A Maldição dos Céus {A Saga dos Céus}
3 Sombras do passado presente
Notas iniciais
Capitulo II
Sombras do passado presente
Meus Sonhos eram pesadelos, sombras que manchavam minha pele com sangue de inocentes, gritos que faziam minha cabeça arde como se estivesse em chamas, a terra estava mole, eu não podia correr, quanto mais me mexia mais eu me via afundar. Quando senti os raios de sol iluminar minha face eu agradeci, aquele mundo de tormenta tinha desaparecido, eu estava desperta, abri meus olhos em confusão a fitar o ambiente a minha volta, nada reconheci como semelhante a meu antigo quarto. As paredes não eram cinzentas mas sim de um azul claro, como o céus em seus dias de sol, tinha pássaros pintados em dourado com aparecia tão real como se a qualquer momento fosse saltar das paredes. Aquele ambiente tinha um agradável cheiro de flores e logo vi o porque, ao lado da cama de lençóis brancos em que eu estava, tinha um jarro com flores recentemente colhidas. Pelas portas do que parecia ser uma pequena sacada, pude ver um céu límpido com nuvens brancas e fofas, um vento suave entrava pelas portas entre abertas.
Não sabia como eu tinha ido para ali, ou quem me trouxera, entretanto eu era grata de não ter acordado no castelo onde um dia chamei de lar, aquele sonho já viera a ser demasiadamente desagradável, a realidade então. Pelo que eu via ainda trajava o mesmo vestido, esse sujo e amaçado, levantei-me e segui ate aquela sacada, me sentia um pouco tremula, meu coração estava tão apertado contra o peito, apesar de querer chorar por tudo, eu simplesmente não podia me dar tal luxo. Agora eu era uma rainha, uma rainha sem trono, como eu iria tomar o meu palácio e salvar meu povo, eu não sabia, porem não descansaria ate alcançar tais objetivos, aquela era minha honra e orgulho. Parei no momento que vi o que se estendia a minha frente.
Eu estava em um castelo, disso não existia duvidas, o que me fez tremer foi o fato de que eu estava no céu, o castelo parecia flutuar sobre as nuvens, a terra parecia algo pequeno e distante, não se podia nem mesmo ver as pessoas. Ao mesmo tempo que aquela era uma visão maravilhosa era aterrorizante. Lembranças de meus últimos momentos no meu reino me vieram a mente, eu havia feito um pedido, as palavras ditas a mim recochetearam varias e varias vezes, se meu pedido tinha sido atendido isso queria dizer que todas as lendas foram reais. Naquele momento eu estava na cidade dos céus, o lar dos Asas do céu, me senti uma intrusa, desconfortável e admirada, o que eu deveria fazer? Permanecer para sempre naquele quarto não era uma opção. Leves batidas nas portas que ali havia me chamaram a atenção, virei-me, alguém estava ali e desejava entrar, se eu era uma prisoneira em primeiro lugar nem almenos em um lugar como aquele eu poderia esta, talvez estivessem a me receber como um hospede. Esses pensamentos não fizera com que eu relaxasse por completo, entretanto servira para acalmar-me.
–Entre.- Ouvi-me dizer, fiquei um pouco surpresa por minha voz soar tão firme.
Logo que a porta foi aberta vislumbrei o ser mais magnifico e belo que já vira em toda minha vida, as lendas estavam certas, as Asas do céu era donos de tamanha beleza que chegava a embriagar. O homem poderia ser facilmente considerado humano, se assemelhava a um, mas a aura de poder e grandeza nada tinha da humanidade. Ele carregava com sigo uma caixa de uma cor rosa suave, sem nada dizer, depositou o vestido sobre a cama em que eu estava antes, fez uma leve reverencia em minha direção, entretanto antes que pudesse deixa o quarto o detive com palavras.
–Espera, mas onde estou? Quem é você?- Essas não era nem de longe todas as perguntas que eu queria fazer, mas por enquanto essas serviriam.
–Senhora, meu nome é Jasper, sou um servo do castelo de meu senhor, Masheu, esse pedia para que eu a entregasse esse presente- Ele sinalizou em direção a caixa deixada sobre a cama, então prosseguiu.- e avisa-la que logo que estiver sentindo-se melhor lhe convida a sala do trono para ter com ele uma conversa.
Apenas em ouvir o nome de Masheu senti um frio percorre meu corpo, minhas mãos tremulas e suadas, eu não esperava que ele ainda vivesse, ate que me recordei que eles eram seres imortais. Não pude dizer nada mais, então com isso o servo se retirou deixando-me só a pensar no que eu deveria fazer a seguir.
Respirei profundamente algumas vezes, meus olhos cinzentos fitaram a caixa deixada sobre a cama, curiosa fui ate a mesma, sentei a colocando sobre minhas coxas e a abria. Me senti admirada com o que via, era um belo vestino, de uma cor vermelha como o vinho, pedras que se assemelhava, se não, diamantes o enfeitava, o dava brilho. Levantei-me da cama e segurei o vestido contra meu corpo, era um vestido realmente belo, de certa forma fazia um contraste perfeito com minha pele clara e meus cabelos negros, mas para vestir tal vestido primeiro deveria me lava. Coloquei novamente o vestido sobre a cama, brevemente olhei todas as portas do quarto, havia uma unica que eu ainda não sabia para onde levava, com isso deduzi que provavelmente deveria ser a área para o banho. Logo que abri a porta vi que minha dedução estava correta, uma banheira tinha lá, essa estava cheia tinha sais de banhos ali próximo, e pétalas de rosas boiando na água, alguém tinha se antecipado e preparado meu banho, seja quem fosse eu era agradecida.
Antes eu teria servas para me ajuda a despir-me, entretanto já não era mais o caso, com certo esforço tirei o vestido que eu usava o colocando no chão ao lado da banheira, experimentei a água com a mão, estava agradavelmente morna. Adentrei a banheira e senti meu corpo fica sob a água, suspirei em satisfação, fechei os olhos e deixe-me leva por aquela sensação de leveza. Eu ainda estava temerosa, sabia que logo que saísse daquela sala de banho e vestisse aquele belo vestido eu deveria ir ate Masheu, eu iria conhece-lo e não fazia a menor ideia de como agir ou o que fala. Mas de algo eu tinha certeza, eu tinha que convence-lo a me ajuda a conquista novamente meu reino, era a minha unica esperança de salvação, o meu triunfo.
Em um certo momento decidi que eu já ficara naquele banho a bastante tempo, deixei a banheira e procurei algo para enxugar-me, logo vi sobre a bancada, onde havia vários itens de beleza um roupão finamente dobrado. Logo que enxuta escovei meus longos cabelos negros ainda molhados, fitando minha imagem no grande espelho notei marcas arroxeadas de dedos em meu braço, marcas deixada por Emanuel. As cobri com o tecido do roupão se segui para o quarto, o vestido ainda estava depositado sobre a cama, como eu pude notar, ninguém iria me ajuda a vestino, teria eu mesmo que fazer o meu melhor, porem antes que eu pudesse dar o primeiro passo alguém adentrou o quarto me assustando.
Era uma mulher baixinha, com cabelos loiros e grandes olhos negros, ela sorriu um pouco constrangida, ela era realmente bela, uma beleza fofa, a cada momento me surpreendia com a beleza daqueles seres imortais.
–Desculpe-me por adentra seu quarto assim senhorita, mas fui mandada para ajuda-la a se vestir.- Sua voz era suave e baixa.
–Não necessita que se desculpe, na realidade agradeço-te por vim ajudar-me.- Sorriu para ela.- Como se chama?
–Emile Forbs.
–A chamarei de Emile, então peço que chame-me de Diana, apenas.
Nada mais foi dito, a pequena apenas sorriu contente para mim e veio ao meu socorro, era bom ter sua ajuda ou não conseguiria colocar tal vestido. O tecido macio deslisou com suavidade por minha pele se acentuado com perfeição em minhas curvas, eu tinha um agradável cheiro de rosas. Já vestida Emile me fez calçar belas sandálias, que não teriam tanto destaque, pois o vestido era londo e as cobriam. Com meus cabelos mais secos Emile os escovou novamente fazendo um belo penteado, e logo o enfeitou com uma tiara cravejada com diamantes. Eu sentia-me muito paparicada com itens tão caros, ou mesmo tempo que isso me acalmava, pois era sinal de que eu não era uma prisoneira, não havia o que temer.
–Esta pronta, em alguns momento Jasper a vira buscar para ir ate nosso rei.- Avisou Emile antes de deixa o quarto.
–Obrigado.- Disse, entretanto era tarde ela já tinha ido.
Andei ate a sacada e fitei a paisagem, meu coração estava acelerado, em poucos minutos alguém me buscaria, mesmo que eu não estivesse pronta eu teria que esta. Quando alguém esta temerosa e ansiosa, como eu esta naquele momento, os pequenos segundos pareciam horas enquanto que as hora anos.
Virei-me no momento em que Jasper adentrava o comodo, agora ele não se vestia tão despojado como mais sedo quando eu o vira pela primeira vez, mas sim com roupas alinhadas e e finas, seus cabelos castanhos estavam arrumados para traz, ele me cumprimentou com um leve reverencia acenado em seguida para que eu o acompanhasse. Eu olhei para mim mesmo, suspirei fundo, era o momento, não existia a chance de adiantamento, me pus a acompanhar Jasper.
Aquele castelo era... a realidade era que não existia uma palavra que eu pudesse usar para descreve-lo, sua estrutura, cores, cheiros e beleza era tão ou igual a de seus abitantes, deslumbrava a todos os desavisados, o que era o meu caso. Por todos os corredores que passei vi pessoas, todos com a mesma beleza, mesmo que alguns possuísse uma beleza mais selvagens, outros mais fofos, uma beleza reluzente ou triste, entre outros, se não existisse determinação em meu coração eu já teria me deixado leva, me tornado uma simples humana deslumbrada de mais para pensar ou agir. Alguns Asas do céu me fitavam curiosos, outros comentavam discretamente entre se, ou talvez nem tão discretamente assim, outros pareciam ignorar minha presença. Então adentramos um comodo ambro e quase vazio, a luz que vinha do ambiente me cegou brevemente, pisquei algumas vezes para ganhar foco e vi, eu estava na sala de trono.
Sentado em seu trono imponente estava aquele que habitou muitos de meus sonhos em minha infância, personagem principal da lenda de meu reino e família, que agora era soberano sobre os céus, Masheu. Cercado de seus conselheiros, tão imponentes quanto o mesmo, ele me fitou por seus olhos vi passar espanto, tristeza, amor...
–Camily...-Sua voz era tão bela e máscula.
Não pude responde-lo de imediato, algo em seus olhos me trouce fascínio, eles eram exóticos, hipnotizantes. Mas entre tantos elogios e emoções que eu podia notar, ele tentava esconder, uma tristeza que parecia o corroê por eras. Quando finalmente minha mente me permitiu pensar, eu me recompus, o fitei, naquele momento eu seria Diana a rainha, pois Diana a princesa rebelde morrera junto ao meu povo.
–Não, Diana.
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