A Menina da Lua
18 ➷ Eu Também Sei Cuidar ➷
Notas iniciais
Bato na porta do escritório e ouço um entre meio rude, mas tomo um pouco de folego e entro. Percorro meus olhos pelo lugar até achar Christian sentado em sua cadeira, ele me encara com seus grandes olhos cinzas que mostram toda a sua confusão.
Encolho os ombros e fecho a porta atrás de mim.
— Você está bem? — Pergunto e me sinto realmente preocupada.
— Sim.
— Você não mente muito bem.
Ele me dá um pequeno sorriso e novamente meu coração se aquece de forma estranha. Eu gosto da forma que ele faz meu coração se aquecer sempre que sorri.
Aproximo-me com cuidado e paro em sua frente, ele me encara antes de envolver os braços em minha cintura e me puxar para mais perto. Sento sobre suas pernas deixando minhas pernas aos lados do seu corpo, meu olhar vai de encontro aos seu e sou tomada por rubor. Christian é a única pessoa capaz de me fazer ruborizar.
Levanto a mão e percorro seu rosto com cuidado, ele fecha os olhos e inclina o rosto quando chego a sua mandíbula; sua barba faz cócegas em minhas mãos e novamente isso me faz sorrir.
— Eu quero cuidar de você. — Sussurro sem perceber.
Christian abre os olhos e eles não estão mais tão escuros, eles estão cinza-claros com um brilho tão forte que me deixa sem folego.
— Você lidou bem com a Vitória. — Murmura. — Ninguém nunca conseguiu acalmá-la daquela forma.
— Por que ela ficou assim?
— Meus pais.
— O que eles fizeram?
Encaro-o com preocupação quando ele solta um longo suspiro e aperta suas mãos nas minhas coxas.
— A gravidez da Mia e Vitória foi inesperada. — Diz com pesar. — Meu pai nunca aceitou isso muito bem, pelo contrário, ele passou a gravidez dizendo que aquilo não era certo. Eu tinha sete e Elliot oito quando elas nasceram, mas elas eram as coisas mais lindas do mundo.
— Eu imagino.
— Nossos pais nunca tiveram tempo para elas, como não tinham para nós, mas a situação foi pior com elas. Mia ficou doente assim que nasceu, passou os três primeiros meses no hospital e eles sequer se importaram. Quem cuidou delas foi a nossa babá, na verdade, elas foram cuidadas por várias babás diferentes durante toda infância.
— Isso parece horrível.
— E é. — Diz soltando um longo suspiro em seguida. — Quando eu saí de casa meus pais queriam que eu trouxesse elas comigo, mas eu não fiz isso, porque eu tinha esperanças que eles fossem cuidar delas, mas eles nunca fazem isso.
— Então você faz?
— Elliot e eu. Nós sempre damos um jeito de cuidar delas. Meus pais estão sempre inventando desculpas para elas ficarem aqui, mas elas percebem isso, elas sabem que eles a rejeitam.
— Por isso a crise de Vitória. — Concluo e ele apenas balança a cabeça. — Por isso você é tão protetor com elas?
— Eu não quero que elas sofram, Anastásia. Elliot e eu fomos deixados de lado, mas aprendemos a lidar com isso, com elas foi pior. Eu queria poder dar o mundo aquelas meninas.
— Ei, elas te amam assim. Você não precisa dar o mundo a elas, por mais que você já faça de tudo, elas só querem a sua atenção, e você já dá.
— Você acha?
— Claro que sim, elas são loucas por você e Elliot. Vocês são ótimos irmãos.
— Você também é uma boa irmã, garota fogosa.
Christian me encara intensamente e eu deixo um gemido baixo escapar dos meus lábios, ele os encara com cuidado e logo sinto meus músculos abaixo da barriga se contraírem de desejo por ele. Sua boca toca a minha e começa pequenos movimentos contra e eu começo a me entregar.
Suas mãos percorrem minhas coxas apertando-as enquanto sua boca começa a se movimentar de forma mais rápida contra a minha. Levo minhas mãos para seus cabelos entrelaçando meus dedos entre suas mechas macias.
— Eu preciso de você. — Christian sussurra de forma necessitada. — Agora.
— Eu estou bem aqui.
Um sorriso se forma em seus lábios e ele volta a me beijar de forma mais intensa, arrancando-me gemidos constantes. Suas mãos alcançam a barra da minha regata e eu me afasto para ele arrancá-la. Seus olhos percorrem meus seios nus e eu gemo em resposta.
Christian aproxima seus lábios do meu seio direito e o abocanha apalpando o outro com a mão. Contorço-me sobre as suas pernas enquanto ele me tortura com a sua boca. Arqueio as costas e o sinto sorrir contra a minha pele.
— Por favor, não me torture. — Imploro e novamente ele sorri.
Christian me empurra para fora da cadeira e um sorriso se forma em meus lábios ao vê-la abaixar as calças de forma apressada. Gargalho e começo a tirar minha calça junto com a calcinha. Seu olhar se prende ao meu corpo e eu prendo o meu a sua ereção deixando outro sorriso escapar.
Ele ri e agarra meus quadris me puxando para ele, monto em Christian e encaixo meu sexo sobre sua ereção, nesse exato momento seu olhar se prende ao meu me fazendo perder todo o folego. Isso não pode ser real. Eu não consigo acreditar que esse homem consegue fazer tudo isso comigo.
Suas mãos seguram firmemente meus quadris quando começo a abaixar e sou preenchida por ele, gemidos involuntários escapam dos meus lábios com frequência e eu sequer me importo se eles são altos, eu quero apenas aproveitar todas as sensações que ele me causa.
Meu corpo dança em ritmo do seu, como se Christian fosse a melodia mais bonita que eu já tivesse escutado. Rebolo sobre ele deixando sorriso idiotas escaparem enquanto ele geme alto.
Minhas pernas começam a contrair e ele começa a estocar mais fundo e mais rápido.
Deixo um grito escapar quando Christian se levanta de súbito e me coloca sobre a sua mesa, não consigo evitar o sorriso ao lembrar de quando estivemos aqui a primeira vez. Jogo suas coisas para o chão e me deito enquanto ele começa a acelerar seu ritmo contra meu corpo.
— Christian. — Sussurro seu nome quando minhas pernas se contraem mais e sou tomada por um orgasmo alucinante.
Seus movimentos se tornam ainda mais rápidos e logo seu preenchida quando ele goza sussurrando meu nome de forma rouca e enlouquecedora.
Christian desaba em cima de mim e sorri.
— Isso foi bom. — Murmura agora brincando com meus dedos. — Você é a primeira.
— Primeira?
— Que eu trago nesse escritório, a primeira que eu fiz amor nessa mesa, e quero que seja a única.
Mordo os lábios contendo meu sorriso, já foram muitos sorrisos idiotas hoje, ele não pode ter todo esse efeito sobre mim.
Christian se afasta quando um trovão alto ecoa e eu logo penso nas crianças. Eles vão se assustador com isso. Desço da mesa e começo a me vestir, acho que Christian deve estar pensando neles também, sua expressão é tão preocupada quanto a minha.
Terminamos de nos vestir e seguimos para fora do escritório. Quando passamos pela sala não vemos mais ninguém, então corremos para o andar de cima. Do corredor já podemos ouvir o choro dos quatro e isso me faz suspirar, se continuar trovoando assim, eles vão passar a noite em claro.
— Ana, Christian. — Lilly grita quando entramos no quarto.
Nick e Alex correm para Christian e Lilly vem abraçar minhas pernas.
— Ana. — Lilly chama manhosa quando outro trovão ecoa.
— Ei, tudo bem. — Pego-a em meus braços e ela me abraça. — Não precisa ter medo, eu estou aqui.
— Você quer me assustar mais? — Lilly pergunta e eu semicerro os olhos para ela sem acreditar no que ouvi, ela gargalha e me aperta cheirando meu pescoço. — Eu estou brincando.
— Certo, espertinha.
Coloco Lilly no chão e vou até Celi que está com o maior bico do mundo enquanto estende os braços tentando chamar. Pego-a e ela me encara manhosa... talvez ela esteja com saudade de Maggie, eu não sei, mas eu só quero consolá-la e mostrar que eu estou aqui.
— Quem quer dormir na cama do tio Christian? — Christian pergunta e as crianças lhe encaram animadas. — Vamos lá, nós vamos assistir um filme bem legal e depois ir dormir, todos juntinhos.
— Eu gosto disso. — Lilly diz dando um pequeno sorriso.
Ela sai do quarto na frente com Christian e o gêmeos e eu vou indo atrás enquanto tento deixar Celi mais calma, mas ela está manhosa e irritada.
— Kate! — Nick E Alex gritam assustando a todos quando chegamos a sala de cinema.
Kate abre um sorriso largo e eu percebo Elliot lhe olhando. Ela recebe os gêmeos em um abraço aperto e logo eles estão enchendo-a de beijos.
— Minha. — Vitória diz e Celi começa a gargalhar.
As meninas estão todas encolhidas em um sofá enquanto os homens estão em outros. Caminho até Vitória e lhe entrego Celi. Lilly está agarrada a perna de Christian e vai para seus braços quando ele se senta ao lado de Elliot, mas assim que me sento ao lado de Kate ela corre para os meus braços.
— Nós podemos ver Trolls? — Lilly pergunta encarando Christian. — Por favor.
— Você pedindo assim é golpe baixo. — Murmura e ela sorri.
Christian suspira e coloca o desenho para Lilly e ela fica quieta nos primeiros minutos, mas logo começa a brincar com Nick e Alex, então começa a tagarelar e, por algum motivo, eu sei que isso não vai ser bom.
— Por que vocês não estão com seus namorados? — Lilly pergunta e todos nos entreolhamos.
— Que namorados, Lilly? — Pergunto contendo a vontade de rir.
— Ué. — Sussurro confusa e encaro os homens. — Eles são seus namorados.
— Lilly, você está ficando louca.
— Não, Ana. Olha, você gosta do Christian e ele gosta de te beijar. Ele olha para você igual o tio Taylor olha para a Vitória, igual o irmão da Kate olha para a Mia, ou o amigo do Christian olha para a Millie e tem o Elliot e a Kate.
— Você está falando demais hoje. — Kate diz semicerrando os olhos para Lilly que gargalha. — Nós não somos namorados, esses homens são tão moles como os garotos do colégio.
— Então beija eles.
Não consigo mais segurar e explodo em uma gargalhada levando Celi e os gêmeos a rirem também. As quatro meninas começam a ficar completamente envergonhadas e evitar lançar qualquer olhar para os homens no outro sofá. Encaro Christian e ele ri balançando a cabeça.
— Biscoitinho, já passou da hora de dormir. — Christian murmura.
Lilly faz beicinho e saio dos meus braços indo para Christian, ela se aconchega nos braços dele e lhe encara.
— Só mais cinco minutinhos, Christian? — Pede beijando a pontinha do seu nariz. — Por favor.
— Todos os Steele’s tem você na mão, não é mesmo? — Elliot pergunta rindo.
— Elliot, convence ele. — Lilly pede encarando Elliot.
— Meu Deus, você quer o mundo? Eu te dou, bebê. — Elliot diz e eu gargalho.
— Os Steele’s, principalmente mulheres, tem quem quiser em mãos. — Christian diz, ele encara Lilly e suspira. — Só mais cinco minutos.
— Nada disso. — Digo me levantando.
Agarro Lilly pela cintura e ela encara Christian.
— Dê boa noite a todos, Lilly. — Peço e ela ri.
Coloco-a no chão e ela corre até Elliot dando um beijinho rápido nele, então para e o analisa com cuidado.
— Você é legal, mas eu prefiro a tia Kate. — Diz antes de correr até Sawyer e Taylor para lhes beijar e por fim Ethan. — Boa noite.
— Ei, a gente não ganha beijo? — Millie pergunta.
Lilly corre até ela e quase a derruba, mas o que ela faz mesmo é arrancar sorriso de todos. Meu coração está cheio de um sentimento que ainda não consigo entender. Fico encarando Lilly encher minhas amigas de beijos e incentivar os gêmeos a fazerem o mesmo enquanto dão boa noite.
Eu gosto... tanto... disso tudo.
— Elas ganharam mais beijos. — Elliot diz fazendo beicinho.
— Eu estou beijando por vocês, já que vocês não fazem nada. — Lilly diz e as meninas começam a rir alto.
— Já chega! — Christian diz se levantando e Lilly solta um gritinho correndo para Mia.
— Não deixa ele me levar.
— Não, Christian. — Mia diz agarrando Lilly. — Deixa ela com a gente.
— Vocês são moles demais. — Digo rindo. — Alex, Nick e Lilly, deem boa noite.
— Boa noite! — Os três gritam e Celi gargalha.
Vou até os gêmeos e agarro os dois pela cintura enquanto Christian pega as meninas, vou indo na frente, mas ouço Christian dizer que há apenas quatro quartos disponíveis no andar de cima, o que é uma mentira. Há bem mais quartos que isso aqui. O que ele está tramando?
Coloco Nick e Alex na cama e me sento ao lado deles, Christian se aproxima e coloca Lilly e Celi ao lado dos gêmeos, então, como um coro alto, eles gritam quando um trovão ecoa no céu.
— Tudo bem. — Christian diz puxando os quatro para seus braços. — Foi só um trovão bobo.
— Conta uma história, biscoitinho? — Lilly pede se aconchegando no peito de Christian.
— Lorax?
— Não. Conta a da bruxa.
— Ok, vamos, fechem os olhos.
Viro-me de lado e uso meu braço como apoio enquanto observo Christian contar a história para as crianças, elas riem e até se assustam com as vozes que ele faz, mas é um dos momentos mais bonitos que eu já pude ver. Pouco a pouco meus irmãos pegam no sono e eu fico encarando Christian.
— Boa noite. — Sussurro alcançando sua mão.
— Boa noite. — Diz com um pequeno sorriso.
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