A Magia Perdida
30 Começo para velhos conhecidos!
Notas iniciais
Eu realmente estou enrolada!
Esse capítulo está bem superficial, não consegui descrever direito as sensações!
Leiam
-Natsu-ni!- Romeu gritou, feliz.
O menino correu para onde Natsu estava abraçando-o com toda a força que tinha.
-Eu senti sua falta, Natsu-ni!- Ele comentou.
Natsu abraçou o rapaz.
-Também senti sua falta, Romeu! Senti falta do meu one-san!-Ele deu uma piscadela para o menino.
Lucy continuava estática, olhando para o rapaz, todo seu corpo estava paralisado e ela não conseguia mover sequer seus olhos.
-Lu-chan?!- Levy chamou-a. A maga tinha ido até a beira do palco.
Lucy não conseguia se mover, na sua mente se ela continuasse parada sem fazer nenhum movimento, Natsu não iria nota-la, ela continuaria invisível para ele.
-Lu-chan!- Levy chamou de novo.
Ele continuava o mesmo, mais musculoso, mais vivido, porém o sorriso era o mesmo, grande e com presas afiadas. Até parecia que ele havia conservado aquele sorriso para ela... Claro que não tinha sido para ela, Natsu era bonito, e aquele sorriso, com certeza, deve ter atraído várias garotas.
Ele então olhou para ela, e Lucy sentiu seu ser desabar.
Não tinham palavras para falar o que ela sentia naquele momento, ou melhor, existiam, ela só não conseguia encontrar as corretas.
-Eu... e-eu-e...ai e... –Ela não conseguia formular uma frase coerente, nem parecia ela.
Ele abriu um sorriso ainda maior, quando seus olhos se conectaram.
-Yo Luce!- Ele chamou, e só naquele momento, todos perceberam que os dois estavam no mesmo lugar ao mesmo tempo.- Não vai cumprimentar seu amigo?!
Era algum tipo de brincadeira! Ele queria humilhá-la, Lucy tinha certeza, ela não podia responder àquela provocação.
A garota só teve uma reação que deixou todos surpresos, ela correu. Saiu do palco, correndo com toda velocidade, sentindo que assim estaria longe de todos eles, e não precisaria encará-los. Assim que abriu a porta dos fundos da guilda, que levava para a parte aberta da mesma, ela só precisaria dá a volta para estar longe dali, mas sentiu alguém segurar seu braço.
Não precisava de nenhuma palavra, somente aquele toque foi necessário para ela saber de quem se tratava.
-Lucy, espera!
Em um movimento totalmente involuntário Lucy cerrou seus punhos, antes de se virar rapidamente acertando um soco na cara de Natsu.
Como não esperava por aquilo, o rapaz escutou o baque do soco, antes de seu corpo dar dois passos para trás, devido ao impacto. Lucy cobriu a boca com as mãos, e arregalou os olhos, sem acreditar que tinha batido em Natsu, o pior ainda que ela não sabia se pedia desculpas ou se saia correndo dali!
-Que merda, Lucy!- Natsu exclamou, segurando o maxilar.- Desde quando você bate que nem homem?!
Lucy tirou as mãos da boca, mas continuava de olhos arregalados, olhando para ele. Natsu levantou o olhar, com um sorriso torto no rosto.
-Essa é a nova você?!- Ele perguntou.
Lucy lembrou de respirar, e trocou seu semblante por algo mais suave.
-Você está bem mais gostosa do que antes!- Ele comentou, analisando-a.
Dessa vez, Lucy deu um tapa mais forte na bochecha do rapaz.
-Seu idiota!- Ela falou raivosa.- Como você volta aqui e pensa que pode está tudo bem?!
-Para de me bater!- Natsu reclamou.
-Então para de ficar me paquerando!
-Eu ainda não te paquerei!- Ele respondeu, dando um sorriso estranho.
-Para de rir desse jeito, tá parecendo um psicopata!
Natsu gargalhou, e Lucy revirou os olhos. Na verdade, ela nem ao menos sabia por que ainda estava conversando com ele.
-Me deixa em paz!- Ela falou, se virando para ir embora.
Natsu segurou-a pelo braço, puxando-a de encontro a si, os planos do rapaz eram puxar, agarrar, beijar depois conversar, mas assim que o corpo de Lucy encostou no dele, ela levou as mãos até o cabelo dele e puxou com força, fazendo-o dar um grito de dor.
-Ai, ai, Lucy, sua doida!- Ele reclamou, tentando tirar as mãos dela do seu cabelo.
Lucy por outra vez, puxava o mais forte que podia, querendo-o ver sentir dor, tanta dor que ela mesma sentiria pena dele.
-Eu mandei me deixar em paz!- Ela repetiu.
Em um movimento, ela jogou-o no chão, e Natsu caiu, segurando os cabelos, aliviado pela loira finalmente os ter soltado.
Lucy suspirou irritada, e se virou para ir embora, mas em um rápido movimento, Natsu agarrou o calcanhar da maga, fazendo-a perder o equilíbrio e cair no chão, há alguns metros de distancia dele.
-Natsu, babaca!- Ela gritou, tentando se livrar da mão dele, no seu calcanhar.
Natsu revirou os olhos. Ela achava que era mais forte que ele só porque agora, ela era uma maga... continuava uma tapada!
Ele se movimentou mais rápido ainda, subindo em cima da loira, virando-a para si, prendendo o corpo dela com uma perna de cada lado do quadril da mesma, e prendendo seus pulsos acima da cabeça. Ela estava pedindo para ser domada, e Natsu queria domá-la.
-Sai de cima de mim!- Lucy choramingou, se debatendo. Natsu mantinha seus apertos firmes sem dar opção para de fuga para ela.
-Sabe, de uns tempos para cá eu sempre imaginei a gente desse jeito... eu em cima, você em baixo... só que na minha cama, e sem roupas!- Ele falou, com um sorriso sacana.
Lucy parou de se remexer, para olhar surpresa para Natsu.
-Desde quando você é assim?!- Ela perguntou, abismada.
Natsu aproximou seu rosto do dela, mas a garota virou o rosto para o lado, claramente mostrando que não era para ele continuar.
-Já pedi pra me deixar em paz!- Ela falou, fria.
Natsu franziu o cenho. O tom de voz dela havia mudado de repente, o que significava que ela estava escondendo algo.
-A gente precisa conversar!- Ele falou.
-Realmente, precisamos conversar, mas não com você em cima de mim!- Lucy respondeu, se debatendo de leve.
-Eu gostei da nossa posição, pessoalmente eu não vejo nada demais com isso!- Ele respondeu sarcástico.
Lucy bufou irritada, e olhou para o lado, parando de se debater, Natsu percebeu pela cara irritada e impaciente que a loira fazia, que ela não discutiria mais, apenas ficaria calada, enquanto ele a provocava.
-Lucy?!- Natsu chamou, em um tom de desculpa.
A loira não respondeu, continuando com o rosto virado.
Natsu respirou fundo, saindo de cima dela, sentando ao seu lado. Lucy suspirou aliviada, se sentando , ajeitando os cabelos, tirando algumas gramas que haviam ficado presas.
-Já podemos conversar agora?!- Natsu perguntou.
-Sobre o que quer falar?!- Ela perguntou, analisando um fio de seu cabelo.
-Você sabe muito bem sobre o que quero falar!
Lucy olhou-o pelo canto do olho, antes de soltar o fio de seu cabelos, e encará-lo.
-Por que quer falar sobre isso?!- Lucy perguntou, mostrando impaciência.
-Porque acho que te devo uma explicação!- Natsu falou, mostrando calma.
-E você também acha que eu devo me explicar?!
Natsu notou pelo tom de voz dela, o quanto sarcástica ela estava sendo, porém, resolveu se manter firme em usar seu tom normal.
-Há dois anos atrás, quando eu estava desesperada, querendo ter meu melhor amigo ao meu lado,- Lucy tinha a cabeça abaixada- você escutou minha explicação, Natsu?!
E naquele momento, quando Lucy levantou os olhos, ele viu que a mesma se segurava para não chorar.
-Não precisamos revirar o passado.- Ele falou.
-Mas ele está sempre presente para não nos esquecermos!- Ela falou, em um leve tom de desespero.
Natsu suspirou, e se aproximou da loira.
-Lucy, me perdoa, do fundo do meu coração, você me conhece...
-Eu já te perdoei, Natsu!- Ela o interrompeu.- Nunca guardei rancor de você, porque de certa forma, acho que guardar esse sentimento, só me faria envelhecer mais rápido!
-Então, está tudo bem , entre nós!
Natsu não pode de deixar transparecer naquela frase a sua ansiedade. O fato de Lucy ter lhe perdoado, era algo tão inacreditável, que o mesmo chegava a pensar que estava sonhando.
-Não!- Ela respondeu.
Aquela resposta fez a chama de alegria do rapaz, murchar.
-Como assim?!- Ele perguntou, totalmente confuso.
-Só porque te perdoei, não quer dizer que quero voltar a ser sua amiga!- Ela respondeu, e se levantou.
Para Lucy aquela conversa acabaria ali, já que a mesma não tinha a disposição de ficar falando com Natsu por muito tempo.
-Como pode me perdoar e não querer ser minha amiga?!- Ele perguntou, também se levantando.
-Como pode não me perdoar, mesmo quando eu me ajoelhei na sua frente, me humilhei, implorei... como pode, Natsu?!- Ela alterou a voz, olhando-o com rancor.
-Você acabou de dizer que me perdoou!- Natsu falou, um tanto impaciente dessa vez.
-Toda ferida deixa uma cicatriz, e a que você fez, está aberta até hoje, Nasu!- Ela falou, com pesar.
O modo intenso como aquelas palavras saíram da boca dela, fez seu se apertar, e o remoço que sentira aquele tempo todo, aumentar.
-Então vai ser assim?!- Ele perguntou.- Vamos nos evitar, e parecer dois estranhos, e nunca iremos nos falar?! Ou você vai embora?!- Natsu insistiu.
-Eu não pretendo ri embora!- Lucy respondeu.- E creio que você também não.
Aquela seria a única resposta que ela daria, mais nenhuma palavra. Aquela conversa havia se alongado demais, e a loira se sentia sufocada, mesmo que o rapaz não estivesse pressionando-a. Ela preferia voltar para a guilda e se sentar ao lado de Levy. E seus passos começaram se afastando de Natsu, deixando-o um tanto desorientado.
-Você é minha parceira!- Natsu falou, na sua última tentativa de fazer a loira voltar atrás.
Lucy paralisou, não conseguindo dar nenhuma passo. No passado ela pensava que ele havia falado aquilo para ela, apenas para que a mesma se martirizasse, mas agora que ela havia falado aquelas palavras novamente, a mesma sentiu seu coração pular no peito.
Mas ela não podia dar o braço a torcer.
-Você identificar sua parceira é algo relativo,- ela respondeu, sem se virar- talvez eu não seja a garota certa!
-Lucy, eu tenho certeza!
-Um dragon slayer deixaria sua parceira para trás, no momento em que ela mais precisava dele?!- Lucy rebateu.
Aquilo fez o rapaz recuar em suas palavras.
-Não estou te reconhecendo, Lucy!- Natsu falou, analisando-a. Mesmo que ela não estivesse olhando-o, ele sabi que ela tinha consciência do que o mesmo a analisava.
-Nem eu me reconheço mais, Natsu!- Ela sussurrou.- Gosto de pensar que eu amadureci, porém sinto falta de quem eu era no passado!
-Eu sempre gostei da Lucy do passado, mesmo tendo influenciado a nova Lucy!- Natsu respondeu.
Lucy olhou-o por cima do ombro, dando um sorriso triste, e retornou seu caminho. A cada passo que ela dava para perto da guilda e para longe de Natsu, faziam seu coração se apertar, e aquele sentimento de perda aumentar.
-Eu vou te esperar, Lucy!- Ele falou.
Lucy parou no lugar, dessa vez, seu corpo simplesmente sentia que devia parar para ouvi-lo pronunciar aquelas palavras novamente.
-Eu não me importo em esperar meses, ou talvez anos... se você me disser, nesse instante, que eu posso sonhar em te ter como minha parceira!
Os olhos de Lucy arderam, e seu nariz começou a ficar irritado, ela piscou algumas vezes, tentando conter as lágrimas.
Em toda sua vida, em que viva escrevendo contos de fadas, e vivendo-os em sua mente, nunca pensava que um dia estaria naquela posição; que algum dia, um garoto iria pará-la apenas para dizer que queria espera-la, até o momento em que ela estivesse pronta para recebe-lo.
Um nó se formou na sua garganta, e ela respirou fundo, estava pendendo seu controle e não podia fazer isso, não podia ser fraca naquele momento.
-Eu posso sonhar, Lucy?!- Natsu insistiu.
Ter o coração nas mãos, pronto para entrega-lo, era isso que Natsu vivenciava naquele momento. Se Lucy se virasse, ele tinha um sinal de que ela iria aceitar suas intenções, ou simplesmente, podia dá-lhe esperanças para o futuro.
Lucy então se virou, e Natsu quase teve seu coração fora do peito, quando ela o olhou nos olhos.
-Por que está fazendo isso?!- Ela perguntou, raivosa, porém os olhos marejados, denunciavam a confusão que sua mente estava.
Natsu deu um leve sorriso.
-Então, eu posso sonhar!- Ele afirmou.
Lucy cerrou os punhos e abaixou a cabeça, analisando os pés.
-Eu nunca disse o contrário!- Lucy respondeu.
O rosto de Natsu ficou radiante com a resposta dela, mas o mesmo se conteve.
-Mas eu preciso de tempo!-Ela falou.- Algum tempo, só isso!
-Eu disse que espero!
Lcuy acenou com a cabeça, sem olhá-lo, e girou nos calcanhares retornando para a guilda.
Se a mesma tivesse olhado para trás, teria visto o pulo de felicidade que Natsu havia dado, seguido por um sorriso, e o mesmo teria visto a maneira como o rosto da loira estava aliviado e o sorriso contido que ela tentava esconder.
Era um novo começo, para dois antigos conhecidos!
Notas finais
Beijo pro pai de vocês!!
Assim que conseguir eu irei postar okay?!
bjo, bjos!!
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