A Marota- Caroline Caldin
98 Stress não é bom
Notas iniciais
Fazia um dia que eu tinha saído da Ala Hospitalar, graças a Merlin não fiquei nem cinco dias, e ainda sai na terça-feira de tarde, sem aula para mim, e hoje não tinha aula, pois os professores e o Dumbledore resolveram nos deixar livres com a aproximação dos próximos jogos, Jay falou que tinha marcado uma hora de treino, mas me proibiu de treinar em cima da vassoura, mas eu poderia ir ao treino e dar algumas ideias e ai sábado treinávamos todos.
Nesse momento eu estava no treino, olhando todos treinarem, Jay me pediu para olhar e ver se tinha alguém errando alguma coisa e se precisava melhorar, já que ele também tinha que treinar e não dava para prestar atenção em tudo. Mas é claro que ele não podia deixar a oportunidade passar e falou que eu não podia ajudar o Six nem valorizar ele por ser meu namorado, Six fez cara de indignado e eu falei que se ele estiver fazendo algo errado eu falo, pois o quero perfeito e não aceito erro, e o Jay gargalhou com a cara de indignação dupla do Six para mim.
Claro que depois disso começou o treino, e a nossa equipe é realmente boa, sem querer me gabar nem nada. Depois que o treino acabou os meninos e eu voltamos correndo para o castelo, queríamos aproveitar os últimos comentos de folga com os nossos amigos, já que ficamos quase a tarde inteira treinando (nós fomos a ultima equipe a treinar, então ficamos o tempo que queríamos no campo de Quadribol).
Assim que entramos na Sala Comunal encontramos as meninas, Frank, Remo e Pedro conversando em frente à lareira, as meninas sentadas no sofá e os meninos no chão. Cheguei me jogando em cima das meninas, literalmente, eu deitei no colo delas.
— Ai ai, estavam me esperando? – Perguntei sorrindo marota para elas, fazendo os meninos rirem.
— Claro Carolzinha, estávamos sentadas todas encolhidas assim conversando com os meninos só para você chegar e se jogar em cima da gente nos fazendo de cama. – Respondeu Lene de forma irônica.
— Que amigas compreensíveis. Obrigada meninas. – Falei e me ajeitei no colo delas na maior cara de pau.
— Sai de cima menina. – Falou Dorcas e me empurrou, me fazendo cair no chão.
— Aff, não te deixo mais deitar na minha cama também. – Falei e sentei na frente do Six, que me abraçou pela cintura, me puxando para mais perto dele.
— Que menina revoltada. – Falou brincando Remo e eu concordei com a cabeça, e acabou que todos começaram a rir.
— Pelo amor de Merlin, vocês podem se desgrudar um pouco? – Perguntou Jay olhando para mim e Six, nós estávamos no lado dele.
— Não. – Respondeu Six colocando seu queixo no meu ombro de uma forma que não machucava, e todos riram pela cara de indignação do Jay.
Depois disso ficamos falando de muitas coisas, coisas banais e engraçadas, como de costume.
Dois dias depois...
P. D. V. Lily
Eu tinha acabado de sair da aula de Aritmância, e estava louca para chegar logo na Sala Comunal, hoje foi uma sexta-feira bem puxada, mas bem divertida. Divertida por conta dos meninos (Os Marotos, como eles se denominam), depois que nós nos acertamos meus dias aqui em Hogwarts estão bem mais divertidos, acho que eles não são tão chatos quanto eu pensava.
Mas voltado ao presente, a aula foi até que legal, mas eu estava bastante cansada por conta das outras aulas. Sai o mais rápido possível da sala e segui pelos corredores em direção as escadas que se movem, tinha que subir dois andares, não era muito, mas eu estava correndo, pois queria chegar rápido no dormitório.
— Evans, Lily Evans, espere. – Escutei alguém me chamar, mas não reconhecia a voz, então parei, e um menino que imagino ser da Lufa-Lufa veio correndo até mim. – Achei que não ia me ouvir.
— Desculpa, estava pensando em algumas coisas, mas quem é você e o que quer comigo? – Perguntei quando ele parou na minha frente, tentando acalmar a respiração.
— Meu nome é Cristian Killer, eu sou da Lufa-Lufa, estou no ultimo ano. – Falou meio ofegante ainda.
— Prazer. – Falei abraçando ainda mais os meus livros, não sei por que, mas não me sinto a vontade perto dele.
— E eu queria conversa com você. – Completou e eu o olhei perguntando o que. – Não sei, você parece uma pessoa legal, sempre escuto coisas boas suas. – E eu me pergunto quem fica falando de mim.
— Bom, não querendo ser chata nem antissocial, mas eu tenho muita coisa para fazer hoje e eu estava indo o mais rápido possível para minha Sala Comunal, como você pode reparar.
— Entendo, mas não pode ficar 10 minutos? Faz uma semana que eu tento falar com você, mas eu nunca consigo.
— Faz uma semana que você tenta falar comigo, mas não sabe o que falar? – Perguntei achando estranho.
— É, eu tinha umas ideias, mas acabei esquecendo-as enquanto te procurava. – Respondeu, isso está me cheirando mal. – Você estava tendo aula de Aritmância? Dá-se bem com números? Eu tentei durante um tempo, mas não me dei bem.
— Estava sim, e é por isso que eu tenho que ir logo para a Sala Comunal, eu tenho um monte de lição para fazer. – Falei tentando fazê-lo ir embora.
— Você quer ajuda? Sabe, como eu sou do ultimo ano, já vi o que está estudando, posso te ajudar. – Ofereceu querendo ser legal, por que ele está insistindo tanto?
— Agradeço a oferta, mas não precisa, não é uma matéria muito difícil. – Falei e dei um passo para o lado para poder sair de lá. – E eu preciso realmente ir para a minha Sala Comunal.
— Poderia combinar de nos encontrar de novo. – Falou ficando na minha frente mais uma vez. – O que acha?
— Eu não sei se vai dar, tenho realmente muita coisa para fazer, já que o ano está acabando. – Falei dando mais um passo para o lado e ele logo entrou na frente de novo, até quando ele vai ficar nisso? Já está me irritando.
— Não conseguiria tirar nem 10 minutos do seu tempo para conversarmos? – Perguntou sorrindo. Já chega dessa palhaçada, ele me irritou mais que o James.
— Cara, você não percebeu ainda? Ela não está a fim de sair com você. – Escutei uma voz mais distante no corredor e quando me virei para olhar era o James vindo em nossa direção com as mãos nos bolsos da calça e sorrindo irônico, bem a cara dele. – Então por que você não a deixa em paz e vai fazer outra coisa? – Perguntou ficando no meu lado, ele não estava muito feliz, por que será?
— Que eu saiba Potter, ela também não gosta muito de você. – Falou o outro menino que até já esqueci o nome olhando o James com raiva.
— Você não sabia? Estamos se dando bem agora, resolvemos tudo o que tínhamos no passado e deixamos para trás. – Falou James, resolvemos?
— Achei que vocês estavam andando juntos por causa da Caldin. – Falou confuso.
— Nem tanto, não estamos mais brigados, não é Lily? – Perguntou James me olhando sorrindo.
— É isso mesmo. – Concordei olhando do James para o menino e para o James de novo.
— Então, como ela já disse algumas vezes para você, ela está ocupada com as tarefas de Hogwarts.
— Está bem, até mais ver Lily. – Falou o menino e logo saiu de perto de nós, e não parecia nem um pouco feliz.
— Eu espero que não. – Sussurrou James bravo ainda olhando o menino andar.
— Eu não precisava da sua ajuda, estava tudo sobre controle. – Falei olhando para frente, sem ser para ele.
— Isso é um obrigado? – Perguntou e quando o olhei ele estava sorrindo divertido.
— Não é um obrigada, eu poderia me livrar muito bem dele, mas como sempre você se mete onde não foi chamado. – Falei para ele parecendo brava, mas não estava.
— Não foi o que me pareceu.
— Eu ia dar o fora nele, só não queria ser grossa com ele sem motivo.
— Você é grossa comigo sem motivo. – Falou olhando para o outro lado colocando as mãos nos bolsos mais uma vez. – Está bem, talvez tivesse um pouco de motivo antes. – Completou quando viu meu olhar nele, e eu acabei sorrindo. – Mas agradecer nunca é demais.
— Está bem, obrigada Potter. – Falei revirando os olhos.
— Não me chama de Potter, isso me lembra dos velhos tempos, e eu não quero lembrar-me disso. – Falou com uma careta até fofa, e logo mexeu a cabeça, e isso me fez rir.
— Mas eu tenho que te agradecer mesmo, eu não passei pela vilã da história, quem foi o vilão foi você. – Falei brincando com ele.
— Tudo para defender o seu papel com as outras pessoas, querida Lily. – Falou como se não fosse nada, mas isso me fez corar, por que eu corei?
— Vamos logo para a Sala Comunal, eu estou cansada. – Falei começando a andar e ele me seguiu.
Ficamos andando em silencio, eu analisava o James, ele parecia preso em seus pensamentos, e eu não conseguia puxar uma conversa com ele. Quando estávamos quase chegando à Sala Comunal eu tropecei em alguma coisa no corredor, mas eu não vi o que era, e antes de eu cair no chão, braços forte me pararam na queda.
— Cuidado Lily, você pode se machucar. – Falou James muito perto de mim, e quando o olhei nossos rostos estavam a um centímetro de distancia.
— James. – Falei ficando nervosa, meu coração batia rápido, sentia um arrepio por todo o meu corpo e parecia que minhas mãos estavam soando de frio, por que eu estou assim?
— Lily? – Falou James me olhando nos olhos, eu não sabia o que fazer.
Por um instinto eu acabei olhando para os lábios do James, eles estavam tão pertos, e tão rosados, era tentador. Espera, tentador? Eu realmente achei o James tentador? Olhei para os seus olhos de novo, eles estavam tão brilhosos que dava para ver o meu reflexo por ele, encantador.
Então reparei que ele estava se aproximando de mim aos poucos, o que ele estava pensando? Devo me afastar, brigar com ele, o que devo fazer? Eu estava muito confusa, pensava em mil coisas ao mesmo tempo, estava paralisada, até que nossos lábios se encostaram.
Fiquei surpresa ao primeiro momento, James Potter estava realmente me beijando? Eu preciso sair daqui, mas seus lábios são tão macios. Acabei fechando os olhos e me deixei levar, logo começamos um beijo calmo, nada de mais, mas estava muito bom. Então ele pediu passagem com a língua e eu deixei, e logo o beijo não ficou tão mais calmo, ficou um pouco urgente, e o James me abraçou pela cintura, me fazendo ficar bem perto dele.
O beijo acabou quando ficamos com falta de ar, eu ainda estava inerte com o beijo e o cheiro o James tão perto de mim, e quando abri os olhos, o vi ainda bem perto de mim, sorrindo com os olhos fechados, mas logo os abriu e me olhou, fiquei nervosa e desviei a cabeça, o que eu estava fazendo?
— Você não queria? Não gostou do beijo? – Perguntou se afastando um pouco e vi o pesar na sua voz.
— Não é isso. – Respondi rápido o olhando, e fiquei mais confusa que antes. – É que eu estou confusa.
— Entendo. – Falou James parando de me abraçar e se distanciando ainda mais, e isso pesou meu coração, por que eu me senti tão bem nos seus braços? – Vamos voltar para a Sala Comunal então. – Falou e se abaixou para pegar as minhas coisas.
Ele pegou tudo do chão e quando foi me devolver, nossos dedos se tocaram e eu senti o arrepio de novo, mas logo voltamos a andar em direção a Sala Comunal. Assim que chegamos não encontramos nenhum dos nossos amigos, então nos despedimos com uma troca de olhares e seguimos para o nosso quarto.
Assim que entrei no meu quarto me joguei na cama, nem reparei se as meninas estavam ali ou não, eu só pensava em uma coisa, por que eu deixei o James me beijar? Por que eu correspondi? Será que gosto dele? Mas por que eu gostaria? Nunca senti nada diferente por ele.
— Lilian Evans, está me ouvindo? – A voz da Carol me tirou de meus pensamentos, e quando olhei ela estava em pé ao lado da minha cama me olhando esperando minha resposta, assim como todas as meninas.
— Me desculpa Carol, eu não te escutei, o que você disse? – Perguntei me sentando e dando espaço para ela se sentar ao meu lado, e ela logo sentou.
— A Alice perguntou como que foi a aula, e como você não respondeu perguntei se estava tudo bem. – Falou me olhando nos olhos.
— Ah, a aula foi ótima, e eu estou bem, só estou pensando. – Respondi sorrindo e a Carol ficou me olhando como se estivesse tentando descobrir o que eu estou escondendo.
— Que bom. Nós já vamos descer para esperar o jantar, até mais. – Falou Alice e a mesma junto com Dorcas e Lene saíram do quarto.
— Pode começar a falar. – Falou Carol me olhando.
— Não sei do que está falando. – Falei desviando o olhar, como vou falar para ela que beijei o James, e ainda por cima ele é amigo dela.
— Lily, não adianta esconder de mim, eu sei que está escondendo alguma coisa e eu vou descobrir o que é, então é melhor ser por você. – Falou e eu sei que é verdade.
— Sem Ruiva ou Ruiva esquentada? – Perguntei tentando descontrair, mas não adiantou. – Está bem, eu conto. – Falei e abracei minha perna.
Contei tudo para ela, desde que sai da sala de aula até a hora que entrei na Sala Comunal, e ela só me escutou, não comentou nada, prestou atenção em cada detalhe que falava. Quando acabei de falar peguei um travesseiro e escondi o meu rosto nele, estava com muita vergonha de ter contado isso para ela, ainda mais para a Carol sobre o James, eles são quase irmãos.
— Por que está se escondendo? Por acaso não gostou do beijo do James? – Escutei e tirei o travesseiro do rosto a olhando na mesma hora.
— Claro que não, eu gostei do beijo. – Falei e ela sorriu, então reparei no que disse e escondi meu rosto de novo, acho que estava vermelha.
—Então por que está se escondendo? – Perguntou tirando o travesseiro do meu rosto, e eu a olhei nos olhos. – Lily, não é nenhum pecado ter beijado o Jay, isso acontece às vezes. Mas você gosta dele?
— Eu não sei, eu não deveria.
— Por que não?
— Ora, ele é o James, até o ano passado eu o odiava...
— Se odiasse de verdade não estava sendo amiga dele agora. – Me cortou Carol e eu a olhei brava.
— Pode até ser. – Disse e ela sorriu marota para mim, e eu revirei os olhos. – Mas de qualquer jeito seria impossível gostar dele, não seria? Afinal ele já me causou vários problemas.
— O amor é inesperado, olha para mim, quando você imaginaria que eu acabaria me apaixonando pelo Sirius, ele era meu melhor amigo, e o galinha da escola, eu nunca em sã consciência acharia que acabaria gostando dele, e muito menos que ele gostasse de mim.
— É verdade. – Concordei rindo. – Todos nós prevíamos que isso acontecesse, pois vocês sempre se davam muito bem, mas nunca imaginávamos que isso realmente fosse acontecer, por que vocês sempre se trataram como amigos, melhores amigos, quase irmãos.
— Exato, e eu não acho impossível você gostar do Jay, ele é uma pessoa maravilhosa, tem seus defeitos e errou muito, principalmente com você, mas acho que ele já se redimiu, pelo menos está aos poucos.
— É verdade que ele não é uma pessoa ruim, e tudo o que eu achava dele, ele me mostrou que não era exatamente assim. – Concordei sorrindo com ela.
— Eu acho que você deve descobrir esse novo sentimento que está sentindo, principalmente depois que beijou o Jay, ainda mais por ter gostado, mas ele beija bem?
— Não faz ideia, é de tirar o folego. – Respondi sem pensar e depois que reparei fiquei mais vermelha que meu cabelo, e isso fez a Carol rir.
— Eu acho que sim, com certeza, principalmente pela sua cara sonhadora e olhos brilhando quando você pensou no beijo. – Falou sorrindo marota e eu fiz uma careta para ela. – Mas agora terei que te deixar sozinha nos seus pensamentos confusos e atraentes com o Jay, minha cara Ruiva.
— Ah, você é insuportável. – Falei fazendo-a rir, e eu acabei rindo também.
Ela logo saiu do quarto e eu fiquei pensando no que conversamos, será que eu poderia realmente estar começando ter um sentimento pelo James, mas justo pelo James?
P. D. V. Carol
Não acredito no que acabei de ouvir, James e Lily se beijaram, e ainda a Lily ficou toda boba me contando, será que eu estou num dos sonhos do Jay e não sabia? Tenho que falar com ele, acho que ele está mais bobo do que a Lily, e eu tenho que ver isso, então claro que eu sai praticamente correndo do dormitório feminino assim que fechei a porta do quarto.
Corri tomando cuidado para não esbarras em alguém e causar um acidente, mas eu estava louca para ver o Jay, finalmente está tudo se acertando para a paz em Hogwarts, pelo menos uma porcentagem dela.
— James. – Entrei no quarto praticamente berrando isso, o encontrando deitado na cama, que logo me olhou assustado e eu me joguei, literalmente, em cima dele. – Não acredito no que acabei de ouvir.
— Que foi menina? Quer me matar do coração? – Perguntou sentando quando sai de cima dele, nem estava prestando atenção se os meninos estavam ali ou não.
— Olha quem fala, eu estou surtando com o que ouvi. – Falei sorrindo e ele me olhou sem entender. – Lily. – Falei simplesmente.
— Ah. – Falou e olhou para o lado meio envergonhado. – Então ela te contou? – Perguntou me olhando e eu concordei sorrindo. – Não esperava que ela contasse.
— Ela não teve muito escolha, quando ela entrou no quarto parecia que nem existíamos. – Falei e ele olhou para o lado, ele estava triste? – Achei que estaria mais feliz.
— Eu estou feliz, de verdade, mas eu estaria 100% feliz se ela não tivesse praticamente corrido de mim depois disso.
— Você sabe que não foi bem assim. – Falei e olhou para baixo meio triste. – Ela só está confusa, a deixe pensar um pouco. – Sugeri e ele concordou com a cabeça. – Não a culpo de agir um pouco estranho depois de ter te beijado, eu também fiz praticamente isso quando beijei o Sirius depois que percebi que estava gostando dele.
— Imagino. – Falou rindo de mim, e logo suspirou. – Ela deve ter me xingado de todos os nomes possíveis.
— Na verdade não, ela estava com uma cara de boba pior que a sua. – Falei e ele me olhou. – Principalmente depois de falar sobre o beijo.
— Ela gostou do beijo? – Perguntou agora sorrindo bobo.
— Você não faz ideia, é de tirar o folego. – Falei imitando a Lily e o Jay riu ficando vermelho. – Não esquenta de vai dar tudo certo, logo tudo se revolve. – Falei sorrindo para ele e sorriu para mim agradecendo e me abraçou.
— Que agarração é essa com a minha namorada? – Perguntou Six entrando no quarto.
— Você não contou para eles. – Afirmei olhando para o Jay que concordou com a cabeça, claro que não tinha contado, o Sirius não fez piada.
— Agora estão de segredinho? – Perguntou nos olhando sério.
— Vamos jantar. – Falei levantando com o Jay.
— Melhor tomar cuidado Sirius, senão eu roubo a Carol de você. – Falou Jay dando um tapinha nas costas no Six.
— James. – Falei, ele quer que o Sirius me tranque no quarto? Ele já é meio ciumento, ainda coloca pilha? E logo depois que falei isso o Jay saiu correndo pela porta rindo, e o Sirius ficou me olhando esperando uma explicação. – Não é nada, você sabe que o Jay adora mexer com você.
— Hum. – Falou e ficou me olhando. – E qual é o segredo de vocês?
— Isso o Jay tem que falar, é assunto dele. – Falei e segui para a porta, mas o Sirius a fechou antes de eu sair.
— Me fala logo.
— Não sou eu que tenho que contar, pergunte para o Jay depois do jantar. – Falei e ele me olhou desconfiado, revirei os olhos e lhe deu um selinho rápido. – Eu estou com fome, vamos jantar.
— Está bem. – Concordou, mas me puxou pela cintura me dando um selinho em apertado, e logo depois me dando um normal. – Bom não ser nada de mais. Vamos jantar. – Disse por fim abrindo a porta e me puxando pela mão para fora do quarto, eu ainda não estava pensando direito com a movimentação rápida do Sirius. Um dia ele me mata do coração.
Alguns dias depois...
Faltava dois dias para a grande final contra a Lufa-Lufa, Jay já estava nervoso e quase nos fez treinar todos os dias, mas todos deram um gelo nele falando que se exagerássemos nos treinos poderias nos cansar tanto que no jogo não jogaríamos direito, então ele maneirou, treinamos ontem e vamos treinar amanhã.
O Jay também contou para os meninos sobre o beijo, bem relutante, mas o Six encheu tanto ele perguntando o nosso segredo que o Jay teve que contar (às vezes o Sirius é muito chato), os meninos ficaram surpresos com a revelação de que James e Lily se beijaram, principalmente pela parte da Lily, todos esperavam que o Jay iria tentar isso algum dia, e claro que depois ficaram mexendo com o Jay sobre isso.
Lily ainda estava bastante confusa, ou pelo menos não queria aceitar que estava gostando do Jay, ou pelo menos começando a gostar mais do que só um amigo, ela ficava o mais longe possível do Jay quando estávamos todos juntos e quando ela tinha que ficar com a gente ou muito perto do Jay corava e não conseguia o olhar (isso deixava o Jay bem triste, mas ele sabia que a Lily estava meio confusa e também envergonhada por causa do beijo), mas ficava o observando de longe.
Nossas vidas estavam complicando, eu e o Six praticamente não conseguíamos mais esconder que estávamos num namoro, as vezes entrelaçávamos nossas mãos sem perceber, mas por sorte os meninos logo repararam e davam um jeito bem discreto de nos separar, mas claro que isso não era tudo, o Six ficava cada vez mais ciumento e parece que tinha ainda mais meninas dando em cima do Sirius, e isso me deixava muito irritada.
As aulas também não estavam ajudando, tinha bastante lição sempre e de todas as matérias, Lene e Dorcas quase surtaram com uma das lições que tivemos que fazer, era realmente cansativa, mas claro que eu, Lily e Alice a acalmamos e as ajudamos a termina as lições sem mais problema, e isso já era mais de meia noite.
E claro que hoje não estava diferente, eu estava fazendo as lições para Estudo dos Trouxas, estava na biblioteca lendo alguns livros para ver se achava alguma coisa a mais relacionado ao que o professor tinha falado, mas não achei nada a mais do que eu já sabia, e já era mais de 4h da tarde, precisava começar isso logo.
É impressionante que em todos os anos faltado um pouco mais de um mês para as aulas terminar os professores passam lições até não poder mais. Sim, faltava mais de um mês para as aulas terminarem, para ser exata era 11 de maio, e sim o ultimo jogo de Quadribol era para ser no final de abril, mas aconteceram alguns imprevistos (entre eles a minha ida para a Ala Hospitalar) e o nosso querido tio Dumby resolveu adiar um pouco, e vai ser dia 13 de maio agora.
Sai da biblioteca e segui para as escadas que se movem, não tinha ninguém nos corredores, então andei sem me preocupar muito, pensando na vida, em como eu poderia ajudar a Lily a decifrar logo o que ela sente pelo Jay se já não decifrou e não quer aceitar, e também como eu poderia falar para Hogwarts inteira que estou namorando o Six sem chamar extremamente a atenção, por que muita atenção eu sei que vou chamar.
E com esse pensamento dei um suspiro inaudível e no outro segundo eu estava prensada na parede com uma pessoa segurando o meu braço fortemente, e quando olhei era um menino uns cinco centímetros mais alto que o Six, tinha cabelo e olhos castanhos e não parecia querer conversar muito.
— Oi Caldin. – Falou sorrindo estranho, o que ele quer?
— Quem é você? Me solte. – Falei tentando afasta-lo, mas foi inútil.
— Sou Cristian Killer. – Respondeu, espera, o mesmo carinha que deu em cima da Lily outro dia? Ele parecia tão gente boa.
— O que você quer? – Perguntei ainda tentando o afastar.
— Cansei de conversar com as meninas para ficarem comigo. – Falou, por que a pessoa sempre tem que surtar comigo? Eu tenho cara de quem vai ficar com alguém só por que quer? Pois é o que parece. Estou a fim de beijar alguém, vamos encontrar a Caldin.
— E você acha que eu vou ficar com você? – Perguntei com raiva.
— Acho, você querendo ou não. – Respondeu e tentou me beijar, mas eu consegui soltar um dos meus braços de sua mão e segurei o seu queixo, empurrando para cima.
— Isso não vai acontecer. E me solta. – Falei para ele.
Ele com um tapa fez minha mão soltar o seu queixo e segurou minhas mãos as pendendo, tentei mexer a minha perna para lhe dar um chute, mas ele estava perto de mais. Então ele veio me beijar de novo, eu levantei as mãos tentando proteger meu rosto e o virei e o abaixei, impossibilitando-o de me beijar. Então ele segurou minhas mãos com uma mão só e com a outra segurou o meu queixo.
— Me solta. – Falei me mexendo para todos os lados e consegui voltar sua mão do meu queixo, mas logo ele o segurou de novo e muito mais forte, e veio me beijar de novo, contrai os lábios e fechei o olho tentando usar todas as minhas forças para me soltar.
— Ei. – Escutei alguém gritar e no outro segundo eu estava solta com um puxão, e quando eu abri os olhos o Sirius estava lá, o Killer jogado no chão olhando o Sirius mortalmente, e o Sirius estava o olhando com pura raiva. – Ela é minha namorada, seu imbecil. – Completou e partiu para cima do Killer.
Fiquei vendo o Sirius bater no Killer, ele estava vermelho de raiva, e dava socos tão fortes que o menino não tinha nem tempo de se defender. Nunca vi o Sirius assim, nem com a mãe dele ele parecia com tanta raiva, eu estava paralisada com a cena, claro que no carinha tentando me beijar também não era muito legal, mas o que me deixou abismada mesmo é o Sirius batendo nele com tanta raiva.
— Sirius, para, se você der mais socos nele você vai ser expulso. – Falei ainda não conseguindo raciocinar direito, mas eu tinha que fazer alguma coisa para parar o Sirius, e eu não vou entrar no meio dele e o carinha.
Ele parou um movimento quando disse isso, parecia raciocinar com o que falei, então deu mais um soco nele e levantou. Killer estava com a boca e o nariz sangrando, tinha um pequeno corte na bochecha também e estava desmaiado. Fiquei olhando aquilo abismada ainda, o Sirius tinha feito isso só com alguns socos?
— Agora estou bem. – Falou num suspiro se distanciando do Killer enquanto ainda o olhava abismada, acho que estava até com a boca aberta. – Vem. – Falou e saiu me puxando pela mão longe do menino desmaiado.
Enquanto ele me puxava já que eu ainda não estava pensando muito bem, comecei a lembrar do que aconteceu com o Sirius apareceu. Ele chegou, tirou o menino de perto de mim o jogando no chão, falou que eu era a namorada dele e começou a dar socos no Killer. Espera um minuto, o Six realmente falou que eu era a namorada dele para o Killer?
— Sirius, espera. – Falei e o puxei para uma sala.
— Que foi? – Perguntou me olhando preocupado quando entramos e fechei a porta.
— Você falou. – Falei preocupada com o que poderia acontecer.
— Falei o que? – Perguntou sem entender.
— Você falou para ele que somos namorados. – Respondi e ele fez cara de quem tinha entendido. – Sirius, e se ele falar para alguém e...
— E se Hogwarts inteira saber, era isso que tinha que acontecer. – Me cortou não me deixando terminar de falar. – Nem sabemos se ele ouviu, mas também se ele ouviu pode não ter entendido, e se entendeu pode pensar que ele entendeu errado e não falar nada. Não se mata de preocupação por antecipação.
— Ai Sirius, eu já estou preocupada. – Sabe-se lá como essa informação vai chegar para os outros.
— Não se preocupe com isso. Mas tirando isso, você está bem? – Perguntou fazendo carinho na minha bochecha, e eu concordei com a cabeça ainda pensando na cena do Six falando que estávamos namorando e sua raiva batendo no menino. – Não está não. – Falou e me puxou para um abraço fazendo carinho na minha cabeça. – Não se preocupa, ele nunca mais vai encostar em você.
— Não é ele que me preocupa... – Falei e dei uma pausa. – É você.
— Eu? – Perguntou sem entender.
— Sim, nunca vi você daquele jeito, dava para ver sua raiva pelo olhar, e depois pelos socos que você dava nele. – Falei e ele suspirou, acho que não esperava que eu tivesse reparado nisso. – Você não estava com raiva só por ele tem tentado me beijar, estava?
— É por ele ter tentado te beijar. – Respondeu.
— Mas...
— Não só por ele, por todos os caras que tentaram te beijar, e todos que ficam falando de você e eu não posso fazer nada. – Completou.
— Então a sua raiva sou eu? – Perguntei sorrindo.
— Sobre você, não você. – Respondeu e eu ri, ele é muito bobo, e depois que eu ri ele me abraçou e ficamos um tempo assim.
Ele se distanciou um pouco me fazendo olha-lo e me deu um selinho, que logo foi aprofundado num beijo calmo, que me fez esquecer todos os problemas e preocupação. Que falassem da gente, isso não importa, temos um ao outro, e isso já basta.
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