A Maldição Nonsense
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Faremos o possível para postar um capítulo a cada sábado.
Reviews e Recomendações seriam muito bem-vindos, rs.
É isso, esperamos que gostem!
xoxo
Carol&Beca
Em 1888 morri pela primeira vez. Bom, não exatamente, claro que não morri, porque se tivesse morta não estaria escrevendo isso pra vocês. Vocês querem saber a verdade? Então direi a verdade.
Eu sou um monstro, não daqueles com presas ou aqueles que se transformam na lua cheia, nem daqueles que se queimam no sol. Eu sou um monstro porque de todas as vidas que já vivi, vi amores, mas não consegui senti-los, não consigo e não posso amar ninguém.
Não sei de onde vim, não sei por que sou assim. Mas sempre que chego aos meus 18 anos eu morro e logo depois acordo com 12 anos em uma floresta sem vida, sozinha.
Uma maldição desproposital, ou não.
Me encontro em uma cabana perto de uma clareira, só saio para me alimentar. Já tentei ir para cidade viver como uma pessoa qualquer e pensar que foi tudo um sonho, porem inevitavelmente, eu morro. Do nada. Não importa onde esteja, sempre aos 18 anos. Então tudo o que me resta é esperar, esperar a minha morte. Tudo o que me resta é essa caneta e esses papeis, vocês precisam saber a verdade sobre a minha vida, e eu também preciso saber, se sou a única que vivo para esperar a morte.
Raios de sol atravessam minha janela coberta por um pano que parece seda. O lugar onde vivo é bastante pequeno, a direita encontra-se um pequeno fogão de quatro bocas com alguns suprimentos acima, sobre uma prateleira de madeira velha, ao lado encontra-se uma pia enferrujada. Na parede em que me encosto há um armário onde guardo poucas roupas, minha cama é simples, baixa, com um coxão velho e uma fronha bege sobre ela.
Escuto um chiado vindo de fora da minha cabana, logo depois alguém bate à porta, me levanto devagar e vou abri-la. Vejo um homem de roupas sujas de lama, com uma arma na cintura e com um corte profundo na perna esquerda. Ele parecia cansado, estava segurando um pedaço de pau e se apoiava nele, como se não conseguisse suportar mais seu próprio peso. Imediatamente eu o ajudo, coloco o seu braço em cima dos meus ombros e tento levá-lo na direção de uma cadeira para ele se sentar, a cada passo que dávamos ele gritava de dor. Eu o deixo sentado em uma cadeira e pego um balde com agua morna e um pano.
- O que aconteceu? – Digo me abaixando e lavando o seu ferimento, ele morde o lábio inferior e tenta conter o grito e percebo que estou lavando o ferimento com muita força, então paro e deixo o pano quente em cima de sua perna. Vou até a pia e coloco um pouco de água em um copo, e dou para ele. Ele o bebe ferozmente, e quando ele se acalma percebo que não respondeu minha pergunta e faço-a de novo:
— De onde você veio? Qual o seu nome? – Ele fita o seu ferimento e fala quase como um sussurro.
- Me chamo Joe e... – Ele hesita.– Não é da sua conta.
— Não é da minha conta? – eu bufo – Eu estou lhe ajudando, e você diz que não posso saber o por quê?
-Sim, é exatamente o que estou dizendo. Se você quiser saber onde moro provavelmente vou mentir, e não quero que a minha primeira conversa com você envolva mentiras. Você quer?
Olho para ele e hesito em responder
Notas finais
Comentem! Recomendem!
Se tiver mais de 9 reviews nós postamos o segundo capitulo nesse sábado.
xoxo
Fale com o autor