A Menina Do Espelho
2 Capítulo 1: "Um pouco da minha cidade"
Notas iniciais
para quem leu esse cap. antes do dia 05/12/2012 um aviso eu modifiquei o narrador. antes era em primeira pessoa, mas coloquei para terceira, isso não vai mudar em nada no entendimento da história, e só um aviso para o caso de alguém ficar confuso... bem... é isso... :D
boa leitura, espero que gostem
O irritante barulho do despertador eco no quarto anunciando um novo dia. Era uma terça-feira nublada e fria, graças ao inverno que se aproximava.
“Tenho mesmo que ir para a escola?!” pensou. O mesmo pensamento matinal de todos os dias da semana. Com muito esforço juntou todas as suas forças para levantar e começou a se arrumar: tomou banho, café-da-manhã, pegou o material, se despediu do vovô, da vovó e foi a pé para a escola. “A única vantagem de morar dois quarteirões da escola é que não me canso...”.
Em menos de 10 minutos já estava em frente ao prédio antigo da escola que estudou a vida toda. O resto do dia foi como todos os outros. Nada de diferente. Uma vidinha monótona e normal. Os mesmos rostos, as mesmas conversas. “Esse é o problema de cidades pequenas do interior. Todos conheciam tudo de todos!” A escola caindo os pedaços era uma das poucas da cidade, mas também, com uma população tão miúda nem precisava de mais, e raramente entrava alguém novo o que resultava na repetição diária de rostos e diálogos. Ela denominou a todos de "zumbis robóticos".
A garota tinha medo de se acostumar com este dilema e acabar virando um deles... Tinha que fazer alguma coisa... e a única coisa que podia fazer nessa cidadezinha era... estudar... isso mesmo, o que a maioria dos adolescentes menos gostam de fazer. Não se enturmava bem, então ser popular ou ir às festas estavam fora de questão, não que ela quisesse ir a alguma das festas que são feitas naquele lugar, elas são a total definição de tédio. Mas também não era tão isolada a ponto de ser considerada uma nerd solitária, tinha “amigos”. Digo “amigos” porque mesmo que conversassem, rissem, fizessem grupos de trabalho ou fossem ao cinema juntos (que por milagre a cidade vizinha tem um) se sentia tão ligadas a eles quanto o bebê mimado e um brinquedo novo: ele o ama nos primeiros dias depois é indiferente em relação a este. Mas a menina tentava conversar da maneira mais simpática possível com todos. Também não viraria uma delinquente, era muito medrosa para fazer isso e não iria querer desapontar os seus avos, que eram sua única família.
Então só lê restava meter a cara nos livros! Não que a menina se incomodasse dessa ser sua única opção viável, pelo contrario, adorava ler. Considerava a biblioteca da cidade mais sua casa do que a modesta, mas aconchegante, casinha amarelo-claro dos avos.
Todos os dias saia da escola, voltava para casa e, antes mesmo de abrir a porta, já dava para sentir o cheiro dos pratos deliciosos que seus avos preparavam, sim! Eram os dois. O Vovô é um chefe já aposentado, muito famoso na sua época, ele costuma contar histórias de como as pessoas faziam fila para comer a sua comida no restaurante mais chique da sua cidade natal! E Vovó também tem um dom para a culinária caseira, dessas que são passadas de geração em geração, de se dar inveja! Com tudo isso a única certeza que a garota tinha é que nunca, nunquinha, morreria de fome!
Sempre depois de comer ia fazer as tarefas da escola e em seguida ajudava Vovó a arrumar a casa ou o Vovô no jardim, sempre pensava que ele daria um ótimo paisagista, alguns vizinhos até já pagaram para ele fazer o jardim deles. Após isto, mais ou menos umas quatro horas, todos os dias ia até a biblioteca da cidade.
O lugar sempre a surpreendida. Como é uma cidade pequena, era de se esperar uma biblioteca também pequena e até mesmo simplória, mas, ao contrario do esperado, a biblioteca era gigantesca. A menina não era boa em especular tamanho, mas diria que ela é do tamanho de um quarteirão inteiro, o que é, na opinião dela, grande. Sua faixada é simples, mais parecia uma casa enorme de dois andares que uma biblioteca, mas era convidativa.
Ao entrar pela porta da frente sempre se sentia em paz, “estou em casa!”
Notas finais
Beijinhos :)
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