A Magia Una
6 Segredo
Notas iniciais

Lucy: "Ele é gay? Não é possível!" — Falou horrorizada com as pessoas que viu. Ao direcionar o olhar para onde Erza e Cana fitaram, viu em uma parte mais afastada de todos e debaixo de uma das cerejeiras, Gray e Max discutindo por algo — "O Gray? Tem relação com Max? Como assim? Será que é por isso que ele não dá uma chance a Juvia? Meu Deus! Juvia vai ficar frustrada..." — Pensou Lucy, mas a maga celestial continuou quieta em seu lugar, Erza e Cana não havia percebido sua presença ali. Cana estava sentada em uma mesa e Erza na cadeira próxima a essa mesa. Lucy estava na frente das duas, porém as mulheres pareciam não ter percebido ela ali ou achavam que ela não estava escutando. Para ouvi melhor, Lucy fechou os olhos e se concentrou.
Cana: Erza, temos que fazer algo, senão ele vai terminar se assumindo de vez... — Sugeriu Cana e logo depois deu um gole na sua cerveja. Erza pareceu pensar um pouco. Lucy olhou os dois homens novamente, Gray parecia estressado, não dava para ouvir a conversa entre eles, apenas dava para perceber pelos movimentos bruscos que estavam em uma discussão. Gray segurava Max pela gola da camisa e o outro tentava se soltar.
Erza: NATSU! VEM CÁ AGORA! — Erza gritou o rosado que se encontrava em uma roda dançando com Mira, Lisanna, Happy, Elfman e Evergreen. Ao ouvi a voz da ruiva, Natsu engoliu seco e foi o mais rápido que pode, sem questionar — Olha para aquilo... — Erza apontou para os meninos, Natsu olhou sem entender a principio — Quero que você impeça Gray de fazer alguma besteira, procure briga com ele... — Ordenou Erza — Senão ele vai termina revelando aquilo...
Lucy: "Natsu sabe!" — Lucy ficou impressionada.
Natsu: Mas você vai nos bater depois não é? — Perguntou Natsu com uma cara que não estava gostando do rumo que isso ia tomar.
Erza: Não se preocupe... Bato mais forte nele do que em você! — Disse simples — Anda Logo!
Natsu: Tá, tá... Já estou indo! — Suspirou e correu na direção dos garotos.
Cana: Acha que vai funcionar?
Erza: Sempre funcionou... — Natsu estava se aproximando e começou a escutar parte da conversa deles.
Max: Nós combinamos que não iríamos contar para ninguém... Mas você foi e contou para Juvia! — Acusou Max. O mesmo estava sendo segurado pela gola por Gray.
Gray: Como é que é? Eu já falei que não contei! – Gray negou, já estava bem estressado e apertando Max cada vez mais.
Max: Ela me olhou com uma cara estranha... — Gray suspirou para conter a raiva.
Gray: "Porque Juvia fez isso? Antes eu não tivesse contato nada para ela." — Pensou o moreno.
Max: Gray! Se você contou, eu falo para todo mundo da guilda que você é apaixonado pelo... — Max foi interrompido por Gray.
Gray: Merda! Já falei que não contei! — Gray ia desferir um soco em Max, mas Natsu passou correndo por ele e tombou no ombro, fazendo com que o moreno soltasse o mago da areia e fizesse-o cair sentando no chão — Não olha por onde anda não, Idiota?! — Já estava encarando Natsu, os dois com as testas coladas.
Natsu: O que foi? Príncipe das Cuecas Congeladas. Você é feito de areia?! — Respondeu Natsu falando de forma irônica.
Gray: Não estou com paciência para você olhos puxados! — Gritou Gray já cerrando os punhos. Max, que estava sentando no chão, se arrastou até se afastar dos dois, depois que se afastou o suficiente, saiu correndo daquele lugar.
Erza: É agora que eu entro em cena! — Erza falou já se levantando e indo na direção dos garotos. Lucy observava tudo calada e impressionada com o que ouvia. Então era tudo uma farsa?
Natsu: Vem pra dentro Gray! — Provocou Natsu.
Gray: Nem precisa pedir idiota! — Revidou Gray e logo os dois começarem a rolar no chão como crianças brigando, a briga chamou a atenção de todos da guilda e os membros começaram a rir, com exceção da Lucy que estava perdida em seus devaneios.
Lucy: "Ele não parece que é... Quem será que ele é apaixonado?!" — Se perguntava — "Se ele for qual o problema? Confesso que fiquei chocada, mas minha amizade com ele não vai diminuir em nada, mas porque Cana e Erza não querem que ele assuma? Qual o problema em ele ser gay?" — Lucy cogitava tudo o que ouviu — "Será que gays não são aceitos na guilda? Mas peraí! E a Fairy Tail que não tem discriminação com seus membros? Se isso for verdade eu ficarei muito decepcionada com a guilda!" — Lucy entristeceu ao pensar dessa forma, a Fairy Tail não podia ser tão preconceituosa assim, ou podia? Lucy olhou novamente para onde a confusão havia se formado e viu Erza batendo nos dois. Sorriu triste com isso, pelo menos haviam voltado ao normal, pelo menos temporariamente.
Lucy voltou a olhar a cerejeira, agora as luzes eram um pouco mais fracas se comparada a antes. Suas mãos se apoiaram novamente o chão e ali ela ficou sentada. O que ouviu não saia de sua cabeça, não o fato do Gray ser supostamente Gay, mas pelo fato do pessoal da Fairy Tail tentar esconder isso, pensou em perguntar a Natsu, mas como faria isso? Ele poderia achar que ela estava ouvindo a conversa escondida, como na verdade a conversa foi até ela. Suspirou novamente, não podia perguntar ao Natsu, preferiu deixar isso de lado, pelo menos por enquanto. Lucy estava distraída em seus pensamentos e não percebeu quando outra mão tocou a sua, depois de um tempo percebeu que alguém alisava sua mão que estava apoiando o corpo dela no chão, sentiu alguém se sentando ao seu lado.
Lucy: Natsu... — Falou e olhou para o lado para ver a pessoa, mas ficou decepcionada e ao mesmo tempo surpresa com quem estava fazendo isso — Ah... É você... — Falou meio triste e recolheu sua mão.
Loke: Calma Lucy-san, não precisava me xingar... — Falou brincando.
Lucy: Porque está aqui? — Perguntou desconfiada.
Loke: Oras... É uma linda noite, não é? — Lucy assentiu em concordância — E também eu sou um membro da guilda, então eu também tenho direito a folgas! — Falou com um sorriso galanteador na boca. Logo depois ficou sério — E... Eu gostaria de te pedir uma coisa... — Falou em tom sério, fazendo Lucy olhar para ele confusa — Aproveitando que estamos aqui, diante dessa Cerejeira linda com folhas de Arco-íris, eu gostaria de te pedir... — Fez uma pausa de suspense — Quer casar comigo?! — Já foi pedindo e tentando beijar a loira, mas Lucy se afastando e colocou a mão no rosto do rapaz tentando empurrá-lo.
Lucy: Você pulou o noivado! — Falou enquanto tentava empurrar o rosto de Loke que insistia em avançar.
Loke: Então quer ser minha noiva! — Falou indo cada vez mais para cima. Lucy terminou caindo deitada na grama e Loke ficou por cima dela — Agora você está indefesa... — Falou o espírito celestial e logo começou a fazer cócegas em Lucy, a loira ria escandalosamente, enquanto Loke fazia cócegas em tordo corpo, alternando entre a barriga, pernas e pés. De longe, Natsu via aquela cena, mas com uma cara não tão agradável. Depois que apanhou de Erza, o rosado decidiu se sentar na mesma cadeira onde Erza estava antes, Cana ainda estava na mesa.
Cana: Você gostaria de beber Natsu? — Ofereceu a mulher — Nunca vi você bebendo, será que é porque é menor de idade? — Provocou sem intenções. Natsu se sentiu revoltado com a provocação de Cana, mas no fundo estava irritado pela proximidade de Loke e Lucy. Desviou o olhar para mulher sentada na mesa.
Natsu: Eu não sou criança... Vou mostrar pra você — Disse se levantando da cadeira.
Cana: Então eu quero ver, vou te dá essa bebida especial... — Pegou uma das garrafas que estava na mesma mesa em que estava sentada — Se chama "Garganta de Dragão", tem esse nome porque arde tanto que parece que sua garganta está pegando fogo, nem eu consigo beber a garrafa toda! — Desafiou o Dragon Slayer. Natsu riu de canto.
Natsu: Isso não é nada para quem come fogo! — Pegou a garrafa da mão de Cana e abriu. O cheiro forte da bebida logo tomou as narinas do mago que em resposta fez uma careta — É forte... — Comentou e olhou novamente para onde Lucy estava e viu ela e Loke sentados em frente da Cerejeira, o brilho da Cerejeira já estava ficando menos intenso, logo ela voltaria ao normal. Natsu cuspiu no chão, expressando todo seu nojo por aqueles dois. Logo, o rapaz apertou o nariz para não sentir muito daquele odor, pois já estava ficando tonto e em um ato desesperado para tirar esse sentimento que fazia doer o seu coração, virou de uma só vez a garrafa cheia, bebendo todo aquele líquido, a princípio estranhou, pois nunca bebeu aquilo, mas como havia dito antes, não sentiu arder sua garganta, apenas fez uma careta por conta do gosto meio amargo. Cana arregalou os olhos com o ato do garoto.
Cana: Vai com calma Natsu! — Alertou. Em poucos segundos a garrafa já se encontrava vazia.
Natsu: Viu que aguentei! — Se vangloriou, limpando a boca com o cachecol — Tem mais? — Ficou um pouco tonto, mas sentiu uma ótima sensação dentro de si que aliviada a dor no coração que sentia. Olhou de novo para Lucy e Loke, que ainda não haviam percebido o que estava acontecendo ali perto, e novamente fez uma cara de nojo — Preciso de mais, Cana! — Exigiu, a morena ficou perplexa. A sensação que sentiu depois que tomou aquela bebida foi tão boa, que achou que bebendo novamente poderia esquercer a dor que sentia em seu coração. Como assim Natsu já ficou viciado igual a ela? Foi o que Cana pensou.
Cana: Não tenho mais essa bebida, é uma bebida rara e você bebeu tudo — Lamentou tanto irritada por ter perdido uma de suas melhores bebidas, quanto impressionada com o garoto.
Natsu: Tem mais o que aí? — Natsu deu um passo para frente para ir até a mesa, mas suas pernas ficaram bambas e logo ele sentiu uma tontura, parou na mesma hora e tentou fixar o olhar no chão, mas enxergava tudo girando — Nossa... — Nunca sentiu essa sensação antes, ficou surpreso — Me dá mais Cana! — Pediu já um pouco mais agressivo.
Cana: Tudo bem, tudo bem! Mas não me responsabilizo quando você subir na mesa e ficar dançando Tango... — Falou irônica, o rosado apenas estalou a língua. Logo Cana lhe entregou mais uma bebida, não era a mesma, mas também era uma cachaça forte — Beba devagar... — Avisou. O rosado riu do aviso da mulher e novamente virou tudo na boca, dessa vez sem tampar o nariz.
Ali perto, Lucy conversava com Loke sobre várias coisas do mundo dos espíritos celestiais, a loira sabia que Loke estava apenas brincando quando a pediu em casamento, afinal, ela é dona dele, ou melhor, ela é amiga dele.
Lucy: Isso é tão lindo, poderia acontecer todos os dias, não é? — Perguntou se referindo a Cerejeira. Os dois já estavam sentados um ao lado do outro.
Loke: Realmente... Fiquei sabendo que no último Hanami o Natsu arrancou essa árvore só para você vê — Comentou com um riso no rosto. Lucy corou na hora.
Lucy: Bem... Errh... Foi... — Ficou sem graça.
Loke: Não precisa corar... — Riu — Porque não fala com ele? — Lucy ficou confusa com a pergunta, Loke percebeu e voltou a completar — Com o Natsu... Porque não fala sobre seus sentimentos para ele? — Lucy corou ainda mais, com certeza sua cara já estava completamente vermelha, até os cabelos de Erza invejariam a cor do rosto da loira.
Lucy: Q-Que sentimentos? — Se fez de desentendida.
Loke: Bom... Eu entendo que você fique com vergonha, mas acho que você já deve ter percebido não é? E é bom você agir logo, você parece não ser a única garota a gostar dele... — Loke se levantou — Quando estiver com vontade de conversar é só me chamar! — Fez uma cara triste — É lamentável eu ser trocado por ele... — Falou brincando e andou para onde estava Gray, Juvia, Erza, Wendy e Charle sentados em outra mesa. Lucy suspirou ao ver o espírito se afastar. Lucy procurou por Natsu, mas o rosado já não estava mais ali por perto. Levantou-se e foi atrás de Loke — Pessoal! Vocês viram o Natsu? — Perguntou ao chegar perto do grupo.
Happy: Realmente, não vejo o Natsu desde que apanhou da Erza! — Falou Happy comendo seu peixe.
Erza: Provavelmente ele deve ter voltado para guilda!
Wendy: Eu vi o Natsu-san e Cana-san indo embora... — Lucy estranhou esse comportamento de Natsu, afinal, ele não era de ir embora sem se despedir, pelo menos dela. Decidiu ficar mais um pouco com o pessoal, também para não dá muito na cara que queria ir atrás dele.
Happy: Eu vou na guilda para conferir... — Se ofereceu Happy, vendo que Lucy estava preocupada.
Lucy: Obrigada Happy!
...
Na guilda Fairy Tail
Lisanna: Como assim bêbado Cana? — Perguntou Lisanna indignada pelo estado que seu amigo havia chegado à guilda. Cana estava servindo de apoio para Natsu.
Natsu: E-Eu não tô bêbado... — Falou mole e enrolado, estava nítido que ele não se aguentava em pé. Cana andou com Natsu até uma das cadeiras da guilda e ajudou o jovem a se sentar.
Cana: Isso é o que acontece quando bebe cinco garrafas de cachaça de uma só vez... — Comentou com um sorriso sacana — Queria me desafiar...
Lisanna: CINCO?! Cana você está louca? — Lisanna ficou impressionada com a quantidade de garrafas que o rosado conseguiu beber, nunca na vida pensou em ver Natsu naquele estado.
Mirajane: Alguém precisa levá-lo para casa, acho que amanhã ele tá melhor — Mira olhou com pena pelo estado deplorável de Natsu. O mesmo se encontrava com cara apoiada na mesa e corpo curvado.
Cana: Nem sei onde é a casa dele... — Falou Cana já se sentando no balcão da guilda.
Lisanna: Tudo bem! Eu o levo... — Lisanna se ofereceu — Vamos Natsu! — O rosado fez birra para sair dali, pois já estava praticamente dormindo, mas Lisanna foi persistente, passou o braço de Natsu por de trás do pescoço e ajudou o rapaz a se levantar.
...
Já tinha se passado alguns minutos que Happy foi à guilda. Ainda no local da festa, Lucy estava sentada em uma mesa junto com Erza, a mesma está aflita e com o pensamento nas nuvens, pensava onde Natsu havia se metido e pior, Lisanna também não estava lá. Perguntou pela albina como se quisesse nada, recebeu a informação que Lisanna e Mirajane haviam voltado para guilda para levar os pratos sujos de comida que pessoal já havia devorado. Pelo menos sabia onde Lisanna estava e assim não precisava se preocupar. Ao avistar o gato azul voando em sua direção, despertou de seus pensamentos.
Lucy: Conseguiu achar o Natsu, Happy? — Perguntou preocupada.
Happy: Aye! Natsu está completamente bêbado, Lisanna levou ele para casa agora! — Falou animado. Mas o coração de Lucy se quebrou em mil pedaços. Como assim é ela que vai cuidar dele? E pior, sentiu raiva de si mesmo por ter demorado tanto para falar de seus sentimentos para o rosado, mesmo que ele não entendesse.
CONTINUA...
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