A Magia Grega

9 Conheço Hogsmeade


Notas iniciais
Metade do capítulo de Andressa e a outra parte de Clara.

– Me ajudem! Me Ajudem! — David ainda segurava a mão de Jade. Ela estava imóvel, dura, como uma estátua. Mas, David sabia que quem fez a aparatação foi Jade. Eles voltaram a Hogsmeade. Estavam no meio da rua, agora, todos olhavam pra eles.

Um homem de chapéu cor vinho e paletó laranja neon ( que doía os olhos só de olhar ) se aproximou.

– Oque aconteceu com a garota, menino trouxa? — Ele tinha a voz rouca, como se tivesse tomado dez cerveja amanteigada de uma vez só.

– Veio um cara, de capa preta, apontou a varinha, e puf, ela ficou dura como uma petra. — Ele sabia que não tinha dado a explicação mais boa do mundo, mas, ele não tinha cabeça pra isso. Ele tinha que fazer ela voltar ele tinha...

O homem de chapéu cor vinho apontou a varinha pra Jade e logo depois ela se alevantou.

– Obrigada.

– Só isso? — Perguntei ao homem, — Eu me esguelhando pra salvar ela.. e só isso? Vocês, bruxos, levam uma vida muito fácil, sabe. Vocês deveriam ajudar os outros "não bruxos" as vezes... poupa muito trabalho. A vida tá precária nas cidades, tem monstro pra tudo oque é lugar...

– Chega David! Vamos dá o fora daqui.

– Mas... — Ele percebeu que ela ainda estava brava com ele. Como seria possível ela não ter esquecido uma simples discussão depois de tudo isso? Mulheres! Vá intender oque passa pela cabeça delas!

Ela segurou sua mão. Eles andaram de mãos dadas. Entraram no Três Vassouras e pediram duas cerveja amanteigada. Jade estava procurando alguma coisa no seu bolso.

– Ah não, minha varinha! Ficou lá David, e agora?

– Temos de voltar pra pegar e dá o fora mais rápido possível, sem aquele cara bizarro ver agente. — Ele tomou um gole de cerveja amanteigada.

– Achei muito estranho aquele cara..

– Sério?

– Não eu estou dizendo que eu nunca vi ele na minha vida.

– Eu também não.

– David! Você quer parar de me interromper?

– Pensei que estivesse falando comigo.

– Também pensei. Porque se estivesse deixaria eu terminar a frase.

– Termine então.

– Ahhn, agora eu esqueci oque eu tava falando!

David ficou com uma raiva imensa. Ela brigava por tudo.

– Eu queria ver meus ex-colegas de Hogwarts, sabendo que sei aparatar sem fazer curso nenhum. Eles iam babar.

Que bom, pensei.

Eles tomaram toda a cerveja.

– Precisamos ir ao Beco Diagonal.

– Oque é isso? É outra vilinha que em essa?

– É, mais ou menos. Só que lá é bem mais provável que tenha funcionários do Ministério.

– E daí, você ficou sem varinha de um jeito ou de outro. Se eles quebrassem ela, pelo menos ela não taria nas mãos daquele bruxo fedorento e sinistro.

– Você tem razão. Mas a vatinha não vai obedece-lo então to de boa.

Ele nunca viu ela falar assm: "to de boa", isso parecia uma coisa muito estranha para uma bruxa falar, mas enfim.

– Continuando.. preciso ir ao Beco Diagonal comprar uma varinha pra mim.. acho que tenho mais uns 30 galeões. — E ela pegou umas moedinhas nas mãos, contando — E mais 40 sicles e 60 nuques.

– Isso é bastante?

– Pra um bruxo, sim.

– Então vamos a esse Beco Diagonal logo. Lá tem algum tipo de roupa? Porque essas estão meias rasgadas de mais — Ele olhou pro seu peito, tinha um rasgo enorme dado pelo monstro que enfrentara.

– Tem, mais digamos, não são as roupas que você costuma vestir.

Damos as mãos e paramos e segundos depois, estávamos no Beco Diagonal.

Logo após desaparatarmos, soltei a mão de Jade, mas ela á pegou de novo. Olhei para nossas mãos entrelaçadas como se fossemos um casal e depois olhei para seu rosto. Um lindo rosto. Ela pegou minha outra mão, fazendo com que ficassemos de frente. Pânico, muito pânico. Ela estava prestes a me beijar.

Quando seus lábios tocaram os meus uma onda de calor invadiu meu corpo. Ficamos alguns minutos, horas ou talvez dias daquele jeito, só sei que ao nos separarmos, Jade levou a boca ao meu ouvido e sussurrou:

– Desculpa, filho de Hermes.

Queria puxar Jade em um abraço e beija-la mais e mais, mas um som de gritos e vidro se quebrando fez com que voltassemos para o planeta terra. Infelizmente.

Viramos e demos de cara com um homem que tentou me pegar, mas fui mais rápido, peguei na mão de Jade e corremos o mais rápido possivel até chegarmos á um bequinho que dava em uma rua escura, cheio de bruxos estranhos passando. Mas nós não andamos. Apenas ficamos ali parados, esperando um sinal de que deveríamos correr novamente.

Um homem apareceu logo ao nosso lado, fazendo com que Jade quase subisse no meu colo.



Notas finais
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