A Magia Una
26 Armadilha
Notas iniciais

Porlyusica: Grávida de novo... — Completa a rosada. Lucy esboça um sorriso, mas logo é tirado pelo próximo comentário da velha. — Não fique tão feliz, possa ser que dessa vez você tenha um parto complicado... — Sem rodeios, a velha toma o pote das mãos de Lucy e vai até uma Periculo Graviditatis, regando a planta com o líquido avermelhado. Não demorou muito para que a planta começasse a florescer, ficando tão aberto quanto um Girassol. Ambas aguardaram em silêncio os minutos se passarem para saber se a planta teria a mesma reação de antes. Lucy estava muito apreensiva e rezava para que tivesse uma gravidez tranquila. Sete minutos, oito minutos e finalmente os nove minutos que representavam os nove meses de gravidez, a flor não demonstrou nenhuma reação diferente. Da última vez, quando a Periculo Graviditatis chegou nos 9 minutos, a planta brilhou e explodiu em uma explosão de luz, mas dessa vez nada aconteceu. Se passaram 12 minutos e nada dessa reação.
Lucy: Por que ela não explodiu igual daquela vez? — Perguntou assustada. Lucy realmente acreditava que poderia ficar 12 meses grávida devido ao tempo que a planta permaneceu florescida.
Porlyusica: Isso é natural... Aquilo que aconteceu antes que foi estranho... Essa espécie só floresce dessa forma, em outras palavras, você terá uma gravidez normal... — Deixando a loira aliviada, porém curiosa, porque aconteceu aquilo da última vez?
Lucy: Mas a senhora sabe o que significa aquilo de antes? — Porlyusica a olhou com desdém.
Porlyusica: Não faço ideia! Agora saia da minha casa! Já fiz o que me pediu... — Indo até a porta da sua casa e abrindo para que Lucy passasse.
Lucy: Certo! Muito obrigado senhora! Até mais! — Saindo da casa de Porlyusica e andando pela floresta. Durante o caminho, Lucy fica perdida em devaneios de como iria contar essa notícia maravilhosa para Natsu, terminou se distraindo com a floresta em sua volta, como o lago naquele dia estava tão cristalino, as árvores com folhas tão verdes e vivas. Tudo parecia lindo ao redor da loira, mas logo sai do devaneio ao perceber que já estava chegando a hora do almoço e não fizera nada para comerem. A maga celestial decide andar mais rápido, pois é possível que Natsu já tenha acordado e esteja procurando ela, mas a voz de uma pessoa te chamou atenção antes que a loira voltasse para Magnólia.
Lisanna: Lucy?! — A loira para e olha para trás, vendo Lisanna se apoiando em sua bengala e indo até ela. — Podemos ter uma conversa? — Lucy recua uns passos, primeiro porque ficou surpresa em ver Lisanna daquele estado, com bengala e dificuldade de locomoção, parada ali, bem na frente dela. Segundo que na última conversa que tiveram, a albina foi à culpada pela perda do primeiro filho. — Por favor... Quero dá um fim nessa história e prometo que não te machucarei... — Implorando. Lucy pensa por alguns segundos.
Lucy: Está bem... Também quero acabar logo com isso, mas você não se importaria se um dos meus espíritos presenciasse nossa conversa, não é? — Lisanna olha surpresa para a loira, é claro que se importaria. — Só por garantia mesmo... — Não tinha como tirar essa ideia da cabeça da loira. Seria suspeito demais.
Lisanna: Tudo bem... Mas você pode me acompanhar? Queria um local mais reservado... — Outro motivo para a loira desconfiar da albina. Mas de qualquer forma, Lisanna não sabia que Lucy estava grávida de novo, por isso a loira decidiu cair na armadilha da albina de propósito. Lucy tinha confiança em seu poder e em seus espíritos, Lisanna sozinha não poderia fazer nada contra ela e se ela tivesse ajuda, seria no máximo Bickslow, que já foi derrotado por Lucy e Loke. Era essa a lógica da loira, o que ela não esperava, era o que lhe aguardava não era Bickslow, era uma idosa aparentando ter mais de 80 anos.
Lucy: Certo! Vamos... — Lisanna deu de ombros e fez sinal para a loira segui-la. E assim as duas andaram caladas, a intenção de Lisanna era levar Lucy até o local indicado por Samaya. Lucy logo atrás e Lisanna na frente, a loira tentava adivinhar qual seria o assunto da conversa que Lisanna queria tratar com ela, mas não conseguia chegar a nenhuma conclusão, a menos que a albina queira se desculpar, mas isso ela já fez quando descobriu que Lucy havia perdido o bebê, então por que isso agora? Aos poucos foram se afastando cada vez mais da casa de Porlyusica e também de Magnolia, Lucy começou a desconfiar que lugar fosse esse que Lisanna queria levá-la. — Lisanna? — Chamou a primeira vez, mas a albina parecia perdida em pensamentos também. — Lisanna, onde estamos indo? — Finalmente a Strauss fala algo, mas não para de andar e muito menos olha para trás.
Lisanna: Você não precisa chamar seus espíritos, iremos conversar na presença de uma amiga minha... — Ainda olhando fixo para frente e dando passos devagar, sendo acompanhada pela loira.
Lucy: Uma amiga? — A loira se pergunta mais para si do que para Lisanna. Afinal, quem seria? Nunca vira Lisanna em companhia de outra garota sem serem os membros da guilda.
Lisanna: Sim, na verdade é uma senhora de 80 anos de idade, mas ela me ajuda muito nesse período difícil da minha vida. Então você não precisa se preocupar com sua segurança, ela não irá te fazer nada... — Rindo baixo. Lucy se aliviou por alguns segundos, mas voltou a se preocupar quando pensou.
Lucy: "E o que uma senhora de 80 anos pode fazer para impedir que você tente algo contra mim..." — Definitivamente decidiu chamar um de seus espíritos se fosse conveniente. — Lisanna, mesmo assim você não respondeu minha pergunta, onde estamos indo? — Voltou a questionar.
Lisanna: Calma, já estamos chegando! — A floresta ia ficando cada vez mais densa, onde a luz do Sol não batia com tanta força. Finalmente elas haviam chegado a um local mais aberto, as árvores ficavam apenas ao redor desse local, possibilitando que os raios solares voltassem a tocar o solo com força. — Chegamos! — Disse ofegante pela longa caminhada, pelo menos para Lisanna que estava com dificuldade de locomoção. Lisanna começou a olhar a sua volta como se estivesse procurando por alguém. — Estranho... A Samaya era para estar aqui... — Realmente, nem a albina sabia por que a velha não estava ali.
Lucy: E sua amiga? — Perguntou desconfiada.
Lisanna: Deve ter se atrasado... — Lisanna percebe o olhar de Lucy de desconforto. — Para de me olhar dessa maneira, olhe bem o meu estado, estou fraca, manca e feia. E você ainda está forte e linda! — Apontado para a loira que apenas observava o pequeno show da albina. — O que acha que eu posso fazer contra você? Nem mesmo magia eu posso usar, porque me cansa demais... — Dizendo suas reais condições com tanta convicção como se fossem suas qualidades. Olhando para as condições de Lisanna, a loira fica com pena e ao mesmo tempo segura, nunca seria tão covarde para chamar um de seus espíritos para dar cabo de uma garota que no momento estava frágil. Lucy se um pouco aliviada, mas ainda se mantém alerta.
Lucy: Fala logo Lisanna, o que você quer conversar comigo? — Volta ao assunto principal da conversa.
Lisanna: Bem... Acredito que não seja novidade para você que eu ame o Natsu e antes eu fiz aquela coisa horrível com você... — Desviando o olhar para o lado. — Primeiro queria muito te pedir perdão pelo o que eu fiz, por minha causa, você terminou perdendo seu filho... — Lisanna deixa escapar lágrimas e volta a olhar Lucy no fundo dos olhos. — Eu estou me sentindo um lixo por ter feito isso... Eu não mereço ser membro da Fairy Tail... — Suas lágrimas eram verdadeiras e dolorosas, os olhos achocolatados da loira começam a marejar por pena da albina. O que era para ser um plano de Samaya acabou sendo um desabafo de Lisanna. — Eu... Desisto disso tudo... — Falava alto, como se fosse para outra pessoa e não para a loira. — Eu desisto do Natsu! — Agora Lisanna grita olhando para o céu, a loira não entendia essa atitude da albina, era como se ela estivesse falando com outra pessoa ao invés dela. — Por favor... Eu tenho pouco tempo de vida... E a única coisa que posso te dar é meu filho, por favor, aceite como um presente para fazer o Natsu feliz... — Lisanna volta a falar com a voz embargada e já soluçava devido aos choros. Lucy não suporta mais ver sua companheira sofrer daquele jeito, anda até Lisanna e a abraça, deixando algumas lágrimas escaparem também.
Lucy: Tudo bem... Tudo bem Lisanna... Não precisa mais sofrer, você encontrará alguém que te ame e corresponda seu amor... — A albina ainda não havia retribuído a loira, pois ficou surpresa de Lucy tê-la perdoado depois de tudo que fez a loira passar. — Claro que você merece ser membro da Fairy Tail, pois você só seguia o que o seu coração mandava, é isso que é um membro da Fairy Tail! Foi isso que essa guilda me ensinou e irei levar para a vida toda! — A albina sorrir feliz, se sentia aliviada. Finalmente Lisanna retribui o abraço de Lucy, voltando a derramar mais lágrimas nos ombros da loira. Duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem, abraçadas, chorando e se perdoando. Ambas grávidas.
Lisanna: É que eu me sinto tão culpada por você ter pedido seu filho... — Ainda se lastimava pelo seu maior erro. De fato, Lisanna estava realmente arrependida e isso não fazia parte de plano algum. Para sua própria proteção, Lucy não queria contar que estava grávida novamente, mas após presenciar a albina daquele jeito frágil e se sentindo culpada, decidiu mudar de ideia.
Lucy: Deixa eu te contar uma novidade... Nem o Natsu sabe disso ainda... — Sorrindo. Lucy se afasta e fica com as mãos apoiadas nos ombros de Lisanna. — Eu estou grávida de novo... — Disse medindo as palavras. Não sabia qual seria a reação de Lisanna. A albina por sua vez, surpreendeu Lucy, abrindo seu sorriso lindo, bem parecido com o de sua irmã mais velha Mirajane. Ali Lucy viu que a albina estava realmente falando a verdade e aquelas lágrimas eram as mais puras lágrimas de dor e sofrimento que já vira. — Então você não precisa se sentir culpada... Você vai sair bem dessa e nossos filhos serão grandes amigos! Você ainda viverá e verá nossos filhos crescendo um ao lado do outro... — As duas rivais, agora sorriam com a felicidade uma da outra. Mas logo o sorriso de Lucy some ao ver um raio de coloração roxa indo em direção as duas. — Lisanna, cuidado! — Aproveitando que estava com as mãos em seus ombros, Lucy empurra Lisanna para o lado, evitando que a albina fosse atingida, porém recebendo o golpe. Mas ao invés de ser empurrada para trás ou ser explodida, o raio ao se aproximar de Lucy se enrolou no pulso da loira, virando uma espécie de pulseira, brilhante e roxa. — O-O que é isso? — Analisando aquele objeto estranho em seu braço. Lisanna havia caído sentada no chão e por pouco não machucava a barriga. As duas ouvem uma risada ranheta e olham em direção de onde o raio veio. A albina se põe de pé e fita atentamente a figura que se revela por de trás dos arbustos e árvores ali presentes.
Lisanna: Samaya?! — Arregala os olhos confusos. A velha se revela. Dessa vez com um cetro de ouro nas mãos enrugadas. O mesmo cetro que Arthur usava.
Lucy: Você a conhece?! — Perguntando para albina, a mesma assentiu.
Lisanna: Ela é minha amiga que te falei. Samaya, eu decidir desistir de todo plano, não quero enfeitiçar o Natsu com uma poção do amor... — Lucy olha surpresa para Lisanna, então realmente aquilo tudo fazia parte de um plano?
Samaya: Como eu imaginava que você desistiria, mas não vou permitir que você estrague isso. Lisanna, logo agora que ele está tão perto! — Fala alterando a voz.
Lisanna: Eu percebi que isso não irá dar certo, de que adianta um amor falsificado, tirando de uma garrafa com líquido? — Lucy apenas observava a duas atentamente. — Agora a Lucy está grávida de novo, tenho certeza que ela fará o Natsu feliz...
Samaya: E é por isso mesmo que a quero... — Samaya ri baixo. Lucy logo percebe que aquilo seria um sequestro.
Lucy: Nunca que você irá me levar daqui! — Puxando a chave de ouro de Cancer. — Abro-te o portão para palácio do Caranguejo Gigante, Cancer! — Mas sua voz apenas ecoou pela floresta vazia, sem nem circulo mágico se forma ou sua chave dourada brilhar. — O que aconteceu? — Se apossando de mais outras chaves de ouro. — Abro-te o portão para o palácio da empregada, Virgo! — E a mesma coisa aconteceu, ou melhor, nada aconteceu para desespero da loira. — Taurus! Loke! Gemini! — Chamando os outros espíritos desesperadamente. Lisanna fica sem entender o porquê de Samaya fazer isso e a velha gargalha alto.
Samaya: Você nunca vai usar magia! Isso no seu pulso é o 'Power Drain' do Rei Arthur, é capaz de transformar até Magos Santos em meros humanos mortais! Isso irá sugar seu poder mágico até você ficar inconsciente! — Gargalhando mais ainda. Samaya olha para o cetro em suas mãos e depois faz com que o mesmo desaparecesse em um brilho roxo – Agora ele voltou para o seu dono... – Rindo da cara das garotas. Lisanna se sente uma inútil, pois nem precisava daquele bracelete para que não conseguisse usar magia. Sua própria gravidez já havia colocado essa limitação nela. Lucy sente seu corpo enfraquecer e se mantém firme apenas com um joelho no chão e a mão na cabeça, a loira começava a ver tudo embaçado, o que prova que aquele bracelete estava realmente sugando seu poder. Lisanna se preocupa com a loira.
Lisanna: Samaya, por favor! — Indo com certa dificuldade para frente de Lucy e abrindo os braços para proteger a loira.
Samaya: Samaya?! Bom... Eu já conseguir o que queria, não preciso mais ficar usando essa pele velha e fétida! — A velha tira seu capuz e sua capa, deixando ambos caírem no chão e revelando seu corpo pelado, com seios caídos e um corpo esquelético cheio de rugas, era visível uma corcunda em suas costas, onde os seus ossos da coluna eram bem destacáveis. Lisanna faz cara de nojo ao presenciar a cena. A única coisa viva e jovem naquele corpo que mais parecia uma carcaça eram os cabelos, negros e brilhantes. — Vou revelar minha verdadeira forma para vocês! — Samaya leva a sua mão direita até o alto da sua testa. A mesma usa a unha enorme do dedo indicador para tocar o local e com ela vai descendo em linha reta, rasgando a pele do seu próprio corpo, como se estivesse dividindo seu corpo em duas partes, mas não parava no rosto. Samaya prossegue, passando por entre os seios caídos, barriga achatada, umbigo e parando no ventre. Lisanna olha tudo assustada, assim como Lucy que horas via algo nítido e outra hora enxergava tudo embaçado. Após ter divido a pele do seu corpo no meio, Samaya leva as duas mãos até o rosto, colocando suas grandes unhas entre o rasgo que fez em seu rosto e puxando sua pele, em uma forma bizarra de trocar de pele, como uma cobra faz. A pele velha e enrugada logo é substituída por uma pele nova e lisa. Ao decorrer da mudança, Samaya vai ficando na forma ereta e sua corcunda desaparecendo, seus cabelos antes presos em um coque, agora estavam soltos e ondulados, porém não perderam o brilho, assim como seus olhos verde-limão. Samaya vai ficando em uma forma jovem e muito bonita, seus seios agora eram duros e empinados. Leva alguns minutos até ela mudar completamente a pele do seu corpo, revelando uma mulher morena linda e com corpo muito bem trabalhado. As únicas coisas que lembravam à antiga Samaya eram seus olhos verdes, os cabelos negros e lindos e suas unhas grandes e limpas. Lisanna e Lucy ficam boquiabertas com tudo que viram. — Essa é minha verdadeira forma, meu nome verdadeiro é Samantha Chad! – Samantha falava mansa e arrastando, fazia questão de puxar bastante a pronúncia da letra "S", era algo que lembrava o sibilar de uma cobra. Seus lábios agora carnudos e marcados com um batom vermelho, sua maquiagem pesada, com uma sobra da cor laranja e seus cílios postiços enormes, destacando seus olhos esticados.
Lisanna: V-Você me enganou esse tempo todo?! — Lisanna nem mesmo sabia se isso era uma pergunta ou uma afirmação. Samantha apenas ri da cara da albina.
Samantha: Confesso que foi divertido usar você esse tempo todo... Mas nem tudo que te contei foi mentira... — Sorrindo de canto. — Cronos! — Ordena do nada e quatro guardas, vestindo roupas que lembravam armaduras medievais, porém na coloração roxa, aparecem entre os arbustos. Dois atrás de Samantha e dois atrás de Lucy e Lisanna. — Levem a loira daqui! — Um dos guardas que estava atrás da morena lhe entrega algumas peças de roupa na qual Samantha logo começa a se vestir. Os outros dois guardas atrás das garotas da Fairy Tail, vão até Lucy a segura a loira, colocando as duas mãos da loira para trás de forma brusca.
Lucy: Me soltem! — A loira tenta se debater, mas estava muito fraca.
Lisanna: Lucy! — Lisanna se preocupa e tenta andar até a loira, mas é chamada atenção por Samantha.
Samantha: Lisanna! — A albina para e direciona um olhar medonho para a morena, porém nem ao menos intimida Samantha. — Irei fazer minha parte do acordo... — Samantha termina de se vestir, usava um top que cobria apenas os seios, de cor roxa com centro brilhante, desse top puxava uma manga que ia até as costas das mãos de Samantha. A manga era de coloração amarela, porém com manchas de cor roxa, o que lembrava pele de cobra. Na parte inferior, Samantha usava um cinto, que parecia um cinturão de lutador de boxe, desse cinturão descia uma saia preta e longa, com detalhes enormes em cada lado da perna, passando a impressão que estava rasgada e dando um aspecto selvagem para a moça, ainda mais quando Samantha estava apenas descalça. A morena estende sua mão e o segundo Cronos atrás de si lhe entrega uma garrafa pequena de vidro, contendo uma coloração rosa dentro e com a tampa em forma de cabeça de cobra naja. — A poção é sua! — Estendendo a garrafa até Lisanna.
Lisanna: Eu falei que não quero isso! Quero que você solte a Lucy agora mesmo! — A albina fala furiosa.
Samantha: Então você não confia mais em mim só porque revelei ser uma jovem bonita ao invés de uma idosa? — Forjando uma falsa decepção. — Eu continuo sendo sua amiga, Lisanna! E tudo que eu quero é o seu bem... — De repente, os olhos da morena começam a brilhar intensamente. Lucy percebe e tenta avisá-la.
Lucy: Lisanna! Não olhe nos olhe del... — Mas antes que pudesse completar o aviso, um dos guarda amordaça a loira. Lisanna não entende o aviso de Lucy e olha fixamente para aqueles olhos verde limão que tanto lhe ajudara nos momentos difíceis.
Samantha: Eu sei que no fundo você sempre o quis! — Samantha anda cautelosamente até a albina que nesse momento não demonstrava sentimentos em seus olhos azulados. — Ele é seu por direito! Você o conheceu primeiro e é por isso que é você quem deve ser feliz ao lado dele! — Ficando de frente com a albina. — Não relute mais minha flor, tome isso... Coloque em alguma bebida e dê para ele beber, não se preocupe com o cheiro, essa poção não tem cheiro algum... — Estendendo a mão para que Lisanna pegasse a poção. A albina hesita por longos segundos. — É sua única e última oportunidade na vida de tê-lo para você... — Com essas palavras, Samantha consegue com que Lisanna apanhe a garrafa de suas mãos. A albina olha para Lucy e sussurra no ar um "Me perdoa". Lucy começa se debater ainda mais, não queria perder o Natsu daquela maneira. A loira fica desesperada ainda mais por não conseguir gritar por socorro e não entendia porque seus espíritos não atravessavam o portão usando seu próprio poder mágico. — Boa sorte, Lisanna! — Bagunçando os cabelos prateados. A albina inicia seus passos, pegando sua bengala que havia caído no chão e voltando a andar olha para trás. Para Lucy, era sofrido ver que Lisanna realmente ia fazer o que Samantha havia lhe ordenado, mas a culpa não seria da albina, pois estava hipnotizada. Com suas mãos trêmulas e segurando firme a garrafa, Lisanna continua seu caminho. — Foi bom o tempo que passamos juntas! — Samantha grita quando a albina se distancia cada vez mais, gargalhando logo em seguida. Por fim, Lisanna desaparece entre as árvores da floresta. Samantha vai até Lucy que estava de joelhos e se agacha para ficar na mesma altura que a loira, puxando de uma só vez a mordaça da loira e fazendo com que a garota gritasse de dor. — Então, você queria falar algo, não é?
Lucy: Sua hipnose não funcionará contra a Lisanna! Alguém irá tirá-la do transe! — Esbraveja. Samantha ri de canto.
Samantha: Hipnose? Na nossa guilda quem tem essa magia é outro mago... — Lucy fica sem entender. Samantha volta ficar de pé, exatamente para passar sensação de superioridade. — Essa magia que utilizei é Magia de Persuasão! Ela não funciona de forma fácil, a menos que a vítima tenha a mesma intenção que eu sugerir... Ou seja, eu apenas sugiro, mas na verdade a pessoa está ciente do que está fazendo! — Gargalhando da cara de assustada da loira.
Lucy: Natsu... — Lucy desejava que seu amado estivesse ali naquele momento. Logo o arrependimento de ter saído sem avisar a ninguém cai sobre a loira. Lucy já desconfiava que estivesse grávida, mas preferiu ir sozinha até Porlyusica para não dá falsas esperanças ao rosado e vê-lo frustrado novamente — Poção do amor não irá funcionar para quem conhece o amor verdadeiro! — Tenta sair por cima, mas novamente Samantha tem um truque na manga.
Samantha: E quem disse que aquilo era poção do amor? — Lucy a olha assustada. Samantha volta a colocar a mordaça na loira e para provocá-la, coloca sua língua para fora, que era anormal, era negra com duas pontas, bem parecida com língua de cobra, e usando a língua, se agacha novamente para lamber o rosto de Lucy, indo da bochecha até o canto do olho direito. A loira fecha os olhos com nojo, mas não podia fazer mais nada. — Vamos embora! — Dá a ordem e os guardas carregam a loira para uma carruagem que estava ali escondida.
...
Como a própria Samantha explicou, a sua magia não era Hipnose da maneira fácil de entender, era uma Magia que persuadia a pessoa a fazer o que ela mesma queria. Como se fosse um incentivo. Uma magia inútil se não souber usar da maneira correta, como Samantha fez. A mulher cobra despertou novamente o lado invejoso e mimado de Lisanna, a albina conseguiu ser convencida de uma forma tão fácil a fazer algo que no fundo ela queria. Talvez nem precisasse a Samantha gastar sua magia para isso, talvez com apenas algumas frases de alguém que a apoiasse, Lisanna iria fazer algo de errado. Andando o mais rápido possível, ainda usando sua bengala, a albina conseguiu chegar à Fairy Tail, lá ela tinha certeza que encontraria Natsu, além do mais era o local mais próximo do que a casa de Mirajane.
A albina entra na guilda, chamando atenção de olhares curiosos. Também não era para menos, fazia 2 meses que Lisanna não ia na guilda cumprimentar o pessoal, sempre inventava a desculpa de não conseguir se levantar ou está fraca, todos a encaram e a albina até ficou constrangida com os olhares. A garrafa que Samantha havia lhe entregado, chamou atenção de alguns membros, mas poucos tiveram a coragem de lhe perguntar o que era, pois não sabia qual seria a resposta de Lisanna, desde que ela fez escândalo na guilda por causa do namoro de Natsu e Lucy.
Happy: O que é isso Lisanna? — Escutou a voz do Exceed atrás de si, se assustando, mas conseguir conter o grito para não chamar mais atenção ainda. O gato azul se referia à garrafa em sua mão.
Lisanna: Hã? Isso? Bem... — Pensando rapidamente em uma desculpa. — Isso é... É uma poção para dores dada pela senhora Porlyusica! — Obviamente mentiu. E se fosse reparar a cor daquela poção com a tampa da garrafa bizarra, não seria estranho se aquilo fosse mesmo de Porlyusica. Aproveitando a presença do exceed, Lisanna não perde tempo para perguntar — Happy, você viu o Natsu? Quero ter uma conversa com ele...
Happy: Aye! Ele estava procurando pela Lucy que sumiu hoje de manhã, mas agora ele está ali! — Apontando para uma mesa afastada das outras. Lisanna direciona a orbe azulado na direção indicada por Happy e encontra o rosado sentando sozinho em uma mesa, parecia triste.
Lisanna: Ele está bem?
Happy: Aye! Só está preocupado com a Lucy! — O exceed pousa no chão e retira de dentro de sua mochila verde duas garrafas de vidro, com um líquido negro que parecia refrigerante. — Eu fui comprar essa bebida para ele se animar um pouco!
Lisanna: O que é isso?
Happy: Água Doce e Espumante! Só vende em um lugar aqui em Magnolia. É a nova sensação, você deveria experimentar!
Lisanna: Eu agradeço, mas vou negar dessa vez. Realmente preciso ir falar com ele! — Lisanna já ia da um passo em direção ao rosado, quando uma ideia lhe veio em mente. — Espera Happy! Posso levar a bebida dele para ele? — Perguntou com um sorriso singelo. Happy não viu maldade nisso e aceitou de bom grado.
Happy: Pode sim! Já poupa meu tempo, porque preciso pescar um peixe para Charle e comprar mais uma dessa bebida para ela — Happy voa novamente e se aproxima da orelha de Lisanna para falar algo. — Há boatos que essa Água Doce e Espumante é capaz de aflorar os sentimentos das pessoas! — Cochichando como se estivesse falando algo errado. Lisanna sorrir.
Lisanna: Com certeza pode aflorar os sentimentos das pessoas... — Falando mais para si do que para o gato. Lisanna sorrir maligno, já pensando em seu plano. Seu sorriso estranho não passou despercebido por Happy.
Happy: Você está rindo igual a Lucy quando recebe o dinheiro da missão! — Foi inevitável o comentário. A albina revira os olhos e pega a garrafa da mão do Exceed, indo em direção ao bar da guilda. — Aonde vai?
Lisanna: Vou colocar em um copo, é nojento tomar na garrafa... — Sorrindo e fazendo cara de nojinho. — Mas vou entregar para ele e dizer que você que mandou entregar! Fica tranquilo!
Happy: Aye! Então irei para pescaria! Tenta animar o Natsu um pouco!
Lisanna: Pode deixar! — O exceed sai pela guilda. Agora seu plano estava completamente feito em sua mente, só precisava colocar a parte 2 em ação. Lisanna entra por trás do balcão, onde se encontrava sua irmã mais velha. — Mira-nee, me empresta dois copos para colocar essa bebida? — Mira direciona o olhar e Lisanna rapidamente esconde a garrafa de Samantha atrás das costas e para distrair, exibe a garrafa entregue por Happy.
Mirajane: Fico feliz que você tenha se esforçado em vim aqui! — Já indo em direção a estante de copos logo atrás de si.
Lisanna: É que preciso falar com o Natsu, faz tempo que não conversamos...
Mirajane: Enquanto ao Bickslow? — Lisanna entristece ao se lembrar do mago que cuidara dela até o momento.
Lisanna: O que tem ele?
Mirajane: Você já deve ter percebido como ele te olha, não é? — Lisanna sorrir.
Lisanna: Na verdade não, ele usa capacete Mira-nee, não tem como saber como ele me olha — Gargalhando baixo. Mira entrega os copos para sua irmã mais nova.
Mirajane: Mas não precisa exatamente saber como ele te olha, nos próprios gestos dele acho que já fica claro! — Lisanna pensa por alguns segundos sobre os sentimentos do mago da Raijinshuu.
Lisanna: Só o tenho como um grande amigo, eu amo outra pessoa... — Direcionando seu olhar para Natsu que estava sentado com uma expressão entediada. Mirajane olha para sua irmã com olhar de pena. Lisanna vai para a estante e começa a derramar o líquido da garrafa entregue por Happy nos copos, no segundo copo, tomou todo cuidado do mundo para que ninguém visse que ali ela estava despejando uma coisa a mais em uma das bebidas, um líquido rosa que logo se misturou com a bebida negra e ficando imperceptível a olho nu. Sem questionamento por parte de ninguém, Lisanna teve a confiança que ninguém havia percebido. Colocando os dois copos em uma bandeja e levando até Natsu. Logo o rosado percebe a presença da albina. — Oi, posso me sentar aqui? — Natsu não responde, ao invés disso, se levanta da sua cadeira e pega a bandeja da mão de Lisanna, colocando na mesa e em seguida puxando uma cadeira para que a albina se sentasse — Obrigada... — Disse tímida pelo cavalheirismo do rapaz, se uma coisa de bom que Lucy o ensinou, era como ser um cavalheiro com as mulheres.
Natsu: Como você está? — Voltando a se sentar na sua cadeira. Os olhos expressivos de Natsu analisam todo o corpo de Lisanna, percebendo claramente que ela não está bem. Lisanna percebe os olhos de Natsu em si e fica corada por ele encará-la dessa forma, não que ele quisesse ou sentisse interesse em algo nela, mas é costume do Natsu olhar fixamente para a pessoa com seus olhos expressivos. Lisanna nunca negou que a parte do corpo que mais lhe deixava encantada eram os olhos do rapaz.
Lisanna: Estou tentando viver... — Disse em forma triste. Naquele momento, Lisanna estava em um conflito interno se dava ou não a bebida para ele. Mas seu amor novamente lhe cegou a partir do momento em que ela pensou que aquela era a oportunidade certa. Para ela, era como se o destino estivesse a ajudando, seria muito raro encontrar Natsu sozinho em uma mesa, era realmente o destino que estava do seu lado dessa vez. — Trouxe essa bebida, Happy que pediu para lhe entregar... — Empurrando a bandeja em direção ao rosado. — Se importa se eu beber um pouco com você?
Natsu: Não vai lhe fazer mal? — Perguntando preocupado pela saúde da amiga.
Lisanna: Claro que não, é só uma bebida... — Para não dá oportunidade de o rosado pegar a bebida que não está com a poção, Lisanna rapidamente segura seu copo, mas sente a mão quente do rosado em cima de sua mão, deixando ambos constrangidos. Natsu tira rapidamente sua mão de cima da mão de Lisanna. — Essa é minha... — Rindo com o constrangimento de ambos. De fato, se a albina não tivesse sido rápida, teria que beber a Água Doce e Espumante que estava com a poção, pois Natsu foi diretamente à bebida que estava sem o líquido rosa. Cada um pega seu copo e Lisanna se alivia do rosado ter pegado a bebida "certa". — Então Natsu, o que acha de nós conversarmos em outro lugar? — A albina não sabia como se daria o efeito da poção, por isso preferiu ficar em um lugar sozinha com Natsu.
Natsu: Por que não pode ser aqui? — Colocando uma expressão emburrada. Na verdade, Natsu estava irritado com o sumiço de Lucy. — Aliás, você viu a Lucy por aí? — Perguntou isso para todos que viu naquele dia. Com Lisanna não seria diferente. Com a pergunta repentina, a albina arregala os olhos e depois tenta se acalmar para não chamar tanta atenção.
Lisanna: N-Não a vi em lugar nenhum... — Ficando claramente nervosa. Agora o olhar de Natsu sobre Lisanna demonstrava curiosidade e com certeza a próxima pergunta do rosado seria "Por que está nervosa?". Para evitar isso, rapidamente a albina levanta seu copo. — Vamos fazer um brinde a nosso filho? — Natsu franziu o cenho, não gostando daquilo e automaticamente deixando Lisanna cada vez mais nervosa.
Natsu: Por que eu deveria brindar? Fazendo isso, eu estaria brindando à sua própria morte... — Fala em tom triste. Natsu ainda se sentia culpado pelo o que poderia acontecer com Lisanna.
Lisanna: Não fica assim... — Levando a mão até o rosto triste de Natsu. O rosado não recuou do toque da albina, sabia que ela estava vulnerável e que se sentia culpado. Se Lisanna pedisse um beijo, Natsu daria de bom grado para agradá-la, mas claro que isso ele jamais contaria para ela. — Vamos brindar então à nossa amizade? — Sugerindo algo que incomodasse menos o rosado. — Por que apesar de tudo, nós continuamos amigos, não é? — O rosado esboça um sorriso e assenti — "Pelo menos por enquanto..." — Completou internamente. Os dois amigos de infância brindam e bebem todo o líquido. Os olhos de Lisanna não evitaram em acompanhar cada gole que Natsu dava, cada gota que o rosado bebia, Lisanna acreditava que era cada gota de amor que ele sentiria por ela.
Natsu: Estava ótimo! — Limpando a boca com sua munhequeira. Lisanna concorda. A albina já estava ansiosa para que a poção fizesse logo efeito.
Lisanna: Sabe Natsu... Independente do que acontecer comigo, eu queria te pedir para não se sentir culpado. — Lisanna fala de repente. Chamando atenção do rosado. — Eu quero que me prometa que não deixara de viver por causa de mim, desejo do fundo do coração que você e a Lucy sejam felizes e cuidem bem do meu filho... Me promete isso?
Natsu: Só se você me prometer algo? — Lisanna o olha esperando a continuação que não demorou por parte de Natsu. — Me promete que não irá desistir fácil na hora do parto? Que irá lutar para sobreviver até o fim, como uma maga da Fairy Tail? — Lisanna sorrir e deixa uma lágrima escapar pelas palavras do rosado.
Lisanna: Prometo... — Foi sincera sua promessa, apesar de quê, ela estava confiante que teria o Natsu e queria desfrutar dele por muito mais tempo.
Natsu: Certo! Então eu também prometo! — Sorrindo de orelha a orelha. — Vem! — Natsu se levanta da cadeira e faz com que Lisanna se levante também. Abraçando a albina, com cuidado para não machucá-la. Lisanna sorrir com aquele momento mágico para ela.
Lisanna: "Com certeza a poção já está fazendo efeito. Se o amor dele for algo gradativo, será perfeito para não ficar muito suspeito..." — Pensou enquanto abraçava Natsu cada vez mais forte. Lisanna puxava bem o cheiro que o rosado estava. Era um perfume meio amadeirado, era um cheiro que lembrava de leve uma pimenta bem cheirosa, mas era ao mesmo tempo adocicado.
Natsu: Seremos amigos para sempre! — Não. Definitivamente a poção ainda não fez efeito para desgosto de Lisanna. Porém, de repente Natsu fica calado e Lisanna estranha esse comportamento. — L-Lisanna... E-Eu estou tonto... — Alerta a albina com dificuldades para falar. Lisanna cessa o abraço ao mesmo tempo em que Natsu se ajoelha no chão. Lisanna encara Natsu e ver que o rosto do rosado estava pálido. — N-Não consigo... Não consigo respirar... — O rosado fala ofegante, tentando puxar o máximo de ar possível. — Merda! — Berra por não entender o que se passava com o próprio corpo. Natsu apoia uma mão no chão e com a outra tira rapidamente seu cachecol para conseguir respirar. — O-O que está acontecendo? — Se perguntava. Lisanna apenas o observava com seu olhar de pânico. A albina também não tinha reação e estava confusa. Será esse o efeito da poção?
Lisanna: Tenta puxar o ar. Mantenha a calma! — Tentava acalmá-lo, mas estava ainda mais nervosa que ele. Os outros membros da guilda ainda não havia percebido a pequena confusão que se formava. O rosado tentava o máximo respirar, mas não conseguia. Sua visão foi ficando cada vez mais turva e escura. Seu corpo estava amolecendo e sentia uma dor que nunca sentiu antes em seu estômago. Natsu abria a boca para tentar puxar mais oxigênio. Já iniciava o suor frio, indicando que seu corpo não estava bem.
Natsu: Lisanna... Me ajude... — Aqueles mesmos olhos que minutos antes transmitiam alegria, agora encarava a albina expressando dor, sofrimento, confusão e até medo. Lisanna se assusta ao presenciar medo nos olhos de Natsu. Foi o último pedido, antes da sua visão se apagar completamente e Natsu cair de buço no chão. Ao ver o homem que amava naquele estado. Lisanna entra em desespero e grita por ele aos prantos.
Lisanna: NATSU!
CONTINUA...
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