A Magia Perdida
29 ...o coração não sente!
Notas iniciais
Não demorei viram?! Estou feliz com vocês,pois estão comentando os capítulos direitinho mesmo quando eu faço capítulos pequenos e sem graça!
Hoje eu resolvi olhar como estavam os favoritos da fic, e eu tenho 160 leitores, isso para mim é um record... Não me importo se somente 15 deixam reviews, porque um dia esses fantasmas saberam quando tiverem fic, o que é ficar triste por uma coisa que ninguém tem a consideração de deixar um comentário!
Como viram, esse ficou enorme, por isso o dividi em dois, a primeira parte (o que os olhos não veem), e essa é a segunda parte (o coração não sente), viram?!kkkkkkkkkkkkkkkk
Ficou grande mesmo... mas espero que leiam tudo!
Sempre que Lucy voltava para Magnólia, tinha algo que sempre a fazia lembrar do por quê de ter escolhido aquela cidade para morar. Todos a tratavam como um família, e naqueles últimos anos em que já havia se adaptado a cidade, toda vez que voltava de alguma missão era sempre bem recebida.
As crianças vinham atrás dela para conversar e saber como foi a missão, e alguns ainda pediam para os espíritos, e vez ou outra a loira mostrava algum espírito.
Mas naquele dia era diferente, já que a mesma estava voltando de missão com dois caras, completamente estranhos. Um emo, e um mauricinho.
-Arg... essa cidade continua com o cheiro de cerejeira!- Sting reclamou.
-Deve ser porque tem cerejeiras pela cidade inteira, Sting!- Rogue respondeu como se fosse óbvio.
-Esse cheiro é irritante!
Lucy preferiu ignorar os comentários de Sting à medida em que desciam pela rua rumo a guilda.
-A cidade está mais organizada!- Rogue falou, olhando ao redor.
-Para mim, continua a mesma coisa!- Sting reclamou.
-Por que você é sempre mal humorado desse jeito?!-Lucy perguntou, sarcástica.
-Por que eu teria motivos para ser agradável com você?!- Ele rebateu.
-Já vão começar...- Rogue sussurrou.
-Você acabou de me conhecer, devia ao menos se esforça para tentar manter uma amizade comigo!- Lucy falou.
-Eu não quero amizade com nenhuma fadinha, principalmente se ela for loira e irritante!
-Você também é loiro e irritante!
-Mas eu sou mais forte, meu amor!
Lucy bufou, irritada.
-Você é muito chata, e ridículo... seu... seu idiota!
-A princesa está usando palavras feias?- Sting falou sarcástico.
-Parem os dois!- Rogue se meteu.- Lucy podemos ir logo para a guilda, assim você não terá de aguentar mais o Sting na sua cola!
Lucy respirou fundo, como se estivesse contando até dez.
-Você tem razão, Rogue! Me perdoe, por um instante eu perdi a cabeça!- Ela lançou um olhar maligno para Sting, que sorriso abertamente.
A loira se virou, continuando o caminho para a guilda, e os dois Dragon Slayer seguiram-na.
-Por que faz tanta questão em irritá-la?!- Rogue, sussurrou bravo para o irmão.
-Você não vai entender agora, mas, mais tarde te conto!- Sting respondeu.
-Deixe disso, Sting! Nunca tivemos segredos um com o outro!
Sting revirou os olhos, antes de se aproximar mais do irmão.
-Lembra quando lutamos contra o Natsu?!- Sting falou.
-Lembro. Nós perdemos aquela luta!
-Esquece isso!- Sting disse irritado.- Quando o Natsu estava perdendo a Luta, quase desistindo, você lembra o que aquele gato azul disse para ele?!
Rogue franziu o cenho por alguns minutos, e olhou para o chão tentando se recordar da briga, mas log seu olhar retornou para o rosto do irmão, demonstrando confusão.
-Como você se lembra dessas coisa?! Eu não lembro!- Ele falou.
-Você é muito desligado, Rogue!- Sting falou, chegando ainda mais perto do irmão.- Aquele gato disse: “Natsu, você precisa se manter forte pela Lucy!”, e o Natsu disse que não conseguiria, foi então que o gato disse: “ Se essa luta fosse para protege-la, você desistiria?!”, e do nada ele arranjou forças.
-Ainda não entendi.
-Ela é a Lucy!- Sting apontou para a loira, na frente dos dois.
Rogue olhou para ela alguns instantes.
-Tudo bem, o que isso tem haver com toda as discussões de vocês dois?!-Rogue perguntou.
Sting se endireitou ao lado do irmão, atingindo uma postura mais séria.
-Acho que ele a identificou como parceira!- Sting respondeu.
-E está brigando com ela, para tentar irritar ele?!
-Não! Só quero saber o que essa garota tem de tão especial, para que o salamander a tivesse identificado como parceira!- Sting respondeu simplesmente.
-Isso faz todo sentido!- Rogue respondeu, voltando seu olhar para a loira.
-É ali!- Lucy apontou, para o prédio no final da rua.- Minha guilda Fairy Tail.
Os dois analisaram o prédio rústico, porém grande e bem arquitetado.
-Também está diferente do que lembro!- Rogue falou.
-Continua com cheiro de coisa podre!- Sting respondeu.
-Podre é você, seu dragãozinho brilhante!- Lucy exclamou.
Os dois riram com o apelido que a loira colocará em Sting.
Lucy abriu as portas da guilda, se sentindo totalmente em casa, vendo todos em seus devidos lugares, com ausência apenas de alguns que saíram em missão.
-Voltei pessoal!- Lucy avisou.
-Yo, Lucy!- Romeu gritou de um lado.
-Lucy-san trouxe os brincos?!- Wendy perguntou do balcão.
-Trouxe sim, e ainda consegui um desconto nessa caixinha de música para a Charles!- Lucy avisou tirando dois pacotes da bolsa.
Wendy era outra Dragon Slayer que havia se juntado à guilda recentemente. Sempre quando saia em missões com Lucy, Gray e Erza, Wendy nunca desgrudava de Lucy já que as duas preferiam ficar escondidas enquanto Gray e Erza destruíam tudo.
-Obrigada, Lucy-san!- A garota agradeceu pegando os pacotes.
-De nada, fofa!
Lucy então se virou para trás, se dirigindo aos magos da Sabertooth:
-Você dois, venham por aqui, o mestre deve está no escritório.
Os dois se sentiam vigiados, também com tantos olhares em cima deles, pareciam até que eram ladrões ou criminosos procurados, mas eles preferiam achar que aquilo tudo era apenas curiosidade por serem pessoas novas e estranhas para a convivência de todos ali.
-Não estranhem os olhares!- Lucy falou, sem olhar para trás.- Normalmente eles costumam tirar a roupa dos novatos e amarrá-los na cerejeira no centro da cidade!
Os dois magos ficaram sem saber se aquilo era verdade, ou se a loira estava brincando com eles, mas para não se comprometerem demais, ficaram quietos, seguindo-a.
Lucy parou na porta do escritório do mestre, antes de bater três vezes.
-Seja quem for vai embora, estou ocupado!- Makarov gritou lá de dentro.
Rogue e Sting, seguraram o riso.
-Mestre, é a Lucy tenho algo a falar com o senhor!- Ela falou.
Houve alguns instantes de silêncio antes da porta ser aberta por Laxus.
-Laxus?!- Lucy exclamou surpresa.- Não era pra você está...
-O mestre está ocupado, o que quer?!- Ele perguntou, sem notar Sting e Rogue, atrás da loira.
-Quero falar com o mestre!
-Não é possível agora!- Laxus disse fechando a porta.
Antes que ele fechasse a porta, Lucy se esquivou para dentro, e segundos depois a porta se fechou.
Makarov estava assistindo um jogo em uma lacrima, junto com Gray e Fried, e logicamente, Laxus.
-Lucy, sua teimosa eu disse para ficar fora!- Laxus falou.
-Você esqueceu Laxus, que agora eu estou bem mais ágil!- Lucy olhou-o com desdém, antes de olhar para os outros.- E o que significa isso?!
Makarov, Gray e Fried, olhavam a loira de olhos arregalados.
Lucy cruzou os braços olhando os três com uma cara desaprovadora.
-Eu não escutei uma resposta!- Ela insistiu.
-Estamos relaxando!- Gray respondeu com um sorriso forçado.
-Vocês estavam assistindo vídeo pôrno?!- Lucy perguntou, estreitando os olhos.
-Claro que não!- Fried falou.
-Então, quem está jogando?!
Os três se entreolharam apreensivos, e Lucy deu uma risada.
-Foi o que pensei...- Ela deu alguns passos até a mesa, com o som do cano da bota fazendo barulho.- Está pronto para conversar agora, mestre, ou devo chamar alguém para lhe ajudar com o volume nas calças?!
-Ora Lucy não seja tão perversa...- Makarov tentou amenizar a situação.
-Eu não sou perversa! Pelo contrário, estou dando duas opções para vocês!
-Acho que... escutei alguém me chamar...- Laxus falou.
-Eu vou com o Laxus!- Fried levantou, correndo atrás do amigo.
-Vou pegar uma missão!- Gray falou, saindo correndo da sala.
Lucy deu um sorriso para o mestre, que continuava olhando-a assustado, antes dele atingir uma postura relaxada.
-Qual é o problema dessa vez, Lucy?!- Ele perguntou entediado.
-Na verdade, senhor Makarov, somos nós que queremos falar com o senhor!- Rogue falou.
Lucy se virou, vendo que os dois já estavam dentro da sala.
-Tigres?!- Makarov falou, e se endireitou na cadeira.- O que querem de tão importante?
-Viemos falar sobre a profecia.- Sting falou.- Sabemos que Magnólia está constantemente sendo atacada, e como são a única guilda aqui, estão tendo problemas.
-Estamos muito bem, obrigado!
-Temos uma pista sobre a filha da luz!
Makarov franziu o cenho.
-Bem, isso... isso é uma novidade! E qual é a pista?!
-A profecia diz que ela é uma mestiça, filha de um humano e um mago, -Rogue falou- consequentemente, ela será uma maga!
-Na verdade não queremos saber quem é a garota, queremos destruir a guilda que quer ressuscitar o Zeref!
-Podemos ajudar!- Rogue falou.
-Foram escolhido cinco magos, caso queiram nossa ajuda!- Sting falou.
-Será bem-vinda a ajuda de vocês! Se era só isso podem ir!
-Mestre!- Lucy repreendeu.- Seja mais educado!
-Lucy, você me interrompeu quando eu estava fazendo algo importante!- Makarov reclamou.
-E a profecia não é importante?!- Lucy perguntou indignada.
-Saia daqui senão, vou lhe castigar com “aquilo”!
-Mas o que é “aquilo”?- Lucy perguntou.
-Vai embora!
-Já vou!
Lucy deu passo pesados para fora da sala, sendo seguida por Sting e Rogue, instantes depois a porta bateu atrás dos mesmos.
-Seu mestre é bem educado!- Sting provocou.
-Ele está bem estranho hoje,- Lucy falou desconfiada.- será que aconteceu algo?!
-Ou então você o deixa irritado!- Sting falou.
Lucy lançou um olhar desgostoso para o mesmo.
-Será que até na minha própria guilda você irá me insultar?!- Ela perguntou .
-O que vai fazer me bater?!
-Chega Sting, vamos embora!- Rogue se virou para Lucy.- Obrigada por sua ajuda, vamos voltar a guilda, e em breve estaremos de volta com nossos magos!
-Foi um prazer Rogue, já não posso dizer o mesmo Sting!- Lucy disse sarcástica.
-Também te amo loira!- Ele deu uma piscada.
A vontade de Lucy era arrancar a pele daquele animal enquanto ele gritava desesperadamente por misericórdia!
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-Já nem lembro mais quando foi a última vez que passei um tempo em casa, você lembra Plue?!
A loira acendeu a luz do apartamento, revelando tudo exatamente do jeito que ela havia deixado.
-Acho que vou ficar um tempo sem fazer missões, preciso descansar um pouco!- Lucy esticou os braços para cima se alongando.- Não aguento mais!
-Puun punn...
Plue era um dos espíritos de Lucy. Pequeno com uma cenoura no nariz parecia um boneco de neve, não tinha nenhum poder especial que o transformava em um espírito de guerra, mas Lucy gostava de tê-lo por perto, para não se sentir tão sozinha. Mas somente quando ninguém invadia seu apartamento.
-Você está co fome, Plue?!- Lucy perguntou indo até a cozinha.- Acho que pipoca em algum canto por aqui...
Lucy olhou seu armário, sem encontrar o milho de pipoca, e logo depois abriu a geladeira, encontrando um sanduíche que havia deixado lá dentro, antes de partir.
-Tem um sanduíche aqui!
-Puun, pun...
-Não, não tem bolo! Você sabe que esse negócio é cheio de colorias, eu posso engordar! E bolo me faz lembrar de outra coisa!
Quase de imediato ela olhou para a janela, e um turbilhão de imagens se apossou de sua mente, ao mesmo que um aperto em seu coração a fez balançar a cabeça e espantar aqueles pensamentos.
-Como se ele fosse aparecer aqui da noite pro dia!- Ela se repreendeu.
-Puun puun?!
-Não Plue, não estou zangada com você! Estou zangada por eu ser uma tonta iludida!
-Pun, punn... pun pun?!
-Também não! Acho que vou ficar em casa essa noite! Pode voltar se quiser.
Lucy se dirigiu ao banho. Ela realmente sentia falta de sua banheira, já que nos hotéis em que ficara, os banheiros eram sujos e muitas vezes tinha ratos.
-Senti tanto sua falta amiguinha!- Ela falou, enquanto enchia a banheira.
A água morna era tão boa! Lucy simplesmente adorava ficar horas e horas mergulhada em sua banheira sem pensar em nada, apenas sentindo seus músculos relaxarem na água morna e o cheiro dos sais aromáticos invadir o local.
Ela adorava está ali, novamente, de volta para sua casa, não importava em quantas missões ela saísse, sempre quando voltasse para casa ela ia sentir como se aquele lugar fosse o único lugar no mundo onde ela podia ser feliz.
Depois de vários minutos ali dentro, ela se levantou se enrolando com o roupão, antes de limpar o espelho embaçado, para poder ver seu reflexo.
Ela respirou fundo, encarando os próprios olhos, com certeza ela viveria sozinha largada ao mundo se sentindo uma inútil por nem ao menos conseguir fazer que um rapaz olhasse de modo diferente para ela.
-Na verdade, você só quer que um rapaz olhe de modo diferente pra você, não é Lucy?!- Ela falou, para si mesma.- Por que ainda tem esperanças de que o Natsu vai voltar?! E se ele voltar, por que acha que ele vai querer falar com você?!
Um silêncio se seguiu, onde somente o barulho de gotas batendo na água se seguia.
-Devia voltar a escrever contos de fadas, já que nunca irá viver um!- Lucy falou, novamente para si mesma, antes de sair do banheiro.
Sentiu o quarto gelado, e quando olhou para a frente, viu a janela aberta.
-Essa janela estava fechada!- Ela sussurrou para si, antes de olhar ao redor.- Plue?!
Ela não obteve resposta.
-Loki? Virgo?- Ela chamou, indo em direção a janela.
Lucy se debruçou pelo parapeito da janela, e olhou ao redor, se certificando de que estava tudo deserto. Àquela hora da noite, somente os magos da guilda estavam acordados fazendo patrulha pela cidade.
-Estranho?!- Murmurou.- Talvez a Virgo tenha aberto, e não esperou eu sair do banheiro.
Lucy fechou a janela.
-Se bem que, a Virgo é bem inconveniente, ela teria entrado no banheiro!- Lucy falou pensativa.- Então deve ter sido o Loki.
Lucy foi até a cozinha comer, colocou sua camisola, e instantes depois deitou na sua cama, pronta para dormir.
-Também senti sua falta, caminha!- Ela ronronou, afundando o rosto no travesseiro.- Como é bom está em casa, depois de tanto tempo!
Ela deitou de barriga para cima, e logo adormeceu.
Lucy tinha o sono pesado, só tinha sono leve, quando se sentia ameaçada e em perigo, e não queria dar trabalho para nenhum mago da guilda, então ela ficava acordada a noite inteira, só pra dizer que era forte. Era algo admirável dela! Porém ele adorava protege-la!
Cada instante e segundo, cada misera palavra que gastou dizendo que a protegeria, foram tão sinceras que Natsu voltou para continuar a sua promessa. Para ter certeza de que seu pai Igneel, se orgulharia dele, onde quer que ele estivesse.
Prometeu a si mesmo, que quando encontrasse sua parceira, estaria ao lado dela, em todos os instantes, deixaria de viver sua própria vida, de lutar suas batalhas, e até mesmo dividiria sua casa com ela, só para ter certeza de que a mesma seria feliz, e nada nunca lhe faltaria!
Agora ele compreendia isso!
Ele se aproximou lentamente da cama. Estivera escondido aquele tempo todo, apenas observando-a, falar sozinha enquanto comia, e logo depois trocar de roupa.
Só ele sabia o quando ficou furioso por ela ficar sempre de costas para ele! Mas agradeceu por ela não ter se virado, seria difícil para ele disfarçar depois.
Ela se ajoelhou ao lado da cama, sem tirar seus olhos do rosto dela, comtemplando cada traço desconhecido que ela havia adquirido com aquele tempo. Parecia mais experiente, porém a inocência no olhar, e o jeito de menina ainda eram sua identidade registrada. Isso era algo que Natsu rezou para que nunca mudasse.
-Oi estranha!- Ele sussurrou, abrindo um sorriso.- Você fica linda quando dorme! Não sei se é porque posso te olhar sem ser julgado, ou porque você é linda de qualquer jeito!
O semblante sereno de Lucy não se alterou, dando a Natsu o sinal de que ela estava mesmo dormindo.
Ele estendeu a mão e acariciou superficialmente a bochecha da loira.
-Você vai me perdoar?!- Ele perguntou, para ela.- Se eu me humilhar, você me perdoaria?!
Ele não obteve resposta.
-Acho que nem eu mesmo o faria!- Ele desviou o olhar, com um expressão de dor.- Eu ainda te amo, Lucy! Apesar de ter sido grosso, ridículo, incompreensível, um idiota, e todos os apelidos do mundo, eu ainda quero que você me aceitei! Será que você pode me aceitar?! Pode?!
Em seu íntimo, Natsu queria que Lucy acordasse, e dissesse a ele que estava tudo bem, que toda aquela briga tinha passado e que na verdade, ela esteve esperando por ele todo aquele tempo!
Mas ele compreendia que não seria tão fácil.
-Um senhor, me disse, há algum tempo atrás, que as mulheres devem ser tratadas como flores, devemos guarda-las em um livro, para que fiquem seguras e conservadas. Já a mulher que amamos, devemos tratar como nossa irmã, pois o amor que temos por um parente é tão forte, que só a morte separa!
Ele deu um sorriso torto.
-Você quer ser minha irmã?! E se separar de mim, somente quando morrermos?!
O silêncio incomodava Natsu.
-Eu abandonei o Happy só pra vir aqui! Eu precisava te ver, antes de tudo, e todos, porque você é meu ponto de equilíbrio, eu venço qualquer desafio só pra ter meu equilíbrio de volta... você!
Natsu analisou o rosto de Lucy, e parou nos lábios da moça, encarou-os com certa curiosidade, antes de umedecer os próprios lábios, e se debruçar em cima do corpo da loira.
-A cada instante que passa meu desejo é que sejas minha, daria minha vida, para ter-te ao meu lado!- Ele sussurrou.
E em um movimento, juntou seus lábios ao lado, em um beijo superficial, mas que fez todo o corpo do rapaz estremecer, e a chama em seu peito arder tão forte, que ele pensou que poderia morrer de tanta felicidade.
Lucy era sua parceira, ele tinha certeza disso!
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Levy vinha andando pelas ruas animada.
Sua encomenda de livros havia chegado, e ela queria pegá-la antes de ir para a guilda, assim poderia ler, enquanto estava por lá.
-Bom dia Levy-chan!- Um vendedor cumprimentou-a.
-Bom dia!- Ela sorriu de volta para ele.
Os olhos de Levy retornaram para o caminho na sua frente, antes de se depararem em um certo mago sentado num banco ali perto, olhando-a de modo divertido. Seu sorriso desapareceu, e ela sentiu que seu dia tinha começado errado.
-Por que sorri para um cara que nem ao menos sabe o nome?!- Ele perguntou, quando Levy passou por ele.
-Pelo menos eu sei sorrir!- Ela respondeu.
-Eu também sei sorrir!- Gajeel falou indo atrás dela.
-Vai embora!
-Não, ficar aqui é divertido!
-Por que você vive me perseguindo?!
-Por que você não gosta que eu te persiga?!
Levy parou no lugar, antes de se virar para Gajeel.
-Nenhuma pessoa em sua sã consciência, iria querer ser seguida por você!- Ela falou.
-Gajeel por que sumiu?!- Lily, chamou. Era o exceed de Gajeel, os dois haviam se conhecido há algum tempo atrás.- Oi Levy!
-Oi Lily!- Levy sorriu para ele.
-Por que você não sorrir assim para mim?!- Gajeel perguntou indignado.
-Por que quer que eu sorria para você?!- Levy perguntou desconfiada.
-Ora, porque... me... bem eu... me incomodo por... por... por nunca ter sorrido para mim!- Gajeel engasgou.
Levy levantou uma sobrancelha desconfiada.
-Sei?!- Ela cruzou os braços, observando a ação dele.- Então se eu sorrir para você, agora, Vai me deixar em paz?!
Gajeel olhou para ela.
-Por que não quer minha companhia?!- Ele perguntou.
Levy rolou os olhos, antes de sair andando o mais rápido que podia.
-Você é impossível, sabia?! Seu teimoso!- Ela rosnou.
-Ei perai, baixinha, acho...
-Para de me chamar assim!- Ela se virou de repente.
Gajeel deu um sorriso torto.
-Assim como... Baixinha?!- Ele provocou.
-Arrgggghhhh, Gajeel seu patife!
Levy avançou para bater em Gajeel, mas o mesmo agarrou seu pulso, antes de coloca-la nos ombros e sair andando com a mesma, rumo a guilda.
-Me coloca no chão, seu idiota!- Ela gritou, batendo nas costas dele.
-Estamos indo pra guilda!- Ele falou simplesmente.
-Eu te odeio, Gajeel!
Ele riu.
-Preocupa não! Eu não guardo ressentimento!
Levy desistiu de bater nas costas do mago, e permaneceu de olhar emburrado.
O ponto alto daquela manhã, na guilda, com certeza foi ver Gajeel entrando pelas portas trazendo Levy em cima dos ombros, que esperneava que nem uma menina. As risadas tomaram conta do local, enquanto a garota ficava vermelha de vergonha e Gajeel, ria em seu interior.
Ele largou-a em um dos bancos do bar, e esticou os braços se espreguiçando.
-Prontinho, baixinha, agora pode relaxar!- Ele falou, se afastando.
-Seu idiota!- Ela sussurrou, sabendo que o mesmo iria escutar.
-O que foi isso, Levy-chan?!- Levy olhou para o lado, encontrando uma Lucy, olhando-a maliciosamente.
-Não é o que parece!- Levy falou, rapidamente.
-Nunca é o que parece, porém sempre é algo!- Lucy piscou para a amiga.
-Ora, Lu-chan, pare com isso! Quando você voltou?! Eu estava preocupada!
-Cheguei ontem, mas não fiquei muito tempo na guilda, fui direto para casa.- Lucy respondeu.
-Isso explica porque não a vi, mas de qualquer forma precisamos conversar!
-Hum... é sobre você e o Gajeel?!- Lucy perguntou maliciosa.
-Já disse pra parar com isso!- Levy reclamou.
-O fato dele ter te carregado até a guilda, explica muita coisa... Levy eu mal saio em uma missão e quando chego você está de caso com o Gajeel?!- Lucy provoca.
-Argh...Lu-chan!- Levy exclama, indignada.
-Okay, eu parei! É só que... sabe, você e o Gajeel é tão...- Lucy desviou o olhar para o mago, analisando-o por alguns instantes.- tão estranho!
-Não estamos juntos!- Levy repetiu.
-Tudo bem, eu parei! Agora diga, sobre o que quer falar?!
-Na verdade, é bem mais sério do que você...
-Ei galera!- Kana Gritou no microfone, no palco que havia na guilda.- Vocês perceberam que a Lucy está de volta?!
Houve uma alvoroço na guilda, e todos olharam com sorrisos para a maga.
-Então ela devia subir aqui e cantar algo!- Kana gritou novamente, sendo apoiada pelos gritos dos magos.
Levy amaldiçoou Kanna mentalmente, antes de Lucy se levantar.
-Lu-chan, espera...
-Calma Levy, eu volto logo, só vou dar o que eles querem!- Lucy respondeu com um sorriso.
-Mas é importante!- Levy sussurrou, vendo a amiga se afastar.- O Natsu está voltando!
Levy observou a amiga indo até o palco. Lucy subiu pegando o microfone da mão de Kanna, e se virou para a os magos, que a observavam atentos.
-Espero que gostem do meu showzinho!- Ela piscou para a plateia fazendo todos gritarem.- Agora antes de começar...
Suas palavras sumiram no instante em que as portas da guilda foram abertas violentamente, fazendo um grande estrondo e logo depois, aquela voz infantil encher o lugar.
-E aí seus desocupados?! Sentiram minha falta?!
Lucy arregalou os olhos, e todo seu corpo endureceu no lugar. Seu maior medo estava acontecendo, o dia em que ELE voltava a guilda. Lucy havia imaginado aquele dia de diversas formas, mas nunca imaginou que um dia fosse acontecer.
Lucy deixou o microfone cair, quando a cabeleira rosa se fez mais clara na guilda. E então ela teve certeza!
-Natsu-ni!- Romeu gritou, feliz.
Notas finais
Quem gostou do capítulo levanta a mão!!
O/
Sinceramente eu gostei desse capítulo! Acho que foi o melhor até agora!!
esperando os reviews!
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