A Maldição dos 10.
4 A Casa Da Bruxa

—Acho que quando Felicia voltar ela vai explicar. Ela não parece má. — Morrigan consolou.—Você vai confiar naquela... coisa!? E se ela estiver mentindo? — Elyn gritava nervosa. — Pra mim parece sequestro!—Ela não me fez mal algum.- Morrigan concluiu.—Ela salvou minha vida.- Christopher falou empolgado olhando alguma coisa no livro. — Vejam, as imagens se mexem!- E mostrou a foto de uma mulher toda vestida de preto com um chapéu pontudo mexendo com um pedaço de pau em um caldeirão.—Hoje em dia qualquer um faz isso com um tablet. — Elyn falou em bom tom olhando para Christopher com indiferença.—Mas não tem nenhum cabeamento, são apenas folhas de papel, é mágica!—Bem, eu sou Morrigan MidNight, e esse é Chistopher Morning. — A ruiva intrometeu-se antes que Elyn pudesse dar uma nova resposta malcriada.—Eu sou Elyn Eventide. Não que vocês se importem...Naquele momento Felicia reapareceu com uma gigantesca torta de abóbora.—Boa noite escolhidos!- Felicia cumprimentou sorrindo e servindo a torta em pequenos pratinhos na mesinha. — Felicia achar que não podemos ficar aqui por muito tempo, vocês muito altos... senhora Weasley acabar vendo vocês.— Mas aonde nós estamos? — Elyn tentou ser educada já que parecia não ter muitas opções.— Nós estamos na SOER. Sede Oficial dos Elfos Refugiados. — A elfa respondeu comendo sua própria fatia de torta.Morrigan e Elyn se entreolharam e Chistopher largou o livro para prestar atenção à Felicia.—Ainda estamos em Londres? — Morrigan perguntou entre sussuros.—Você sabe que isso é sequestro? Arrancou a gente de nossas casas! Nos trancou em um quarto! Minha familia nem ao menos tem dinheiro pra arcar com isso. — Elyn avisou rispidamente.—Mas o que são os elfos refugiados? — O rapaz perguntou excitado ignorando Elyn.—Não ofenda Felicia. — Morrigan sussurrou aos ouvidos de Christopher. — Ela obviamente tem um problema serio de saúde.—Felicia não sequestrar ninguém, felicia não querer dinheiros trouxa, felicia apenas salvar vidas dos nascidos trouxas. Sorte vocês tem, felicia chegar antes deles... — A elfa respondeu limpando a boca com o braço.—E quem são eles? — Os três perguntaram juntos.—Os bruxos. — Felicia sussurou. — Sangues puros... descendentes diretos de um grupo de bruxos muito poderosos na antiguidade... Eles separaram o sangue trouxa do sangue bruxo... Mas maldição tem prazo. Ódio não aguenta a eternidade. Guerra enfraquecer magia.—O que são esses trouxas? — Christopher perguntou.—Não bruxos... nascer sem magia. Mas vocês nascer de trouxas... e ser trouxas muitos anos, magia despertar depois de velhos... são escolhidos da profeci... — Felicia nem terminou de falar ouviram um grande tumulto além da porta, pessoas pisando e falando alto."O Ministerio não tem jurisdição aqui sem um mandato oficial.""Sra. Weasley quando se trata de medidas emergenciais de segurança os Aurores podem estar em qualquer lugar."" Meus elfos, Sr. Fawley, estão sob proteção da alta corte com documentação oficial, seus quartos estão protegidos por feitiços e qualquer investigação a eles deve passar primeiro pela alta corte por medidas de segu...""Estupefaça!"E os passos almentaram.— Já nos encontraram... Fawley é um dos bruxos que não poder encontrar. Vamos logo... me deêm as mãos. Rapido. Segurar em Felicia.Todos em meio ao susto obedeceram a elfa e desapareceram daquele quarto. Viram o mundo girando e se tornando desforme, agora com mais atenção conseguiram perceber pequenos detalhes, coisas aparecendo e desaparecendo, deixando-os tontos perdidos em meio a cores e formas estranhas. Até que caíram numa terra macia em meio a uma floresta robusta e fresca. Felicia fez um sinal para que a seguissem e se jogou num riacho alimentado por uma cachoeira, todos correram atrás sem saber direito o que estavam fazendo.Dentro do rio eles seguiram a elfa para profundezas escuras e quando ela tocou em uma pedra pequenina no fundo do riacho, todos fizeram o mesmo e em poucos segundos estavam dentro de uma casa rústica sentados em cadeiras de madeira e envoltos em poeira.Uma vassoura levantou-se sozinha com a chegada de Felicia e iniciou o trabalho de limpeza fazendo a poeira encrostada levantar e encher o cômodo com uma fumaça fedorenta. Havia uma lareira e na lareira um caldeirão que assim como a vassoura criaram vida com a chegada dos meninos, a lenha voou para baixo do caldeirão, ascendeu em fogo, o caldeirão encheu-se de agua que logo levantou fervura. Felicia atordoada com a bagunça corria de um lado para o outro fuxicando em moveis, procurando objetos, erguendo as mãos ossudas em direção a flanelas que levitavam e esfregões que se punham se umudeciam no caldeirão, levitavam e esfregavam o chão insistentemente.
—Oh, pelo tio caolho! Se a Madame ver o estado dessa casa, Felicia vai perder os olhos! — Felicia berrava nervosamente enquanto corria e erguia com mágica os utensílios de limpeza.—Quem é essa Madame? — Cristopher perguntou observando encantado a dança dos limpadores.—Você precisa de ajuda? — Morrigan pegou um pano no ar e partiu em direção a uma estante de livros para tirar o pó. — Você está encrencada?—Oh... sim sim... — Felicia contorceu-se e fez uma carreta. — Madame Edwiges, ela vai, ela vai... bem... — E então se acalmou por um segundo e todos os utensílios caíram no chão. -Ela morreu, ela não vai castigar Felicia.Houve um momento de silêncio aonde todos encararam Felicia e tão logo ela pulou e com o pulo os utensilios de limpeza retornaram o trabalho.—Mas o espelho! Oh, se ela vir pelo espelho, vai ficar furiosa! Vai berrar e praguejar... E... — Felicia falava nervosamente apressando as magias e em poucos segundos a casa estava brilhando como nova.
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