A Magia Una
49 Profecia
Notas iniciais

Após enviarem Ustan praticamente para o espaço, os olhos do casal voltam ao normal, recuperando suas pupilas. Natsu fica impressionado com o que havia acontecido, mas não perde muito tempo para tentar pensar, pois o teto termina por desabar bem em cima do casal. Com grande reflexo que possui, Natsu carrega Lucy como uma princesa em seus braços e corre, mesmo com seu corpo dolorido por causa da luta contra Ustan, mas precisava ignorar essa dor se quisesse salvar sua amada e a si mesmo. Por sorte, o desabamento não atinge o casal, mas outros desmoronamentos começam a acontecer. Natsu passa correndo pelo corredor que liga o Panteão da Preguiça para a Mansão de Creta, apesar da situação, dentro daquele corredor era o local mais calmo de toda destruição.
Natsu: O que foi aquilo?! — Perguntando sobre o Unison Raid que acabara de fazer. Ainda assim, o rosado continuava atento.
Lucy: Sr. Porlyusica uma vez me disse que nossas magias eram compatíveis, então eu achei que podia fazer uma Unison Raid com você, até porque, nossos sentimentos estão interligados. — Respondeu ainda nos braços de Natsu, que em resposta, sorri para a loira. Por fim, o corredor termina e eles agora se encontravam presos em um beco sem saída, pois uma pilastra havia caído bem na frente da passagem para a Mansão de Creta. — Essa não! Estamos presos! — As velas do corredor já haviam se apagado, sobrando apenas uma escuridão, fazendo Lucy ficar ainda mais assustada, pois a qualquer momento aquele corredor poderia desabar em cima do casal.
Natsu: Deixa comigo! — Natsu põe Lucy no chão e prepara um soco na pilastra em sua frente. — Karyu No Tekken! — Disparando o punho de fogo onde cria uma cratera, que seria a passagem do casal. — Vamos! — O rosado segura a mão da loira para poder passarem juntos, mas assim que saem do corredor um grande pedaço de rocha vindo do teto cai bem em cima do casal, estava muito perto e Natsu não iria conseguir preparar um golpe para protegê-los a tempo. — Merda! — A única coisa que fala antes de jogar Lucy no chão e se jogar por cima da loira para protegê-la de ser esmagada, mas o rosado esperou e nada aconteceu, não sentiu peso algum em suas costas, olhando para trás para saber o que havia acontecido.
Gray: Essa foi por pouco, hein? — O moreno aparece atrás do casal com a mão apontada para o alto, deixando claro que havia destruindo aquela enorme rocha. — Vocês estão bem?
Natsu: Valeu, idiota! — O rosado sorri e se levanta, ajudando a Lucy a se levantar também.
Gray: Eu não quis te salvar, quis salvar a Lucy porque ela está grávida.
Natsu: Cala a boca, idiota! — Antes que a discussão entre os dois começasse, Lucy se coloca no meio e empurra os rostos de ambos.
Lucy: Deixem para brigarem depois, meninos! Vamos logo sair daqui! — Ambos concordam e correm para o Salão Principal, que dava para a saída da Mansão de Creta.
Gray: Está desabando muito rápido, acho que não vai dá tempo de sair daqui!
Natsu: E você quer que a gente faça o quê? — Uma parede cai na frente de Natsu e o rosado por pouco não é esmagado, dando um salto para trás para escapar.
Gray: Todos vocês, se aproximem de mim! — Lucy não perde tempo e corre para o lado de Gray.
Natsu: O que vai fazer, idiota?
Lucy: Anda logo, Natsu! — fala brava, o rosado deixa de discutir e se aproxima de Gray.
Gray: Merda! Acho que não vai dá tempo! — O moreno começa a liberar um a aura friorenta, incomodando Natsu, mas o mesmo abraçou Lucy para ambos se aquecerem. De longe, onde o grupo de Erza estava, a visão era de um incrível desmoronamento monstruoso como se fossem vários campos de futebol sendo demolidos, deixando os magos de boca aberta. Por fim, todo labirinto, Mansão e Panteões são demolidos, sobrando apenas muito escombro e uma enorme cortina de poeira, fazendo ambos tossirem por um tempo, até a poeira se diluir pelo ar. Agora tudo que era visto era um enorme buraco, pois toda demolição caiu por cima da parte do subsolo, que era bem fundo.
Warren: Já era, será que eles sobreviveram? — Warren é o primeiro a cair de joelhos quase chorando.
Juvia: Gray-sama!!! — grita desesperada. Erza treme com medo de ter perdido seus amigos.
Erza: Droga! Se eu tivesse ficado lá também... — lamenta.
Jellal: Você não deveria nem está aqui. — Jellal aparece atrás do grupo, junto com Mira e Meredy. — Quanta teimosia, você está grávida e veio fazer o quê aqui?
Erza: Jellal?! — fala assustada.
Laxus: Calma aí! Ela está grávida e não doente. — se intromete o loiro.
Jellal: Mas poderia ter perdido nosso bebê, Erza. — O azulado nem olha para Laxus, apenas encara Erza, coberta de poeira e pequenos ferimentos. A ruiva vira o olhar para o chão.
Erza: Você está certo, eu me arrisquei demais vindo até aqui, mas não podia deixar meus amigos de lado. — O azulado puxa Erza para um abraço, fazendo a ruiva derramar lágrimas em seu peito.
Jellal: Te entendo... Sinto muito pelo Natsu e os outros, mas, por favor, não se arrisque mais assim. — Erza esconde o rosto no peito do amado, deixando sua tristeza escorrer pelos olhos. Ali ao lado, Cana também procurava por Gildarts, já ficando triste por não ter encontrando o seu pai. Os olhos azulados de Mira encontram Lisanna nos braços de Bickslow, indo correndo para ver como sua irmão mais nova estava.
Mirajane: Ela está bem? — Pergunta para o mago da Raijinshuu.
Bickslow: Sim, só está desmaiada. — Mira sorri aliviada e beija a testa da irmã.
Mirajane: Fiquei com medo que algo pudesse acontecer a você... — Falando para a irmã inconsciente.
Levy: Eeei! Vocês estão bem?! — O grupo direciona o olhar para o alto, vendo Levy sendo carregada por Gajeel que voava com a ajuda de Lily, ao lado estava Rogue sendo carregado por Frosch.
Sting: Que alívio, o Rogue está bem! — O loiro se tranquila ao ver seu irmão longe do desmoronamento. Levy, Gajeel e Rogue pousam.
Levy: Conseguiram salvar a Lu-chan? — pergunta a azulada, mas logo percebe o clima triste, com pessoas chorando e outras olhando para o chão. — Cadê a Lu-chan? O que aconteceu? — Gajeel segura o ombro de Levy, fazendo a mesma olhá-lo e o moreno apenas nega com a cabeça e logo Levy entende o que aconteceu. — Não... A Lu-chan... — Quando já iria derramar lágrimas como os outros, um brilho azulado é visto dentro do buraco formado após o desmoronamento, como uma única estrela brilhando em um espaço completamente escuro.
Wendy: Olhem, eles estão ali! — Wendy se alegra, ainda carregando Happy inconsciente que logo desperta com a gritaria do pessoal.
Happy: O que aconteceu?
Charle: Happy! — fala muito contente, mas ao perceber que falou alto demais o nome do Exceed, volta sua expressão de poucos amigos. — Ainda bem que já acordou, gato preguiçoso. — desviando o olhar, mas rindo e feliz por Happy estar bem.
Wendy: Que bom que acordou, Happy! Como se sente?
Happy: Eu me sinto ótimo! Ainda mais que dormir muito! — O Exceed já havia sido curado por Wendy e não sentia o ferimento que Ustan havia feito nele durante a luta.
Charle: Consegue voar?
Happy: Aye! — fala alegre, já repondo suas asas e voando, saindo do colo de Wendy.
Charle: Lily e Happy, vamos trazer Natsu e os outros para cá! — Charle coloca suas asas e vai em direção ao brilho azulado, no fundo da grande cratera que se formou pelo desmoronamento. Happy e Lily a seguem. Agora todos estavam ali, menos Gildarts, isso deixou Cana preocupada.
Cana: Droga... Cadê ele? — De repente, uma mão segura no ombro de Cana e a mesma direciona o olhar para o lado, encontrando Gildarts sorrindo para ela.
Gildarts: Estava preocupada comigo, filhinha? — Sorri bobão. Cana estala a língua.
Cana: Tsc... Nem um pouco... — Desvia o olhar e cruza os braços com um sorriso de canto, o mesmo sorriso dado pelo seu pai.
Happy: O que aconteceu com aquele labirinto e aquelas casas, Charle? — Pergunta enquanto voavam em direção ao brilho azulado que ia ficando maior a medida que iam se aproximando.
Charle: Não sabemos, mas do nada tudo aqui começou a desmoronar, alguém deve ter acionado um tipo de autodestruição.
Lily: Isso é um casulo de gelo? — Por fim, os Exceed encontram um iglu fechado. O mesmo estava no solo do subsolo, onde todo o escombro havia caído. Não demora muito para que o iglu de gelo desaparecesse em uma fumaça branca, revelando Gray, Natsu e Lucy sãos e salvos.
Happy: Natsu, Lucy!! — O Exceed se joga entre os peitos de Lucy chorando. — Vocês estão vivos!
Lucy: Nossa... Nunca conseguiríamos se não fosse pelo Gray. Obrigada!
Gray: Não precisa agradecer.
Lily: Viemos tirar vocês de dentro dessa enorme cratera, todos os outros estão bem. — Algum tempo depois, os Exceed carregaram Natsu, Lucy e Gray e voltam para o local onde o grupo o esperavam. Ao pousarem lá, Levy e Wendy são as primeiras a abraçarem Lucy, assim como Juvia se jogou nos braços de Gray.
Cana: Ei vocês! Tenho algo para contar para todos! Prestem atenção! — Cana chama a atenção do pessoal, fazendo os magos cessarem as comemorações. — A Primeira Mestre apareceu lá na guilda assim que o grupo do Natsu saiu, ela pediu para que eu, meu pai, a Mira e a Raijinshuu viesse também, pois temeria que os inimigos que iríamos enfrentar fossem bem fortes.
Natsu: Ela duvidava do nosso poder? — Já pergunta desconfiado.
Cana: Não, mas ela sabia que vocês precisariam de reforços. Ela disse que tudo que envolve a Magia Una termina sendo um evento catastrófico.
Jellal: Magia Una? A magia que deu origem as outras magias?
Cana: Isso mesmo. Na verdade, o que essas pessoas estavam procurando era o corpo de um ser extremamente poderoso, esse ser teria o poder da Magia Una, seria capaz de usar qualquer magia que quisesse e inventar outras. A Primeira me contou que a muito tempo existiu uma profecia que dizia: “Aquele que herdará a Magia Una será o filho único da Princesa e do Dragão”.
Gray: Mas o que tem demais nisso?
Cana: Eles foram atrás de Lucy e Lisanna achando que elas seriam a mãe da criança que nasceria com o poder da Magia Una. — A loira escutava tudo atentamente, enquanto Lisanna ainda estava inconsciente. — Está tudo errado... Essa batalha... Tudo isso não era para ter acontecido...
Erza: O que você quer dizer com isso?
Cana: De acordo com a profecia, Lucy não é a geradora da Magia Una. — Todos ficam chocados, até mesmo Lucy.
Lucy: Mas o Arthur disse que era eu, ele tinha certeza que era eu.
Erza: Então significa que a geradora da Magia Una é a Lisanna? — Todos olham para a albina deitada no colo de Bickslow.
Cana: Não. — Falou com ar misterioso. — Nenhuma de vocês é a geradora da Magia Una. — Novamente todos ficam confusos e surpresos.
Laxus: Deixa de enrolação, Cana. Fala logo quem é. — Já irritado.
Cana: Nem eu sei quem é, mas é certeza que não é a Lisanna e muito menos a Lucy. Eu vi nas minhas cartas. — Mostrando uma de suas cartas presa entre o dedo do meio e o indicador. — A Primeira disse para levarmos a profecia ao pé da letra, sendo assim, ele se refere ao “filho único da Princesa e do Dragão”. A princesa pode ser qualquer jovem e bela donzela apaixonada por um Dragão. E como não existem mais Dragões, isso foi passado aos humanos que possuem os poderes mais próximos deles, os Dragon Slayers.
Gajeel: Então qualquer Dragon Slayer pode ser pai do herdeiro da Magia Una?
Cana: Sim, mas não é só isso, é preciso que essa criança tenha sido gerada de um amor verdadeiro e recíproco.
Mirajane: Então por isso que não pode ser a Lisanna, não é? — Fala a albina tristemente olhando a irmã dos braços de Bickslow.
Cana: Sim.
Jellal: Isso também pode servir para ajudar a evitar que esse poder caia em mãos erradas, pois uma pessoa puramente má não conhece o amor verdadeiro. Mas então, por que não pode ser a Lucy? Ela e o Natsu possuem um amor verdadeiro, correto? — fala o azulado, deixando a loira envergonhada, mas Natsu segura na sua mão confirmando o que o azulado disse.
Cana: A profecia é clara: “filho único”. Eu vi nas minhas cartas que a Lisanna terá uma filha, ou seja, é uma menina e é impossível ela ser o herdeiro da Magia Una, fora o fato que esse herdeiro só surge quando se tem amor verdadeiro e recíproco, o que não é o caso dela. — A morena fala de uma forma debochada, fazendo Mira olhar para o lado, envergonhada e com raiva, mas não podia falar nada, afinal, sabia que Lisanna é a culpada de tudo o que aconteceu. — Sobre a Lucy... — A morena faz uma pausa misteriosamente, preocupando os magos dali. — ... Apenas uma pessoa pode ser o herdeiro da Magia Una, segundo a profecia, não é o caso da Lucy. — Alguns logos sacaram o que Cana queria dizer e abriram um sorriso, outros, como o Natsu, continuaram confusos.
Natsu: Explica logo isso, para de ficar enrolando! — Já exaltado.
Lucy: Espera aí, Cana! Você disse apenas uma pessoa, isso quer dizer eu tô grávida de...
Cana: ... Gêmeos — Completa Cana mostrando uma carta onde havia desenhada no centro um símbolo que lembrava o número '‘dois’' em algorismo romano. O pessoal presente ficaram surpresos e comemoraram, dando os parabéns para o casal rapidamente.
Freed: Mais qual é a porcentagem do seu futuro está correto? — A morena se gaba com um sorriso de canto.
Cana: Quase cem por cento, até porque, é algo inevitável, eu não estou prevendo que vocês irão engravidar e ter esses bebês, eu só previ o sexo e a quantidade que já foi definido pelo destino.
Freed: Então você já sabe até mesmo o sexo dos gêmeos?
Cana: Claro! — novamente se gabando. — Eles...
Lucy: Não, Cana, por favor! — A loira impede Cana de terminar de falar. — Eu não quero saber o sexo dos meus bebês agora...
Natsu: Como assim, Lucy? — A loira segura sua barriga, por mais que ainda não estivesse grande, e olha para Natsu ternamente.
Lucy: Você não acha melhor deixar as coisas acontecerem como devem ser? Tenho medo de que se tivermos conhecimento do sexo, possa ser que o futuro mude, não acha?
Cana: Bom... Como eu já falei, o destino das crianças já está escrito, mas se você prefere saber na hora que eles nascerem, eu respeito sua opinião. — piscando para a loira. Excluída do grupo, Juvia estava completamente depressiva, também não era para menos, ela percebeu que sua rival do amor teve mais sorte no amor do que ela, mesmo depois de tudo que passou com Gray, que aliás, também havia percebido a azulada excluída e foi até ela para perguntar o que tinha acontecido, enquanto os outros membros tentavam convencer Cana a contar o sexo dos gêmeos somente para eles, mas a morena se recusava.
Gray: O que houve? — O moreno chegou de repente, tirando a azulada dos devaneios que estava tendo, onde brincava em um parque de diversões com mais de 30 crianças, todas filhos dela e do Gray.
Juvia: Hã? Ah! Gray-sama... Nada... É que a Juvia estava pensando... Esquece... — entristecendo quando se lembra que o moreno era apaixonado por Natsu e com certeza estava sentindo a mesma dor que ela.
...
2 dias depois
Após a batalha contra a Elísios, a guilda voltou a sua normalidade, comemorando a vitória e o resgate bem-sucedido de Lucy. A festa começou na tarde do dia anterior e atravessou a noite, chegando no início da tarde do dia atual. Todos bem animados, dançando e bebendo, comemorando também a revelação dos filhos de Lucy serem gêmeos. Tudo era motivo para comemoração na Fairy Tail, porém, cinco pessoas não estavam curtindo muito essa festa, Jellal, ainda estava com pensamentos no seu parceiro Abdon, que o enfrentou com o nome de Belial. O azulado estava em uma mesa distante de todos, apenas observando toda comemoração e com sua esposa ao seu lado, acariciando a própria barriga enquanto comia bolo de morango. Após um longo suspiro dado pelo marido, Erza percebe que havia algo de estranho com ele e decide o questionar.
Erza: Algum problema, Jellal? Não parece feliz... — O azulado apenas a olha discretamente pelo canto do olho, depois força um sorriso.
Jellal: Está tudo ótimo comigo, só estou cansado... — Inventa qualquer desculpa para não preocupar a esposa.
Erza: Eu te conheço Jellal, sei que não é isso. Me conte o que está havendo, não esqueça que agora somos casados e você precisa partilhar comigo seus problemas também... — Após alguns segundos o azulado decide contar tudo para Erza que ouviu tudo atentamente.
Jellal: E foi isso... — Após terminar, o azulado baixa o olhar de forma arrependido ou envergonhado, mas Erza segura o azulado pelo queixo e faz com que Jellal levante a cabeça e encare a ruiva.
Erza: Você está triste pelo seu amigo e arrependido por ter utilizado magia das trevas, mas para mim Jellal, não importa que tipo de magia você utilize, se magia de luz ou trevas, o que importa é o que você faz com ela, no seu caso, foi algo justo. Eu te amo de qualquer forma e sinto muito por esse pesadelo do seu passado ter retornado à tona, por isso me comprometo e fazer você esquecer tudo isso. — Após suas belas palavras, a ruiva dá um selinho nos lábios do seu esposo. — Eu te amo.
Jellal: Eu também te amo, Erza... — Conseguindo arrancar um sorriso tímido do seu marido, Erza se sente satisfeita e volta a devorar seu bolo, mas agora tendo a certeza que havia tirado um peso da consciência de Jellal. Gray e Juvia também faziam parte das pessoas que não estavam com ânimo para comemorações.
Gray por ser apaixonado por Natsu e, por mais que não quisesse, sentia ciúmes ao ver o rosado feliz ao lado de Lucy, mas sabia que precisava matar de uma vez por toda esse sentimento que sentia pelo rosado, por mais que tenha tentado várias vezes. Juvia, por sua vez, estava sentada ao lado de Gray, mas ambos não trocavam uma palavra. A azulada sabia o porquê do sofrimento de Gray e não queria se envolver, pois sabia que Gray recusaria ajuda, mas também não suportava ver o seu amado sofrendo desse jeito. A azulada iria puxar algum assunto com Gray, mas antes que pudesse fazer algo, o moreno se levanta repentinamente da cadeira e anda até a saída da guilda, Juvia não perde tempo e vai atrás de Gray. O moreno anda rapidamente, empurrando Vijeeter que estava no caminho de Gray fazendo outras de suas danças esquisitas. Gray sai da guilda e Juvia vai atrás dele o chamando, mas o moreno a ignorava e continuava andando, se afastando cada vez mais da guilda.
Juvia: Gray-sama... Espera! Gray-sama! — Juvia o chamava desesperadamente, mas Gray não dava uma palavra e continuava a andar rápido, no entanto, Juvia usa sua magia e cria uma parede de água na frente do moreno, fazendo o parar de andar e olhar para Juvia.
Gray: Que droga você fez? Me deixa passar agora! — Gray fala grosseiramente com Juvia, mas a azulada não obedece e cerca os dois com uma parede de água que formava um círculo. — Porra Juvia! — Gray anda furiosamente até a azulada, como se fosse agredi-la, mas antes que pudesse cuspir palavras ofensivas na cara de Juvia, a moça se antecipa.
Juvia: É por causa do Natsu-san, não é? — Gray engole as palavras e para na frente de Juvia, encarando-a ainda confuso, até ela completar. — É por que Gray-sama é apaixonado pelo Natsu-san, não é? — Ao escutar isso, Gray encara Juvia mortalmente como se quisesse matá-la ali.
Gray: Do que você está falando? — fala com os dentes trincados.
Juvia: Juvia ouviu tudo quando Gray-sama confessou seu amor pelo Natsu-san, quando ele estava inconsciente por estar envenenado... — A azulada entristece e baixa o olhar. As possíveis justificativas não aparecem na mente de Gray e o mesmo apenas entreabre os lábios tentando pronunciar algo, mas nada sai de sua boca. — Mas não se preocupe... Juvia não contou para ninguém e nem vai contar... É por isso que Gray-sama não fica com a Juvia, não é? Por que é apaixonado por outra pessoa... — Gray suspira pesadamente, se acalmando.
Gray: De todas as pessoas, você era a última que queria que soubesse disso... Exatamente porque sei que ria sofrer tanto quanto eu — Sua voz saiu arrastada, quase como um sussurro. — Desculpe... — Agora era a vez de Gray desviar o olhar, mas Juvia volta a encará-lo.
Juvia: Juvia não se importa. — Gray volta a encará-la surpreso. — Mesmo que Gray-sama esteja apaixonado pelo Natsu-san, Juvia continuará apaixonada pelo Gray-sama, mesmo se nossa relação for apenas de amizade, mas não esqueça que Juvia nunca irá se afastar de você. Juvia vai esperar a vez dela pacientemente. — A azulada fala de forma sonhadora e Gray sorri. — O que precisar, Juvia irá fazer por você, Gray-sama... — A azulada baixa a parede de água que se espalha pelo chão, mas o que ela não contava era que o moreno a puxasse para um abraço, escondendo o rosto nos cabelos da azulada.
Gray: Então, por favor, me ajude a esquecê-lo... — Fala sinceramente, deixando Juvia surpresa por alguns segundos, mas logo depois a azulada devolve o abraço e os dois ficam ali, sentindo o calor um do outro no meio da rua de Magnolia.
...
Dentro da guilda havia a enfermaria, Lisanna havia sido levada para lá desde que voltou e continuava inconsciente desde que foi salva por Bickslow. Ao lado da sua cama estava Bickslow sentado em uma cadeira, com os pés apoiados em cima de outra cadeira em frente a dele, dormindo também, pois ficou aguardando a albina despertar por 2 dias. Finalmente, ela desperta, abrindo os olhos devagar por causa da luz e já escutando todo barulho do lado de fora do quarto, já sabendo onde estava e dando graças aos céus por estar salvo. Os olhos azuis percorre todo local e param em Bickslow dormindo sentando na cadeira ao lado, com os braços estirados até o chão, o mago estava até babando e dormia de boca aberta, rocando um pouco alto, aliás, foi isso que fez a albina despertar. Em vez de ter nojo pela baba escorrendo da boca do mago ou achar estranho a forma que Bickslow dormia, Lisanna apenas riu, achando até mesmo fofo, pois sabia que o membro da Raijinshuu ficou lá para cuidar dela. Lisanna faz “psiu” para tentar despertar Bickslow e consegue com sucesso, percebendo que mesmo dormindo ele estava bem atento. Bickslow desperta manhoso, tirando os pés da cadeira da frente e os apoiando no chão, depois limpa a baba e se espreguiça.
Bickslow: Finalmente acordou, branquinha. Achei que nunca mais ia acordar, pois você ficou dormindo por 2 dias diretos. Como está se sentindo? — Pergunta com um sorriso, Lisanna achou estranho Bickslow ter ficado esperando ela acordar durante todo esse tempo, mas não questionou, apenas o agradeceu mentalmente por ele existir e se preocupar tanto com ela.
Lisanna: Estou bem... Eu dormi tanto tempo assim? — pergunta surpresa.
Bickslow: Sim, mas não se preocupe, eu te protegi durante todo esse tempo! — Apontado para si mesmo.
Lisanna: Percebi... — Lisanna ri, falando de forma sarcástica e Bickslow sacou que era porque a albina havia flagrado o mago dormindo enquanto a protegia. Depois de sacar a indireta, Bickslow ri também, mas logo cessam o riso e o assunto termina por um tempo, deixando ambos calados por longos segundos. — Esse som? — Se refere a barulheira fora da enfermaria.
Bickslow: É o pessoal comemorando a vitória contra a Elísios... Já faz 2 dias essa comemoração. — Uma informação que não é novidade para Lisanna, mas o que a deixou surpresa foi outra coisa.
Lisanna: Então você ficou aqui comigo por 2 dias e não saiu para a festa? Estou impressionada... Obrigada... Por tudo... — Agradece sincera.
Bickslow: Quer dá uma olhada lá fora? Mira está muito preocupada com você, mas teve que servir os outros. — A albina assente e Bickslow a ajuda a se levantar. Lisanna caminha lentamente até a porta e a abre, saindo da enfermaria, ainda andando lentamente pela guilda, sendo seguida por Bickslow, mas enquanto a albina passava pelos membros, até chegar ao bar onde Mira se encontrava, alguns que estava rindo por qualquer motivo, mudavam para uma face séria e cochichava algo com a pessoa do lado, isso foi acontecendo até Lisanna chegar ao bar, onde todos os membros já encaravam a albina mais nova que já sabia o motivo de tudo o que estava acontecendo. Bickslow também sentiu o clima tenso, mas preferiu não fazer nada a princípio, achando que Lisanna não havia percebido o clima tenso. Ao ver sua irmã ir até o bar, Mira sai de trás do balcão e a abraça fortemente.
Mirajane: Fico feliz que esteja bem... — Deixando lágrimas descerem por sua pele lisa e macia, mas uma tosse forçada interrompe o abraço das irmãs Strauss, era Makarov chamando atenção de Lisanna, o velho estava sentado em cima do balcão com um copo de cerveja na mão, ao mesmo tempo o som da música que tocava era desligado e todos se aproximaram do bar, cercando Lisanna e Mira.
Makarov: Lisanna... Você sabe que uma das principais características da nossa guilda é proteger nossos companheiros com nossas próprias vidas, mas ao invés disso, você terminou fazendo algo que criou um grande problema para a Fairy Tail, não só colocando em risco a vida de uma companheira, mas também colocando em risco a vida de todos que se envolveram nisso. — Lisanna não conseguia erguer a cabeça, olhando somente para o chão. — Fora isso, você fez com que um de nossos companheiros perdesse um bebê que sempre esperou, você praticamente assassinou uma criança... — A acusação foi forte o suficiente para fazê-la chorar, mas encontrou conforto no abraço de Mira. — E é por isso que não tenho escolha, preciso manter a integridade da guilda e para isso, preciso expulsar você da Fairy Tail. — Os membros ficam surpresos, mas Mira é a primeira a defender a irmã.
Mirajane: Não Mestre, por favor! Ela já sofreu demais. Apesar das coisas ruins que ela fez, tudo isso terminou voltando contra ela mesmo. Ela ajudou a Elísios a sequestrar a Lucy, mas terminou sendo sequestrada também e sofreu uma tentativa de estupro dentro da prisão... — Lisanna fica surpresa que Mira já sabia disso, tendo a certeza que Lucy já havia contato o que havia acontecido na prisão para todos.
Lisanna: Mira-nee... Por favor... — A albina tentava falar, mas Mirajane continuava sua defesa.
Mirajane: ... Além disso, ela fez com que Lucy perdesse um filho, mas Deus foi tão bom que recompensou o primeiro que ela perdeu lhe dando gêmeos dessa vez. Eu sei que ela ainda é apaixonada pelo Natsu, então isso para ela já é um grande sofrimento, por favor, Mestre, não faça com que minha irmã sofra ainda mais... — Mira chorava também, sem se importar com os membros presentes.
Erza: Mira, o problema é que não sabemos quando ela terá outro surto desses e fazer mal a Lucy, eu entendo o lado do Mestre. Ele quer fazer isso para proteger a própria Lisanna... — Makarov escutava tudo calado, assim como o resto da guilda. — Mas acho que o veredito final deveria ficar com a pessoa que mais sofreu por causa das coisas que a Lisanna fez. — Olhando para Natsu e Lucy que assistiam tudo em uma dos cantos da roda feita pelos membros da guilda. Vendo a oportunidade, Lucy entra na roda para expor sua opinião.
Lucy: Eu não quero que a Lisanna seja expulsa. — Um silêncio se instala no local e todos olham para Lucy. Lisanna olha surpresa para Lucy, deixando seus olhos azuis bem abertos. — Mestre, o senhor mesmo falou, a maior virtude da nossa guilda é proteger nossos amigos, então, se expulsarmos a Lisanna nós não estaríamos fazendo isso, até porque ela está grávida e esse é o momento em que ela mais precisará de nós. A Fairy Tail para qual faço parte sempre ajudará seus companheiros e agora não será diferente. — As palavras da loira inspiram todos no local. — Sobre outro surto, eu duvido que ela tenha outro depois do que passamos naquele lugar.
Makarov: Hmm... — Makarov encarava tudo impressionado. — “Como essas crianças cresceram...” — Pensando admirado pelas palavras de Lucy. — “Mas eu ainda preciso testar os outros membros em relação a compaixão que eles possuem pelos seus companheiros.” — Pensou o Mestre. — Então faremos uma votação, alguém que queira que ela seja expulsa? — Nenhum membro ousou levantar a mão, não por medo de Mira, mas por ter sido tocado pelas palavras de Lucy. — Então acredito que queiram que ela continue, não é? — As albinas choravam muito por verem em qual guilda maravilhosa haviam entrado. -”Estou muito orgulhoso desses pirralhos.” — Admirando a atitude da guilda.- Algo a dizer, Lisanna?
Lisanna: Só... O-Obrigada pessoal... — Com a voz embargada. Lisanna olha para Natsu e Lucy. — Me perdoem... — Lisanna não consegue se manter de pé e se ajoelha no chão, derramando suas lágrimas no salão da guilda. Natsu abre um grande sorriso e Lucy vai até a albina e a abraça, o rosado se aproxima e bagunça o cabelo de Lisanna.
Lucy: Está perdoada... — A loira chora também. Ali estavam os três abraçados, no meio da guilda com os membros os observando felizes. Os três que deram início a essa história.
FIM!
Muito distante dali, numa floresta bem distante de Magnolia, um evento anormal aconteceu, onde várias árvores estavam no chão e havia um buraco não tão fundo, mas havia algo cravado no solo, como se um meteoro tivesse caído naquela floresta, porém, em vez de uma rocha no centro daquela cratera estava o clone do Natsu, deitado no chão e cheio de ferimentos, mas vivo e sedento de vingança.
Ustan: N-Natsu... Dragneel...
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