A Maldição: Cidade Do Horror.
1 Capítulo 1 - Nova Cidade.
Notas iniciais
Tirei o cabelo da minha cara, e subi o vidro do carro.
— Por que exatamente, estamos nos mudando? — Perguntei pela milonésima vez hoje. Minha mãe pareceu ficar aborrecida, meu pai nem se importou. Meu pai não se importa com absolutamente nada. Ele so liga para o trabalho. A mesma coisa e válida para minha mãe. Ela so não esta grudada no caderno dela por que tá dirigindo.
— Talvez por que você fui expulsa da sua escola? — Devolveu. Revirei os olhos.
— Uma garota tem que se defender, certo pai? — Murmurei. Meu pai que nunca presta atenção em nenhuma pergunta ou algo assim, apenas respondeu com um ''uhum''.
— Ja esta na hora de amadurecer, Rosalya. Quando vai pensar em namorar meninos? — Perguntou minha mãe. Ela vive mandando eu arrumar um namorado. Mas desde que ela sugeriu que eu usasse enchimento no sutia, eu parei de ligar para o que ela dizia.
— Quando eles parecerem interessantes para mim, eu te digo. — Rebati. Minha mãe revirou os olhos.- Vai acabar ficando vesga de tanto revirar os olhos. Né pai?
— Uhum. — Resmungou ele e voltou a falar com o sócio do clube/pousada que ele e dono no telefone. Meu gato, Doug, começou a miar no meu lado. Abri a portinha de sua gaiola e ele subiu no meu colo, ronronando. Adoro meu gato. Bem, ele pode não estar muito em forma físicamente, mas so o fato de aguentar minha mãe e os chiliques dela me faz ter um sério respeito por ele.
— Qual o nome da cidade que estamos indo? — Perguntei.
— Seja la qual o nome, segundo as referencias, e um lugar bem longe de Ohio, e também, pelas imagens, e um lugar bastante amaldiçooado por Deus. — Respondeu asperamente. — E segundo o GPS estamos quase chegando.
— Pela floresta Amazonica aqui ao nosso redor, eu concordo com o GPS. — Resmunguei. Em cada lado da estrada, tinha verde. Musgo, arvores, rochas, mato, tudo verde. Estou quase me sentindo a Bella, de crepusculo. Tudo extraterrestremente verde. Embora a Bella não tenha sido expulsa da sua escola por ter socado garotos estúpidos que mangaram da família dela. Minha mãe freiou o carro e eu quase quebrei o nariz, batendo-o no banco do meu pai.
— Chegamos.
Abri a porta e coloquei Doug no chão. A cidade a minha frente parecia uma cidade fantasma. O lugar era meio cinzento, como nós filmes antigos. As únicas cores ali pareciam ser a das plantas, que cresciam descontroladamente pelo chão.
— Puxa. E mais feio pessoalmente. — Murmurou meu pai largando o telefone.
— Nossa pai. Bem vindo ao planeta terra. — Me referi ao fato de ele ter largado o telefone. Ele sorriu paciente para mim, como faz para os clientes estúpidos e desinformados dele. Meu pai e dono de uma rede de hoteis e restaurantes. Alguns ate mesmo são 5 estrelas. E para não prejudicar o trabalho dele, ele so vai ficar mais 2 dias com a gente, depois vai voltar para a cidade, e para o escritorio dele, que parece ser a fonte de energia da vida dele. E claro, que em primeiro lugar vem o café. Quase o mesmo para minha mãe. Ela e escritora, e quase nunca eu a vejo longe de um caderno e uma caneta. Ela esta sempre pedindo minha opnião sobre novos livros. E a maioria deles e ideia minha. Enquanto eu tirava minha mala, que na verdade era uma mochila com algumas roupas e coisas como meu Mp5, meu Notebook entre outros apetrechos tecnologicos. A cidade eu ate topo abandonar, mas meu recorde no Mario Kart nem pensar.
Doug, que foi treinado para nunca sair de perto de mim, sentou-se perto de meus pés e tirou um cochilo, enquanto eu aguardava meus pais tirarem metade do universo do porta malas. Fiquei surpresa com a quantidade de coisas que minha mãe trouxe. Achei que fosse trazer mais.
— Eu vou dar uma volta pela cidade, encontro vocês na casa 909, certo? — Perguntei. Eles assentiram e murmuraram algo como: 1 hora, mocinha. Nem mais nem menos. Sai andando com o Doug me seguindo. O lugar era super caído. Não tinha ninguém na rua, e quando tinha, era so um adulto que parecia vidrado no nada. Simplesmente olhava para frente e andava, como se andar fosse seu objetivo mais trivial de suas vidas. Quando eu olhei para frente ja era tarde demais. Tinha esbarrado em alguma coisa fortemente morena. Era um adolescente, parecia mal humorado e rebelde. Tinha lindos olhos azuis cobalto. Pele morena, e parecia ter vindo de outra realidade de tão lindo. Ele não parecia combinar com aquele local morto.
— Ei, olha por onde anda, pirralha! — Berrou. Aquilo me tirou dos meus desvaneios. Pirralha? Quem ele pensa que é?
— ''Olha por onde anda''? O mesmo para você, Sr. Muralha da China! — Retruquei. Doug chiou para o rapaz. — Pirralha? Não sei se notou, mas eu sou quase mais alta que você! — Era uma mentira bem óbvia, ja que ele era uns 700 centimetros mais alto. E eu so estou exagerando um pouco... Ele bufou.
— Tinha que ser ruiva...
Fiquei indignada com aquele comentario.
— Você tem algo contra ruivas? — Perguntei ameaçadora. Ele riu.
— Claro que não, Cabeça de Fogo.
— Eu tenho nome, cabeça de vento. — Resmunguei. — Rosalya.
Ele riu e puxou a palma da minha mão para beija-la.
— Devo dizer que e um prazer conhece-la, Srta. Rosalya.
— Fui expulsa da minha antiga escola por agredir um jogador de futebol americano premiado da escola. E não foi so uma vez. O que acha que vai me impedir de te dar uma surra.
— O fato que você não deve pesar nem uns 50 quilos, e baixinha e ruiva?
— Antes ruiva que loira. — Olhei no meu relogio. — Droga. — Fui me afastando sem dirigir novamente a palavra ao idiota, so olhei para trás para me certificar que Doug estava me seguindo. Ele estava. Andei mais rápido. Cheguei na casa antes que meu pai. A casa era tão caida quanto as outras, mas por dentro era bastante sofisticada. Ignorei tudo e fui direto para a cama. Dormi rápidamente. O que foi estranho, ja que eu nem estava com sono. Talvez isso seja um efeito dessa cidade amaldiçoada e esquecida.
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