A Maldição: Cidade Do Horror.
3 Capítulo 3 - Sonhos.
Começou a chuver e a trovoar, mas nem eu nem o Alex nós importamos.
Acho melhor você sair dessa chuva, e de perto desse garoto.
Você não manda em mim. Alex olhou pra o céu e disse:
— Que bandas você curte? — Perguntou.
— Por que o Sr. Fora da lei iria querer saber? Ok. Eu digo. Coldplay e Beatles. — Murmurei. Ele sorriu travesso.
— E o Justin Biba? — Perguntou.
Olha, eu posso não curtir muito Justin Bieber, mas acho meio injusta essa historia de biba.
— Engraçado que o Justin e um bichona e tem uma namorada rica, linda e famosa, e você que é um cara muito macho, não tem ninguém. Explique-me isso então. — Rebati. Ele ficou sem palavras por uns instantes e eu me senti presunçosa por isso. Ele fez uma careta.
Boa! Agora sai de perto dele. Acho que essa chuva pode acabar ficando perigosa.
— Puxa. Ate que você não e tão burra. — Resmungou.
Ele te chamou de burra? Se eu pego esse muleque...
- E você não e tão frio assim. - Doug miou debaixo de mim, me senti muito culpada por ter mantido meu gato preso na arvore enquanto chuvia durante todo esse tempo. — Desculpa Doug. Tchau. — Murmurei para o Alex enquanto descia cuidadosamente os galhos. Galhos secos são uma coisa, agora galhos encharcados e nada firmes e outra. Peguei Doug com firmeza, e ele subiu como um macaco pelo meus braços ate meus ombros. — Meu gato e um ninja. — Sussurrei. Sai andando bem rápido com o Doug, eu posso não ser uma daquela vaidosas esnobes que so ligam para a aparencia, mas cá entre nós, acho que eu prefiro meus cabelos somente molhados, não encharcados em cada pedaço de fibra. Antes que eu pudesse ter alguma reação, Doug pulou de meu colo e foi para debaixo de um banco de metal. Olhei para cima. Relampagos e raios. Vamos raciocinar... Metal+ Raios+ Gato = CABUM.
Não faça isso, Rosalya.
Desde quando uma voz anonima, esquisita e sobrenatural pode me controlar? Um raio chicoteou o chão de granito a poucos metros de distancia do banco onde Doug estava escondido. Minha reação foi instantanea. Joguei-me debaixo do banco e empurrei o Doug para longe bem a tempo. Um raio atingiu o banco.
Minha visão ficou nublada.
Quando eu acordei estava em um banco, alias, no mesmo banco no qual eu fui acertada pelo raio. Doug estava sentado e comportado do meu lado, e tinha uma garola lendo um livro do meu lado.
— Oi! Meu nome e Tattyandhy.
Mas que raios de nome e esse?
Por mais louco que seja admitir isso, eu fiquei quase feliz de ouvir a voz.
— Posso te chamar so de Tatty? — Tatty assentiu animada. Ela tinha os cabelos louros bem curtos, e olhos tão dourados quanto os cabelos. Tatty era muito bonita. Muito mesmo.
— Claro! — Me senti meio intimidada.
Você e mais bonita.
Não esta ajudando nada Srta. ou Sr. Voz.
— Poxa, seu cabelo e lindo! Mas acho que deveria cortar. Como você conseguiu fazer essas mechas brancas? Parecem tão naturais...
Desesperada peguei uma mecha de meu cabelo solto. Estava preto. Tão preto que brilhava. E estava bem liso. Enquanto questionava o que poderia ter acontecido, Tatty gritou meu alto:
— JAMES!! Vem conhecer a.... Qual e seu nome?
— Rosalya.
— James, vem conhecer a Rosalya! — Gritou.
Enquanto Tatty berrava chamando o tal de James, eu decidi ficar mais alarmada com a questão do meu cabelo. Que esquisito. Eu não me lembro de ter tirado a tintura. Muito menos de ter parado de chuver e eu ter sentado nesse banco. Doug balançou a cauda. Finalmente o garoto que devia ser o James apareceu. Ele tinha cabelos dourados e olhos também dourados, como a irmã. Mas os cabelos cacheados e mal tratados acabavam com a aparencia dele, isso sem falar da blusa do Star Argh Trek e dos óculos do Harry Potter. Ou seja, fundo de piscina.
— Me chamou? Quem e essa?
— Rosalya. Acho que ela e a tal da garota nova.
— Legal. Prazer, meu nome e James. — Apertei sua mão esticada.
— Bem, James e Tatty, foi muito legal conhecer vocês, mas eu e o Doug temos que voltar. — Murmurei. Tudo que eu quero e voltar para casa e ver em qual estado meu cabelo se encontra. Para minha sorte, minha mãe estava confinada no quarto dela, escrevendo o livro dela, o papai estava assistindo Tv, e o telefone dele, estava milagrosamente, longe dele. Subi silenciosamente as escadas ate meu quarto. Tomei um banho primeiro. E então me olhei no espelho. Meus cabelos estavam exatamente iguais a quando eu tinha 11 e tentei me matar.
Aquilo foi uma loucura.
Eu escuto vocês, vejo coisas, tenho um cabelo estranho. Eu sou louca, Sr. Voz. Sera que não percebe? Me joguei na minha cama, vestindo um short de moletom e uma blusa de alguma banda. Assisti Simpsons ate adormecer.
Então eu tive o pior pesadelo, e ao mesmo tempo, o melhor sonho.
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