A Maldição dos 10.
5 O Corredor de Livros.

—Sim, Madame. Felicia buscar lenha no porão.—Ande logo.Terminado o pequeno discurso Felicia desceu atrás deles.—O que diabos está acontecendo? — Elyn perguntou quando chegaram no porão escuro, seco, cheio de troncos cortados de arvores robustas e potes contendo as mais estranhas criaturas e ervas.—Os bruxos não poder encontrar vocês. Eles não procurar aqui. Muito arriscado, Madame não gostar de Sangues Ruins. — Felicia respondeu pegando a lenha e colocando no lombo.—O que são Sangues Ruins? — Morrigan perguntou enquanto tentava arrumar um canto para se sentar.—Ah, os nascidos trouxas. Mas, muitos nascidos trouxas são excelentes feiticeiros! Por exemplo a Sr. Weasley, ela ser nascida trouxa, criou a SOER para proteger os elfos domesticos.—Proteger de que? — Cristopher tomou a palavra para si.—Dos bruxos maus... Por séculos elfos domésticos ser escravizados. Lavar, passar, cozinhar, costurar, fazer tudo para os bruxos. — Felicia respondeu entristecida.—E essa mulher lá em cima escravizava você e você ainda assim voltou para cá? -Morrigan perguntou nervosamente.—Madame Evelyn agora estar morta, espírito dentro do espelho, ela não poder fazer muita coisa. — Felicia respondeu. — E os bruxos não imaginar que Felicia trazer os escolhidos aqui... Não, não. Arriscado. Felicia demorar muito, Madame nervosa, Felicia subir.Felicia subiu pela pequenina escada de madeira deixando os meninos apertados e encolhidos no porão de teto baixo.—Mas se ela está dentro de um espelho e não pode fazer nada, porque temos que ficar aqui em baixo? — Cristopher perguntou inquieto.—Veja bem, acho que ela pode avisar aos outros bruxos. -Elyn respondeu.—Você já esta acreditando nessa historia toda? — Morrigan perguntou a Evelyn.—Eu acho que não tem muito como não acreditar, meu braço já está roxo de tanto que eu apertei e não acordei de sonho algum. Parece bem real para mim. — A mulher respondeu.Tão logo ouviu-se um estrondo de madeiras caindo no teto acima deles e as vozes de Felicia e Madame Evelyn:—O fogo ainda está baixo. — A voz macia falava. — Estou ouvindo barulhos no porão, você se livrou do pelucio?—Sim, Madame, devem ser rato. — Felicia respondia nervosa.—E aonde está o Noturno? — A voz perguntou.—Felicia não ver Noturno lugar nenhum. —Então procure-o. Vá até o rio.E os passos de Felicia ecoaram pelo porão seguidos do estrondo da porta fechando. Não demorou nada uma portinhola se abriu e a luz fraca da lua preencheu parcialmente o ambiente, era Felicia vindo por uma entrada ligada ao lado de fora da casa.—Quem é Noturno? — O rapaz perguntou antes mesmo que Felicia fechasse as portas.— O gato. — Ela respondeu sussurrando e fazendo sinal para que eles fizessem o mesmo. — Mas Noturno não importante. Nós precisar achar mestre bruxo, vocês aprender a usar magia. Aqui... Aqui... — E Felicia se aproximou da parede e com um gesto de mão abriu uma parede para uma biblioteca.Todos ouviram um miado alto e agudo.—Oh não, Noturno, eu ter que voltar. — Felicia falou e saiu correndo para o lado de fora.—Acho que o melhor que podemos fazer é... — E antes que Elyn terminasse a frase Critopher já estava dentro da saleta. — ... Entrar na biblioteca.As meninas seguiram o rapaz e assim que adentraram na biblioteca a parede se fechou atrás deles como se nunca houvesse existido. O comodo se inclinou num grande corredor pendendo para baixo e eles caminharam a uma luz forte que vinha dos olhos de águias negras colocadas lado a lado em cima das estantes. Cristopher passava as pontas dos dedos pelos livros empoeirados enquanto percorria o corredor olhando atentamente as lombadas grossas todas de cores escuras como marfim, madeira, terra e onix e seus pequenos adornos laterais prateados, dourados ou cheios de pedrarias. Enfim ele pegou um livro que parecia mais bonito que os outros:—Occus Poccus, o poder das palavras. Escrito por Morgan Le Fay. — O rapaz leu o texto na capa e abriu o exemplar. — Acham que é a Morrigan dos contos do Rei Arthur?—Não estou duvidando de nada hoje. — Elyn respondeu.—Não estão preocupados com Felicia? — Morrigan perguntou aflita.—Ela deve saber se virar, pelo menos ela é mágica. — Elyn respondeu carinhosamente.
—Nós somos mágicos também, não ouviram o que ela disse? — Cristopher retrucou.—Mas não sabemos usar nossa "magia". — Elyn esnobou. — O que faríamos contra um bruxo? Ele diria SIM SALABIM e pá... estariamos mortos.—Sempre achei que bruxos fossem bons, sabe, como fadas. — Morrigan suspirou.—Vejam isso: "Ao longo de gerações os bruxos acreditavam que a palavra era absolutamente necessária para o uso dos feitiços, mas o sentimento e a concentração que são os verdadeiros responsáveis pelos grandes feitos. As palavras funcionam como apoio para os bruxos fracos que precisam de incentivo para se concentrar e..." — Cristopher lia em voz alta quando foi interrompido por um berro.—AONDE ESTÃO OS SANGUE RUINS? — Era a voz de Fawell vindo da casa acima de suas cabeças.Houve uma pequena pausa e ele tornou a falar:—ELFO NOJENTO! DESTRUIU O MEDALHÃO! CRUCIO!—AAAAAAAAAAAAAAH!- E gritos de Felicia ecoaram pelas paredes.—Felicia! Mas... — Morrigan se enfurreceu e correu para a porta de pedra, mas não conseguiu de maneira alguma abri-la.—Acalme-se. Não podemos fazer nada por ela. -Elyn resaltou segurando Morrigan.—ME MOSTRE AONDE ELES ESTÃO! OU VOU DESTRUIR TODA ESSA CASA! FELICIA, você escolheu bem o lugar não é? Sabia que eu não poderia trazer ninguém do Ministério comigo aqui sem correr riscos. Você vai sofrer verme. E vai sofrer muito, num lugar bom para sofrer. CRUCIO! —AAAH! —Já revistei toda a casa, aonde eles estão? Vamos logo embora daqui.O silencio cobriu o lugar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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