Notas iniciais
*Lumus! *Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom! Voltei mais uma vez meus leitores lindos, quase 3 meses depois, até que foi rápido perto dos últimos capítulos, não é mesmo? hahaha. Não sei se o capítulo ficou muito bom, tem muita coisa, e muita coisa que muitos queriam que acontecesse, mas não consegui me concentrar direito nos capítulos por causa de provas escolares e agora o Enem :'( Mas tudo bem, vida que segue, tentei postar antes do Enem, mas não consegui, tentei postar segunda, não tinha terminado o capítulo, terça a mesma coisa, mas finalmente hoje, dia 08/11/2017, já altas horas da noite, consegui terminar. Ouvi um Amém? Amém por ser meu último ano no ensino médio, palmas!!! Mas chega de enrolação e vamos para os agradecimentos. Primeiro queria agradecer a paciência que vocês têm comigo, e vai por mim, eu entendo vocês, também não gosto quando uma fanfic que acompanho fica tanto tempo sem atualizar, e eu juro que tento escrever o mais rápido possível para vocês. Os comentários da vez são da minha linda JackJSupport, da minha outra linda nightshade45, da minha lindona que mora no meu coração complicado Gi Chocolate e a maravilhosa Bruna Mitsashi que não só comentou no último capítulo, mas também em vários anteriores, obrigado amor. Acho que dessa vez era só isso, daqui a pouco isso vai ficar maior que o próprio capítulo hahaha, em falar nele, espero que gostem, e me desculpem por qualquer erro, não encontrei nada na minha revisada, e como eu não podia deixar vocês mais tempo sem uma atualização, aqui está. Boa leitura, nos encontramos nas notas finais.

12 de maio...

P. D. V. Lily

Por quê? Por que tem que ser tão complicado? Por que eu tinha que começar a gostar do James? Por que não poderia ser uma pessoa normal, algum carinha qualquer, tinha que ser o James? Sim, eu acho que estou gostando do James, eu não paro de reparar nele e de pensar no beijo, e em como ele é fofo e carinhoso, companheiro e simpático, tudo que eu achava que ele não era, continua egocêntrico, mas bem menos do que eu achava que era.

Eu o estava evitando dês do beijo, e ele não parecia se importar muito com o fato de que eu não estou conversando com ele desde aquele dia, acho que eu estava certa no final, ele só queria ficar comigo, pois eu era um desafio, e quando ele conseguiu o que queria nada mais importava para ele. Não deveria ter deixado isso acontecer.

Ele não me olhava, e nem vinha falar comigo, perguntar como eu estava me sentindo, como resolveríamos o beijo, o que aconteceria depois disso tudo, não, ele ficava rindo com os amigos como se nada tivesse acontecido, e com certeza estava rindo de mim, a boba que caiu nos seus encantos por um segundo e fez merda, mais uma idiota na sua lista.

Mas vamos parar de falar do James e voltar para o que realmente importa, escola. Eu estava na biblioteca pegando alguns livros para fazer minhas lições, mais uma das inúmeras vezes que eu vinha para a biblioteca fazer lição, acho que eu conhecia melhor a biblioteca do que a mim mesma.

Estava tentando pegar um livro que estava em uma prateleira mais alta do que eu conseguia alcançar, e para meu azar eu tinha esquecido a minha varinha no dormitório, então tinha que me virar. Então apareceu uma mão pegando o livro que estava tentando pegar colocando na minha frente ainda a segurando, olhei para o dono da mão e vi que era o James, ele me olhava sorrindo de lado, o que ele estava fazendo aqui?

— Não precisava ter pego para mim. – Falei pegando o livro de sua mão e desviando o olhar por um segundo.

— Só queria ajudar. – Falou com o mesmo sorriso só que um pouco mais apagado.

— Não precisava, eu conseguiria sozinha. – Falei e eu sorriso sumiu num suspiro.

— Eu sei que conseguiria, mais cedo ou mais tarde, mas por que ficar se matando? Eu só queria ajudar. – Falou James e virou as costas logo saindo de perto de mim.

Senti-me culpada de ter tratado o James assim, ele só queria me ajudar no final, e eu joguei minha frustação em cima dele, não gostei da ideia de começar a gostar dele, mas ele não tem nada a ver com isso, ele pode ter facilitado muito isso acontecer, mas ele não me obrigou a começar a gostar dele.

Eu não posso deixar acabar assim, ele já errou muito comigo, e eu já errei muito com ele, mas não será essa vez que vai ficar assim. Larguei o livro ali mesmo e sai correndo da biblioteca, precisava falar alguma coisa para o James, não podia deixar que ele achasse que eu o odeio, eu não o odeio, só não consigo aceitar que eu estou gostando dele.

Corri por alguns corredores até encontrar o James com uma mão no bolso e outra mexendo no cabelo como sempre e estava com a cabeça baixa, ele estava lindo.

— James! – Gritei ainda correndo e ele me olhou surpreso, então quando cheguei pulei em cima dele o abraçando e lhe dei um beijo, foi por instinto, e por sorte não tinha ninguém no corredor, seria meio desconfortante.

Quando ele me olhou, estava com uma cara surpresa e eu logo reparei no que tinha feito. O olhei assustada e logo me soltei dele ficando envergonhada.

— Desculpa, eu não queria que isso acontecesse. – Falei enrolada.

— Vamos sair daqui. – Falou e seguimos para uma sala vazia ali próxima.

Assim que entramos James fechou a porta e fez um feitiço para não sermos ouvidos e me olhou. Eu não sabia o que fazer, não sabia como começar uma conversa com o James depois do que aconteceu, e aparentemente ele também.

— Lily, por que você...? – Começou a falar, mas eu o cortei.

— Eu não sei, só aconteceu. – Falei.

— Por que você veio atrás de mim?

— Eu não queria que você pensasse que eu sou mal agradecida, eu agradeço que tenha me ajudado, eu só não sei o que fazer depois de tudo que aconteceu. – Respondi ficando ainda mais envergonhada.

— Eu sei, por isso te dei espaço, não queria te pressionar por algum motivo, eu só não quero que continue me ignorando pelo que rolou. – Disse me olhando.

— Eu achei que...

— Eu só tivesse te usado? – Perguntou e eu abaixei a cabeça, ele falando parece um absurdo. – Eu já te disse que eu realmente gosto de você, eu não te beijei para tirar algum proveito disso. – Falou e eu o olhei de canto de olho. – Por que é tão difícil entender? Eu sei que eu fiz muita merda com você, e eu me arrependo de não ter tentado concertar as coisas antes, me arrependo de ter mexido com o Snape mesmo você não gostando, mas eu parei, eu mudei Lily, por você, e mesmo que você não goste de mim desse jeito, eu já estava bastante feliz por ter sua amizade e não quero perder isso.

— Não é que eu não goste de você James, desse jeito, como mais que amigo, é que eu não sei o que pensar sobre isso, de todas as pessoas do mundo eu nunca imaginei que poderia gostar de você, você já fez muita coisa comigo, mas me mostrou que o que eu via na maioria das vezes não era você de verdade, por isso acabamos nos tornando amigos, mas nunca imaginei mais que isso, e eu não sei como agir agora. – Falei e ele me olhou atentamente. – Eu não sei lidar com o fato de que eu realmente gosto de você.

— Então você não estava me ignorando por me achar um completo idiota? – Perguntou com uma careta ficando vermelho.

— Não, eu te acho um completo idiota, algumas vezes mais que as outras. – Falei sorrindo e ele riu, mostrando seu sorriso encantador, não tenho como negar, isso sempre chamou minha atenção. – Mas não foi por esse fato que eu estava te ignorando. Eu queria me manter um tempo longe de você para ver se esse sentimento parava, mas não parou, só pirou.

— Então você está afirmando que está gostando de mim? – Perguntou sorrindo maroto chegando um pouco perto.

— Parece que sim. – Respondi sorrindo sem acreditar no que eu tinha feito. – Desde quando você gosta de mim James?

— Acho que desde sempre. Desde que você entrou na cabine no trem você me encantou, mesmo não sabendo na hora, o seu sorriso, o seu olhar, sua voz doce e seu jeito delicado, mesmo sendo direcionado para o Snape, você me encantou, e depois eu vi o quanto você era esperta e carinhosa, divertida às vezes quando estava com as meninas, eu acabei me encantando mais ainda, e eu acho que é por isso que era tão idiota com você, eu sabia que não poderia simplesmente puxar assunto com você, então eu agia feito idiota, mesmo você me olhando com raiva e falando que eu era tudo aquilo que eu sei que eu sou, naquele momento era a melhor parte do meu dia, pelo menos naquela hora você me olhava, como um idiota imbecil, mas me olhava. – Falou e reparei que seus olhos brilhavam enquanto me falava tudo aquilo, e reparei que ele não estava brincando, e tudo aquilo que a Carol sempre me disse era verdade, ele era um idiota, mas um idiota totalmente bobo agindo daquele jeito para me chamar atenção, e não era uma má pessoa.

— Por que não me falou isso antes James? – Perguntei e ele deu de ombro.

— Não via necessidade, e não queria que ficasse com mais raiva de mim por falar tudo isso.

— Você poderia ter me falado todas as minhas qualidades que te encantaram, sem falar que realmente gostava de mim, pelo menos no momento, eu teria parado de pensar que você era um idiota babaca que só pensava em você mesmo, e teria visto uma pessoa que repara nas outras, poderia ter poupado muitos anos de raiva e sofrimento. – Falei e ele concordou com a cabeça. – Posso fazer uma pergunta? – Perguntei e ele concordou. – Por que fazia tudo aquilo com o Snape?

— Eu não sei ao certo, acho que eram muitos fatores, ele era uma coisa que eu queria ser com você, mas não conseguia, então descontava minha frustação nele, mesmo não sendo muito correto, mas acima de tudo ele era um babaca longe de você, sempre querendo parecer ser o melhor e tratando as outras pessoas como nada. Claro que se ele tratasse algumas pessoas assim não teria problema, mas eram todos, e eu não sei se a Carol chegou a te contar, mas ele adorava encher a paciência dela, não sei se era por que ele queria ver até onde ela aguentava ou se era para distanciá-la de você, mas sempre que ele tinha chance vinha infernizar a Carol quando você não estava por perto, e nenhuns dos meninos gostaram disso, então resolvemos pegar algumas pegadinhas para ver se ele parava um pouco com isso, mas não funcionou muito. – Será que o Snape fazia isso mesmo? Nenhumas das meninas gostavam dele, será que era por que ele não me queria perto delas? – Ele no final das contas só se importava com ele mesmo, e talvez com você, mas até com você ele foi babaca. – Falou e eu lembrei-me daquele dia, não perdoei o James e os meninos pelo que fizeram com o Snape, por nada que fizeram, e nunca vou perdoar, mas também não vou perdoar o Snape pelo que ele falou. – Então paramos de mexer com ele, pois percebemos que ele tinha perdido as poucas coisas que tinha... Você.

— Você sabe que eu nunca vou te perdoar pelo que fez com o Snape, não é?

— Eu sei, e não estou pedindo que me perdoe, pois não me arrependo de nada que fiz com ele, só me arrependo que isso tenha feito você ter raiva de mim por tanto tempo.

— Não era só por causa do que você fazia com o Snape que me fazia te odiar, era uma grande parte, mas a outra parte era por que você era egocêntrico demais. – Falei e ele fez uma careta concordando, e isso me fez rir. – Mas reparei que não era totalmente verdade, você só mostrava isso para as outras pessoas, mas te vi como realmente era quando nos tornamos amigos, ainda é egocêntrico, mas menos do que eu achava. – Falei e ele riu.

— Que bom que consegui mudar esse pensamento. – Falou rindo e eu ri também. – Lily, você namoraria comigo? – Perguntou e eu parei de rir.

— Tipo... Agora? – Perguntei e ele concordou. – Nossa, isso foi tão de repente, eu não sei o que dizer.

— Quer tentar nos conhecer para ver se daria certo? – Perguntou.

— É uma boa ideia. – Concordei e ele sorriu, acho que isso me dará um tempo para pensar sobre tudo que está acontecendo.

13 de maio...

P. D. V. Carol

Finalmente o dia da grande final tinha chegado, não aguentava mais esperar por esse jogo, estava super empolgada, e também para o Jay se acalmar um pouco, por mais que desde ontem ele estivesse um pouco mais calmo por algum motivo que eu não descobri ainda, mas tenho uma leve impressão de que tem a ver com a Lily, já que ela também parece mais calma, mas ainda pensativa, e eles voltaram a se falar.

Sirius por outro lado não está nem um pouco nervoso pelo jogo, está super animado para se mostrar como sempre, e eu espero que não me venha um monte de menina em cima dele e principalmente que ele de bola, por que se não eu vou matar um cachorro de pancada (figurativamente falando, já que não teria coragem de fazer isso com ninguém).

Hogwarts ainda não sabe que estamos namorando, aparentemente Cristian Killer não entendeu o que o Sirius falou, ou simplesmente quis deixar em off para não passar vergonha, e claro que depois desse acontecimento o Six fica sempre o olho em mim, e quando ele não está perto está com o mapa, exagero eu sei, mas ele vai ficar fazendo isso até quanto ele quiser parar.

— Carol, dá um jeito no seu namorado? Ele não sai do banheiro faz meia hora. – Falou Jay assim que entrei no quarto dos meninos para pegar minhas proteções que ficaram juntas com as do Sirius em um dos treinos.

— Que exagero, só faz 10 minutos. – Falou Six do banheiro, eu olhei para o Remo e ele falou que realmente fazia meia hora que o Sirius estava no banheiro.

— Só lembram que eu existo quando é para puxar a orelha do Sirius, não é? Por que vocês não fazem isso? Sou sempre eu que fico para colocar a mão na massa e ser a malvada. – Falei e isso fez os meninos rirem. – Espero que ele não esteja se arrumando todinho para o jogo. – Comentei baixo só para os meninos.

— Como sempre. – Falou Remo e eu fiz uma careta concordando, fazendo os meninos rirem mais e eu segui para o banheiro, e advinha, encontrei o Six arrumando o cabelo e passando perfume.

— Sério isso? – Perguntei o encontrando na frente do espelho só com a calça do uniforme.

— Ai que susto Carol. – Falou me olhando pelo espelho. – Não entra de fininho assim no banheiro, eu poderia estar pelado.

— Eu não veria nada que fosse me surpreender. – Falei e não, eu ainda não vi o Sirius pelado, só cheguei na cueca. – Agora para disso e vem acabar de se arrumar.

— Só mais um minuto. – Falou e voltou a mexer no cabelo, então eu pequei a cintura da calça e o puxei para fora. – Carol. – Reclamou, mas eu simplesmente o sentei na cama.

— Acaba de colocar o uniforme. – Falei para ele e logo olhei para os meninos que estavam rindo. – Felizes?

— Muito. – Falou Jay rindo.

— Ainda bem que temos você como amiga, só você pode fazer isso com o Sirius. – Falou Remo e me deu um beijo na bochecha, fazendo Sirius olhar para ele abismado. – Nós já vamos descendo, queremos pegar um lugar bom, tchau e não demorem. – E logo os meninos saíram pela porta.

— Por que está aqui e não se arrumando? – Perguntou Six para mim.

— Meus equipamentos de proteção ficaram com você. – Falei e segui para a mala de quadribol dele.

— Verdade, tinha esquecido, se tivesse lembrado teria separado. – Falou.

— Eu também esqueci, lembrei quando fui procurar e não achei. – Falei e abri a mala, logo encontrando minhas coisas e vi o mapa jogado ali perto, aproveitei e o peguei escondido, assim o Sirius parava com essa neurose de me vigiar, enquanto ele colocava suas botas.

— Precisava ter me tirado do banheiro daquele jeito? – Perguntou e eu ri. – E se eu realmente estivesse pelado?

— Eu já disse, nada que fosse me surpreender. – Falei sorrindo e ele me olhou maroto, eu logo fechei a bolsa e fiquei em pé. – Já vou indo, tenho que acabar de me arrumar, e você também. – Falei e logo segui para a porta.

— Espera ai. – Falou me puxando pela mão quando ia passar por ele e eu acabei caindo em cima dele com ele deitado na cama. O olhei e tirei meus cabelos que ainda estavam soltos de cima de seu rosto os jogando para um lado só. – Não achou que eu iria te deixar sair assim, não é?

— Temos que nos arrumar. – Falei o olhando bem nos olhos.

— Eu sei disso. – Falou e me puxou pela nuca para um beijo.

Beijamo-nos e a cada dia que passa parece que o beijo do Six melhora, ou sou eu que fico cada vez mais apaixonada por ele, não sei dizer exatamente, mas depois de alguns minutos paramos de beijar por falta de ar.

— Você não presta. – Falei para ele, que riu, e eu me sentei no seu colo, apoiando minhas mãos no seu abdômen definido (achou que eu não iria aproveitar o Sirius sem camisa? Se enganou meu caro). – Sabe que não temos tempo para isso.

— Temos tempo suficiente para aproveitar mais um pouco. – Falou sorrindo malicioso ainda deitado na cama.

— Não temos, nós temos que nos arrumar rápido, o jogo já vai começar e se chegamos muito em cima do horários todos vão estar surtando. – Falei e ele sentou como se estivesse na praia, apoiando seu peso nos braços em cima da cama (e eu ainda estava com a mão no seu abdômen).

— Você está trocando tudo isso por um jogo? – Falou brincando se referindo a ele.

— Nem se acha. – Comentei e ele riu. – Mas não estou te trocando por um jogo, estou te trocando pela final do campeonato de quadribol. – Falei e ele bufou. – E você não pode falar muito Sirius Black, sendo que até a alguns minutos estava arrumando o seu visual só para as meninas verem o quanto é gato, mesmo que assim que pisássemos fora daqui estaria todo bagunçado.

— Não estava me arrumando para as meninas me verem gato, eu já sou isso naturalmente. – Falou e eu bufei o olhando como se não acreditasse. – É verdade, eu só sou vaidoso, não é para me mostrar.

— Six, você é o Sirius Gostosão Black, Six de Sirius e sexy, eu te conheço a 6 anos, e em nenhum dia você saiu sem querer se mostrar. – Falei e ele ficou com a boca aberta abismado e pensativo.

— Só para você eu sou o Sirius Gostosão Black. – Falou e eu tive que rir com essa frase, então ele se sentou reto ficando muito perto de mim. – E por que eu iria me mostrar para as outras pessoas se eu tenho você?

— Tão galanteador. – Falei como se não me importasse, mas meu coração deu duas batidas mais rápidas.

— Então funcionou. – Falou fazendo graça, eu lhe deu um leve empurrão o chamando de idiota e ele riu disso, logo segurando minha cintura. – Mas você sabe que é verdade.

— Sei. – Falei concordando. – Mas as outras pessoas não sabem. Eu tenho que arrumar um jeito de conseguir disser isso para todos. – Falou num suspiro, e ele logo me deu um selinho.

— Não se preocupa com isso, uma hora vai acontecer, não precisamos ficar calculando muito, sempre que planejamos alguma coisa nunca acontece do jeito que planejamos mesmo. – Falou e isso me fez rir.

— Isso é bem verdade. Às vezes eu queria ser mais aberta e não me preocupar com o que vai acontecer, seria bem mais fácil, eu acabo complicando muito as coisas, e isso cansa.

— É bom não ser muito aberta, ser muito aberta acaba sendo um problema, todos sabem tudo sobre você e isso não é legal às vezes.

— Experiência própria?

— Eu não sou tão aberto, nem todos sabem tudo sobre mim.

— Só a parte galinha pegador.

— É. – Concordou e eu dei uma curta risada. – Mas não é disso que estamos falando. Não se preocupe que uma hora a nossa exposição sobre o namoro acontece, uma hora a hora perfeita vai chegar. – Falou e logo me deu um selinho e depois começamos a nos beijar.

Durante o beijo o Six me abraçou pela cintura com um braço só enquanto o outro estava segurando minha cabeça e isso fez eu me aproximar mais dele, praticamente encostando meu abdômen no dele (que por acaso eu tinha subido as mãos durante o beijo e agora as duas estão na sua nuca).

Quando percebi que as nossas partes baixas estavam muito perto uma da outra, me deu um frio na barriga muito grande, mas não era um muito bom, era aquele frio de nervosismo, e quando senti isso resolvi parar o beijo para não piorar a situação. Coloquei minhas mãos na altura do seu peito e ombro e lhe empurrei de leve enquanto eu mesma me distanciava, e depois que paremos o beijo fiquei um tempo para repor minha respiração e voltar meu pensamento, então o olhei.

— Vamos ficar atrasados, melhor terminarmos de nos arrumar. – Falei tentando parecer o mais normal possível.

— Está certo. – Concordou Six meio enrolado, não sei se ele percebeu o que estava acontecendo, por que eu parei, ou ele estava ainda meio submerso por causa do beijo (ás vezes ele ficava assim).

— Nos encontramos lá em baixo. – Falei saindo do seu colo, ele concordou com a cabeça e eu logo sai do quarto, não sei se sai muito rápido para o Six, mas eu praticamente corri, eu acho que estava mais vermelha que um tomate pela situação em que fiquei, e corri o mais rápido para o dormitório.

Não sei por que fiquei tão nervosa, afinal era só um beijo, não é como se o Sirius tivesse dado sinais de querer alguma coisa a mais, em nenhuma região do meu corpo senti isso. Por que fiquei tão nervosa? Não é como se alguma coisa fosse acontecer, pelo menos não naquele momento, e se acontecesse, não estaríamos fazendo nada de ruim ou inapropriado, afinal somos namorados e namorados fazem isso, não é? Ah, eu não sei o que pensar.

P. D. V. Six

Está bem, esses últimos minutos foram estranhos, não por ter nos beijado, sempre fizemos isso, nem pela reação da Carol, mas sim pelo que eu estou sentindo e estava sentindo. Quando eu puxei a Carol, não era para ela cair em cima de mim, mas acabou que ela tropeçou no meu pé e caiu, então ela arrumou o cabelo tirando-o de nossos rostos e isso ficou muito bonito e sexy para mim.

Depois ela se sentou no meu colo e ficou passando a mão na minha barriga, aparentemente inconscientemente e ver tudo isso deitado e depois ficar com ela tão perto de mim mexeu muito comigo. Eu achei extremamente sexy e a Carol parecia mais bonita do que nunca naquele momento.

O beijo me deixou completamente hipnotizado, tanto que não consegui pensar direito quando ela o parou, só consegui entender levemente o que ela falou e depois ela saindo, mas eu tenho certeza que era sobre o jogo e não pelo que tinha acabado de acontecer. Quer saber, melhor eu acabar de me arrumar, por que se eu não estiver pronto quando a Carol acabar ela vai me puxar pela orelha daqui.

Coloquei minha blusa que estava em cima da cama e levantei para pegar minhas proteções, mas senti um incomodo na região intima e quando olhei estava com um leve volume. Fiquei olhando aquilo e pensando o porquê estaria assim, será que estou assim só pela Carol? Não aconteceu nada de mais para eu estar assim, sempre precisou de muito mais com as outras meninas para isso acontecer, não deve ser pela Carol, acho que preciso ir ao banheiro.

Fui ao banheiro e fiz o que precisava, demorou um pouco, mas fiz, e enquanto colocava todas as proteções que precisava o volume abaixou, acho que era banheiro mesmo. Logo desci e fiquei esperando a Carol sentado em um dos sofás, e não passou nem 5 minutos ela desceu toda pronta também, e muito linda, nunca cheguei a reparar o quanto o rosto da Carol é bonito e o quanto ela fica bonita de rabo de cavalo.

— Sirius... Six... – Escutei ela me chamar na minha frente, nem tinha reparado.

— Que? – Perguntei voltando a realidade, e então ela deu aquele sorriso lindo que só ela tinha, aquele sorriso de quem estava rindo por dentro.

— Está tudo bem? – Perguntou me olhando nos olhos.

— Claro, por que não estaria? – Respondi.

— É que você estava com cara de quem estava viajando nos pensamentos. – Respondeu segurando o riso.

— Não é nada. – Respondi sentindo-me quente de repente, droga Sirius, se controla.

— Vamos? Se ficarmos aqui mais um pouco vamos nos atrasar para o sermão do Jay. – Falou Carol fazendo uma careta fofa.

— Vamos. – Falei levantando e pegando sua mão e logo saímos da sala comunal assim. – Mas essa parte bem que poderíamos pular não é? – Perguntei e ela riu.

— Se não aparecermos para o sermão tradicional antes do jogo, o Jay vai ficar falando na nossa orelha durante uma semana. – Falou e eu fiz uma careta concordando. – Vamos pela passagem que dá para o jardim, vai ser mais rápido. – Falou e eu concordei. – Já que está tão a fim de segurar a minha mão. – Falou sussurrando e eu a olhei sem entender, ela estava rindo silenciosamente, e só então reparei que eu realmente estava segurando sua mão.

— Desculpe, foi sem pensar. – Falei e tentei soltar nossas mãos, mas ela as segurou mais forte.

— Não disse isso para soltar, podemos ficar de mãos dadas por enquanto, afinal não tem ninguém no corredor agora, e eu falei de irmos pela passagem justamente para continuarmos de mãos dadas sem nos preocuparmos. – Falou me olhando sorrindo encantadoramente.

— É por isso que eu gosto de você. – Falei e lhe dei um selinho, a fazendo sorrir fofa.

— Vamos logo. – Falou e saiu me puxando para andarmos mais rápido.

P. D. V. Carol

Esse menino é muito fofo, e aproveitador, mas fazer o que? Eu também sou com ele, de um jeito mais discreto, mas sou. Logo chegamos à passagem e andamos por toda ela de mãos dadas, conversando e rindo, em pensar que assim que saíssemos da passagem não poderíamos parecer tão próximos, guardar segredo é uma bosta, ainda mais quando é algo físico e relacionado a você.

Às vezes durante o caminho o Six me dava um selinho ou um beijo na bochecha, não sei o que deu nele hoje, mas ele está muito carinhoso, será que aprontou alguma coisa? Ou ele está animado e feliz? Ou será que ele está nervoso, mas não quer demonstrar e aproveita esses momentos? Só sei de uma coisa, estou gostando muito disso, achando estranho, mas gostando, e eu tenho que parar de pensar nisso.

— E chegamos ao final da passagem. – Falou Six dando um suspiro, acho que ele não queria ter que fingir que nada acontece.

— Espera Six. – Falei puxando o seu braço quando ele foi abrir a passagem e ele logo me olhou.

Cheguei mais perto dele agora segurando sua mão e apoiando a outra no seu ombro, fiquei na ponta de pé e lhe dei um leve selinho, mas logo aprofundamos e ele me abraçou pela cintura pelo braço livre colando levemente nossos corpos. Foi um beijo calmo e apaixonante, que infelizmente durou pouco, pois não tínhamos tempo, então logo paramos.

— Para dar boa sorte, já que não sei se vou poder fazer isso de novo antes do jogo, por mais que todos lá já saibam sobre nós. – Falei meio triste por ainda não ter tido coragem de falar para todos sobre nós, só para os mais próximos, já que era muito mais difícil de esconder isso.

— Já tenho sorte suficiente por te ter ao meu lado. – Falou e me deu um selinho. – Mas agradeço pela dose extra de sorte, deveria me dar mais vezes. – Falou sorrindo maroto e eu ri.

— Vou dar, por muito tempo ainda eu espero. – Falei sorrindo para ele e ele me devolveu seu sorriso perfeito. – Mas é melhor irmos logo.

— Tem razão, vamos. – Concordou e logo abriu a passagem, por onde saímos.

— Ah, Six. – O chamei enquanto ele fechava a passagem. – Durante o jogo, não fique preocupado comigo, eles querem parar o Jay, então fique de olho nele, além disso, eu sei me virar.

— Vou tentar, mas sempre vou estar de olho em você. – Falou e me deu um beijo na bochecha, e logo continuamos andando em direção ao campo de quadribol, assim como muita gente ainda, conversando como sempre.

Algumas horas depois...

O jogo estava corrido, eram pontos atrás de pontos, não conseguíamos abrir uma vantagem muito grande, qualquer time que pegasse o Pomo ganharia, era uma diferença de 20 pontos, Grifinória estava com 250 pontos enquanto a Lufa-lufa estava com 230 pontos. O jogo estava muito cansativo, todos de ambos os times estavam dando tudo de si, já tinham se passado horas, o sol já estava se ponto (sendo que começamos uma hora após o almoço) e ficamos com esse pique corrido o jogo inteiro, estavam todos acabados, até que escuto o apito soar.

— James Potter pega o Pomo de ouro. Grifinória vence a taça de quadribol. – Falou o menino da Corvinal que estava narrando o jogo.

Todos os jogadores pararam e começaram a respirar fundo, tentando passar a dor muscular que sentíamos, alguns já tinham até descido das vassouras e sentado ou deitado no chão de tanto cansaço. Sai a procura do James e do Six, mas não os encontrei e quando olhei para a arquibancada onde tinha visto todos os nossos amigos, vi o Jay voando até a Lily e o Six um pouco mais distante como se estivesse indo comemorar com o Jay, e no outro segundo Lily e Jay estavam se beijando.

Quando olhei aquilo fiquei com boca aberta, já sabia que eles tinham se beijado, e se acertado ontem, mas não sabia que se acertaram tanto ao ponto de se beijarem, ainda mais na frente de todos. Logo atrás vi o Six olhando aquilo abismado (assim como todos os nossos amigos, e provavelmente Hogwarts inteira) e ainda mais atrás dele o Snape com cara de bosta e muito triste, o que me fez querer rir, afinal estava realmente muito engraçado a sua feição.

O Six resolveu ignorar o que estava acontecendo e desceu para o gramado e eu logo o segui, não aguentava mais ficar em cima da vassoura. Assim que desci larguei a vassoura no chão e corri até o Six pulando no seu pescoço, estava super feliz, afinal ganhamos a taça de quadribol, mas uma vez.

— Ganhamos, conseguimos. – Falei sorrindo para ele que sorriu para mim também com a mão na minha cintura já que ele me segurou quando o abracei.

— É conseguimos. – Concordou e então escutamos gritos animados e vimos que Jay e Lily ainda estavam se beijando, agora eu não sei se era o segundo ou o primeiro ainda. – James conseguiu, ele conquistou a Lily.

— Não duvidava disso, eles só precisavam se entender. – Falei, olhamos os dois de beijando e logo trocamos olhares, então Six sorriu maroto e apontou com a cabeça pra o Jay e a Lily, como se ele estivesse falando para fazerem o mesmo. – Ah não, mas não mesmo. – Falei já ficando corada pela ideia de fazer isso na frente de Hogwarts inteira.

Ele deu uma leve bufada e voltou a olhar os nossos dois amigos, assim como eu, e vendo nossos outros amigos com cara de confusos e assuntados ficava muito engraçado, e ele logo abriu aquele sorriso de lado como se estivesse segurando a risada, mas eu não conseguia rir, não no momento, a ideia do Six ainda martelava na minha cabeça.

Seria uma ideia tão ruim assim nós simplesmente nos beijamos na frente de todos? Claro, eu ficaria mais tímida que não sei o que e mais vermelha que um tomate extremamente maduro, mas era o momento que eu esperava. Beijarmo-nos na vitória de uma final não chamaria tanto atenção quanto em um momento qualquer, e ainda tem praticamente Hogwarts inteira aqui, e a Lily e o Jay se beijando, o que acho que chama mais atenção que eu e o Six se beijando e assumindo o namoro. Seria tão ruim assim eu beijar o Six agora?

— Tem certeza? – Perguntei olhando como se estivesse olhando o Jay e a Lily, mas estava olhando para um ponto perto, e ele logo me olhou sem entender. – Tem certeza que quer que todos descubram sobre nós assim? – Perguntei ainda sem olha-lo.

— Para mim qualquer momento está bom, mas não quero te forçar a nada. – Respondeu e voltou a olhar nossos amigos.

Até a algumas horas eu estava me remoendo por essa ocultação em que estamos, que eu estou fazendo, e agora que eu tenho o momento certo, me falta coragem? Claro, não queria fazer uma coisa chamativa, mas qualquer coisa que fizéssemos seria chamativa, afinal somos conhecidos por Hogwarts inteira, o Six muito mais que eu claro, e agora estaríamos dividindo a atenção com o beijo do Jay e da Lily, oportunidade perfeita. Por que eu não consigo assumir de uma vez?

— Quer saber, foda-se. – Falei, cansei de me contrariar, eu quero uma coisa, mas faço outra, eu vou fazer o que eu quero agora, que é beijar muito o Six, quero isso desde que o jogo acabou, então me coloquei na frente dele, que me olhou sem entender, dei um passo para frente ficando bem perto dele, segurando seu ombro e ficando nas postas dos pés.

Acho que ele entendeu o que eu queria, provavelmente queria tanto quanto eu, então ele deu um sorriso divertido e me puxou para um beijo, claro que eu não recuei, fui eu que comecei. Parecia que naquele momento não tinha mais ninguém além de nós dois naquele campo, tudo ficou silencioso e eu estava totalmente hipnotizada pelo beijo calmo e doce que eu e o Six estávamos trocando.

— Agora vocês quatro vão jogar na cara de todos que estão se pegando enquanto os outros estão encalhados? – Escutei Lene gritar e paramos o beijo a olhando.

Ela estava nos olhando abismada, mas dava para ver que queria rir pela situação, e claro que eu não segurei a risada, assim como o Six, o Jay e a Lily, que também tinham parado de se beijar com o berro da Lene. Nossos amigos estavam rindo, todos que sabiam sobre nós dois (lê-se Carol e Six) estavam rindo, enquanto o resto de Hogwarts olhava nós quatro sem entender e abismado, principalmente as Six cats (as “fãs” do Sirius), e claro que isso me fez rir mais ainda.

— Senhorita Caldin, senhorita Evans, senhor Black e senhor Potter. – Escutamos a voz da professora McGonagall e todos olharam para ela. – Na minha sala, amanhã. – Aquele olhar severo assusta, mas ao mesmo tempo dava para ver que ela queria rir.

— Sim senhora. – Respondemos todos para ela que voltou a se sentar.

Eu olhei para o Six, e ele segurava o riso pela situação igualmente a mim, então não aguentei e comecei a rir logo escondendo o meu rosto em seu peito, e ele me abraçou rindo também. Alguns segundos se passaram e todos da nossa equipe vieram nos abraçar, para comemorar a vitória do campeonato e por assumirmos nosso namoro oficialmente, o que me fez querer rir mais ainda.

Depois dessa baderna toda fomos para o vestiário nos trocar para voltarmos para a sala comunal para a festa, e claro que no vestiário todos ficaram mexendo com a gente (Carol, Sirius e James) sobre o que tinha acontecido, e segundo Angel eu estava muito corada com toda a festa que estavam fazendo, mas ao mesmo tempo ficava ouvindo tudo o que os meninos conversavam, mexendo com o Six e com o Jay.

Logo todos saíram e ficamos o Jay, o Six e eu por último no vestiário, com todo aquele alvoroço os meninos não conseguiram se arrumar, então fiquei os esperando.

— Vai nos contar o que foi aquele beijo com a Lily? – Perguntei vendo os dois acabando de se arrumar.

— Um beijo ora, do mesmo jeito que você e o Sirius fizeram. – Respondeu colocando a blusa.

— O nosso beijo foi para assumir nosso namoro, o de vocês também? – Falei o olhando sorrindo.

— Não, ainda não. – Falou e eu troquei um sorriso cumplice com o Six, tem coisa ai.

— Ainda não é? – Perguntou Six tentando segurar o riso.

— Conta tudo o que aconteceu. – Pedi e Jay me olhou. – Como exatamente vocês voltaram a se falar ontem?

— Bom... Eu ajudei a Lily com um livro, tivemos uma pequena discussão e eu sai andando, quando eu estava no corredor ela me chamou e me deu um selinho, conversamos e resolvemos nos conhecer melhor, para talvez tentar um namoro. – Respondeu meio tímido.

— Então foi a Lily que tomou a iniciativa? Surpreendeu-me. – Falou Six e eu ri. – E você não a pediu em namoro ainda por quê?

— Eu pedi, mas ela não quer começar um namoro assim, do nada, combinamos de nos conhecer melhor, agora sabendo o que ambos sentem. – Respondeu Jay.

— Não se preocupe que logo vocês estarão namorando. – Falei sorrindo para ele.

— Também, depois desse beijo, por mim não passa de um dia. – Falou Six e acabamos rindo.

— Mas e vocês dois? Achei que nunca contariam para todos sobre seu relacionamento. – Falou Jay enquanto saiamos.

— Somos dois. – Disse Six num sussurro, mas como eu estava ao seu lado deu para ouvir, e logo lhe dei um tapa, o fazendo rir.

— Por mim não contávamos, ninguém tem nada a ver com nossa vida, mas é muito cansativo ter que ficar fazendo tudo às escondidas. – Falei e os meninos concordaram com meu raciocínio. – Acho que devo te agradecer por ter dividido os holofotes com a gente.

— Verdade, sem você e o beijo com a Lily nada disso teria acontecido, você deu uma ótima ideia. – Falou Six sorrindo. – Por mais que eu estivesse quase beijando a Carol ali mesmo, mas estava me segurando muito.

— Não era só você. – Falei num sussurro audível mais para mim do que para os outros, e o Six me olhou sorrindo malicioso. – Chato. – Falei lhe dando um empurrãozinho, o que o fez rir, logo me dando um beijo na bochecha e segurando a minha mão, era estranho, mas bom ao mesmo tempo fazer isso sem nos preocuparmos.

— Agora vocês não vão se largar. – Falou Jay com a feição de cansado, mas dava para ver que estava feliz por nós.

— Não mesmo, agora que eu posso fazer isso toda a hora, não vou esconder nada. – Falou Six e isso nos fez rir.

— Eu vou correr para o dormitório, estou precisando de um banho, e não vou esperar o Six tomar banho que ele vai demorar uma hora. Até mais. – Falou Jay e logo saiu correndo deixando nós dois rindo, eles ainda são nossos cupidos nada discretos.

Logo chegamos à passagem e entramos, era muito mais rápido ir pela passagem e estávamos super cansados pelo jogo.

— Sabe, eu deveria te agradecer também. – Falou Six e eu o olhei confusa. – Por ter resolvido assumir tudo, mesmo com todos os seus questionamentos, dúvidas e problemas que teremos. Obrigado por querer assumir um relacionamento comigo. – Falou me olhando nos olhos.

— Obrigada por não ter desistido de mim, e ter esperado todo esse tempo para finalmente podemos dizer para todos que estamos juntos. – Falei e lhe dei um beijo na bochecha, vendo seu sorriso perfeito.

— Está mais para gritar, principalmente para os meninos, que você está comigo. – Falou e eu ri disso.

— Eu sempre estive com você. – Falei.

— Como amigo, agora é diferente. – Retrucou.

— Verdade, mas eu nunca trocaria você ou os meninos por nenhuma outra pessoa, vocês são minha família também, e agora muito mais. – Falei e acho que ele deu o maior sorriso que eu já vi. – Mas... Se eu te ver flertando com outra menina, você será um homem morto, figuramente falando, pois eu nunca te mataria, mas iria apanhar bastante.

— Eu nunca faria isso. – Respondeu e eu sorri apaixonada, e logo recebi um selinho dele. – E isso vale para você também, tirando a parte violenta, já que sou um amor de pessoa, a violenta do grupo é você.

— Sei, vou fingir que acredito. – Falei rindo e ele me olhou como se estivesse abismado com o que disse, mas logo deu uma leve risada e parou no meio da escada da passagem, me fazendo ficar na sua frente.

— Tenho muita sorte de ter te conhecido. – Falou me abraçando pela cintura.

— Eu também. – Falei o olhando nos olhos e logo começamos a nos beijar.

Como sempre foi ótimo, foi um beijo muito calmo e doce, o que por ser o Six era muito especial, ele sempre era muito intenso, até nos beijos, eu via o quão intenso ele era quando beijava as outras meninas, e no começo do nosso namoro ele também era muito intenso, era pouca as vezes que era um beijo mais calmo, ele gosta muito de contato, e dá para saber o que ele sente pelo beijo, se ele não estiver feliz com alguma coisa ele demonstra, se não no olhar, pelos gestos, e consequentemente pelo beijo também, e quando ele me dá esse beijo calmo e romântico eu consigo sentir todo o carinho que ele tem por mim, assim como eu por ele, de todos os tipos de carinhos que existe.

— Melhor irmos logo para a sala comunal, se demorarmos muito vão nos caçar quando chegarmos lá. – Falei depois que o beijo parou e recuperamos o folego.

— Tem razão, e eu não quero perder essa festa por nada, tenho muitos motivos para comemorar. – Falou me dando um último selinho e voltamos a andar, o que me fez rir e ele dar um sorriso maroto.

— Uma vez Sirius Black festeiro, sempre Sirius Black festeiro. – Comentei e ele riu.

Acabamos de andar pela passagem e continuamos até a sala comunal e assim que colocamos o nosso pé dentro da sala comunal, escutamos uma enxurrada de pessoas gritando, umas só gritando “e”, outras gritando viva e algumas, que reconheci como sendo das meninas e dos meninos gritando aleluia. Claro que fiquei extremamente vermelha, sorrindo claro e querendo rir, assim como o Six.

Então eu vi, os nossos colegas de equipe (Francisco Bell, Robert McComarck e Godofredo Jones) virem com um balde de água em nossa direção, tentei sair de lá rápido, mas o Six me puxou e me abraçou pela cintura depois que reparou o que iria acontecer. No outro segundo senti água gelada por todo o meu corpo, eu prendi até a respiração, e claro que todos riram e comemoraram, e como consolo os meninos apenas nos deram tapinha no ombro e saíram andando com o balde.

— Eu te odeio Sirius Black. – Falei para ele olhando seu cabelo pingando.

— Odeia nada. – Falou e balançou o cabelo fazendo os pingos virem todos para o meu rosto.

— Para com isso. – Falei rindo e todos estavam rindo também. Ele parou e me deu um selinho, e todos fizeram “oh”, uns surpresos outros num tom mais malicioso e alguns até apaixonados? E o cachorro do Sirius sorriu para mim maroto. Lhe dei um empurram no ombro por estar extremamente vermelha e ele riu disso. – Vou tomar banho, vê se faz o mesmo para não ficar cheirando cachorro molhado. – Falei sorrindo marota para ele, que fechou a cara pela brincadeira, sempre fazíamos isso, e escutei os meninos rindo com o Jay gargalhando e acabei rindo disso.

Lhe dei um beijo na bochecha e ele deu seu mini sorriso perfeito e me virei para seguir até o dormitório. Logo atrás de mim estavam as meninas com a Lily, e como eu sou uma boa amiga, sai lhe puxando pela mão sem lhe dar explicações.

— Carol, o que está fazendo? – Perguntou Lily enquanto a puxava.

— Precisamos conversar, Ruiva. – Respondi e vi que todas as meninas estavam atrás da gente.

Subimos a escadas e as meninas pareciam estar ansiosas para o que eu tinha que falar com a Lily, e claro que elas queriam saber tanto quanto eu o que foi aquele beijo, isso se já não soubesse. Assim que estramos no quarto fiquei de frente para a Lily e as outras meninas nos olharam, a Lily estava me olhando confusa.

— Vamos, Ruiva, me conte tudo sobre aquele beijo que você e o Jay trocaram no campo de quadribol. – Falei e todas as meninas olharam para a Lily esperando sua resposta, aparentemente elas também não sabiam, e claro que isso deixou Lily vermelha.

— Não foi nada de mais. – Comentou enrolada.

— Nada de mais? Lily, nem eu e o Sirius trocamos beijos assim, e olha que é o Sirius, estava muito intenso o beijo de vocês. – Falei e as meninas riram pelo meu “e olha que é o Sirius”.

— Nem eu e o Frank. – Completou Alice.

— Vai Lily, nos fala o que foi aquilo. – Falou Dorcas e a Lily deu um suspiro.

— Nós estamos meio que ficando. – Respondeu e todas as meninas gritaram em comemoração, e eu e a Lily rimos.

— Espera. – Falou Lene e todas pararam. – Por que não estão namorando ainda?

— Tenho medo de começar um relacionamento, principalmente assim, do nada, não quero começar uma coisa que em menos de um mês pode terminar. – Respondeu meio triste.

— Quanto tempo pretende ficar com isso? – Perguntei, não seria saudável para os dois demorar muito, afinal quanto mais demorar, mais acomodados eles ficaram e provavelmente nunca sairiam disso.

— Não sei, até ter certeza de que não será uma perda de tempo. – Respondeu.

— Lily, por experiência própria, nenhum namoro é perda de tempo, mesmo os que duram uma semana, e muito menos será uma perda de tempo com o Jay. – Falei e ela me olhou.

— Só quero ver como agimos sabendo agora que gostamos um do outro. – Respondeu.

— E que Hogwarts inteiro sabe também. – Falou Lene e todas riram pela careta da Lily.

— Ótimo momento para nos beijarmos. – Falou ainda na careta, mas ela logo ela abriu um sorriso e me olhou. – E você e o Sirius finalmente assumiram para todos. – Falou e as meninas pularam em cima de mim num abraço em comemoração.

— Ah, suada. – Falou Dorcas se afastando com as outras meninas e eu ri disso.

— Nunca achei que isso fosse realmente acontecer. – Comentou Lily.

— E que você é quem tomaria a iniciativa. Que beijo você deu no Six em, até eu fiquei com vontade de estar lá. Tanto no seu corpo quanto no dele. – Comentou Lene sorrindo maliciosa e eu ri disso, claro.

— Na verdade a ideia foi dele de ser naquele momento, e eu depois de pensar muito resolvi parar de enrola e... A gente se beijou. – Falei levemente corada.

— Você fica muito fofa corada. – Comentou Alice e eu fiquei totalmente vermelha.

— Bom saber. Mas agora eu vou tomar banho. – Falei e segui para o banheiro.

Tomei um banho bem relaxante já que meus músculos doíam e coloquei uma roupa confortável, logo voltando para a festa. Enquanto passava as pessoas me davam os parabéns e outras (Six cats) me olharam de canto com raiva, o que me fazia querer rir, mas eu apenas segui em frente até chegar aos meninos e o Six já estava arrumado também.

— Ai está ela. – Falou Jay assim que cheguei.

— Quem é vivo sempre volta. – Falei e logo Remo e Pedro vieram me dar um abraço de parabéns pelo jogo.

E ficamos o resto da festa assim, conversando, eu e o Six abraçados ás vezes, às vezes alguma pessoa vinha perguntar para mim e para o Six se estávamos ficando ou coisa assim e respondíamos que estávamos namorando, as fãs do Six não gostaram muito, já outras pessoas nos parabenizaram e nos desejaram felicidades, coisa muito fofa.

Estava tudo lindo e maravilhoso até o Six ir pegar uma bebida e aparecer uma menina oferecida querendo falar com ele, e ela não o deixava sair, ele me olhou como se estivesse pedindo desculpa e eu dei de ombro, por tanto que ele não dê mole está tudo bem.

— Carol. – Falou um menino aparecendo na minha frente, e se eu não me engano ele não era da Grifinória.

— Eu te conheço? – Perguntei.

— Victor Francis. – Se apresentou estendendo a mão e eu a apertei.

— Prazer, você não é da Grifinória é? – Perguntei.

— Não, sou da Corvinal, entrei meio de penetra aqui, um amigo meu da Grifinória me deixou entrar. – Respondeu e eu concordei entendendo. – Quer uma bebida?

— Ah, não, obrigada. – Respondi olhando o Six que estava me olhando com o menino, não parecia muito feliz, mas para disfarçar estava bebendo.

— Tem certeza? É que você está olhando para lá tão fixamente. – Falou e eu o olhei de novo.

— Eu estou bem. – Falei sorrindo.

Ele era bonito, alto com o cabelo liso loiro escuro e olhos castanhos levemente claros e bastante brilhantes, tinha um ombro largo e era magro, mas não era magro de esporte, e era também bem estiloso, estava com a roupa combinando, perto de outros meninos. Ele tinha porte de modelo para ser sincera.

— Sabe, vocês pegaram todos de surpresa quando acabou o jogo. – Comentou e eu o olhei sem entender. – Com aquele beijo. Foi uma aposta ou alguma brincadeira?

— Por que acha isso? – Perguntei ainda sem entender.

— Bom, você é você, e o Sirius até o meio do ano letivo estava ficando com várias meninas, e vocês são amigos desde sempre, e gostam muito de brincar com as outras pessoas.

— Isso é verdade, mas não brincaríamos com uma coisa dessa. – Falei e ele me olhou sem entender. – Não é brincadeira, é sério, nós estamos namorando.

— Está brincando não está? – Perguntou e eu discordei. – Realmente surpreendente, acho que ninguém esperava que isso acontecesse. Quer dizer, vocês eram bem próximos, mas parecia ser apenas amigos. Desde quando vocês estão namorando?

— Não faz muito tempo. – Só 3 meses, respondi.

— Nossa, parabéns aos dois. – Falou e eu sorri agradecendo, ele parecia ainda estar processando essa informação.

— Bom, está ficando tarde, e estou morta de cansada, acho que já vou para o dormitório. – Falei tentando não parecer que estava meio que fugindo dele.

— Verdade, tenho que voltar para minha sala comunal antes que de problema. Tchau, até outro dia.

— Tchau. – Respondi e ele logo saiu da sala comunal, e eu dei um suspiro indo até a mesa de bebidas e pegando suco de abobora.

— O que ele queria? – Perguntou Six aparecendo no meu lado, e quase me fez engasgar.

— Não aparece assim do nada menino, quer me matar? – Perguntei e ele deu uma leve risada. – Nada de mais, só conversar, perguntar sobre nós dois e o beijo.

— Hum, só isso mesmo? – Perguntou e eu concordei, pelo menos foi isso que conversamos. – Toma. – Falou me estendendo cerveja amanteigada. – A menina pegou o que eu tinha pego antes.

— Obrigada. – Agradeci pegando o copo. – Afinal o que ela queria? – Perguntei logo dando um gole.

— Nada de mais. – Respondeu e eu percebi que ela estava dando em cima dele, mas se ele está aqui deve ter dado o fora nela.

— Acho que vou ter que me acostumar até todos realmente acreditarem que estamos namorando, acho que todos acharam que era alguma brincadeira nossa. – Falei o olhando.

— Parece que sim, mas agora que já começamos o primeiro passo, pode ter certeza que vou fazer todos acreditarem sobre a gente. – Falou sorrindo maroto chegando mais perto de mim.

— É? – Perguntei e ele concordou com a cabeça me dando um selinho. – Vamos subir?

— Já quer dormir? – Perguntou fingindo indignação.

— Não... – Respondi sendo que na verdade era sim. – Só quero deitar. – Completei e ele ficou me olhando. – Com você.

— Beleza, vamos. – Falou colocando o copo que estava em mãos em cima da mesa.

— Assim tão rápido? Achei que você iria querer ficar aqui. – Falei.

— Não tem como resistir a um pedido seu quando você fica tão fofa corada. – Falou sorrindo maroto e eu fiquei vermelha. – Mas se quiser eu fico.

— Não quero. Vamos logo. – Falei o pegando pela mão e o puxando para o seu dormitório e claro que ele riu.

Assim que chegamos eu me joguei na cama do Six, o que o fez rir enquanto fechava a porta e eu o olhei sorrindo marota.

— Você está me usando. – Falou vinda para a cama.

— Estou. – Concordei e ele se deitou ao meu lado. – Mas eu não tenho culpa se sua cama é gostosa de deitar e que eu gosto da sua companhia.

— Companhia é? – Perguntou se virando para mim.

— Claro, se eu não gostasse, não seria sua amiga, e muito menos sua namorada. – Respondi e ele riu, acabei virando de frente para ele também. – Está mais tranquilo agora em relação aos meninos dando em cima de mim já que todos sabem sobre nós?

— Tranquilo eu não estou, mas agora dá para aturar. – Respondeu e eu ri.

Ele colocou uma de suas mãos no meu rosto, pegando todo o pescoço e ficando com o polegar na minha bochecha, fez carinho nela por um tempo até me puxar para um beijo. Dessa vez foi um beijo calmo, mas bastante intenso, ele passou o seu braço livre por baixo da minha cintura me puxando para mais perto, com um braço eu o abracei pela cintura também e com o outro entrelacei minha mão com a mão dele que estava na minha cintura.

O beijo não durou mais que alguns minutos, mas foi muito bom como sempre, e depois ficamos com a testa colada até nos distanciarmos e ficarmos observando um ao outro. Então o Six mudou seu braço que estava na minha cintura para embaixo da minha cabeça, e ele deitou de barriga para cima, e eu aproveitadora que sou, logo me deitei em seu ombro, o que o fez rir.

— Não vai dormir em. – Falou, mas eu já estava com sono.

— Claro que não. – Respondi já sentindo meus olhos pesarem.

Para ajudar minha situação o Six começou a mexer no meu cabelo, o que era muito gostoso e me dava sono, se passaram alguns minutos e fechei meus olhos de vez, sendo a ultima coisa que eu senti foi um beijo na cabeça ainda com o carinho.

Notas finais
E ai está o capítulo, tan tan taaann!!! Finalmente Carol e Sirius assumiram sua relação abertamente para todos, será que vão parar de dar em cima da Carol e do Sirius ou vão continuar? Sirius tento sensações baixas (se é que me entende) com a Carol ou era só xixi mesmo? Será que a relação deles vai esquentar a partir de agora? Lily e James em, relação conturbada, esses dois ainda prometem. Será que vai demorar muito para eles começarem a namorar ou não? Lene com inveja dos novos casais? Qual será o próximo que vai começar a namorar? O que será que a tia Minie vai falar para os quatro? Esse capítulo teve dois centros, Lily e James começando uma "ficada" e assumindo seus sentimentos para ambos, e claro Carol e Sirius assumindo tudo para todos, mais algumas seninhas fofas deles, que eu espero que não tenha ficado muito melado, estou meio carente esse dias hahaha. Me contem o que querem e o que esperam que aconteça a partir de agora. Beijos, beijinhos e beijões. *Malfeito, feito. *Nox.