A Magia Una
19 Terceira
Notas iniciais

Na guilda Fairy Tail
Gildarts: O quê? Erza e Lisanna estão grávidas? — Gritou muito surpreso, sendo seguido por uma alta gargalhada — Eu sabia moleque que você um dia você engravidaria a Lisanna — Gargalhou novamente ao mesmo tempo em que prendia Natsu pelo pescoço e socava de leve a topo da cabeça do rosado. Porém, como Gildarts não media sua força, Natsu estava quase sendo morto sufocado.
Happy: Vai matar ele... — Disse simples com seu sorriso cínico. Era engraçado para Happy ver o amigo naquele estado. Se lembrava dos velhos tempos.
Lucy: Gildarts... Vai matar meu namorado... — Avisou. Lucy precisou constar que agora namorava Natsu, evitava em ouvir certas piadas. O pai da Cana ao perceber o que estava fazendo, solta Natsu que cai no chão como um balão murcho.
Gildarts: Ah sim... Quase te mato — Riu, mas depois percebe o que a loira havia falado — Espera aí? Namorado? Tá pegando a Lucy? — A loira cora — E aí? Está colocando as coisas que te ensinei em dia? — Dando pequenos chutes em Natsu que ainda estava no chão, queria uma reação do rosado.
Lucy: Não quero nem imaginar o que ensinou a ele... — Sorri sem graça.
Gildarts: Mas a Lisanna está grávida dele mesmo? — Lucy assentiu, mesmo que não quisesse falar sobre isso, mas era uma verdade.
Lucy: Na verdade foi um acidente... — O pai da Cana não deixou Lucy completar, logo foi dando uma alta gargalhada.
Gildarts: É assim que eu fazia... Digo que foi acidente... — Gargalhava. Cana o fita com um olhar repugnante e o mago mais forte da Fairy Tail percebeu isso — Menos Caninha... Caninha foi feita com amor! — Indo em direção à mulher e voltando a abraçá-la. Cana já se debatia pelo jeito pegajoso de Gildarts. Lucy sorri com a cena e olha para Natsu no chão recuperando o fôlego.
Lucy: "Apesar de ser duro aceitar a gravidez da Lisanna, eu fico me perguntando: Como seria o Natsu como pai?" — Pensou e sorriu, imaginando uma cena de um Natsu bobão, igual ao Gildarts, agarrando uma menina de cabelos róseos.
...
Casa de Mirajane
Seus olhos fechados e sua respiração acelerada. A adrenalina que subia pelo seu corpo era como se a albina tivesse feito uma longa corrida de 15 quilômetros. A mão que segurava o objeto que irá por fim em sua vida tremia. Lisanna deu alguns passos para trás, ainda com olhos fechados, e se encostou na parede. Sua respiração acelerada deixava o seu reflexo na faca nublado. Abriu os olhos lentamente e suas pupilas azuladas foram em direção a seu reflexo na faca. Não conseguia se ver direito, pois estava embaçada devido a respiração que batia naquele objeto. Levantou o olhar para se encarar no espelho, de uma maneira que nunca imaginou se ver, segurando uma faca prestes a corta a própria garganta. Novamente as lembranças boas de sua vida voltaram em sua mente. Lembrando-se dos bons momentos que passou ao lado de seus irmãos e até mesmo de outros membros da guilda. "Será que sempre eu vou ter que te impedir de cair, branquinha?". Lembrou de quando foi salva por Bickslow. Realmente sentiu muito medo naquele momento. Medo de perder seu primeiro filho de forma desastrosa. Novamente as palavras de Bickslow rondava sua mente. "Porque você tem uma gravidez perigosa e não pode ficar saindo sozinha por aí... Se você desmaiasse de novo, eu não estaria por perto para te segurar...". Sorriu ao se lembrar disso, ficou feliz em saber que não só seus irmãos que se preocupam com ela. "Porque gostei de sua motivação quando disse que teria essa criança... Então irei ajudar você a ter essa criança e sobreviver... Eu prometo!". Percebeu que existia mais alguém que a admirou. Eram raros os momentos em que Lisanna era admirada pelas suas qualidades, não que seus irmãos nunca tivessem feito isso, mas saber que outras pessoas também reconhecem isso a deixava feliz. "Logo o Bickslow... Por que logo ele?". Se perguntava. Novamente se olhou no espelho. Encarou suas próprias orbes azuladas. Olhou bem no fundo dos seus olhos e percebeu que ali ainda existia felicidade. Ainda teria uma chance.
Lisanna: Você é um ótimo amigo Bickslow... — Falou baixo e novamente voltou a olhar para a faca que ainda segurava próximo ao pescoço. Se assustou ao ver que estaria fazendo um erro maior do que se entregar para Natsu. Rapidamente jogou o objeto no chão. Evitando qualquer tipo de mudança de ideia que pudesse fazê-la apontar o objeto para sua garganta novamente — Não...- Disse em desespero, se agachando no chão e colocando as mãos na cabeça, como se estivesse com medo de algo. Nesse caso, esteja com medo de si mesma. Voltou a chorar desesperadamente. — Não posso fazer isso... — Entre soluços, mas logo respirou fundo e conseguiu se levantar. Saiu do banheiro correndo, descendo as escadas as pressas. Aquela casa estava a sufocando, precisava sair dali senão cometeria uma loucura. Saiu da casa da irmã. Correndo o máximo que podia, como se fosse um louco fugindo do hospício. Suas lágrimas caiam como navalhas pelo seu rosto — Existem pessoas que me amam... Existem pessoas que me amam... — Repetia para si mesmo, como se quisesse se convencer que se matar não era a melhor das opções — Eu vou ter essa criança... Pelo Natsu... Por que ele merece... — A albina continuou a chorar e correr. Sem perceber, suas pernas a levaram até a casa de Samaya, sua amiga mais nova. Por sorte, a casa da senhora estava destrancada, Lisanna abriu a porta e entrou brutalmente, assustado a pobre velhinha que estava sentada no seu sofá velho e mofado, a senhora direcionou o olhar para trás, vendo a albina parada em frente a porta, chorando. Sem pensar duas vezes, Samaya se levantou do sofá e foi até Lisanna, andando o mais rápido que podia.
Samaya: O que aconteceu? — Perguntou já se preparando para abraçar. O abraço foi aceito de bom grado pela albina que encostou o rosto no ombro da velhinha e derramou mais ainda suas lágrimas, manchando a roupa de Samaya com suas lágrimas sofridas. A velhinha ainda aguardava a resposta, mas pacientemente, pois sabia que teria que esperar a jovem se acalmar para lhe contar tudo. Após alguns minutos apenas abraçadas, Lisanna respira fundo e se afasta, colocando as mãos no ombro da senhora.
Lisanna: Eu ia me matar... — Disse olhando para baixo, tinha vergonha de falar que estava prestes a fazer isso, não conseguia encarar ninguém. Porém, ao escutar isso, a expressão de Samaya mudou para uma carranca irritada e sem pensar duas vezes, desferiu um tapa na cara da albina, que deu um leve grito pela surpresa. Apesar de ter suas mãos trêmulas, Samaya conseguiu deixar avermelhado o rosto de Lisanna, talvez pela garota ter seu tom de pele pálido. Nem mesmo aquele tapa, bem merecido na visão da própria Lisanna, doeu mais do que a dor que sentia em seu coração.
Samaya: Me desculpe Lisanna, mas jamais pense em fazer uma besteira dessas de novo... — Suas mãos se mexiam com o nervosismo, não queria que a albina cometesse suicídio, afinal, foi a única que conseguiu entender tudo que havia feito na sua vida pessoal — Já pensou em como sua irmã iria se sentir? — A albina assentiu. De fato, foi por imaginar Mira sofrendo por sua morte mais uma vez que desistiu de cometer suicídio, além de pensar em como Natsu se sentiria, mas Lisanna teve um motivo maior do que esses para desistir de se matar.
Lisanna: E-Eu... Agora tenho um... Motivo maior para continuar viva... — Disse aos prantos. Samaya suspirou de alívio e voltou a abraçar Lisanna.
...
Um Mês depois.
Um mês se passa desde que Lucy descobriu que Lisanna tem risco de vida sobre a gravidez de Natsu. Durante esse período, Natsu se dedicou a cuidar mais de Lisanna, mesmo com Lucy com ciúmes, porém a loira não falava nada, teria que aturar isso. A amizade de Lisanna e Bickslow também aumentou muito, ele sempre a acompanhava em todos os lugares. Porém, a albina visitava Samaya quase todos os dias, ficaram muito amigas também, Lisanna a apresentou para Bickslow, que a achou uma senhora muito simpática que gostava de conversar. Mas Bickslow não ficava presente em todas conversas, sempre preferia ficar do lado de fora da casa da senhora para poder dar mais liberdade para as duas. A tentativa de suicídio de Lisanna, ficou apenas em segredo entre ela e Samaya, mas a senhora estava feliz, apesar de está sofrendo com a gravidez com constantes desmaios e vômitos, Lisanna parecia não querer jogar sua vida no lixo, afinal, como ela havia dito há 1mês atrás, agora tinha outro motivo mais importante para continuar viva.
Erza e Jellal já estavam quase concluindo as arrumações para o casamento deles. Aproveitaram para escolher os padrinhos também, sendo que Gray e Juvia, Mirajane e Laxus foram convidados para serem padrinhos da noiva. Enquanto que Natsu e Lucy, Gildarts e Meredy foram convidados para serem padrinhos do noivo. No início, Gray e Natsu não queriam aceitar, mas Erza terminou os obrigando, alegando que eles não iriam estragar o casamento dela. Como é seu grande sonho, Erza se casaria na Catedral Cardia. Sua barriga de gravidez também já estava cada vez mais crescida, por isso que Erza teria que se casar com um vestido mais largo, desconsiderando o que comprara uma vez quando visitou Rose Garden.
A Titânia se encontrava agora na casa de um alfaiate, ele era o mais famoso de toda Magnólia e com certeza não recusaria um pedido da maga da Fairy Tail para fazer um vestido para ela. Erza lhe mostrou o vestido comprado há alguns anos. Depois de muito analisar o vestido, o senhor Teceu teve uma notícia não tão boa para sua Erza.
Teceu: Bom... Titânia-sama... Esse vestido não lhe caberia mais... — Era um senhor baixo, da altura de Levy. Era magro, possuía um cabelo preto partido ao meio, com muito gel que o deixava brilhoso. Usava um monóculo no olho esquerdo e tinha um bigode pequeno que fazia uma leve curva nas pontas. Ele se lembrava Sol, ex-Element Four da guilda Phantom Lord. Isso não passou despercebido por Juvia e Lucy que acompanharam a Titânia.
Erza: Eu realmente engordei? — Lamentou. Olhando para o próprio corpo. De fato, o corpo de Erza não era mais o mesmo. Sua barriga já havia crescido um pouco.
Teceu: Não que tenha engordado Titânia-sama, é que sua barriga já cresceu um pouco... — Disse medindo as palavras. Tinha muito medo de ser mal interpretado e receber um soco de Erza, afinal, quando a ruiva o procurou, o mesmo foi esnobe e se negou a fazer o vestido de Erza, terminou levando um soco e não queria sentir um punho de uma mulher furiosa por ter sido chamada de gorda, ainda mais quando essa mulher é a Erza.
Juvia: Juvia acha que o Teceu-san está falando a verdade... — Tentou defender o pobre rapaz. Juvia estava sentada ao lado de Lucy, apenas observando os dois.
Teceu: Viu só... Sua colega tem razão... — Agradecendo internamente pela ajuda de Juvia.
Juvia: Você acha ele parecido com o Sol? — Cochichou no ouvido de Lucy. A loira estava alegre naquele dia, porém ao chegar ao estabelecimento ficou distraída e muito quieta. Achou que a loira nem se lembrava mais de quem era Sol, de fato, apenas se encontraram uma única vez – Sol é aquele baixinho que te capturou junto com a Juvia... Não se lembra dele? — ao ver que não obteve resposta, Juvia insistiu — Lucy-san? Está ouvindo a Juvia?
Lucy: Hã? — Foi tirada dos devaneios — Ah sim... Eu o acho parecido sim... Com quem mesmo? — Perguntou confusa. Juvia revira os olhos com a distração da loira.
Juvia: Com o Sol! Lembra que quando você conheceu a Juvia? Ela tava acompanhada, não foi? — Lucy olha para o homenzinho e o analisa. Realmente ele se parece muito com aquele cara esquisito da Phantom. Foi como o definiu.
Lucy: É verdade, se parece com ele mesmo...
Juvia: Lucy-san está bem? Estava feliz antes, mas agora tão distraída... — Disse se preocupando com a amiga.
Lucy: Eu estou bem sim... Obrigada! Só estou um pouco... — Antes de completar, Lucy sentiu todo seu estômago revirar. Uma vontade enorme de vomitar veio, porém conseguiu segurar a tempo — Onde tem um banheiro aqui... — Disse se levantando da cadeira desesperadamente. Teceu apenas aponto para o lado esquerdo, nem se deu o trabalho de olhar para a loira. Continuou analisando o vestido de Erza. Lucy correu para a única porta que tinha naquela direção. De fato, era mesmo o banheiro. Se agachou em frente ao vaso sanitário e colocou todo café da manhã para fora.
Juvia: Lucy-san... Está bem? — Juvia foi até a porta do banheiro para ver o que havia acontecido. A loira ainda não havia fechado a porta, então Juvia viu a cena de Lucy agachada em frente ao vaso sanitário. Lucy havia terminado, apenas assentiu para não deixar a amiga preocupada. Foi até a pia e lavou a boca, fazendo até mesmo gargarejo.
Lucy: Já faz alguns dias que estou enjoada... Eu pedi para Wendy me curar, mas parece que não tem efeito em mim... — Erza escutou o que Lucy dissera, mesmo prestando atenção em seu vestido.
Erza: Talvez você não esteja doente... — Disse se aproximando de onde a loira estava — Quando sairmos daqui vamos até a casa da velha Porlyusica, ela vai confirmar minha suspeita... — Lucy olhou confusa para Erza, não sabia do que ele estava se referindo.
Lucy: Que suspeita? — Erza ri baixo e volta para onde estava o Sr. Teceu. Logo o alfaiate volta a tirar as medidas da Titânia. Lucy continua com seu olhar confuso para Erza, nem mesmo Juvia havia entendido o que ela queria dizer. Porém, teria que aguardar chegar na casa de Porlyusica para saberem do que Erza estava falando.
...
Um mês de namoro para Gajeel e Levy, logicamente a guilda já sabia que eles tinham uma relação mais forte agora, apesar de tentarem esconder durante uma semana, porém foi falha a tentativa quando o Gajeel decidiu anunciar. Não que ele tivesse anunciado de forma exagerada como Natsu fez, ele foi um pouco mais romântico e dedicou uma nova canção escrita por ele à Levy, obviamente a azulada ficou completamente corada, os membros da guilda perceberam logo a relação entre eles e anunciaram uma festa na mesma hora e para tristeza de Droy e Jet, teriam que aceitar o novo namorado da amiga, por quem sempre foram apaixonados.
Agora eles se encontravam novamente no mesmo local em que começaram essa relação. Nos arredores de Magnólia, olhando para as escamas de Wyvern que brilhavam de acordo com os raios solares. Gajeel estava sentado com Levy em seu colo, para eles era algo muito romântico. Seria muito mais romântico se eles tivessem sozinhos, pois agora estavam acompanhados por Droy e Jet, que alegavam ficar de vigia para evitar que Gajeel abusasse da garota. Obviamente irritava o casal, mas sempre tinha o Pantherlily para evitar que esses dois se aproximassem mais do casal.
Droy: Me solta Lily, ele está próximo demais dela... — Reclamava Droy. Lily havia amarrado os dois com uma corda no pescoço. Eles pareciam dois cães presos pelo dono que ironicamente era um gato. O Exceed não precisava se transformar para sua forma de combate, sua força na forma menor era mais que o suficiente para evitar que eles se aproximasse de Gajeel e Levy. Jet estava na mesma situação e ambos rastejando.
Jet: Ela não está próxima demais... ELA ESTÁ EM CIMA DELE! — Se desesperou ao notar a baixinha sentada no colo do Gajeel. Levy desvia o olhar para trás e os encara com um olhar de pena.
Levy: Lily, não maltrata muito eles, ok?
Lily: Pode deixar... Isso aqui está moleza para mim...
Gajeel: Ge-he... Fique feliz pelo Lily está cuidando deles e não eu... — Disse com seu sorriso de canto. Levy suspira.
Levy: Eles não aprendem mesmo... — Para provocar os dois. Gajeel pousa sua mão nas coxas de Levy e dá um leve aperto, arrancando um leve gemido da azulada, mas que não passou despercebido por Jet.
Jet: Ei desgraçado! Não toca nela com essa intimidade toda! — O mago ficou furioso e começou a usar sua magia para tentar se livrar do Lily. Jet começou a tentar correr, fazendo com que toda poeira fosse jogada diretamente no rosto de Lily, o cegando, o Exceed teve que soltar a corda para limpar seus olhos. E essa foi a oportunidade de Jet para acelerar cada vez mais e se aproximar do casal — TOMA ISSO DESGRAÇADO! — Gritou quando estava próximo de Gajeel, porém o Dragon Slayer apenas sorriu, segurou Levy firme e saltou bem alto, fazendo com que Jet passasse por baixo dos dois e caísse diretamente na erosão. Levy o olhou preocupada e Gajeel sorria com a cena hilária — Essa doeu... — Disse agonizando no chão, após uma queda de 15 metros de altura. Gajeel voltou ao chão, após o longo salto, fazendo o solo rachar, devido o peso do Dragon Slayer de Ferro.
Levy: Jet! Você está bem? — Disse Levy preocupada, já descendo a erosão para ver o amigo.
Gajeel: Lily, você está bem? — Perguntou ao Exceed que já havia se livrado da areia em seus olhos.
Lily: Sim... Eu só me distrair um pouco...
Levy: Você está louco? Poderia cair em cima dessas escamas e uma delas ficar preso em você... — Levy deu sermão após chegar perto do amigo. Gajeel, Lily e Droy haviam descido também para ver como o companheiro estava, mesmo que Gajeel não estivesse preocupado com ele — Consegue se levantar?
Jet: Sim... A queda não foi feia... — Já se levantando e se limpando da sujeira.
Gajeel: Não foi feia, mas foi engraçada... — Gajeel gargalhou. Deixando Jet furioso.
Jet: Escutar aqui seu cabeça-de-ferro! — Já partiu pra cima, Gajeel não se moveu, mas antes que Jet se aproximasse de Gajeel, os dois foram chamados atenção por Levy.
Levy: O que é aquilo? — Todos olhavam para onde a baixinha estava fitando. Levy olhava para o horizonte e lá era possível ver fumaça subindo, como se algum lugar tivesse em chamas.
Droy: Deve ser fogo em algum lugar...
Levy: Vamos lá ver, as pessoas devem precisar de ajuda! — Todos assentiram e correram para o local. Porém, não passou de um alarme falso, ao se aproximarem do local, se bateram com um penhasco, onde na parte de baixo se encontrava um grande labirinto feito de rochas. Se alguém caísse ali e terminasse andando, com certeza se perderia. No entanto, se direcionasse o olhar para além do labirinto, era possível ver o telhado de uma mansão e pela distância que se encontrava, era uma mansão muito alta. Nesse telhado se encontrava uma chaminé, na qual saia a fumaça que chamaram atenção dos magos da Fairy Tail. Em algumas partes do labirinto, também era notado pessoas trabalhando, construindo cada vez mais parede, o que se significa que o labirinto ainda não estava completo.
Droy: Isso aqui existia antes? — Se perguntou coçando a cabeça. Não se lembrava que nos arredores de Magnólia pudesse haver um extenso labirinto e uma mansão.
Gajeel: Talvez tenham sido construídos durante os sete anos que passamos fora... — Falou uma possível explicação, mas que logo não fez sentido depois que o Jet disse.
Jet: Não... Lembro de ter passado por aqui há 3 meses e só era uma floresta... Isso tudo foi construído em apenas três meses? — Todos ficaram confusos. Possivelmente era uma pessoa com muito poder financeiro, a julgar pelas quantidades de homens trabalhando no local, com certeza era alguém muito rico.
Levy: A pessoa que está construindo essa mansão é a mesma que está construindo o labirinto? — Se perguntou. Não podia ser possível isso.
Gajeel: Lily... Dá uma olhada por cima... — Ordenou.
Lily: Pode deixar! — Logo fez suas asas surgirem e sobrevoou o labirinto, indo até próximo da mansão. Não demorou muito para que o Exceed retornasse — Pelo uniforme que estão usando eu pude perceber que é a mesma pessoa que está construindo o Labirinto, está construindo a mansão também... Aliás, é uma mansão muito alta, parece que é do mesmo tamanho que o Castelo Mercúrio da Capital Crocus... — Todos ficaram incrédulos com a afirmação de Lily — Porém, ainda está sendo construindo outras paredes e sendo pintado, estão quase finalizando essa estrutura...
Jet: Isso é incrível mesmo... Será que aqui é lugar para uma nova cidade?
Levy: Mas está muito próxima de Magnólia... E qual sentindo do Labirinto vim na frente da mansão? — Colocando a mão do queixo.
Lily: Não é só na frente... É nos arredores também... E dentro desse labirinto possui algumas casas menores... Não sei por quê...
Gajeel: Segurança... — Todos olharam para Gajeel — O labirinto é para manter o Castelo seguro... E essas casas devem ser pontos dos guardas...
Levy: Faz sentido... O que importa é que teremos um vizinho rico... — Sorriu — Espero que ele seja uma pessoa legal com o pessoal de Magnólia e tenha uma biblioteca tão extensa quanto à da Fairy Tail! — Já com os olhos brilhando, Levy se imaginou em frente a um Castelo onde seus blocos eram livros, de repente eles caiam em cima da azulada, mas ela sorria feliz e era levada por uma onda de livros.
Gajeel: Baixinha? — Gajeel estalada os dedos em frente a baixinha, tirando a azulada do devaneios.
Lily: De qualquer forma isso me deixou instigado... Provavelmente essa pessoa não quer visitantes... — Todos assentiram — Vamos voltar... — Todos viraram em direção à
Magnólia, porém um homem estava bem na frente deles agora. Era Kazuo Kenjiro, sentando em uma rocha e rodando sua barra de ferro em sua mão.
Kazuo: Olá! — Cumprimentou simples. Com seus olhos fechados. Gajeel não gostou da cara esnobe dele. Mas Levy foi a educada do grupo a responder o cumprimento do rapaz.
Levy: Olá, tudo bom? É o Senhor o Dono dessa mansão? — Kazuo parou de rodopiar sua barra de ferro e gargalhou alto, fazendo sua risada ecoar pelo labirinto. Gajeel estala a língua em reprovação.
Kazuo: Queria muito ser eu o dono dessa mansão, mas é uma pena minha linda... — Se levantou da rocha e ficou em pé na frente do grupo da Fairy Tail.
Gajeel: Ei, que história é essa de "minha linda”? — Gajeel deu um passo à frente, prestes a encarar o cara. Porém, Kazuo não recuou. Muito pelo contrário, olhou nos olhos de Gajeel, o encarando e o desafiando com o olhar. Os dois possuía a mesma altura, nenhum se intimidou com o outro.
Kazuo: Algum problema em eu ser carinhoso com essa doçura? — Provocou mais ainda — Complementando minha resposta... Essa mansão e esse labirinto pertencem ao Rei Arthur Hausenback, o futuro Messias. Ele trará a paz mundial e salvará almas iradas como a sua — Direcionou o olhar para Gajeel, deixando claro que estava se referindo ao Dragon Slayer.
Gajeel: Trazer a paz mundial? Quanta baboseira... Nenhum humano conseguiu isso até hoje... — O jogo de provocações começou por parte de Gajeel agora. Levy, Lily, Jet e Droy apenas observava tudo atentamente.
Kazuo: E quem disse que somos humanos? — Todos arregalaram os olhos. Como assim eles não eram humanos? Kazuo sorriu com a cara de pânico que os membros da Fairy Tail ficaram.
Gajeel: Vocês são demônios então? — Por algum motivo, o olhar de Kazuo se tornou frio e sombrio. Parece que Gajeel havia tocado em um ponto franco dele.
Kazuo: Nos chamar de Demônios é um pecado que nunca deve ser perdoado! — Disse furioso. Todos ficaram confusos com a alteração de humor que Kazuo teve. Estava calmo até pouco tempo e agora parecia muito irritado. Kazuo desferiu um soco forte no rosto de Gajeel. Fazendo o Dragon Slayer voar para trás, porém Gajeel deu uma cambalhota no ar, passando por cima de Levy, Jet, Lily e Droy. Caindo de joelhos, logo atrás do grupo da Fairy Tail.
Gajeel: Como ousa me bater assim? — Rapidamente Gajeel transformou seu braço em um bastão de ferro e o atirou em cima de Kazuo. O bastão passou entra Levy e
Lily. Kazuo parecia não se preocupar com aquilo que vinha em sua direção.
Kazuo: Ferro? — Sorriu. Colocou a palma da mão direita para frente e depois moveu a mão para o lado direito, para o próximo movimento, Kazuo trouxe a mão para o lado esquerdo. Foram movimentos rápidos. Imediatamente o bastão de Gajeel ficou envolto por uma aura negra e ao invés de acertar Kazuo, desviou no último momento para o lado direito e depois foi em direção ao próprio Gajeel, acertando o Dragon Slayer do rosto e fazendo ele cai no penhasco, porém Gajeel se segurou com a outra mão, evitando em cair dentro do labirinto. Sua mão que era bastão, também volta ao normal.
Levy: Gajeel! — Levy grita preocupada, mas percebe que seu namorado está bem quando ele consegue puxar seu próprio corpo para a superfície e ficar de pé.
Lily: Esse cara é forte... — Fala admirado.
Gajeel: Eu ainda não desistir idiota! Então você pode controlar meu bastão não é? Controle isso! — Gajeel correu em direção a Kazuo, tentando desferir socos no rapaz, porém Kazuo não se esforçava muito para se defender. Apenas provocava Gajeel — Já cansei dessa brincadeira! — Gajeel toma impulso e soca o rosto de Kazuo, porém o rapaz não se move, era como se não tivesse sido atingido por nada. O punho de Gajeel havia acertado a testa do mago, Kazuo apenas sorrir — Arrhhg — Gajeel grita ao perceber que sua mão ficou dolorida devido ao soco. A última vez que sentiu essa dor foi quando treinava com Metallicana para deixar seus punhos fortes como ferro — Sua pele é dura como ferro... — Disse massageando a mão.
Kazuo: Você nunca irá me derrotar mago do Ferro...
Gajeel: Não me provoca! Tetsuryu no Hoko! — Desferiu seu rugido a pouca distância do rapaz. Kazuo arregalou os olhos, com certeza não daria tempo de se esquivar, porém não teve tempo nem de montar sua defesa. O rugido pegou em cheio, causando uma grande explosão, fazendo com que as rochas próximas ao local fossem destroçadas.
Levy: Gajeel! Você está maluco? E Se ele estiver morto agora? — Levy se aproxima do namorado para dá seu sermão.
Gajeel: Ele achou ruim eu tê-lo chamado de Demônio, agora ele irá se encontrar com vários Demônios no inferno! — Sorriu. Ainda estava ofegante. O rugido que disparou foi com uma grande potência, até porque estava muito irritado. A fumaça no local da explosão ainda era forte e dentro dela pode escutar uma gargalhada.
Kazuo: Qual o seu conceito de inferno, Dragon Slayer? — A fumaça começa a sumir, revelando Kazuo ainda inteiro, sem nenhum arranhão. Todos os magos da Fairy Tail arregalam os olhos impressionados. Levy começa a tremer de medo. Esse cara pode matar o Gajeel e ela não queria nem imaginar isso. Gajeel também tremeu e Levy pode sentir isso após aperta sua mão bem forte, era a mão que ele havia machucado, mas Gajeel nem percebeu, pois estava tão distraído com o poder de Kazuo. Levy sentiu Gajeel tremer pela primeira vez e isso a deixou mais desesperada ainda, pois nunca o viu daquela forma. Se Gajeel não pode derrotá-lo, como ela, Jet, Lily e Droy poderiam fazer isso? — Sabem que não pode me derrotar, não é? Estou vendo o medo em seus olhos...
Lily: Isso não é possível... Tenho certeza que Gajeel o acertou com o Rugido...
Droy: Eu também vi ele ser acertado... Eu não quero morrer!
Kazuo: Irei me apresentar... Eu sou Kazuo Kenjiro, guarde bem esse nome! — Gajeel estava congelado, não tinha reação para nada. Agora ele tinha o que proteger, por isso que não podia arriscar em ser morto ali, rezava internamente para que Deus escutasse suas preces e os tirassem vivos dali. Nunca foi de acreditar nisso, mas agora era preciso ter fé. Era a única que podia salvar não só ele, como Levy também — Mas não se preocupe que não irei te matar... Hoje estou nos meus dias feliz, não quero derramar sangue em vão! Então podem ir embora! — Ordenou. Os magos ficaram confusos pela decisão de Kazuo. Pareciam que eles iriam morrer agora, mas de uma hora para outra as coisas mudam. Também não podiam abusar da boa vontade de Kazuo.
Droy: Vamos logo embora daqui! Eu quero viver! — Droy foi o mais desesperado, agarrou Pantherlily e saiu correndo, sendo seguido por Jet. Eles passaram por Gajeel e Levy e depois por Kazuo e seguiram o caminho em direção à Magnólia. Gajeel e Levy ainda se encontravam em frente a Kazuo
Kazuo: Aconselho vocês fazerem o mesmo que seus amigos... — Sorriu de canto. Levy puxou Gajeel pela mão, tirando o Dragon Slayer do medo e pensamentos de pânicos. Logo os dois seguiram, mas ao passarem por Kazuo, o mesmo disse — Deus ouviu suas preces, Dragon Slayer! — Gajeel voltou a olhá-lo, com um olhar de pânico. Então ele também podia ouvir pensamentos? Quem era ele afinal? Gajeel e Levy corram o mais rápido possível para longe do homem. Como ele sabia que Gajeel rezava para Levy ser salva? O grupo Shadow Gear, Gajeel e Lily logo se distanciou daquele penhasco. Kazuo sorriu pelo medo que impôs neles. Até ouvi uma voz conhecida, uma voz ranhenta. Era a mesma pessoa que ele conversou há um mês, quando voltou de Freesia Town. Tinha cabelos roxos e espetados, possui uma franja, mas uma parte dessa franja era espetada. Suas roupas pareciam roupas de ninja, eram de couro e pretas. Sua face era de um jovem aparentando ter 16 ou 17 anos. Usava um lenço amarrado no pescoço de cor vermelha. Pela em tom bronzeado e seus olhos eram esticados e verdes bem fortes. Seus olhos transmitiam um ódio sem fim, que ninguém sabia explicar de que exatamente ele tinha ódio.
?????: Usando magia desnecessária Kazuo? — O mais velho sorriu.
Kazuo: Estava apenas me aquecendo... Eles me chamaram de Demônio... — Se justificou. Não que tivesse medo do jovem, mas adorava conversar com ele, mesmo que ele não gostasse de conversar com ninguém.
?????: E porque deixou eles viverem? Normalmente você puni quem te chama disso...
Kazuo: É que ele era um Dragon Slayer... Tinha motivos para não matá-lo... Pelo menos por agora!
...
O time Shadow Gear, Gajeel e Lily finalmente havia chegado em Magnólia, depois de correrem para salvar suas vidas. Gajeel até então não havia dito uma palavra se quer. Levy entendia o porquê, sabia que ele queria ficar e lutar até a morte, mas alguma coisa o impediu disso.
Levy: Pessoal! Eu acho melhor não contarmos o que aconteceu lá — Jet e Droy estavam indo na frente e logo pararam para escutar Levy.
Jet: Como assim? Ele bateu em um companheiro nosso! Temos que voltar lá com a guilda e dá o troco!
Levy: E aí você vai falar o que? Que o Gajeel apanhou e foi covarde para poder fugir? — Levy se irritou. Jet pensou por alguns segundos.
Jet: Tudo bem... Mas podemos comentar que existe aquele labirinto enorme, para evitar que os outros passem por lá...
Levy: Sim... Podemos! Mas não precisamos tocar no assunto da luta — Já era humilhação demais para Gajeel. Além de fugir com o rabo entre as pernas, ainda tinha que esconder que perdeu uma luta de forma humilhante. Nunca precisou esconder nada sobre sua vida, mas agora era necessário — Não queremos que o Natsu ou o Gray vão até lá por saber que existem pessoas fortes... — Todos concordaram.
...
Lucy: Meu Deus! Como vou dá essa notícia para ele? — Lucy, Juvia e Erza já havia ido à casa de Porlyusica. Depois de tanto insistirem, a senhora decidiu olhar o que Lucy tinha, só porque Erza pediu fazendo manha e dizendo que se ela não aceitasse o filho da Titânia nascera doente e a culpa seria de Porlyusica, para se ver livre dessa responsabilidade, Porlyusica decidiu olhar o que Lucy tinha e deu a notícia. Juvia e Erza ficaram muito felizes, mas Lucy ficou um pouco preocupada.
Erza: Fica tranquila Lucy! Natsu adora crianças... Com certeza irá aceitar de bom grado... — Acalmou a amiga. Mesmo que Lucy ainda ansiosa e ao mesmo tempo com receio de dá essa notícia para ele. As três já estavam adentrando a guilda. Tudo normal como sempre, apesar que dessa vez não tem ninguém brigando.
Juvia: Ali está ele Lucy-san! — Juvia apontou para o rosado, comendo algo. Sentado em uma mesa junto com Wendy. Charle, Happy e Gray.
Erza: Nossa Juvia! achou o Natsu tão rápido com essa quantidade de gente toda... — Disse impressionada.
Juvia: É porque a primeira pessoa que a Juvia procurar é o Gray-sama, por sorte o Natsu-san estava perto dele... — Era possível ver corações nos olhos da Maga da Água.
Erza: Vai lá falar com ele agora Lucy! — Já empurrando a loira. Lucy ainda não estava preparada para dá a notícia — Natsu, a Lucy quer falar algo importante para você! — O rosado parou de comer e todos na mesa prestaram atenção no que a loira ia falar — Aposto que você vai adorar!
Natsu: Sério?! Conta logo Lucy! Estou empolgado! — Falou feliz com seu sorriso largo.
Happy: Ela emagreceu? — O Exceed não podia deixar de fazer uma piada com o peso da loira. Deixando a mesma muito irritada.
Lucy: Não é isso! — Cruzando os braços e fazendo bico.
Charle: Que falta de educação chamar uma Dama de gorda... — Repreendeu Happy que logo ficou calado por ter recebido uma bronca da sua Exceed querida.
Natsu: Vai Lucy! Conta logo! É o quê?
Gray: Quanto drama para falar algo... Diz logo ué? — Já se irritando com a demora.
Lucy: Bom... É que... — Gaguejando. Não ia conseguir falar. Queria sair correndo dali o mais rápido possível.
Erza: A Lucy tá grávida! Ela é a Terceira Grávida da Guilda! — Disse feliz, interrompendo a loira. Todos na mesa sorriram, mas o sorriso no rosto de Natsu desapareceu completamente. O Dragon Slayer ficou com um rosto sério. Lucy o olhou dos olhos e sussurrou para si mesmo "Desculpa". Sabia que ele não iria aceitar. De repente, Natsu explode de vez e bate com força na mesa, fazendo todo mundo da guilda olhar curioso. Até mesmo Erza se assustou com a reação do rosado.
Natsu: COMO ASSIM GRÁVIDA?! NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO! — Repetia "Não" várias vezes. Colocando as mãos na cabeça em desespero — EU NÃO QUERO ISSO
LUCY! — Natsu gritava, encarando Lucy a centímetros de distância. A loira já derramava lágrimas. Os membros não tinham reação. Não entendia porque Natsu estava tratando Lucy assim — VOCÊ É EGOÍSTA E SÓ PENSA EM VOCÊ! PARA MIM JÁ DEU LUCY! CHEGA! — Natsu sai correndo como louco para fora da guilda. Nem mesmo Erza teve tempo de pegá-lo e trazê-lo de volta. Toda atenção foi dada agora para Lucy que chorava desesperadamente, vendo seu amado sair pela guilda. Sua sensação era que ele jamais voltaria.
Lucy: Natsu... — Sua voz saiu fraca, mas Lucy conseguiu juntar forças para arriscar um último chamado por ele que saiu rasgando sua garganta, deixando claro o desespero que a loira sentia e ecoou pela guilda — NATSU!
CONTINUA...
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