão. — Falo de forma arisca. — São suas irmãs.
— Apenas duas delas são.
— Então você deveria saber ao menos onde duas das minhas amigas estão.
Bato os cílios e levanto a cabeça lhe encarando. Seu olhar está escuro e sua mandíbula cerrada. Ele é bonito, talvez o homem mais bonito que eu já conheci. Seus cabelos são grandes e acobreados, ele tem lindos olhos cinzentos e, mesmo por baixo de todo o terno posso notar que seu corpo também é bonito.
— Apreciando a visão?
— Apenas imaginando como deve ser por baixo desse terno. — Sussurro com a voz rouca e seu olhar escurece.
— Você não precisa apenas imaginar. — Sussurra e eu ganho um arrepio por todo o corpo.
Umedeço os lábios com a língua antes de prendê-los com os dentes, então fico encarando Christian, parado, olhando-me com desejo, sorrio balançando a cabeça e decido outra tática.
— Você tem impressora? — Pergunto e ele me olha confuso.
— O que?
— Eu preciso imprimir uma imagem para o trabalho. — Digo encolhendo os ombros.
— Certo. É para isso que você está aqui.
— Para ver seu corpo nu que não é. — Digo batendo os cílios e ele me olha com raiva. — Vai me mostrar?
— O que?
— A impressora.
Christian suspira e descruza os braços me dando as costas.
— Venha comigo, eu te mosto.
Há mais promessa na sua voz do que eu possa esperar, mas não fico parada, levanto-me e sigo-o pelo corredor até uma das últimas portas, ele abre e encosta no batente esticando a mão para eu poder passar, aproximo-me e paro em sua frente ficando a pouco centímetros de distância. Rapidamente sua respiração acelera.
— Que gentil.
Sorrio antes de passar por ele e entrar no cômodo. Um escritório. Olho atentamente para a decoração clássica, tudo perfeitamente limpo e no lutar.
Viro-me para Christian que ainda parado na porta olhando-me de forma curiosa.
— A impressora?
— Está ali.
Viro-me para o canto da sala e encaro sua impressora sobre uma mesa, então novamente viro-me para Christian.
— Posso usar seu computador?
— Você está com a minha camisa, vai usar a minha impressora e agora quer meu computador? O que mais meu você vai usar?
— Você pode abaixar a calça que eu te digo.
Christian arregala os olhos e me encara boquiaberto, solto um gargalhada alta que o faz acordar.
— A vontade. — Diz e percebo que há entrelinhas.
Caminho até a sua cadeira e me sento apoiando os pés na ponta e, pela saia tão curta que uso, sei que ele pode ver o suficiente. Christian dá um sorriso de canto quando abro seu computador e começo a acessar procurando as imagens que preciso. Ele começa a se aproximar e apoia suas mãos do outro lado da mesa me encarando.
— Eu não deixei você usar a minha cadeira.
— Você quer que eu saia? — Pergunto encarando-o, ele apenas fica calado, reviro os olhos e volto a minha atenção para o computador. — Achei.
— É só imprimir então.
— Ah, poxa, eu pensei que você ia dar um de impressora humana e desenhar a imagem para mim.
— Você está passando dos limites.
— Eu nem comecei.
Envio a imagem para a impressora e me levanto indo até ela, debruço-me um pouco contra a mesa sentindo minha saia levantar. Posso ouvir um suspiro dele e meu corpo todo queima como se ele estivesse me olhando. Viro-me flagrando-o com o olhar preso sobre mim e a boca entreaberta.
Encaro-lhe com atenção decidida a provoca-lo ainda mais.
— Você parece incomodado. Não costuma trazer mulheres no seu escritório?
— Isso não é da sua conta.
— Ah, você traz, não é mesmo? — Pergunto deixando uma gargalhada escapar. — Me fala, com quantas mulheres você já transou nessa mesa?
— Você não tem limites, não é mesmo?
— Ah, para! Você não traz mulheres aqui?
— Apenas imprima isso e saia daqui.
— Não seja malvado.
Dou de ombros e caminho em direção a ele, passo por Christian e sento ao seu lado, na ponta da mesa. Ele me encara e suspira com pesar como se estivesse começando a ficar com raiva de mim. Talvez ele esteja. Acho que gosto disso.
— Vai dizer que você nunca sentou uma mulher aqui e depois transou com ela?
— Isso realmente não é da sua conta!
— Ah, espero, entendi tudo.
— Tudo o que?
— Você é gay, não é?
— Vá se foder, garota.
Jogo a cabeça para trás gargalhando, mas paro quando sinto suas mãos segurarem firmemente minha cintura, levanto a cabeça assustada e tudo o que eu consigo ver é Christian se aproximando rapidamente. Sua boca cola contra a minha e suas mãos apertam meu corpo com vontade.
Envolvo minhas pernas em sua cintura cedendo ao beijo e logo posso sentir a sua ereção roçando contra meu sexo. Os músculos abaixo da minha barriga se contraem enquanto suas mãos percorrem meu corpo e sua língua passeia pela minha boca lutando contra a minha em um beijo desafiador.
Alcanço seus cabelos e meus dedos se encaixam perfeitamente entre as mechas ruivas. Puxo-os e Christian geme contra a minha boca causando-me efeitos devastadores. Suas mãos, antes na cintura, agora começam a abrir os botões da camisa, empurro-o rapidamente e começo a gargalhar.
— Não tão gay. — Digo ofegante e pulo da sua mesa ao ouvir a voz das meninas. Corro até a impressora e pego a imagem sobre seu olhar confuso. — Que bom que eu nunca mais vou voltar aqui.
Corro para fora do escritório e bato a porta recostando-me ofegante na parede ao lado.
Mas que loucura, Anastásia.
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Christian e Taylor

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