A Marca do Dragão

10 Extra: De volta a Magnólia - Parte I


Notas iniciais
Antes farei um comentário aos mais recentes capítulos do mangá Fairy Tail (367...). Não gostei! Aquela cena de nudez do Natsu junto a Lisanna aprisionados na mesma sela foi muito comprometedora. Para os fãs do casal envolvido, a parte fora uma das melhores. Quanto aos torcedores de NaLu, o jeito é sentar e esperar pelo que o criador/traidor pretende no decorrer da estória. — Desculpas e mais blá blá blá. Gosto de ler, mas tenho um certo bloqueio criativo ao escrever capítulos prolongados e por esse motivo o dividi em três. Os esclarecimentos gerais, ou pelo menos alguns, coloquei na continuação. Quando idealizei esse extra em minha mente não passava de algo curto com o máximo de duas mil palavras, porém a situação fora outra assim que a lancei no Word. Se longos meus capítulos se tornam cansativos, na minha concepção, e perco qualidade no dialogo, principalmente. Diferente dos bons autores do site (encontrei muitos só nessa categoria/anime/Fairy Tail), não consigo inspiração para prolonga-los tanto. Estranho? Sou eu ;P Também pelo fator “tempo”. Sinto-me tentada a escrever uma estória mais detalhada e bem revisada, no entanto o cotidiano não me dá escolhas que não sejam algo claro e direto U.U É isso... Boa leitura!

Magnólia amanhecera acinzentada naquele dia. O céu coberto por nuvens escuras, carregadas, anunciava aos moradores da forte chuva que estava por vir sobre a cidade.

Que bela recepção. Ironizou, reparando no clima frio. Uma loira bastante atraente descia do transporte estacionado em frente à antiga mansão dos Heartfilia, pouco se importando com o chuvisco que houvera iniciado minutos atrás. Admirava a residência com olhos perdidos e os pensamentos completamente distantes da realidade, num tempo remoto.

Os empregados reconhecendo a pequena que os deixara por cerca de cinco anos, corriam saudosos ao seu encontro para dar-lhes as boas vindas, enquanto da janela central do andar superior, defronte para o jardim de entrada, um senhor observava com atenção a euforia dos subordinados pela chegada da jovem.

... ... ...

— Odeio isso! – Retrucou à loira, com as bochechas infladas.

Jogando-se na cama, inclinou a cabeça para trás contemplando através das vidraças da janela de seu quarto a paisagem ao avesso, turva pela água que escorria do lado de fora.

— Por que essa cara feia, menina? – Inquiriu a empregada em tom de reprovação, desfazendo as malas sobre o leito. – Não está feliz com a festa de aniversário? Afinal, estamos aqui para comemorar.

— Não! – A jovem rolou na cama para ficar de bruços. – Meu pai deseja fechar negócio com outros empresários e usará minha festa como artifício para convidar os filhos de seus futuros sócios. Isso acrescentará pontos a seu favor e não somente desperdiçar o tempo precioso com uma filha que abandonou num fim de mundo. – Proferiu acusatoriamente, mirando o dorso da mão direita; a pele límpida que transparecia algumas veias.

Faz sete meses desde que sumiu por completo. Pensou, sem perceber que suspirava de maneira profunda. O que terá acontecido com ele?

— O senhor Jude comentou algo sobre convidar os jovens da cidade. – Tentou a mulher, incerta, recebendo o levantar de uma sobrancelha da loira em desafio.

— Duvido muito. – Acrescentou, erguendo-se da cama para ajudar a empregada guardando as vestes no roupeiro.

... ... ...

Mesmo para os que conheciam a agitação da Fairy Tail, passar a porta sempre ocasionava em sustos e surpresas, os habitantes nunca se acostumavam com o estilo de vida daqueles magos. A baderna podia ser ouvida a distância, mas apenas para os próximos cabia o privilégio das cenas: Pessoas e objetos voando pelas janelas e qualquer outra espécie de abertura, magias de todo tipo a amostra, bate-boca em tons estrondosos e o mais comum, porém indispensável à citação, as lutas. O salão se transformava em um verdadeiro campo de batalha.

— Parem com isso, seus tolos! – Repreendeu o mestre em sua forma gigante, intimidadora.

O tumulto dissipou em segundos, com os envolvidos atentos ao superior que acabara de entrar na guilda, no entanto, ainda sobrara um que berrava palavras petulantes com intuito de provocar para dar continuidade a bagunça. Bastou um simples movimento do mestre com o pé para que o suposto desordeiro calasse — abaixo dele.

— Natsu! – Gritou Lisanna preocupada. Era típico aquele desfecho, mas ela não conseguia se conter.

Macarov voltou gradativamente ao seu tamanho normal, permitindo que assim a jovem amparasse o namorado (não tinha quem não suspeitasse devido a atitude de ambos). Saltando para cima do balcão do bar, carregava consigo um papel enrolado e amarrado com uma delicada fita cetim dourada, que não passou despercebido pelos olhares curiosos dos presentes.

Outro comunicado do conselho? Os cochichos iniciavam substituindo o “silêncio” do ambiente. O que terá acontecido? Da ultima vez o mestre abafou o caso, mas não sei se teremos a mesma sorte...

— Calados! – Berrou impaciente. Seria impossível da parte deles alguns segundos de silêncio?

Após limpar a garganta, anunciou com rapidez para que não houvessem mais interrupções.

— Fomos convidados para um evento na mansão dos Heartfilia. Uma festa a fantasia em prol da filha do empresário que completará seus quinze anos.

O espanto e a sensação de alívio se anteciparam no semblante de muitos, para que depois a animação os dominasse. Somente quem não tinha o mínimo convívio possível ou conhecimento algum da guilda faria um convite daquele, e por se tratar de uma festa — independente do tipo — obviamente não recusariam.

— E quando será? – Alguém em meio à gritaria perguntou.

— De hoje a dois dias. – Respondeu o velho para a multidão.

... ... ...

O céu estava pontilhado de estrelas, sem nuvens e com uma fina lua minguante adornando, aparentando mais beleza naquela noite em especial. Lucy fazia questão de apagar as luzes do quarto para contemplar melhor suas adoráveis estrelas. Não conseguia lembrar o tempo exato de quando se acostumou fazer isso, mas que passava horas na varanda admirando.

— A senhorita está pronta? – Perguntou a empregada, adentrando o cômodo e apertando o interruptor para avistar a aniversariante.

Precisou com urgência se segurar em qualquer coisa que suportasse o peso do corpo ou despencaria no chão com o choque da surpresa.

— A-A-A senhorita va-vai asssim? – Apontou para a fantasia da loira, ainda desacreditada.

Lucy se avaliou naturalmente e girou perante a mulher. – Não vejo nada demais.

— Seu pai ficará uma fera! – Admitiu.

— Ele provocou, agora terá que arcar com as consequências. – Pegando o chapéu da cama, se conduziu a porta. – Vamos?!

Natsu, Happy e Gray atacavam esfomeados o buffet quando a aniversariante foi anunciada. Exceto pelo Salamander, que continuava a comer, todos voltaram de imediato seus olhares para a escadaria, ficando igualmente abismados.

Impossibilitado de virar o rosto, Gray socou o braço do amigo para chamar-lhe a atenção.

— Merda, Gray! O que você... – O rosado seguiu para a direção indicada, quase se perdendo na interrogativa. – quer?

Lucy descia sedutora as escadas trajando um vestido justo e decotado de risca de giz, que para as pessoas abaixo, com o pouco inclinar de cabeça podiam avistar sua calcinha. Ato posto em pratica pelo moreno, que babava satisfeito com a imagem. A meia calça preta de renda lhe cobria toda a perna, gravata branca para combinar com o cinto, sapatos de salto stiletto, chapéu e máscara. Uma verdadeira gangster. Acenava risonha para os convidados e brincava apontando a arma de brinquedo para alguns rapazes, que iam a loucura.

Por fim, percorreu todo o salão com a vista a procura do pai. Deve está fazendo alguma reuniãozinha no escritório. Deduziu.

— O que estamos esperando? Podem trazer o bolo.

Natsu tentou engolir o pedaço de frango que estava à boca e quase engasgou com o processo. Algo na loira lhe era familiar. Assim que seus olhos se encontraram com os dela, sustentou curioso para saber o motivo do incomodo. Lucy, por sua vez, corou com o gesto, tão logo virando a face, tímida.

— Natsu! – Bradou a albina no pé do ouvido, o fazendo pular com o susto. – Estou lhe chamando há horas. – Reclamou chateada.

A expressão emburrada da garota se dissolvendo com a aprovação no largo sorriso adiante.

— O que achou? – Indagou, afastando-se para avaliação do rosado.

— Muito bonita! Uma perfeita fada! – Disse sincero. O segundo elogio não passando de uma analise comparativa, ligando a fantasia ao nome da guilda.

Lisanna usava um vestido tomara que caia azul, rodado e no meio das coxas, sapatilhas, máscara e varinha com estrela na ponta. O mesmo jogo de tecidos da saia lhe enfeitavam os braços e flores adornavam a tiara e o espartilho. Nas costas, asas transparentes com desenho em espirais.

Jude adentrou o salão cercado de homens bem vestidos em seus ternos caros e alinhados. Esboçava um sorriso discreto, ocultando o agrado com a reunião bem sucedida, à medida que erguia a taça com seu drink e bebericava seguido pelos outros no gesto. Não demorou para cuspir todo o líquido com o espetáculo da filha empinada de propósito para soprar as velas.

— Mas que roupa é essa? – Vociferou, a voz alta interrompendo a todos no que faziam para focá-lo.

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Notas finais
Espero que tenham gostado da primeira parte. Não colocarei spoiler, nem comentarei o que virá a seguir, pois já o fiz todo antes no capítulo nove, podendo tirar a emoção que vem com a curiosidade. Os aguardo na continuação. Até mais o/