A Maldição: Cidade Do Horror.
4 Capítulo 4 - Descobertas.
No meu sonho eu estava deitada na minha cama, tudo bem normal, meus cabelos pretos estava espalhados no travesseiro, e eu estava acordada. Sera que isso e um daqueles sonhos que a pessoa consegue sair de seu corpo enquanto dorme e pode queimar tudo e todos ainda assim? Espero que não.
— Oi. — Olhei para meu lado. Tinha um homem que devia ter uns 24 ou 25 anos, olhos bem verdes e cabelos louros. Mas não como os do James, o dele era bem cuidado, e o corte parecia quase igual ao do Justin Bieber.
Ok. Admito que é um corte de cabelo meio gay.
Gritei tão alto que não sei como e que não começou a chover e não chegou o Jason com uma motosserra ali.
— Calma! Esta tudo bem! — Falou tentando me acalmar. Ele parecia meio fantasmagorico. Pff... Tudo nesse maldito lugar e fantasmagorico. Inclusive o atual estado do meu cabelo. So falta eu começar a babar enquanto eu mesma me assisto enquanto estou sonhando. Ia ser assim, absolutamente perfeito e emocionante que eu começasse a babar na frente desse estranho. — Psiu! — Parei de gritar e ele ficou mais alíviado, como se estivesse com medo que alguma coisa acontecesse. Ué, eu to sonhando aqui, o que pode acontecer de pior? O Jason vir me pertubar? E eu não estar com um Sérgio Malandro por perto? Pensando nisso retomei meus gritos. Mesmo que eu provavelmente não deva ter consistencia física no momento, peguei o meu abajur e joguei nele. O homem segurou o abajur e eu fui atrás de outras coisas para jogar nele. Pensei em jogar a televisão, mas acho que eu não tenho força o suficiente para ergue-la. — Fica calma Rosalya! Eu sou amigo! Amigo!!! — Gritou. Percebi que a voz dele era a mesma dos meus pensamentos, e por um momento relaxei. Mas peguei uma caixa qualquer, e muito pesada e joguei nele. E percebi que naquele sonho eu era bem mais forte. Ate pensei em tentar jogar a tv nele, so de zuera, mas pensei melhor e fiquei parada. — Ufa. Você e bem forte, hem?
Eu peso 40 kg. E meus braços são tão fortes quanto cadarços de tênis.
— Você deve estar querendo explicações, certo?
Eu na verdade queria jogar a televisão nele, mas acho que explicações também servem. Ele apontou para a cama. Sentei-me la assustada. Ele sentou-se também. Mas não falou nada, somente torceu a barra da camisa e mordeu o lábio inferior.
— Então?- Perguntei.
— Isso e meio sobrenatural de ser explicado. Principalmente num sonho, mas foi o único modo que eu consegui pensar para te contar, bem, tudo começou quando a muito tempo, 4 deuses irmãos habitavam a terra e... — Começou, mas quando ele começou a falar sobre deuses eu me engasguei e comecei a rir. — Ei? Qual e a graça? Bem, vou continuar, eles habitavam a terra, cada um ficou com uma direção. Eu fiquei com o norte e...
— Você? — Grunhi. O garoto a minha frente podia ser o irmão mais bonito do Chase Crawford. Ou do Ian Somehalder. Perfeito, ele era uma mistura de Ian Somehalder, Chase Crawford e Alex Pettyfer.
— Sim. Eu sou um desses deus. Agora fique bem quietinha ai, por favor. Eu fiquei com o Norte, Sander ficou com o Sul, Baker ficou com o Oeste e Tonerkhalle ficou com o Leste.
— Tonerkhalle? Isso faz Tattyandhi e Rosalyanne parecerem Anna e Anne. — Murmurei. Sim. Meu nome na verdade e Rosalyanne, o que me faz pensar no quão desnaturados meus pais são. Afinal, que da o nome da filha esquisita e que vê coisas de Rosalyanne?
— Sim, e meio ridículo,mas Tonerkhalle e bem mau. Vou contar outra historia... Eu vivia como um rei no meu territorio, norte, era tratado como um rei. TInha um pálacio, uma coroa, súditos... Mas não tinha uma esposa. Então certo dia eu pedi ao meu conselheiro para me arrumar uma bela esposa. Mas nenhuma queria, então foram trazidas a força para o meu castelo. Eu sei. Eu,apesar da minha beleza, riqueza e poder exuberante, mas muito temido e ''puxa saco''. Nenhuma das garotas da cidade parecia boa para mim. Então eu ameaçei matar meu conselheiro caso ele não me trouxesse a garota certa. — Ele parou para dar uma fungada no ar. — Me arrependo e muito. No final eu não o matei, por que ele trouxe a garota certa.
— Awn. — Murmurei envolvida pela a historia. Ele sorriu.
— Ela gostava de poesia, amava ler, se aventurar, subia em arvores feito um macaco, tinha cabelos pretos e compridos, com listras brancos, era bem alta, e tinha olhos prateados. A pele de marfím, e era extremamente teimosa. Foi amor a primeira vista.
Com um pequeno susto percebi que ele estava me descrevendo! Tive um piripaque ali mesmo.
— Isso tem que ser mentira, não sou eu! Pele de marfím... Eu não tenho! — Mas era uma mentira completa, minha pele era branquissima. — E meus cabelos são ruivos, não pretos! E..e... argh!! Eu nasci em 1996, não a zigalhões de anos atrás. E eu não me casaria com um cara feito você! Isso é, caso eu não tenha resolvido me vestir de homem e entrado pro exercito no meio dessa historia! Acho muito improvavel que eu tenha me casado com você!
Ele riu do meu pequeno surto.
— Você se casou comigo para proteger seu pai das minhas ''malignas'' garras.
— Isso e só um sonho. — Cantarolei. — Eu to pirando... Lálálá... Argh! Eu estou enlouquecendo? — Eu não dei tempo para ele responder. — Eu estou enlouquecendo! Maldição! — Levantei da cama com um salto enquanto pensava em duas coisas: 1) Isso ate que faz sentido. 2) Eu devia ter jogado a tv nele.
— Você não esta enlouquecendo. Vou continuar, nos casamos e tudo o mais, eu lhe ofereci a imortalidade, mas você não aceitou. E como uma mortal, você envelheceu e morreu. Me deixando sozinho. A tristeza foi tanta que pouco a pouco eu fui perdendo tudo que tinha. Quase perdi o Norte, mas a humanidade foi evoluíndo e tudo o mais, os deuses foram esquecidos por minha culpa. Alguns deles ate me agradeceram, mas Tonerkhalle, o que tinha o maior e mais grandioso imperio de todos me ameaçou a morte, e amaldiçoou o lugar onde ficava meu palácio. Sabe onde ele ficava?
— Não faço a mínima ideia, por que, adivinha, eu não acredito nisso. Mas estou chutando que ficava nessa cidade. — Sussurrei. Ele assentiu.
— A cidade esta envolvida em uma maldição de sono. As pessoas daqui praticamente deixam de viver. Eles não tem vida própria. — Se é assim... — Cruzei os braços. — Por que eu não estou nessa maldição?
— Por que eu estou te protegendo. — Sussurrou se levantando. O dia estava amanhecendo do lado de fora. Argh. Eu devia estar acordada agora. Detesto dormir.
— Eu sei me cuidar, homem que eu não sei o nome.
— Jason. Meu nome e Jason.
Fiquei bem surpresa.
— Como e que um deus de trocentos anos se chama Jason?
— Eu sei la. — Murmurou. Percebi um detalhe bem importante.
— Eu sei me cuidar, Jason. E por que Alex esta fora da maldição? — Jason deu de ombros.
— Não faço a mínima ideia. So sei que não é algo comum. Você devia sair de perto dele.
— Ja comentei que você não manda em mim? Sou feita de titanio, garoto. Nunca peguei uma gripe.
— Não e de seu estado físico que eu tenho preocupação. Talvez um pouco. Você devia começar a comer, sabia? E do seu estado mental.
— Eu so tentei me matar uma vez! — Gritei.
— Eu preciso que você me ajude e libertar a cidade da maldição. — Pediu.
— Me mudei a 2 dias. Me peça isso daqui a 2 semanas, e eu posso pensar no seu caso. — Devolvi.
— Seus pais correm perigo de cair na mesma maldição. Olha, tem uma pedra, uma pedra que pode quebrar a maldição. Ela esta num museu de Nova York. — Ele falava rapidamente.- Daqui a pouco você vai acordar. Diga que me ajuda!
— Eu não posso!
— Diga!
Mesmo não confiando nele, eu senti que tinha que ajudar.
— Eu, Rosalya, juro que vou te ajudar.
Ele sorriu aliviado.
— Obrigado. Mas não precisava jurar. Por que não pesquisa na biblioteca sobre a pedra?
— Esse lixo de lugar tem uma biblioteca?
Ele se aproximou e me beijou com delicadeza. Eu acordei antes que pudesse dar uma bronca nele. Não tinha como saber se foi um sonho ou não. Mas meus lábios estavam formigando, e eu jurei ajuda-lo.
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