A Maldição dos 10.
2 Morrigan MidNight.

Ao invés de pegar suas chaves para abrir o portão de aço do pequeno prédio aonde morava, Morrigan continuou seguindo rua abaixo ao encontro dos meninos serelepes. Os dois garotos corriam ao redor de uma arvore frondosa em um parquinho que exceto por eles estava deserto.Quando a moça enfim chegou ao parque conseguiu ver que os dois rapazes judiavam de um terceiro que estava nervoso em cima da arvore agarrado a um dos galhos.— Vamos, se jogue, medroso! — Um deles provocava.— Você não disse que era corajoso? Não queria entrar para turma? — O outro completava com tom de deboche.Os dois corriam em volta da arvore segurando pedaços de madeira crua enquanto observavam o menino da arvore com um semblante maldoso e o terceiro tremia sem reação.— Saiam dai! — Morrigan berrou e apontou a palma da mão aberta em direção as crianças. Os meninos caíram imediatamente no chão terroso e foram consumidos por uma coceira sem sentido, ou ao menos era o que parecia porque os dois começaram a se esfregar desesperados.Enquanto Morrigan corria em direção a arvore para acudir o refém os outros dois se levantaram assustados com alguma dificuldade porque ainda se coçavam e se debatiam porém foram surpreendidos por uma pequenina criatura de pele cinza, olhos grandes, orelhas pontudas, caídas na altura dos joelhos e um vestido verde cheio de babados remendados.O ser estalou os dedos e os dois meninos absortos que a encaravam pararam de correr e de se coçar, no mesmo momento trocaram o olhar aterrorizado por um olhar vazio e percorreram a rua andando civilizadamente.A mulher não viu quando isso aconteceu porque estava ocupada segurando a mão do jovenzinho e ajudando ele a descer. Felizmente não foi uma tarefa difícilmas, a criatura continuou se aproximando e repetiu o estalo enfeitiçado para o terceiro menino fazendo neste caso seu sorriso de alivio esvair-se e ser enfim trocado por um olhar vazio exatamente como o dos outros.— Quem é você? O que está fazendo? — Morrigan perguntou a criatura.— Sou Felicia, a elfa e eu estar te tirando daqui antes que os outros venham primeiro. — Felicia respondeu contente segurando a perna da ruiva assustada e se transportando junto da moça para o interior de seu dormitório ao encontro de Cristopher.— Eu, eu tenho que ir para casa. Meus pais estão me esperando. — Morrigan sussurou apoiando a cabeça com uma mão e a barriga com a outra tentando controlar o enjoo forte que sentia.— Não, não Sra. MidNight. Seus pais e amigos não esperar mais você. Medida de segurança, sabe? O Sr. Morning também, não se preocupar, Felicia resolver tudo.— Mas... — E antes que Cristopher pudesse concluir a frase a elfa estalou os dedos e com um estranho sorriso de satisfação desapareceu no ar. — ...aonde eu estou?
Notas finais
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