Notas iniciais
oin gente, esse e o segundo capitulo e esperamos que vocês gostem, reviews e recomendações seriam bem vindos. xoxo (oin, bj da isa pra vcs, tiau) - Isabelle (amiga da Carol&Beca)

Não respondo sua pergunta, continuo lavando seus ferimentos ignorando seus urros de dor. Terminando de limpar todo o ferimento e tapar com gaze e esparadrapo ele me pergunta onde fica o banheiro e eu digo que não tem exatamente um banheiro, e sim um chuveiro velho do lado de trás da casa, então ele pergunta se tenho alguma toalha para lhe dar. Direciono-me para o armário e tiro de lá uma toalha marrom meio rasgada, ele a pega e sai imediatamente mancando pela porta da frente, sem dizer uma palavra. Meio sem o que fazer me viro para preparar algo para comer na bancada. Depois de algum tempo esmagando os temperos e pondo a panela no fogão, Joe chega com a toalha no braço direito e com uma calça verde musgo toda amarrotada e a camisa encardida que antes vestia, só que agora um pouco mais visível. Sem a sujeira da lama e do sangue em seu corpo, posso ver melhor suas feições. Ele tem expressões fortes, pequenos olhos azuis e um corte de cabelo ralo. Sua pele é branca, mas um pouco bronzeada por conta da estação. Seu porte é bem definido, parece que é bem alimentado e uma pessoa ativa.

Ele olha para mim franzindo o cenho e só então percebo que o estou encarando. Desvio rapidamente o olhar e volto a cozinhar.

Depois de um tempo pergunto se ele quer descansar e quando viro minha cabeça para ver sua resposta, já o vejo em cima do meu pequeno colchão. Todo estirado. Na minha cama. Em toda minha cama.

‘’Ah, claro, você pode deitar na minha cama, fique à vontade’’ penso com ironia, revirando os olhos.

Quando volto a preparar a comida, percebo que está faltando carne, então desligo o fogo e pego minha espingarda e uma corda dentro do meu armário e as penduro no ombro. Antes de sair pela porta dou uma olhada para trás e fico em dúvida se me arrependo ou não de ter ajudado esse sujeito. Bem, agora não adianta mais, ele já está babando no meu indefeso travesseiro.

Fecho a porta, meio preocupada por deixa-lo só. Vou caminhando pela floresta o mais calma possível e sem fazer muito barulho para não assustar as presas. Todas as coisas que hoje sei fazer, como caçar, aprendi com meu pai, o qual não vejo a muito tempo e tenho lembranças bem vagas. Minhas memórias são bem confusas, as únicas coisas de que me lembro dele são os seus ensinamentos, nada mais. É como se a minha mente fosse um quebra-cabeça com peças faltando, muitas peças faltando. As únicas lembranças bastante claras sobre mim são as das minhas vidas passadas. Sei de tudo o que passei, sei de tudo que fiz, as pessoas que conheci, onde já morei, as datas em que morri e quantas vezes morri. Mas não me lembro de nada da minha primeira vida. Às vezes sonho, mas não sei se são lembranças reais ou inventadas pelo meu subconsciente.

As horas se passam muito rápido. Uma ou duas horas depois encontro um lobo sozinho, acabando de comer sua presa. Esgueiro-me por de trás de uma árvore com folhagens bastante arbustivas. Espero o momento exato, olho para ver se não tem nenhum outro animal no lugar e com bastante rapidez dou um salto para sair de trás da árvore e disparo duas vezes, o primeiro tiro acerta sua testa e outro a sua barriga. Ele se contorce e depois de algum tempo fica parado uivando de dor, decido chegar mais perto dele e dou mais um tiro em sua testa. Ele fica em silêncio, checo para ver se ele morreu mesmo. Quando estou certa que sim, amarro a corda em seu corpo e vou arrastando-o até a cabana.

Quando chego lá, Joe está encostado na porta com a arma apontada para mim, no primeiro momento me assusto e largo a corda com qual puxava o lobo e por puro instinto aponto minha arma para ele.

– O que pensa que está fazendo? – pergunto confusa.

Ele abaixa a arma, ofegante.

– Perdão... – Ele parece hesitar – E o que você pensa que está fazendo?

– Eu estava caçando – ‘’Idiota’’, penso – Mas eu cheguei e vi você desse jeito, me assustei.

Fico parada por um momento e ele examina a minha caça, parece surpreso. Pego a corda de volta e puxo o lobo até dentro da cabana. Joe entra na cabana e olha para a floresta uma última vez antes de fechar a porta, o que me faz franzir o cenho. E então fica um bom tempo me encarando.

– Nunca vi uma mulher caçar. – ele diz levantando uma sobrancelha – Estou impressionado por não ter matado a si mesma.

Desfaço aquela expressão e digo secamente:

– Bem, você sabe pouca coisa sobre mim.

– É, sei que você é burra o bastante pra deixar um estranho entrar na sua casa e dormir na sua cama.

‘’Ele só pode estar brincando’’, penso.

– Primeiramente, de nada por salvar sua vida – Ele bufa quando falo isso – Segundo, eu não deixei você dormir na minha cama, você simplesmente deitou lá e dormiu.

Ele levanta os braços como um sinal de rendição.

– Agora me conte onde você conseguiu essa arma? – ele parece bastante curioso ao fazer essa pergunta.

– Só se me falar quem fez isso com você. – digo apontando para o ferimento.

– Um homem. – Reviro os olhos.

– Que homem? – insisto.

– Já respondi sua pergunta, agora responda a minha. – ele diz.

– Meu pai. – Fito o chão ao responder.

– Ele mora com você? – Ele pergunta examinando o local.

– Parece que mais alguém mora aqui? – Dou um fim na conversa.

Viro-me e sento no chão para começar a limpar o animal, quando ele se aproxima e se agacha ao meu lado, afastando meus braços de cima do animal.

– Deixe que eu faço isso. – ele diz em voz baixa.

Notas finais
Foi isso, tchaaau p.s: RECOMENDAÇÕES E REVIEWS :* (oin, tiau)