Notas iniciais
Hey, olha eu aqui e nem mesmo demorei tanto dessa vez, talvez tenha sido uma bela recomendação que tenha me espirado a continuar e em homenagem a essas leitoras e leitores fieis, aqui esta mas um capitulo, espero que gostem. Boa leitura o/

Capitulo III

Resplandecer de uma Esperança

Os olhos de amarelados e ferozes de Masheu a fitarão tão intrigados e atônicos, os servos e conselheiros presentes cochichavam entre se, pareciam ter notada algo ao qual eu ainda não saberia dizer. O rei levantou-se e sobre o olhar atento de todos os presente em exclusividade o meu, ele veio ate mim, não sabia como me sentir com ele tão próximo, a menos de uma metro de mim, seu olhar era avaliador, nada passava despercebido. Toda minha concentração estava voltada a manter a postura, o frio em meu estomago era inevitável e ao mesmo tempo aterrador.

Masheu fez algo que me pegara um tanto desprevenida, com uma de suas mãos ele pegou uma mecha de meu cabelo, analisando a textura para em seguida cheira-la, o fitei atônica. Ele inalou o cheiro de meu cabelo profundamente, durante esse processo ele manteve seus olhos fechando, quando os abriu me encarou, ele deixou que a mecha negra caísse sobre meus ombros e se afastou um pouco. Eu não pude dizer nada, ainda me sentia um tanto, bem... Surpresa, afinal eu esperei que ele fizesse qualquer outra coisa, mas cheirar-me? Foi algo novo de se presenciar, pois na maioria das vezes em que eu fui apresentada a um príncipe ou rei, eles se apresentavam com formalidade e beijavam galantes as costas de minha mão, sem duvida aquele rei não era como os outros.

–Você não é Camily, entretanto contem um pouco do cheiro dela.- Ele conclui o obvio, sua voz fez com que eu fosse desperta de meus devaneios.- O que leva-me a questionar, o porque?

Todos no ambiente se mantiveram em silencio, agora a atenção de todos já não era mais voltada para o rei mas para mim, por um momento não consegui redigir uma resposta aceitável, contudo, que resposta melhor para aquela pergunta se não a própria verdade? Respirei fundo, aquele não era o momento para mim temer nem ter duvidas do que deveria ser feito e dito, aquele momento poderia decidis o meu futuro, erros era algo inaceitável.

–Sou Diana Luna Mellique, descendente de Camily a primeira rainha do Sul do mundo mortal, pertencendo a 22ª geração.-Minha voz viera firme, mais firme do que eu imaginara e era infinitivamente grata por isso.

Aquele foi o estopim para que murmúrios começassem por todos os cantos, olhares em choque, com desconfiança, com surpresa, variava de uma pessoa a outra, mas o mais importante, Masheu, esse eu não sabia dizer o que sentia ou pensava, eu tinha uma expressão imparcial. Dando as costas a mim caminhou de volta rumo ao seu trono, onde sentou-se, logo que esse ato foi concretizado o silencio novamente reinou. Meu coração estava batendo tão rápido, que eu desconfiava que as pessoas ali pudessem ouvir. Desfasadamente apertei minhas mão em punhos, como que para ganhar foças e prosseguir.

–Então Diana,- Meu nome fora dito de uma forma quase que desgostosa, ele parecia não simpatizar por mim, o que já começava a ser um mal presagio.- estas a dizer que é minha descendente? Tens como provar-me que possui em seu sangue meu sangue?- Seu olhar era desafiador.

Um pequeno sorriu de lado me escapou, vi ele levanta uma sobrancelha intrigado com tal ato meu, mal sabia que eu desde pequena aprecei desafios, esses deixavam a vida mais emocionante e sendo quem era, gostava de emoções. O olhei nos olhos, cinzas em contraste com amarelos ferozes, uma súbita coragem tomava conta de meu corpo.

–Em momento algum disse ao senhor que era sua descendente, mas sim de Camily.- O provoquei.

Aquelas palavras minhas insinuavam que Camily tinha tido outro homem alem dele e esses pensamentos visivelmente o desagradara, ele fez uma leve careta, ate que por fim notou a minha provocação contidas nas palavras. Nenhum de nós dois estava disposto a perder aquela disputa de olhares, podia ver que aquele rei tinha tristeza em seu olhar, essa que se misturava a tantas outras emoções o que provocava a sua ocultação. Foi um dos conselheiros que parecera notar que tão sedo aquela disputa não acabaria, com respeito ele se pôs de frente ao rei, consequentemente quebrando nossa conexão, eu só esperava que toda aquela coragem que eu sentia não me abandonasse, ou eu não sei se saberia o que fazer.

–Meu Rei creio que essa humana tenha feito um pedido ao senhor, seria melhor que tratássemos de tal, afinal seu parentesco não é exatamente o que nos reúne aqui.

Por um momento os olhos do rei fitaram o conselheiro, ele não demostrou raiva, Diana se sentiu um pouco surpresa, pois ela estava acostumada apenas a ver seu pai governar e se ali fosse ele, aquela homem de cabelos castanhos diante do rei teria sido punido por tais palavras, afinal de certa forma elas foram insolentes, mas Masheu pareceu não se importa. Talvez as coisas naquele reino fosse diferente, tudo que eu precisava fazer era me adaptar, se eu tivesse tempo para tal.

–Tem rasão meu nobre Jon, vejamos...- Espantosamente vi um brilho surgi nas mãos do rei, Jon o conselheiro se afastou, voltando para o seu lugar de antes atras do rei junto aos outros com seu mesmo cargo, quando o brilho se dissipou vi um pequeno pergaminho nas mãos do rei, ele o abriu e se pôs a ler o que ali havia escrito.- Rogo as Asas do céu que se ouvirem-me atendam meu pedido. Me leve daqui, talvez possa parecer um ato do covardia fugir, entretanto não é essa minha intenção, eu peço uma chance para reconquistar meu reino, dar paz ao meu pai e irmão que lutou para protege-lo. Irei reergue minha nação das cinzas, se necessário. Atendam-me.- Ao terminar ele se pôs a me fitar, eu me recordava perfeitamente daquelas palavras, afinal elas tinham sido pronunciadas por mim.- Esse foi seu pedido humana...

–Meu nome é Diana.- O interrompi.

–Humana,- Ele frisou bem aquelas palavras e prosseguiu.- quer que a salvemos e a salvamos, porem sinto que eu suas palavras tinha um outro pedido contido, ao qual não sei se me sinto apito a atender.

Não era necessário ele dissesse qual era o outro pedido que tinha contido em minhas palavras, eu sabia com perfeição, eu queria sua ajuda para salvar meu reino, meu maior desejo naquele momento. Suspirei fundo enquanto que apertava minha mão em punho contra meu peito, eu o fitei, no meu coração eu alimentava a coragem, o sonho de honra meu pai e irmão.

–Por favor, eu nunca, em toda minha vida...

–É engraçado como os humanos usa essa expressão "em toda minha vida", vamos convir Diana,- Não gostei de como meu nome fora pronunciado por ele.- quantos anos você tem? Dezesseis, o que é isso comparado a 900 anos, nada. Vocês humanos se acham tão vividos e sábios, quando não passam de bebes que se quer compreendem o verdadeiro significado de viver, ou ate mesmo o que é uma vida, matam e destroem sem piedade, porque eu deveria ter piedade para com você e seu povo?

Ele esperava uma resposta, porem a questão era, eu não a tinha, ele tinha razão, serem humanos tinha uma vida tão curta e nesse pequeno intervalo de tempo apenas cometíamos erros e mais erros, matávamos, roubávamos, destruíamos, entre tantos outros males, mas de uma coisa ele estava errado. Poderia haver inúmeras guerras em meu mundo, mas uma simples palavra com seu sentido verdadeiro e vivido era capas de muda tudo e todos a quem atingisse, e essa palavra e sentimento era o amor, mães eram capaz de dar a própria vida por amor ao filho, o amor poderia fazer o coração mais negro se torna puro e esse sentimento vivia em todos os corações humanos, ate mesmo naqueles mais machucados e erra esse sentimentos que nos ensinava o que era o verdadeiro significado da vida. Ali estava minha resposta, o porque de meu povo merecer ser salvo, meus olhos poderiam a se assemelhar naquele momento a um céu tempestuoso, pois era assim que se encontrava meu interior, em conflito, onde trovões rugiam em determinação.

–Porque eu os amo.

Esperava que ele sorrisse ou ate fizesse alguma piada, mas tudo que fez foi me encara, nem um ser vivo naquele ambiente ousava fazer um único ruido, ou talvez naquele momento eu apenas enxergasse o rei e nada mais me importava. Masheu se pôs de ereto, ele novamente veio ate mim, ainda mais próximo que antes, em nenhum momento seu olhar deixou o meu.

–Você realmente é descendente de Camily.- Essas foram suas palavras, não sabia dizer o que aquilo significara e mesmo que eu quisesse perguntar quando eu voltara a se ele já tinha deixado a sala do trono, e vários outros ali presente fazia a mesma coisa.

Me vi sozinha naquele ambiente luminoso e belo, o trono vazio reluzia com a luz do sol que o tocava, eu não sabia dizer o que eu poderia pesar agora, ou melhor o que espera, ele me ajudaria? Ou, simplesmente me mandaria de volta? Queria eu ser conhecedora das resposta apara tais perguntas.

O toque quede de algum em meu ombro chamou minha atenção, virei-me e vi Jasper, ele nada disse apenas acenou para que eu o seguisse, eu esperava que ele me levasse para um buraco e me jogasse de volta a terra, mas quando notei lá estava eu novamente no quarto onde despertara antes daquele encontro, que mesmo que não quisesse admitir tinha abalado,ou mexido, como preferir, com algo em meu interior, algo desconhecido que queria ser liberto. O servo bem vestido se preparava para deixar-me só, mas o detive segurando seu braço, ele parou por meu ato inesperado e dirigiu sua atenção a mim, parecia saber que eu queria pergunta-lo algo e assim o fiz.

–O que vai acontecer agora?- Temia por sua resposta.

–Deve espera, o rei pensara em seu pedido e no devido tempo trara a senhorita sua resposta.

Satisfeita com o que ouvi o soltei, ele me reverenciou levemente antes de deixar o quarto, logo que me vi novamente sozinha deixei que um grande sorriso preenchesse meus lábios. Tirei as sandálias e deixei meu corpo cair sobre a cama de lençóis macios, tudo que teria que fazer agora era aguarda, eu apenas esperava que não fosse muito tempo ou já não restaria um reino para ser salvo e sim terras devastadas, corpos e sangue. Fechei os olhos e mesmo que ainda fosse dia, deixei que o sono viesse e logo adormeci.

Notas finais
Yo, nos vemos no próximo, qualquer duvida ou reclamação só me procura tarei disponível e apta a responde-los.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.