A Magia Una
20 Pedido
Notas iniciais

Na guilda Fairy Tail
Após Natsu ter saído correndo da guilda, todos olharam para a loira sem entender o que havia acontecido. Se existia algo que aconteceu, somente Lucy deveria saber. Muitos se perguntaram o motivo da reação do rosado ser aquela. Cogitavam que eles poderiam estar brigados ou até mesmo separados, mas acabam por se lembrar que no dia anterior viram os dois aos beijos enquanto jantavam em uma das mesas da guilda. Eles não podia ter brigado de uma hora para outra. A loira continuava sentada. Gray a segurou pela mão e fez com que ela se sentasse em uma das cadeiras vizinhas à dele.
Gray: Juvia por favor... — Disse estendendo um copo vazio em direção a azulada. A mesma já entendeu o que ele queria, mas se recusou a princípio.
Juvia: Juvia não quer que Lucy-san beba parte da Juvia, só Gray-sama pode fazer isso... — Dando alguns passos para trás. Gray a olhou com cara feia.
Gray: Anda logo! — Disse sério. A maga não podia recusar um pedido do seu querido "Gray-sama". Estendeu a mão sobre o copo e fez com que água caísse dentro do objeto, preenchendo-o — Obrigado! — Disse e já oferecia o copo para Lucy — Toma isso, vai te acalmar... — Lucy não recusou. Bebeu a água, dando algumas pausas para os soluços, para evitar derramar o líquido e molhar a própria roupa. Erza ainda estava paralisada pelo ocorrido, se sentia culpada por ter contato tudo de uma só vez, talvez se contasse aos poucos... Mas odiava fazer rodeios.
Erza: Eu ainda não entendi essa reação do Natsu... — Comentou. Segurou no ombro de Lucy — Vou trazer ele para você — Antes que pudesse soltar a loira, Lucy a segurou pelo pulso.
Lucy: Não... Por favor... Deixa ele... Depois eu converso com ele... — Falou já se acalmando do choro. Colocou o copo em cima da mesa e enxugou as lágrimas.
Happy: Se quiser eu posso falar com ele Lucy... — Sugeriu o Exceed, indo em direção à loira andando sobre a mesa.
Lucy: Não precisa... Mas obrigada Happy... — Sorriu triste.
Mirajane: Eu sei o motivo da reação do Natsu! — Mira se pronunciou, saindo por de trás do balcão. Todos os membros a olharam. Como Mira sabia e talvez Lucy não?
Lucy: Mira, não precisa contar... — Já sabia do que Mirajane se referia, não queria que a albina contasse algo pessoal por causa deles dois.
Mirajane: Não Lucy! Eu vou contar... — Se aproximando mais da mesa onde a loira estava sentada — Acho que já é hora de todos saberem... — Sua expressão mudou para algo sério — Natsu teve aquela reação porque não quer ver a Lucy morrendo por ter um filho dele... — Todos ficaram confusos, com exceção de Lucy que apenas encarava o chão de modo triste — Vou explicar melhor... Quando Lisanna descobriu que estava grávida, a senhora Porlyusica confirmou que a Magia do Natsu estava afetando o corpo da Lisanna, superaquecendo o corpo dela...
Wendy: Mas por que a Magia do Natsu-san faria isso? — Disse confusa.
Mirajane: Magia de Dragon Slayer consiste em alterar as partes do corpo em partes de Dragão, acho que isso inclui o sangue e o DNA... Por isso que o corpo da Lisanna está superaquecendo... E talvez ela não resista na hora do parto... — Disse triste. Todos olharam com pânico. Mira desviou o olhar para o lado, com uma expressão tristonha.
Erza: E você deixou que ela levasse adiante essa gravidez? — Erza já ia em direção da Mira, mas antes que a Titânia fizesse algo, Mira se justifica.
Mirajane: Ela quis ter essa criança... Lisanna quer provar que terá essa criança e sobreviver, quer provar que é forte... Mas a gravidez dela é muito arriscada, ela muitas vezes fica com febre temporária, ainda tem vômitos e desmaios constantes... Por isso que ela não vem muito aqui na guilda ultimamente... — De fato, nesse mês que se passou, a presença de Lisanna na Fairy Tail era quase nula, era vista poucas vezes e sempre acompanhada por Bickslow.
Erza: Isso é besteira! Perder a vida para provar a própria força! Ela não pensa em como você irá se sentir? — A Titânia já estava se exaltando. Mira deixa escapar uma lágrima, sabia que Erza tinha razão, mas prometeu a irmã que a ajudaria. Não podia voltar atrás.
Gray: Erza... — Disse Gray para tentar conter a ruiva. Erza parte para cima de Mira e começa a balançar a albina, segurando-a pelos ombros.
Erza: Você chora? Por que não impediu sua irmã de fazer uma besteira dessa? Não vale apena se arriscar... — Gray se levantada e vai até Erza, segurando a Titânia pelo ombro.
Gray: Já parou para pensar no que a Mira está sentindo agora? — Perguntou olhando nos olhos de Erza. Essa por sua vez, encara Mira com pena, a albina já derramava várias lágrimas. O mesmo acontecia com Lucy, que chorava calada. Erza se acalma e solta Mira.
Mirajane: Foi uma escolha dela e tenho que respeitar... Só me resta ficar ao lado da minha irmã. Não é certo que ela morra, se ela ser forte consegue sobreviver, mas se caso ela venha à óbito, eu espero fazer esses últimos meses os melhores da vida dela... — Todos ficaram calados, como em um funeral. A tristeza de perder um Nakama abateu todos os membros nesse momento. Alguns membros já derramavam lágrimas. Principalmente Happy, que sentia uma dor no peito por saber que pode perder suas duas melhores amigas, ou mães, de uma só vez. E isso tudo por causa do seu melhor amigo. O exceed abraça Lucy e os dois choram abraçados.
Happy: Não quero perder você Lucy! — Disse aos prantos.
Lucy: Vai ficar tudo bem comigo, tá? — Disse no ouvido do Exceed, o acalmando-o.
Gray: Mas e a Lucy? — Todos desviaram olhares curiosos sobre a loira.
Lucy: Bom... No meu caso... A Porlyusica disse que minha gravidez será normal... — A confusão voltou a tomar forma na cara dos membros da guilda, matando o silêncio do local. Perguntas como "Como assim?" e "Por que com ela não acontece o mesmo?" eram ouvidos em meio ao barulho. Até mesmo Mira a olhou confusa — Ela disse que minha Magia e a do Natsu são compatíveis... A magia que está no meu sangue me protegeu...
Juvia: Magia de Espíritos Celestiais é hereditária? — Fez uma pergunta que estava na mente de quase todos os membros da guilda. Lucy acariciava Happy que estava em seu colo, ouvindo tudo atentamente.
Lucy: Bom... Eu sempre tive esse dom, levando em conta que minha mãe também era uma Maga de Espíritos Celestiais. Nunca tive ninguém para me ensinar essa magia diretamente, apenas aperfeiçoei lendo alguns livros... Mas desde pequena eu tinha resquícios de magia dentro de mim – Colocando a mão que possuía o símbolo da guilda em seu coração.
Charle: Isso faz sentido... — Colocando a pequena mão no queixo.
Erza: Pelo menos uma notícia boa, agora é só explicar isso para o Natsu... Aposto que ele ficará muito feliz! — Disse Erza colocando um sorriso na boca e com um olhar cheio de esperanças — Não se preocupe Lucy, vamos encontrá-lo para você! É uma ordem! — Já olhava ameaçadora para os membros, automaticamente todos entenderam o que aquilo significava e começaram a procura pelo rosado. Sem pensar duas vezes, alguns membros da guilda já saíam correndo e gritando pelo rosado, deixando a guilda praticamente vazia. Lucy ri com o medo que eles possuíam de Erza — Fico feliz que conseguir te fazer sorrir, mesmo sendo algo que era para colocar medo... — Mira se senta ao lado de Lucy. Ainda estava triste e com medo de perder sua irmã mais nova.
Lucy: Mira... Take Over também é uma Magia Hereditária, não é? — A albina sorri fraco.
Mirajane: Sim! Por isso que eu, Lisanna e Elfman temos o mesmo tipo de Magia, só altera a forma que ela se manifesta... Acredito que o que aconteceu é porque a Magia de vocês são compatíveis mesmo, pois quem ama nunca machucaria o próximo e a magia não mente... — De repente, Wendy que estava ao lado das duas entra em desespero.
Wendy: Como a Magia de Dragon Slayer altera nosso DNA, isso significa que estamos virando dragões aos poucos! Oh céus! — Diz dando voltas pela mesa e com as mãos na cabeça.
Charle: Acho que isso só acontece com interferência de um certo mago negro, esqueceu? — Com sua típica expressão de "Francamente...". Acalmando a pequena Dragon Slayer. Mira, Erza, Lucy, Happy, Gray e Juvia riram.
Lucy: Magia Compatível... Engraçado... Eu nunca fiz uma Unison Raid com o Natsu... — Comentou consigo mesma ao mesmo tempo em que tentava se lembrar se alguma vez isso aconteceu, de fato, não havia acontecido ainda. Como a magia deles seria compatível?
Erza: De qualquer forma, você precisa descansar Lucy, foi um dia muito cansativo para você! Vá dormir um pouco, quando encontrarmos o Natsu mandamos alguém te chamar...
Lucy: Certo... Obrigada pessoal...
...
Depois de ter partido em retirada, Gajeel não foi para a Fairy Tail, preferiu ir para seu cafofo. Droy e Jet seguiram para a guilda, vendo alguns membros procurando pelo Natsu, logo eles souberam do que estava acontecendo e decidiram ajudar na procura. Levy e Lily acompanharam o Dragon Slayer, Gajeel estava muito calado, não falava muito desde que partiram. Levy tinha um sentimento que a culpa da derrota dele era dela. Como agora eram namorados, precisava ficar ao lado dele nesse momento difícil. Gajeel entrou pela floresta e não demorou muito para que encontrasse seu lar. Era uma casa parecida com a de Natsu, tinha paredes pintada de preto, mas sua tintura já estava descascando, talvez devido o tempo que Gajeel ficou congelado em Tenroujimma. A porta era de madeira pura, bem grossa e forte. Na parte superior da porta havia uma caveira pendurada, dando um ar sombrio ao local. Parecia com uma casa típica de bruxas de contos de fadas. O Dragon Slayer adentrou o local, deixando a porta aberta para Levy e Lily entraram logo atrás dele. Após entrarem, Lily não pareceu surpreso, mas ao contrário do Exceed, Levy encarou tudo aquilo como algo surpreso e novo para ela.
Levy: Então é aqui que você mora? — Disse analisando todo ambiente. Gajeel havia entrado em um cômodo que era a cozinha. Da sala de onde Levy estada, só era possível enxergar três entradas, uma sem porta, que foi a que Gajeel entrou e era a cozinha, e mais duas portas, que era o banheiro e o quarto. Sempre teve muita curiosidade de saber onde seu namorado morava, mas ele nunca tocou em tal assunto.
Gajeel: Achou horrível não foi? — Perguntou voltando com dois copos de madeira na mão. Entregou um para Levy que aceitou de bom grado. Era um suco de frutas vermelhas que ele havia preparado.
Levy: Não... Achei a sua cara... — Riu. Gajeel apontou para o lado, revelando um sofá de cor roxo que a baixinha não havia notado. Levy entendeu o recado e se sentou.
Lily: Vou deixar vocês a sós! — Já saindo do local. Deixando o casal mais a vontade. Gajeel se sentou ao lado de Levy e não disse mais nada, nem mesmo tomava sua bebida.
Levy: Isso está uma delícia... — Elogiou a bebida, mas a verdadeira intenção era puxar algum assunto. Levy olhou triste para o namorado — Está chateado pela derrota?
Gajeel: Eu não perdi! — Disse seco — A guerra ainda nem começou... — Gajeel não a encarava, apenas olhava para frente.
Levy: Gajeel... Gajeel! — Chamou mais forte, fazendo o Dragão de Ferro encará-la — Prometa que não vai atrás daquele cara sozinho... — Não obteve resposta. O Dragon Slayer ficou calado e voltou a olhar para frente — Sabe que não pode derrotá-lo... — Foi o fim da picada para a paciência de Gajeel. O mesmo apertou o copo que estava em sua mão com força, fazendo o mesmo se quebrar e derramar o líquido no chão. Levy se assustou com a atitude e se encolheu no sofá.
Gajeel: Você me subestima demais! — Voltou a olhar para Levy, mas dessa vez com um olhar intenso, como se desejasse por sangue — Eu não lutei a sério com ele...
Levy: E você acha que ele lutou? Escuta aqui Gajeel... Ele só estava brincando com a gente! Ele praticamente se auto intitulou um Deus, se tivemos dificuldades em derrotar Demônios, imagine como seria para derrotarmos Deuses...
Gajeel: Foda-se! — Gritou e se levantou do sofá de repente — Para mim não importa se são Deuses ou Demônios... Eu vou acabar com qualquer um que mexer com minha garota! — Se fossem em circunstâncias normais, Levy estaria corada e dizendo que ele era romântico e o assunto se daria por encerrado ali, mas ela não era igual à Lucy, Levy era mais madura nesse quesito, apesar de também nunca ter namorado.
Levy: Só espero que você não morra tentando, porque eu não estou a fim de enterrar você! — Gajeel olhou feio para ela. É sério que ela o desafiava na sua própria casa?
Gajeel: De.Que.Lado.Você.Está? — Disse pausadamente, deixando claro todo seu rancor em cada palavra pronunciada.
Levy: Estou do seu lado e é por isso que não quero que você se arrisque! — Colocou o copo no chão e andou até o Dragon Slayer, ficando nas pontas dos pés e segurando o rosto do Dragon Slayer para que ele a encarasse — Eu te amo... E não suportaria ver você morrer... Eu morreria aos poucos... — Deixou escapar lágrimas. Queria muito que Gajeel não tentasse alguma loucura como enfrentar o Kazuo sozinho. Sabia que o nível dos dois era diferente, percebeu isso quando sentiu a aura daquele cara — Por favor... Me prometa... Me prometa que não irá atrás dele... — Gajeel encarava aqueles orbes castanhos. Eram lindos em sua visão. Não podia negar algo para sua baixinha.
Gajeel: Prometo... — Disse e logo colou os lábios. Carregando Levy pela cintura, a mesma ficou em uma posição mais alta que Gajeel, pela altura que ele a levantou, mas não temia porque sabia que ele não a deixaria cair. Levy apenas se apoiava nos ombros largos de Gajeel.
...
Dia seguinte.
Dois dias havia se passado desde que Natsu recebeu a notícia que Lucy estava grávida e durante esse período não foi visto nem vestígios do rosado. Logo no primeiro dia, Lucy pediu para seus companheiros pararem de procurar por ele, ela acreditava que uma hora ele apareceria. Mas agora se passou outro dia e a maga já começava a entrar em desespero. Começava a imaginar várias coisas, como talvez ele a abandonasse, ou ele poderia estar morto agora, ou ele poderia ter ido em uma missão sozinho e morrido por lá. São pensamentos negativos criados pelo desespero misturado com saudade e ansiedade de receber alguma notícia do amado. No primeiro dia, Levy soube o que havia ocorrido e foi visitá-la, colocando o papo em dia e falando também sobre sua tarde de amor com Gajeel, ressaltava em dizer que viraram a tarde e passaram a noite transando. Ria ao falar que o pobre Lily teve que encontrar outro local para dormir nesse dia e sempre falava no tamanho do membro do namorado, querendo até fazer comparações com o tamanho do "brinquedo" do Natsu. Conversas típicas de amigas pervertidas...
Com a presença de Levy, Lucy conseguiu se animar um pouco. Lucy ia bem cedo para guilda e era a última a ir embora, tudo para ter notícias de Natsu, mas infelizmente tudo que conseguia era voltar frustrada nesses dois dias. Mirajane também evitou em comentar com Lisanna que Lucy não tinha risco de vida em sua gravidez. Seria frustrante demais para albina ouvir isso e Mira não conseguiu coragem para contar isso. Como ficou ausente na guilda durante esse período, Lisanna não soube de nada, nem mesmo que Natsu havia desaparecido. Só estranhou ele não ter ido visitá-la durante esse período. O mesmo aconteceu com Bickslow, também estava por fora desse acontecimento, pois passava muito mais tempo com Lisanna do que na guilda.
Agora já era a madrugada do segundo dia, indo rumo ao terceiro dia do desaparecimento de Natsu. Lucy já não conseguia mais pregar os olhos, mesmo em companhia de Happy, Wendy e Charle que dormiam tranquilamente na cama da loira. Eles havia ficado com Lucy até tarde na guilda e terminaram indo para a casa da loira, pois Lucy não permitiu que Wendy e Charle fossem sozinha para Fairy Hills, terminou convidando elas para passar a noite com ela. A loira não pregava mais os olhos, sendo assim, talvez se caminhasse um pouco podia trazer seu sono de volta. Se levantou da cama com cuidado para não acordar seus visitantes, estava com seu pijama rosa. Calçou suas pantufas e saiu de seu apartamento, pensou em levar suas chaves e seu Fleuve d'étoiles, mas não achou necessário, não iria lutar, Magnólia sempre foi muito calma para acontecer algo com ela. Só daria uma volta pela cidade na madrugada até o sono resolver aparecer. No fundo de sua mente, Lucy acreditava que poderia esbarrar com Natsu ou encontrar ele se escondendo em alguma parte da cidade, esse foi o verdadeiro motivo de sair na madrugada. Ela sentia que o rosado estava perto.
Caminhava sem rumo pela cidade, apenas observando algumas luzes que ainda estava acesas, mas eram postes, porque as luzes de qualquer outra casa estavam apagas, denunciando que todos já dormiam. Sem perceber, seus pés a levaram para o Parque Portão do Sul, o mesmo em que Natsu marcou um encontro com ela uma vez somente para cavar um buraco. Essa lembrança fazia Lucy sorrir. Respirou fundo ao mesmo tempo em que uma leve brisa tocou em seu rosto, fazendo seus fios dourados voaram de acordo com o vento. Decidiu se sentar na parte superior das escadarias e assim fez. Olhava em volta para admirar a beleza que era a cidade, era rara as vezes que em que apreciava Magnolia, sempre indo em missões e aventuras com a sua guilda e quase nunca tinha essa oportunidade. Aquele local era perfeito para dá continuidade aos seus romances, com certeza voltaria mais vezes ali para escrevê-lo, apensar que sempre tinha vergonha se algum intrometido a perguntasse o que ela escrevia tanto. Suspirou e logo depois juntou seus olhos próximos ao corpo, colocando seus braços sobre eles e descansando o queixo sobre os braços. Fechou seus olhos, sentindo a brisa lhe tocar mais uma vez.
Lucy sentiu a presença de alguém atrás de si, levantou a cabeça rápido, mas antes que pudesse se virar para enxergar a figura, sentiu uma mão rígida, mas ao mesmo tempo terna segurá-la pelo ombro. Sentia o calor dele, tinha certeza que era ele ali. Sentia o cheiro e o jeito que a tocava não a deixava se confundi. Fechou os olhos, rezando para que não fosse coisa de sua mente ou algo parecido. Enfim, decidiu falar algo, queria escutar a voz dele. Os dois dias que passou sem Natsu pareciam dois anos. Foi torturante esperar por ele todo esse tempo e ficaria frustrada se fosse apenas uma miragem da sua mente.
Lucy: Onde você esteve? — Perguntou calma. Abrindo os olhos, mas ainda não se virou para contemplar o garoto atrás de si, tinha medo de virar e ele desaparecer como uma ilusão. Mas acreditava que sua mente apenas pregaria uma peça com seus sentidos de visão e tato, por decidiu perguntar algo para que pudesse ouvir a voz dele e ter a certeza que aquilo não era uma ilusão.
Natsu: Não está muito tarde para você andar por aqui? — Sua pergunta foi ignorada, mas de qualquer jeito Lucy ficou feliz, pois ele falou e com isso foi confirmado que aquele era mesmo seu dragão. Sorriu consigo mesma, mas ainda não daria o braço a torcer pela forma que o rosado tratou ela.
Lucy: Você sumiu por dois dias... Onde você esteve? — Perguntou novamente, agora finalmente se virou. Encarando o orbe castanho nublado do rosado. A expressão de Lucy era tristonha, só em lembrar do quanto sofreu nesse período doía seu peito. Natsu desviou o olhar e sentou-se ao lado de Lucy, encarando a árvore central do parque.
Natsu: Estava pela floresta pensando uma forma de encarar de frente mais um peso que você colocou em minhas costas... — Disse triste, ainda sem encarar a loira.
Lucy: Natsu...
Natsu: Porque Lucy? Porque engravidou de mim? Sabe como eu estou me sentindo? — Disse fazendo drama. Lucy nunca o vira daquele jeito e se continuasse assim, era capaz dela ver ele chorando.
Lucy: Você sabe pelo menos de onde vem as crianças para colocar a culpa toda em mim? — De fato, nunca nem imaginou isso, apenas negou — Pois é... Estou grávida porque nós fizemos amor... Então a culpa não é completamente minha... Quando um homem e a mulher fazem amor isso acontece. A mulher engravida quando o homem... — Procurou palavras para substituir as mais constrangedoras — Injeta aquele... líquido branco dentro dela...
Natsu: Você engravidou porque gozei dentro de você? — Disse simples. Lucy assentiu, mas se arrependeu profundamente por ter tentado explicar como se faziam os bebês. A loira subestimou um pouco o conhecimento de Natsu na área, o rosado apenas falou de modo mais simples. Deixando a loira completamente vermelha, não por ele ter sido mais direto, mas por ele expor um dos atos das relações sexuais entre eles de uma forma tão simples e inocente, mesmo esses dois estando sozinhos no parque. Lucy se perguntava como ele conhecia essa expressão? Então se lembrou das coisas que Gildarts deve ter ensinado a ele e isso possivelmente deve ter incluído masturbação. Lucy corou absurdamente ao se lembrar das inúmeras vezes em que ele tocou em seus seios ou ela caiu por cima dele pelada, com certeza com essas lembranças as noites de Natsu eram mais divertidas. Se repreendeu inúmeras vezes por ter percebido que ele não é tão inocente o quanto pensava que fosse — Isso só me fez me sentir ainda mais culpado... Não posso fazer amor com a mulher que amo porque posso matá-la como se estivesse envenenando ela... — Lamentou e suspirou forte. Lucy conseguiu entender o que Natsu lhe dissera, mas não podia ficar o tempo todo calada.
Lucy: Natsu... Deixe eu te explicar... — Disse colocando a mão no ombro do rapaz.
Natsu: Lucy! Você vai ter que tirar essa criança! — Disse tirando a mão da loira de seu ombro. Aquilo a deixou furiosa. Por que ele não quer entender o lado dela também? Natsu estava tirando conclusões precipitadas demais e não deixava Lucy falar, esse foi o principal motivo para a paciência da loira explodir.
Lucy: Cala boca e me ouça! — Gritou se levantando bruscamente. Natsu ficou assustado pela atitude repentina da garota, mas preferiu se manter em silêncio e escutar o que ela tinha a dizer — Eu não vou morrer...
Natsu: Como não? — Já ia questionando. Lisanna também disse a mesma coisa e sua saúde só piorava, Natsu queria acreditar que Lisanna sobreviveria, mas estava começando a se preocupar quando via a albina vomitar muitas vezes durante o dia e ficar pelando em febre constantemente. Se sentira o pior homem do mundo, aquele matou sua amiga de infância para sentir prazer. Antes que pudesse falar mais outra coisa, Lucy estica a palma da mão em sinal de "pare", dando sinal que ela ainda não havia concluindo. Natsu decide esperar Lucy continuar.
Lucy: A Porlyusica confirmou isso... — Natsu a olhou confuso e Lucy deu prosseguimento.
* FLASH BACK ON *
Lucy On
Eu, Juvia e Erza havíamos ido até o alfaiate Teceu para dá uma olhada no vestido de noiva da Erza, afinal, o casamento dela será daqui a poucos dias. Fico me perguntando o quanto a ruiva é apressada, só tem um mês que que recebeu o pedido e já preparou tudo, mas pensando melhor, no nosso mundo temos que viver nossas vidas ao máximo, pois não sabemos a hora em que não poderemos mais desfrutar desses acontecimentos. Voltando ao assunto, quando a Erza estava experimentando o vestido que ela havia levado para o senhor Teceu dá uns retoques, eu me sentir mal e coloquei todo café da manhã para fora, na verdade, isso estava acontecendo comigo já fazia uma semana, mas não queria preocupar você ou os outros, então só comentei com a Wendy, possivelmente era apenas alguma comida estragada que me fez mal. A Wendy aplicou magia de cura em mim, mas parece que não funcionou, pois continuei a vomitar. Preferir não comentar mais nada para a pequena azulada, não queria que ela se sentisse uma inútil por não ter conseguindo me curar de um simples enjoou, você sabe como ela é...
Na casa do senhor Teceu, após eu ter me sentido mal, Erza me disse que me levaria até a senhora Porlyusica para saber o que eu tenho de verdade, eu concordei. Apenas demoramos um pouco mais na casa do senhor Teceu, pois ele foi obrigado a deixar o vestido da Erza mais folgado, sendo que ele estava apertando a ruiva por causa da barriga dela que já estava saliente. Depois que saímos de lá, fomos direto para a casa da senhora Porlyusica, obviamente ela não queria nos atender, mas a Erza conseguiu convencê-la.
Erza: Por favor senhora Porlyusica... Eu acho que ela está com uma doença contagiosa... — Me assustei quando ela disse isso. Eu não estava com doença contagiosa, senão os outros membros já era para dá sinal de que estavam iguais ou pior que eu. Erza piscou para mim e eu entendi que ela estava blefando — Como acha que o Mestre irá se sentir em ver toda sua guilda morrendo aos poucos? — Acho que agora ela pegou pesado... — Você é a Consultora Médica da nossa guilda, sua função é essa e sem os membros não teria quem curar... — Entendo que a Erza tenha razão, mas ela tá pegando pesado demais, não me admiraria se a senhora Porlyusica saísse com uma vassoura e batesse em nós com ela. Erza se aproximou de mim e cochichou — Depois do que eu disse, aposto que ela irá nos atender... — Ficamos esperando por alguns segundos, até que a porta da velha casa se abriu.
Porlyusica: Entre... — Ouvimos a voz da senhora Porlyusica nos chamar, então eu, Juvia e Erza damos um passo à frente, mas... — Somente a pessoa doente... — Paramos, mas Erza fez sinal para eu seguir em frente.
Juvia: Esperaremos aqui Lucy-san...
Lucy: Certo! — Sorri para elas e entrei na sua casa na árvore. Era uma casa simples, parecia que só havia um cômodo. Nele havia um tapete no centro da sala, com bordas vermelhas e uma coloração esverdeada no centro, era um tapete de forma oval. As paredes era composto por imensas raízes, algo óbvio para uma casa construída dentro de uma enorme árvore. Havia uma cama e várias estantes com inúmeros fracos e livros, provavelmente eram as poções que ela fazia. A senhora Porlyusica estava em uma cadeira sentada próximo a cama, me olhava com desgosto, até porque, ela odiava humanos.
Porlyusica: Deite-se — Disse apontando para a cama, sem questionar eu a obedeci. Me deitei na cama e esperei que ela fosse me examinar, mas ela nem sequer levantou da cadeira, porém me fez uma pergunta — O que você está sentindo? — Parecia que eu estava em um consultório médico, deitado e apenas falando o que eu sentia. Tentei me lembrar do que eu senti durante esses dias.
Lucy: Bom... Eu estou tendo frequentes enjoos e as vezes fico tonta... — Eu estava deitado com os seios virados para cima e as mãos na barriga, uma por cima da outra. Senhora Porlyusica me olhou de cima para baixo e me fez outra pergunta que fez ficar completamente corada.
Porlyusica: Já faz sexo? — Eu olhei a assustada para ela e me ajeitei na cama, deixando claro o meu desconforto. Ela me olhou com desdém e completou — Não me olhe como se eu fosse uma pervertida, só quero saber se já faz isso porque faz parte da análise — Esbravejou e socou minha cabeça, bem na superfície. Aquilo doeu muito, apesar de velhinha, ela tinha uma mão muito pesada — E então? Vai responder ou não? — Era fácil falar 'Sim' ou 'Não', mas o que me impedia de pronunciar apenas três letras era o que poderia vir a seguir. Se eu falasse "Sim", poderia ser chamada de vadia ou coisa pior. Se eu falasse "Não", poderia ser chamada de virgem, bom, se bem que eu não era mais virgem. No entanto, eu decidir confiar na senhora Porlyusica e dizer a verdade, até porque ela estava ali para me ajudar e se eu mentisse poderia ser que ela me diagnosticasse com algo errado. Então, mesmo envergonhada, eu já falei.
Lucy: S-Sim... — Ela me olhou com nojo e repreendi por ter dito a verdade, mas agora já falei, não adianta chorar pelo leite derramado.
Porlyusica: Esses jovens de hoje... — Disse se levantando da cadeira e negando com a cabeça. Foi até uma das estantes e trouxe um pote que continha um líquido transparente, talvez fosse apenas água e um frasco de vidro, que cabia inteiramente na palma de uma mão de uma criança de 2 anos de idade — Vou fazer apenas um teste com você — Eu assenti e ela derramou no pote com o líquido que parecia água o que havia dentro do frasco, demorou um pouco até cair, comprovando que o frasco estava quase vazio ou dentro dele seria alguma substância um pouco mais densa. Como esperado, de dentro do frasco caiu uma gosma também transparente e logo se fundiu à "Água" do pote. Senhora Porlyusica balançou um pouco o pote e o líquido não teve diferença, pois a gosma parecia ter se misturado com ele — Despeje alguma secreção sua aqui dentro e depois me chame, estarei no meu quarto porque tenho nojo de secreções humanas — Ela me entregou o pote e saiu, entrando por uma abertura que estava tampada por uma cortina vermelha e eu não havia observado.
Encarei aquele líquido por uns segundos, não entendia exatamente o que aconteceria quando eu despejasse secreção naquele pote. E se aquele líquido explodisse na minha cara? É melhor nem pensar nisso. Tinha que fazer, pois a senhora Porlyusica não tinha todo tempo do mundo. Então, como ela pediu, cuspir dentro do pote e esperei o que aconteceria, não demorou muito quando a água começou a mudar de cor, ficando completamente vermelha, como se eu estivesse jogado uma gota de tinta de mesma cor dentro dela. Achei interessante essa reação, mas mesmo assim continuei sem entender, então decidir chama e senhora Porlyusica para que ela me explicasse.
Lucy: Senhora Porlyusica? Já fiz o que me pediu... — Não demorou para que ela saísse por detrás da cortina e andasse até mim — E então? O que eu tenho?
Porlyusica: Você está grávida — Disse sem rodeios e eu me assustei, a princípio não entendi direito ou talvez não acreditasse naquele minuto, mas depois a ficha foi caindo e me lembrei das várias noites de amor que fiz com você, Natsu — Esses jovens de hoje só pensam em besteiras... — Resmungou.
Eu não sabia direito como reagir, se estava alegre ou triste. Também fiquei com medo da sua reação, Natsu. Mas uma onda de tristeza veio até mim quando eu me lembrei da gravidez de risco da Lisanna, pois eu temia que acontecesse o mesmo comigo e saberia que você jamais iria aceitar me ver sofrendo e depois morrer após ter um filho seu e o pior é que a Lisanna também passaria pela mesma situação. Seriam dois fardos para você carregar, dois pesos na consciência. Pelo que me lembrei, foi a senhora Porlyusica que diagnosticou a Lisanna como grávida também, então decidir perguntar a ela se havia alguma esperança de minha gravidez não ser arriscada, pois também não queria tirar meu primeiro filho com Natsu.
Lucy: Eu vou morrer? — Perguntou já sentindo lágrimas nos olhos. Eu tinha muito medo disso acontecer, não sabia se seria tão forte quanto a Lisanna para suportar tudo isso. Senhora Porlyusica olhou para mim com desdém, ela sempre fazia isso.
Porlyusica: Por que você morreria?
Lucy: Não sei se a Senhora lembra da Lisanna, a irmã da Mirajane. A senhora disse que a gravidez dela seria de risco por causa da magia do pai da criança... — Seria constrangedor falar que você engravidou duas mulheres, mais tinha que dizer — O filho que espero é dele também, então queria saber de irei ter uma gravidez arriscada... — Senhora Porlyusica me olhou com nojo misturado com horror. Aposto que ela está tendo muitos pensamentos me chamando de vadia ou coisa pior, ainda bem que não tenho a magia do Warren e não preciso ler a mente dela.
Porlyusica: Quanta perversão... Aquela guilda virou o quê agora? Uma grande casa onde todos fazem sexo ao mesmo tempo? Me dá nojo só em imaginar secreções humanas por toda parte... — Seria cômico se não fosse trágico ver a senhora Porlyusica falando aquilo, até parece que ela tem tanto nojo assim, pelo que fiquei sabendo o mestre já teve um caso com ela, então onde ela colocava as secreções dele? Eca! Não quero nem imaginar esses dois se quer se beijando. Poderia até ri naquele momento, mas minha animação está abaixo de zero. Nem mesmo com esse tipo de pensamento conseguir dá um riso, mesmo que falso. Estava preocupada com outras coisas... Senhora Porlyusica suspirou forte e completou — Não sei ainda se você terá gravidez de risco... — Pegou o pote de minha mão e caminhou até uma vaso com uma planta estranha, a planta era pequena, cabendo sem dificuldade em uma pequena mesa. Possuía apenas uma flor, parecia uma rosa fechada de coloração branca — Darei sua secreção para a planta "Periculo Graviditatis" e ela me dirá seu tempo de vida... — Então aquele é nome daquela planta estranha. Senhora Porlyusica regou a planta com o água que havia sido tingida de vermelho e aguardou por alguns segundos. De repente, a flor começa a florescer, se mostrando uma flor que mais parecia um Girassol do que uma rosa, ficando complemente aberta. Senhora Porlyusica disparou um olhar surpreso e talvez curioso, como se esperasse que mais algo aconteceria, mas nada aconteceu — Estranho... — Disse para si mesmo, mas eu escutei.
Lucy: O que foi? — Já estava curiosa, então me levantei da cama e fui até o local onde a planta estava, ficando ao lado da senhora Porlyusica.
Porlyusica: Quando fiz esse teste na garota de antes, a Periculo Graviditatis começou a apodrecer e depois sair fumaça de seu caule, após se passarem 7 minutos, ela ficou envolta em pequenas chamas e virou pó... — A garota provavelmente era a Lisanna. Senhora Porlyusica disse com um ar pensativo — ... Nunca havia acontecido isso antes quando eu fazia o teste para saber se a gravidez é de risco ou não... A flor apenas se mantinha no seu estado apodrecido — Falava como se eu não estivesse ao seu lado, era como se ela falasse para si mesma. Seus olhos não desviavam da flor que ficava cada vez mais aberta e brilhante.
Lucy: Certo, mas eu vou ter uma gravidez de risco ou não? — A senhora Porlyusica pareceu perceber minha presença.
Porlyusica: Claro que não... — Confesso que me senti aliviada com isso, significa que você pode ter um filho meu — Só é confirmado se a gravidez é de risco quando a Periculo Graviditatis apodrece depois de alguns minutos, mas no caso da garota que veio antes, a planta superaqueceu e virou pó, tudo isso em exatos 7 minutos...
Lucy: O tempo que aconteceu isso interfere em algo? — Fiquei curiosa, pois a senhora Porlyusica sempre destacava o tempo, por fim, minha teoria estava certa.
Porlyusica: Sim... O tempo em que a Periculo Graviditatis fica no seu estado florescido até apodrecer é a quantidade de meses que você ficará em gestação... Se ficar florescida por 7 minutos, então a grávida ficará em gestação por 7 meses... — Então a Lisanna só teria 7 meses de vida... — Agora saia daqui! Já disse o que você tem, é só um efeito de muita safadeza! — Disse irritada, com certeza a senhora Porlyusica precisa de um marido urgente!
Lucy: Por favor, me deixa ver por quanto tempo ficarei grávida! — Implorei. Entrelaçando os dedos como se fosse rezar.
Porlyusica: Não seja tola, essa flor só mostra o período de gestação se a grávida tiver complicações. Quando a gravidez é normal, a Periculo Gravitatis apenas floresce sem morrer. Somente assim que essa espécie floresce, por isso que é rara!
Lucy: Entendi... — Confesso que fiquei um pouco desapontada, eu realmente teria que esperar até o momento em que teria a criança para saber por quanto meses fiquei grávida, mas isso não teria tanta importância depois. Eu teria que ficar ansiosa até o momento certo, provavelmente eu ficarei 9 meses em gestação. Espero que você me ajude muito nesse período, mas você também tem a Lisanna para cuidar, então vou permitir que dê prioridade a ela, pois a gravidez dela é perigosa e ela só terá 7 meses de vida, acho justo que a Lisanna seja cuidada todos esses meses por uma pessoa que indiretamente irá matá-la e talvez você se sinta menos culpado, Natsu — Mas porque eu não vou sofrer o mesmo efeito que a Lisanna? — Essa pergunta foi a primeira que veio em minha mente, mas só tive oportunidade de fazê-la agora.
Porlyusica: Provavelmente por causa de sua Magia... — Disse simples.
Lucy: Magia de Espíritos Celestiais?
Porlyusica: Já ouviu dizer que a Magia vem do amor? — Eu assenti para ela — Quando duas pessoas se amam, tudo nelas viram um, tudo fica compatível um com o outro! Suas almas, seus cheiros e até suas magias! Então sua magia é compatível com a dele! Outro motivo é que Magia de Espíritos Celestiais hereditária que está no seu sangue provavelmente a protegeu da Magia de Dragon Slayer dele, aliás, essa magia de matar dragões também passa de pai para filho, mas isso é raro, só acontece no caso de 1 entre 10 Dragon Slayers, pois é uma magia que altera o DNA humano para o DNA dragão... — Agora tudo fazia sentido. Claro que existe uma explicação científica para tal coisa, mas a que mais me agradou foi a explicação referente ao amor. A Magia não mente, o que significa que meu amor por você é puramente verdadeiro.
Lucy: Mas por que a Magia da Lisanna não protegeu ela?
Porlyusica: Porque a Magia dela não é compatível com a dele... Se um Dragon Slayer fizer sexo com outra pessoa que não ele não ame, a sua própria Magia irá matar essa pessoa se ela engravidar dele, só não acontece isso se eles se amarem e magia se tornar Uma, pois ela vem do Amor! — Agora tudo faz sentido. Era isso que minha mãe queria dizer sobre a Magia Una. Agora eu entendi.
Lucy: Obrigado Senhora Porlyusica, agora vou indo... — Arrumei meus cabelos e ajeitei minhas roupas, depois dei de ombros pronta para ir embora, mas um brilho forte chamou a minha atenção e a da Porlyusica. Nós duas olhamos para trás e vimos a flor brilhar de uma forma tão intensa que parecia uma pequena Lua. Era um brilho platinado que realmente lembrava a Lua. Fiquem encantada com isso, porém a senhora Porlyusica olhou assustada para a planta. Será que irá acontecer algo errado?
Porlyusica: Estranho... Nunca vi ela reagindo assim... — Senhora Porlyusica olhou para o relógio em sua parede — 9 minutos... — Após ela brilhar intensamente, a flor explodiu, foi uma pequena explosão de luz platinada que não saiu da mesa, era como se explodisse a Lua e ela se dividisse em várias estrelas e depois desaparecesse. Não sobrou nada da planta, somente o jarro vazio em que ela estava.
Lucy: O que foi isso? — Perguntei assustada. Apesar da pequena explosão ter sido pequena, o que me assustou foi a senhora Porlyusica dizer que isso nunca havia acontecido. Será que algo bom ou ruim para o meu filho?
Porlyusica: Eu não sei... — Disse tentando disfarçar o medo em seus olhos, acredito que ela realmente não sabia do que se tratava — Agora saia daqui! Já enjoei do seu cheiro de humana! — De uma hora para outra a senhora Porlyusica já estava em cima de mim, me empurrando para fora da casa dela.
Lucy Off
* FLASH BACK OFF *
Lucy: Depois disso eu contei para Erza e Juvia que estava grávida, mas ocultei meu medo que eu tinha caso fosse uma gravidez de risco... — A loira contava tudo olhando nos olhos de Natsu. O mesmo estava com seus olhos arregalados, surpreso por toda história — Por isso que não vou morrer Natsu, minha magia me protegeu e é compatível com a sua... Nosso amor nos faz Um! — Natsu parecia pensar, estava perdido em devaneios.
Natsu: Bom... Eu... — O rosado puxa Lucy e envolve em seus braços, lhe dando um abraço muito apertado que há dois dias queria tanto dá — Eu sinto muito... Por ter te tradado daquela forma e por ter sumido todo esse tempo... Eu tive medo... Medo de ver você sofrer por minha causa... — A loira retribui o abraço, relaxando o rosto no ombro do namorado e sentindo o calor que ele emanava.
Lucy: Tudo bem... Agora tudo estará resolvido... — Ficaram naquela posição por alguns longos minutos. Um sentido o cheiro e o calor do outro. Até que Natsu sussurra no ouvido da loira.
Natsu: Durante os dias que fiquei fora, eu estive pensando em algo que ia fazer caso você corresse risco de vida... — Lucy apenas escutava atentamente. Sua voz saia rouca e dava leves arrepios na loira quando seu hálito quente tocava na sensibilidade de suas orelhas — Só que você não vai mais morrer... Mesmo assim eu vou seguir em frente com isso... — Lucy estava começando a se assustar. Onde ele iria chegar com essa conversa? — Por isso vou te fazer esse pedido... Luce... — Natsu apertou a loira ainda mais contra seu corpo e respirou fundo — Casa comigo?
CONTINUA...
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