A Magia Una
50 Segunda Temporada - O Roubo do Nirvana
Notas iniciais

Dois dias depois da batalha contra Fairy Tail versus Elísios, nos encontramos agora na cidade de Cervus, a capital de Seven e a cidade onde se localiza o castelo principal da família real Hausenback. A cidade em si era completamente pobre, seus habitantes ganhavam a vida com plantação e troca de mercadorias, lembrando bem a era feudal. Um pouco mais distante do centro da cidade, em cima de uma colina, havia o Castelo da família real, não era muito diferente da Mansão de Creta, construída nas proximidades de Magnolia. O que destacava, era que o castelo era completamente diferente da cidade. O castelo era lindo, com cores de variavam de roxo à rosa, parecia um castelo de princesa. Quem visse de longe, parecia até que aquele castelo foi colocado naquele lugar por algum tipo de montagem, pois em nada parecia com o ambiente, fazendo uma contrapartida entre o pobre e o rico em um mesmo ambiente.
Dentro do castelo, um jovem estava sentando em uma cadeira tendo seu braço direito engessado por um guarda. O que o destacava era sua franja que cobria o olho esquerdo, a franja possuía uma variação de cores de roxo e rosa, mas as laterais do cabelo eram castanhas. Lá estava Arthur Hausenback, tendo seu braço engessado e alguns bandaids no rosto. O Rei de Seven parecia realmente zangado, não dava uma palavra, apenas gemia de dor algumas vezes. Na mesma sala havia uma cama e nela estava sua irmã mais nova, Lillith Hasmundel dormindo como se estivesse morta. Por fim, o soldado terminou de cuidar de Arthur e o mesmo se levantou, mancando até Lillith que dormia tranquilamente na cama.
– Graças a você, meus planos foram por água abaixo... — Disse Arthur de forma baixa. O garoto alisa os cabelos da irmã mais nova. — Se não tivesse perdido o controle dos seus poderes, eu não precisaria ir até você e ainda ter levado uma surra daquela cópia mal feita do Ustan. — Arthur enrola os cabelos de Lillith na mão que estava boa e o puxa com força, porém, a garota não esboçou reação por estar desacordada.
– Senhor... — O guarda o chama preocupado por ver seu Rei machucando a própria irmã, mas depois recua quando recebe um olhar ameaçador de Arthur em resposta.
– Mas... Foi graças a você que também estou vivo agora... — Arthur folga o aperto no cabelo de Lillith e volta a acariciar os cabelos esverdeados da irmã. — Naquela hora em que caímos naquele penhasco, se não tivesse acordado durante a queda e usado sua magia para invocar aqueles pernetas, com certeza estaríamos mortos, graças a isso você fez eles nos carregar para que sobrevivêssemos, mas você poderia apenas fazê-los te carregar e me deixar cair... Se eu tivesse sua magia, eu não faria o mesmo, apenas me salvaria... — Arthur se afasta de Lillith e volta a se sentar na cadeira. — Essa derrota humilhante não ficará assim... Perdi todos os membros da Elísios... Parece que terei que ir para Ilha de Marakon para recrutar mais soldados...
...
Naquela mesma madrugada, agora em ERA, local onde se encontra a base do Conselho Mágico, uma mulher estava em cima de uma das torres do castelo onde os membros do Conselho se reuniam. A moça usava uma roupa toda colada de cor preta e de couro e tinha os cabelos lisos e escorridos, formando uma franja em linha reta que escondia somente as sobrancelhas. O que mais destacava na morena eram seus olhos, grandes e bem expressivos. Era aquele típico olhar que ficaria hipnotizado em uma conversa de frente, o que a diferenciava, era que seus olhos não eram claros, possuía uma cor até básica, era negro, um negro bem profundo. A mulher observava toda movimentação de soldados do Conselho Mágico fazendo a guarda do local. Mastigava um chiclete e após fazer a terceira bola e estourar, decide agir. A morena tira de uma mochila de couro jogada uma piolet* preto e amarra uma corda de mesma cor no piolet e em volta de sua própria cintura; a morena prende a piolet fixamente no teto e desce bem cautelosa até uma altura onde havia uma janela, ainda continuava em um lugar alto em relação ao chão, se caísse poderia até morrer, mas a morena não parecia nervosa em fazer escala no grande Castelo do Conselho Mágico. Agora estava de frente a uma grande janela e sua intenção era entrar naquele local, mas não poderia simplesmente quebrá-la, pois isso chamaria atenção dos guardas embaixo dela. No cinto que usava, a morena possuía vários objetos e alguns conhecidos como canivetes, mas ela pegou de seu cinto um objeto que mais parecia um tubo de batom com um pequeno botão, apertou o botão e de lá saiu um fino filete de laser. A morena usa o laser desenha um círculo no vidro da janela e o mesmo sai inteiro, deixando espaço para a mesma adentrar ao local. E assim ela faz, entra cuidadosamente pelo buraco feito no vidro e desamarra sua cintura, deixando a cor para o lado de fora balançando. A misteriosa mulher estava em uma sala completamente escura e antes de fazer qualquer movimento fala bem baixo algumas palavras.
– Magic Eye: X Ray Vision (Magia Ocular: Visão de Raios-X) — Dito isso, a morena fecha os olhos e abrem novamente, agora suas pupilas haviam mudado de cor, ao invés do preto profundo agora estavam cinzas. A morena olha para todos os lados. — Certo... Está no subsolo do Conselho... — Fala para si mesma.
A moça tira do seu cinto um isqueiro, coloca o braço para fora do buraco em que entrou e acende a corda que estava presa em sua cintura, algo anormal acontece, a corda inflama como um pavio de uma bomba e assim a faísca vai subindo até encontrar o piolet cravado no teto, ao encostar, uma explosão pequena acontece. Nada tão grandioso que pudesse abalar a estrutura do Castelo, mas a intenção era chamar a atenção dos soldados do Conselho, e isso ela consegue com sucesso. Ao presenciarem a explosão, as tropas são logo direcionadas para a cobertura do castelo, passando direto pela sala onde a morena estava. Com os soldados distraídos indo para direção errada, a morena se sente segura para sair da sala, andando cautelosa para o andar de baixo, descendo umas escadas e passando pelos corredores cuidadosamente. Parecia que a moça sabia de onde os outros soldados viriam, pois sempre arrumava um jeito de se esconder atrás de uma pilastra ou ficar presa no teto como uma aranha, usando sua luva pegajosa que dava habilidade de aderência física. Com toda habilidade de um espião habilidoso, a morena chega até o subsolo, lá havia apenas uma porta de metal bem grossa, que obviamente guardava algo bem perigoso. A mulher estava atrás de uma pilastra e observava a movimentação do local. Havia um guarda que estava do lado da porta e outro indo em direção a ele, a morena estava de longe e não conseguia ouvir o que eles falavam um para o outro. Para querer saber logo o que havia dentro daquela sala guardada pela porta de metal, a morena muda novamente a cor das pupilas dos olhos para cinza, ativando sua magia de visão de raios-X, mas algo a impedia de ver através daquela porta.
– Entendo... Então está dentro desse cofre coberto por magia, por isso que não consigo ver através dele... — Comenta para si. — Só me resta outra tentativa... — Percebendo que o outro guarda se diria a uma caixa mecânica presa na parede que continha números e uma tela vermelha, a morena não pensou duas vezes. — Magic Eye: Another Look... (Outro Olhar) — Fala baixo e pisca os olhos, agora suas pupilas ficaram castanhas e ao invés de ter uma visão de longe dos soldados, a visão que ela tinha era de bem próxima da caixa, a morena estava tendo a mesma visão do guarda que iria digitar os códigos para abrir a porta. E com isso ela consegue enxergar ele digitando os números "78464" e apertando um botão "Enter". A tela que ficava em cima dos botões e estava vermelha, ficou verde e com as palavras "Allowed Access" (Acesso Permitido), e a porta logo começa a se abrir sozinha. A morena pisca novamente os olhos e suas pupilas voltam a cor preta, perdendo a habilidade de enxergar o que outra pessoa enxerga. De dentro da sala, sai outro guarda e eles se cumprimentam. — De fato, eles fazem a troca de turno na madrugada... — Comenta. Após o guarda entrar na sala e o outro sair, a porta se fecha novamente. — Está na hora de agir. — A morena tira da parte de trás do cinto uma arma e a carrega. — Isso vai doer mais em você do que em mim, querido. — Mirando no guarda que acabara de sair da sala misteriosa e disparando um tiro na testa, porém, era uma arma silenciosa. O soldado que apenas observou a troca de turno se assusta quando percebe seu companheiro simplesmente cair no chão morto, puxando sua lança e procurando com seus olhos nus o responsável pelo ataque.
– Apareça! Eu estou armado! — Fala assustado, mas ele sofre um arrepio na espinha quando escuta a voz sensual da morena no pé da sua orelha.
– Eu também estou querido... — O soldado vira tentando enfiar a lança na moça, mas ela desvia e segura o guarda pelo braço que estava com a lança, aproveita que o imobilizou temporariamente e dá vários chutes no rosto do soldado, da direita para esquerda e vice-versa, fazendo o soldado "negar" com a cabeça involuntariamente. Após deixar o rosto do soldado todo desfigurado, a mulher o finaliza quebrando o pescoço com movimentos rápidos com as mãos. — Deveria ter chamado reforços... Ah é... Eles foram verificar uma pequena explosão que causei no teto... Inútil! — A morena vai até o local para digitar o código para entrar e digita a senha que conseguia pegar "78464" e a porta se abre novamente. — Perfeito! Mas tem outro idiota lá dentro também! — A porta se abre, mas de lá de dentro uma lança é disparada e quase acerta a cabeça da moça, mas ela desvia erguendo o corpo completamente para trás e deixando a lança passar raspando pelo seu rosto. — Quem foi...? — Sem perder tempo, a morena corre para dentro da sala e já salta dando um chute direto no rosto do soldado que entrou a pouco tempo, foi o mesmo que disparou a lança. O homem cai no chão, mas ainda consciente.
– Essa porta nunca deve ser aberta duas vezes durante o dia... — Fala o soldado agonizando no chão. — Se isso acontecer, a ordem foi dada para que a gente atacasse qualquer um que queira entrar!
– Devia se preocupar em disparar o alarme, querido! — A morena puxa a arma novamente e aponta para o soldado que estava chão.
– Foi disparado a partir do momento em que abriu essa porta de novo! — Não gostando da resposta do soldado, a morena dispara um tiro que perfura a cabeça do guarda e o mata de uma vez. A morena coloca o dedo no ouvido e fala em uma escuta.
– Ludwing, Ritzel. Eu liberei o acesso para vocês, podem se materializar aqui! Vou manter a porta a aberta! — A porta de ferro já se fechava quando a moça chuta o guarda que acaba de matar, o corpo voa e fica entre a porta, impedindo que a mesma feche complemente. — Já podem entrar! Temos 1 minuto até o reforço chegar aqui, desligo!
Do lado de fora da sala, um portal interdimensional aparece e de dentro dele dois homens saem. Ambos jovens como a moça, Ludwing possuía o cabelo vermelho e um corte ao estilo undercut, porém, usava uma franja ao invés de topete. Vestia uma camisa apertada preta, deixando seu físico sarado bem destacado, por cima disso, usava um colete com variação de roxo e preto, desse colete puxava para um sobretudo roxo sem mangas, onde as pontas pareciam setas, usava também uma calça skinny roxa, assim como seu sapato All Star preto e roxo. O outro era mais rústico, tinha cabelos lilás e espetados, sua roupa era uma jaqueta ao estilo Aladim, de cor marrom e amarela, usava uma calça roxa, mas era mais colada, só que por cima tinha uma espécie de Charrão usada por Cowboys, que era da mesma cor da jaqueta, por cima de tudo ainda tinha uma capa que vinha de uma gola alta e se dividia em várias setas atrás, bem parecida com as que Lyon usava, só que a de Ritzel era toda amarela.
– Vamos! Ela está lá dentro! — O ruivo aponta para aberta semiaberta, por causa do corpo do guarda quase sendo esmagado e se dirigem até a sala de dentro, mas ao mesmo tempo, vários soldados do Conselho Mágico chegaram arremessando lanças. — Crie um campo de força para nos proteger enquanto fugimos! — Assim o rapaz de cabelos lilás o faz, cria uma barreira de mágica que impedia das lanças chegarem até eles ou até a porta de ferro.
– Eu vou dá um jeito desses caras pararem de nos atrapalhar! — Ritzel estala os dedos e várias barreiras cobrem a cabeça dos soldados que ficam parecendo que estão usando um capacete de mergulho. — Seria legal se eu tirasse o oxigênio de dentro dessas barreiras, não é? — Aos poucos, os soldados vão caindo um por um, desmaiados por falta de oxigênio — Já terminei aqui! — Porém, mas soldados aparecem. — Droga! Eles não desistem! — Ritzel não perde tempo e entra na sala pela pequena fresta que era separada pelo corpo do outro guarda. Assim que entra, o corpo é esmagado complemente pela porta, espalhando sangue para todo local, até espirrar sangue nas costas de Ritzel. — Merda... Isso foi nojento, mas eu adoro o jeito como faz as coisas, Íris! — Esse é o nome da morena. Ritzel anda até onde os companheiros estão. Dentro da sala não havia nada, era tudo vazio e enorme, porém, a única coisa que tinha lá o Nirvana, o mesmo Nirvana usando pela Oración Seis alguns anos atrás. Estava danificado e completamente no chão.
– É isso que ele quer! — Fala Íris. Ritzel se aproxima ainda abismado pelo tamanho da coisa.
– Parando para pensar agora, você bem que poderia se materializar aqui, não é Ludwing? — Pergunta o garoto de cabelo lilás.
– Ele não conseguiria! — Mas é Íris que responde para ele. — Essa sala está sendo guardada por magia, eu também não conseguir ver o que tinha aqui dentro usando meus olhos de Raios-X. Não podemos usar magia aqui dentro.
– Ah não... Então quer dizer que vamos ter que levar isso carregado até o Zahi? — Lamenta Ritzel. Porém, Ludwing tira do bolso da calça uma pequena joia, era uma pedra que parecia um diamante e estava em forma de prisma, com cor azul celeste. Ao ver a pedra, Ritzel e Íris arregalam os olhos assustados.
– Como você conseguiu isso? — Pergunta a mulher com a voz trêmula. Ludwing encara gananciosamente a joia, sorrindo de canto.
– Zahi me deu. Vocês sabem o que é isso? — Pergunta sem deixar de encarar a joia.
– Claro que sabemos! Isso é uma Joia de Hekate, diz à lenda que a Deusa Hekate deixou sete dessas joias parecidas com estas aqui na Terra, o mago que as possuir poderá ter um aumento absurdo do seu poder mágico e fazer coisas inacreditáveis. — Responde o garoto com cabelos lilás.
– Isso mesmo. Zahi me deu uma das sete joias para ajudar a sair daqui! — Uma batida forte é escutada vinda do lado de fora da porta, deixando claro que alguém tentaria arrombá-la.
– Parece que os reforços já chegaram, vamos sair daqui logo! — Fala a morena. Sem perder tempo, Ludwing perfura o braço direito com a joia em forma de prisma, como se se aplica uma injeção em si mesmo. A joia fica presa no braço de Ludwing e depois brilha. Ludwing começa a gemer de dor e fecha os olhos firmemente para suportá-la a dor, não era fácil ter seus poderes ampliados. A joia começa a adentrar a pele de Ludwing, fazendo barulho nojento de carne rasgando, por conta própria a joia ia adentrando cada vez mais, até entrar definitivamente no braço de Ludwing que grita de dor, ao mesmo tempo em que o barulho vindo de fora continuava. Íris e Ritzel não esboçavam reações assustadas, pelo contrário, era como se tivessem inveja da dor que Ludwing sentiu, querendo senti-la também.
– Já se sente mais forte? — Pergunta Ritzel. O braço de Ludwing começa a brilha da mesma cor azul celeste que a joia, depois o brilho passa para o corpo todo ficando mais intenso, obrigando a Ritzel e Íris proteger os olhos, mas isso não dura muito, logo Ludwing volta ao normal como se não tivesse feito nada, a única coisa que havia conseguido foi um furo no braço direito como se tivesse levado um tiro.
– Sim... Já me sinto mais forte. Ritzel! Quero você que cubra o Nirvana com seu campo de força. — Ordena Ludwing. Ritzel concentra poder mágico por todo corpo e olha diretamente para o Nirvana dentro daquela sala. Estava a mesma coisa de quando a Fairy Tail conseguiu parar, mas suas pernas não estavam coladas a sua base, além de está bem velho, afinal, foram 9 anos desde quando o Conselho Mágico conseguiu transportá-lo para ERA. Ritzel aponta os dois braços na direção do Nirvana e começa a cobri-lo com seus campos de força.
– Isso é muito grande! Vou me esforçar bastante para conseguir cobrir tudo com minha Barreira Mágica! — O esforço do jovem de cabelo lilás era nítido, gastando toda magia possível para fazer o que Ludwing pediu. As batidas no portão ainda continuavam e já era visto até rachaduras nas paredes, deixando Íris preocupada.
– Vamos aproveitar e ficar dentro da Barreira que Ritzel está criando sobre o Nirvana, será também nossa proteção quando eles entrarem aqui. — Fala para o ruivo e ambos concordam, andando e ficando próximo a uma das pernas do Nirvana até que a barreira os cobrisse completamente.
– Pronto... Consegui... — Fala ofegante o jovem de cabelo lilás, tentando recuperar o fôlego. — Vamos logo com isso!
– Com a minha magia, posso me transportar passando por buracos dimensionais, porém, não consigo fazer isso a uma grande distância, mas com o poder da Pedra de Hekate, conseguirei abrir um buraco dimensional até a Ilha de Marakon. — Fala Ludwing e logo depois começa a se concentrar. Seu corpo volta a brilhar com uma luz azul celeste, mesma cor do Prisma que injetou em seu corpo, e um círculo mágico de cor amarelo enorme surge no teto do local, ficando em cima de todo Nirvana e dos ladrões. Por fim, o portão finalmente é arrombado, revelando vários soldados do Conselho Mágico com uma barra gigantesca de ferro que foi usada para derrubar o portão, mas era tarde, o círculo mágico começa a sugar tudo o que estava dentro dos campos de força de Ritzel, até mesmo o Nirvana que estava no chão começa a subir em direção ao círculo mágico. O comandante dos soldados ordena um ataque e ambos disparam várias lanças, mas era inútil, pois a barreira de Ritzel os protegia.
– Adeus, queridos! — Fala Íris sarcasticamente. Por fim, todo Nirvana e os ladrões atravessam o círculo mágico que desaparece logo em seguida, deixando apenas uma enorme sala vazia e os soldados confusos.
...
Na manhã seguinte
Novamente em Cervus, o Rei Arthur já se preparava para pegar um barco e ir em direção a Ilha de Marakon. Agora usava uma camisa social branca com a gola roxa, uma calça preta com sapatos de bico fino roxo escuro, cinto marrom, com a fivela dourada, além de óculos escuros. Até natural para um rei extravagante. Atrás de Arthur vinha Lillith, a garota ainda estava suas marias-chiquinhas, mas um vestido preto, indo até os joelhos, era um vestido simples, ao seu lado outro guarda carregava suas malas que era apenas uma, porém bem grande.
– Que demora em se arrumar, Lillith. — Falou o irmão mais velho, já de cima do navio que eles embarcariam. — Você nunca pode sair do Castelo e quando sai é essa demora. Vamos logo!
– Para onde iremos Arthur-niichan? — Ainda meio sonolenta.
– Iremos para uma ilha paradisíaca curtir umas férias! — Gargalha o rei, mas Lillith sabia que aquilo era mentira. Quem iria curtir férias depois de ser derrotado feio para a Fairy Tail? Perguntava-se a garota.
– Isso parece estranho... — Fala de forma a triste a garota, mas depois de suspirar em derrota, decide andar pela prancha até o barco. Porém, barulhos de socos e pessoas caindo na água são ouvidos atrás de Arthur, que se vira assustado e presencia Ustan enforcando o último soldado que ainda estava no transporte, logo depois o jogando na água também. Os soldados que carregava as malas de Lillith, ao ver seus amigos derrotados, não pensam duas vezes e larga as malas da garota no chão e se joga na água também.
– Então iriam tirar férias e não iria me convidar? — Fala de forma ironicamente olhando profundamente para Arthur que estremece. Ustan ainda estava com ferimentos da sua última batalha, mas agora usava uma capa preta que cobria todo o corpo.
– Ustan-san! — Lillith sorri completamente radiante e feliz. Correndo até o rapaz e o abraçando, deixando-o sem graça. — Pensei que tivesse morrido! — Os olhos da garota se enchem de água enquanto o abraçava, mas seu abraço não era retribuído, pois Ustan estava ocupado demais encarando Arthur até a morte e o mesmo devolvia com o mesmo olhar, mesmo que por dentro estivesse morrendo de medo.
– É verdade Ustan... Achamos que estivesse morto! — Arthur fala em um tom irônico, deixando claro que gostaria muito que o garoto tivesse realmente morto. — De qualquer forma, eu e Lillith iremos fugir de Cervus, não sabemos se aqueles magos virão atrás de nós para se vingarem, mas acredito que você queira ficar para se recuperar dos ferimentos, estou correto?
– Errado! — A resposta faz Lillith sorri ainda mais e Arthur trincar os dentes. — Ela não vai com você! — Agora a garota fica confusa e Arthur cerra os punhos.
– Mas Ustan-san... — Lillith tenta argumentar, mas é Arthur que a interrompe.
– Ela precisa ir comigo, para o próprio bem dela!
– Ela não vai! — Reafirma. — Ela não será uma cobaia daquele cientista maluco!
– Do que está falando, Ustan-san? — Fala Lillith.
– Oras Ustan! Claro que não deixarei Zahi fazer o que quiser com a Lillith! — Arthur se defende. — Afinal, ela é minha irmã!
– Como se você se importasse com isso! — Ustan aumenta o tom para Arthur, fazendo o rei recuar.
– Não seja idiota! Ela irá comigo, sim! — Arthur dispara vários anéis de luz roxos na direção de Ustan e Lillith, mas o clone do Natsu empurra a garota para o lado e desvia dos anéis, chegando até Arthur e o enforcando. — E-Espere... C-Calma!
– Eu já sei quais são seus planos! Não vou permiti que a Lillith fique com você nunca mais! — O garoto aperta mais a garganta de Arthur e o rei já começa a ficar com falta de ar.
– Ustan-san, por favor, não! — Lillith tenta impedir uma tragédia, mas Ustan não a escuta. — Por favor! Ele é meu irmão! Se matá-lo eu ficarei muito triste! — Finalmente ouvindo a garota, Ustan larga Arthur que cai no chão do navio tentando recuperar o ar perdido. — Obrigada... Eu irei com você! — O garoto olha para Lillith e assente, depois vai até a garota e a carrega no colo, saltando para fora do barco e a colocando no chão. — Mas por que você não quer que eu vá?
– Eu vou te contar tudo sobre seu passado! — O garoto se agacha perto de onde a corda do navio estava e desfaz o nó que estava feito no tronco de árvore cortado. — Mas antes vamos nos livrar deles! — Ustan empurra o ar na direção do navio, como se estivesse empurrando um objeto pesado. Fazendo o mesmo movimento várias vezes, até consegui formar uma corrente de ar que faz o navio seguir para o horizonte e se afastar do cais. Arthur finalmente se levanta do chão e quando dá por si já estava no meio do mar, conseguindo ver de longe Lillith e Ustan cada vez ficando menores.
– Maldito! Ela é minha Ustan! Meu trufo! Quando eu recrutar meus soldados e finalizar minha vingança, vou caçar vocês até o inferno! — Grita Arthur se apoiando nas bordas do navio, mas a essa altura Ustan e Lillith nem o escutavam mais. — Droga! — Chutando a parede do navio, mas logo percebe seu pé doer e fica saltitando e gritando de uma perna só. — O pior que ele expulsou todos os guardas que sabiam mover esse troço... Eu vou ficar perdido oceano... — Arthur vai até o convés e encontra o radar, onde havia uma luz vermelha piscando no meio do mapa e indicando "Marakon". — Ótimo! As coordenadas já estão programas para irem à ilha de Marakon, só é colocar no piloto automático e já foi! — Apertando o botão redondo vermelho, escrito "Automático". — Próxima parada, ilha de Marakon! — Gargalhando.
...
Já pela tarde do mesmo dia
Agora estamos em ERA novamente. Após o roubo do Nirvana, o Conselho Mágico convocou urgentemente os mestres das Guildas legais para saberem se eles reconheceriam um dos 3 ladrões que levaram o Nirvana, mas nenhum mestre afirmou ter conhecido alguns daqueles magos, nem mesmo eles tinham um símbolo de uma guilda das trevas ou algo parecido que pudessem reconhecer. O Conselho tinha lacrimas de vigilância que captou toda cena do roubo, até a parte onde eles fogem pelo buraco dimensional. No final, a reunião não dá em nada, ninguém tem pistas do paradeiro dessas pessoas e os mestres acabam sendo dispensados. Saindo da sala, Makarov sai preocupado com a situação, pois temia o que essas pessoas poderiam fazer com uma carcaça morta do Nirvana.
– Preocupado, Makarov-san? — A voz do rapaz chama atenção do velhote, levantando o olhar e encontrando Warrod Sequen, um dos 10 Magos Santos, um dos Quatro Reis de Ishgar e atual membro do Conselho Mágico... Olha o currículo do cara...
– Warrod-sama? Ah sim! Um pouco... É que já enfrentamos o Nirvana antes e foi muito complicado... — Como se ele tivesse ido à missão há 9 anos... — Mas não acho que seja algo preocupante, o Nirvana é só uma carcaça agora, não acho que eles consigam ativá-lo... — Os idosos continuavam a andar pelo extenso corredor do Conselho, um ao lado do outro.
– Mas a verdade é que tem sim como ativar o Nirvana. — Fazendo Makarov parar de andar por um tempo pelo susto. — Brincadeirinha! — Warrod ri e Makarov respira aliviado, depois voltam a andar. — De qualquer forma, eu acho que seria viável nos prepararmos para um possível ataque eminente. — Voltando às feições sérias.
– Concordo!
– Acho que seria interessante também aumentar a Elite da Fairy Tail, não acha? — Makarov o olha confuso.
– Como assim? — Pergunta o Mestre.
– Oras como um mago entra para elite de uma guilda? Achava que na Fairy Tail fosse da mesma forma... — Clareando mais a mente de Makarov.
– Ah sim, entendi o que quis dizer. Acho que seria viável sim fazer isso!
– Ótimo! Então, nos despedimos aqui! — Warrod sobe em um arbusto e o mesmo se revela ser uma árvore que estava ali quando começa subir, sendo puxada pelo seu galho extremamente longo, tão longo que ia além do horizonte. — Adeus, pirralho! — Warrod acena e Makarov faz uma reverência, logo depois o velho-árvore já estava bem longe, deixando Makarov sozinho na porta da base do Conselho Mágico.
– Elite de uma guilda... Exame Classe S... — Fala Makarov já pensando em fazer um novo Exame Classe S.
CONTINUA...
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