A Magia Grega
10 Conhecemos a loja mais legal do Beco Diagonal
Notas iniciais
Jade segurava a mão de David com muita força. Ele ariscou um olhar para as mãos interlaçadas e viu a mão roxa como vinho. Ela realmente deveria estar com medo, pois, não estava deixando o sangue passar pela mão de David.
– Oque fazem aqui? – O homem olhou para nós. – Vocês sabem que estão na Travessa dos Trancos?
Era um homem baixinho, com barba grizalia e usava bingala. Mas David não suspeitava que ele poderia se transformar em um bicho de sete cabeças. Tipo uma hidra, talvez.
– Sabemos. – Disse Jade. – É que meu amigo burro não sabe usar Pó de Flú e veio parar aqui. Tive de vir buscá-lo. – Jade olhou para David. – Né amigo burro?
– É.
– Umm.. E o que fazem aqui? Digo, vocês não deveriam estar em Hogwarts? – Ele não piscava.
– Fomos expulsos! – David, quando notou já tinha falado. Ele percebeu que foi a coisa mais idiota que falou. O Ministério da Magia, como Jade tinha lhe contado, estavam procurando ela para destruir a sua varinha. Mas que diferença faz? Se ela já perdeu a varinha.. Ele não entendeu. E se esse cara sinistro fosse um funcionário de lá? Ele nem se espantou quando Jade lhe lançou um olhar de ódio, muito ódio.
– Pelas cuecas furadas de Merlim! Não! – Falou Jade. – Oras, amigo, desaprendeu a falar? Você foi expulso, somente você! Ele foi expulso por ser burro de mais, os professores não aguentavam ele, entende? Eu nunca entrei em Hogwarts, meus pais me ensinam em casa.
– Claro, até eu não aguentei pirralho um minuto, imagina os professores um ano! – O homem ainda não piscava.
Agora que tiveram um minuto de silêncio David deu uma rápida olhada no lugar que estavam. Era sombrio. Bruxos e bruxas, as lojas... tudo. É um lugar cheio de desvios e becos secretos, bem diferente que o Beco Diagonal.
– Você tem que deixar de ser burro moleque! – O homem olhava ( sem piscar) David, como se ele fosse uma mina de ouro. – Coitada da sua amiga.
– Eu vou tentar, juro! – Ele falou com confiança. – Vou tentar parar de ser burro! Se um dia eu for, podem me colocar dentro das cuecas furadas de Merlim, sem problemas!
Jade passou a mão na cara como se quisesse tira-lá de seu corpo. Parecia estar dizendo “Oque você acabou de dizer? Meu Deus, eu vou me matar, já volto!”.
– Viu como ele é burro Senhor? Só eu pra aguentar essa peste! – Jade tentou contornar a situação.
– Tenho pena de você jovem bruxa. Agora, andem de pressa, aqui não é lugar para vocês. Vão!
Eles ainda estavam de mãos dadas. Saíram em disparada ao Beco Diagonal. Ao chegarem lá, foram em busca de um lugar privado, que ninguém poderia ouvílos. Quando encontraram Jade agarrou sua camisa e puxou-o pra mais perto. Ela lhe deu um beijo demorado, e , novamente aquela onda de calor evadiu ele novamente. Ele ficou pensando, se ambrosia ou néctar faria o mesmo efeito.
– Desculpa te chamar de burro. — Ela falava sorrindo. – A Travessa do Tranco é um lugar muito suspeito. O Ministério da Magia, certa vez, enviou dois aurores fiscais para vasculhar o local, e estes nunca voltaram. Muitos dizem que é um local onde ocorrem vendas de utilitários para a prática de magia negra, e outras coisas ruins. Então a maioria dos bruxos lá, são algum tipo de bruxo ruim, você deve se passar de burro, algo assim, para fazer que eles sejam os maiores, se passar por alguém que não pode ameaçá-los, entende? Assim eles te deixam quietos.
Jade era esperta. Tipo uma filha de Atena, David pensou. Se ela fosse uma semideusa, certamente seria do chalé de Atena, ou Afrodite.
– Entendo. Mas, se já, ahn.. você não tem mais varinha certo? Então...
– Eu sei oque quer dizer. Mas se eles me encontrarem, bom, eles vamos dizer, vão me castigar de alguma forma por ter fugido deles.
– Que forma? – David perguntou.
– Não sei. Só eles podem decidir isso.
Um pouco depois de Jade terminar de falar apareceu aquele homem encapuzado que nos fez correr para a Travessa dos Trancos. Ele estava correndo velozmente em nossa direção. Saímos em disparada em direção ao fim da ruazinha.
– Porque não aparatamos? – David pergunta, correndo que nem um louco ao lado de Jade.
– Porque preciso fazer uma coisa aqui! Não posso voltar mais tarde! Vamos entrar naquela loja! — Jade apontava para um loja que dava alegria ao Beco Diagonal. Era cheia de luzes, enfeites, e bem na frente estava escrito “Gemialidades Weasley”
Ao entrar na loja do jeito mais esquisito, quase tropeçando no tapete de entrada, por causa da velocidade, David se espantou, era a loja mais magnífica na qual ele tinha entrado, tinha tipo: tudo! Prateleiras altas cheias de mercadorias esquisitas para David.
– Posso ajudar? – Falou um homem de paletó marrom de cabelos ruivos.
– Sr. Weasley, preciso de um lugar pra me esconder! Rápido! Tem um cara de capa preta seguindo nós! – Jade falou o mais rápido possível. Mas não deu tempo para encontrarmos um esconderijo. O homem já estava na porta. E ele segurava um graveto, uma varinha.
– Encontrei os pestinhas! Obrigado Sr. Weasley por guardá-los para mim! Você será recompensado. E agora.. – Ele levantou a varinha.
– NÃO! – Gritou Sr. Weasley, se pondo na frente de nós – Aqui ninguém vai morrer! E eu não guardei eles para você, seja lá quem você seja! Agora saia da minha loja!
Uma mulher alta e negra de saia rodada e blusa estampada veio dos fundos.
– Oque está acontecendo aqui, amor? – Falou a mulher.
– Nada só um mal entendido, docinho. – Ele se dirigiu a mulher, que deveria ser sua esposa.
– Angelina Johnson! Que prazer conhece-lá! Parece que se casou com Jeorge Weasley! Lamento por você, Destruiu sua vida.
– NÃO!! SAIA DAQUI ! ELE SÓ MELHOROU MINHA VIDA! ELE É MINHA VIDA! – Ela puxou a varinha em direção ao homem.
Mas o homem de capa preta foi mais rápido. Infelizmente. Ele puxou a varinha e..
– Expelliarmus!
Pronto. Agora não tinha mais ninguém com varinha. Claro, eu e Jade já não tínhamos. Mas o problema é que não havia nem uma chance de vitória. Uma espada de bronze celestial não seria páreo para uma varinha, que só dando umas voltinhas te mata. Era o nosso fim. De todos nós.
David deu mais uma olhada nas magníficas prateleiras Tinham de tudo do mundo bruxo, ele leu o nome de alguns produtos como: “Chapéu Sem Cabeça: coloque-o e fique sem cabeça!”. E ele pensou, talvez essa seria sua última imagem...
– DAVID! CORRE! — Jade gritou pegando meu braço.
Agora era fogo pra todo o lado. O homem lutava contra os fogos. Mas parecia que vinha cada vez mais e mais. Eles subiram numa escada vendo o homem se debater contra os fogos. O homem tentou lançar feitiços mais era impedido, pois, a cada momento mais uns dez fogos começavam.
– POR FRED! – Berrou Jeorge.– Nada como Fogos Espontâneos Weasley! Multiplicam-se por 10 quando alguém tenta pará-los, tem dois tipos: Fogos básicos e Deflagação de Luxo. Foi assim que fugimos de Hogwarts eu e meu falecido irmão, Fred Weasley.
O homem pareceu ouvir que era preciso ficar quieto para parar aqueles fogos. E assim fez. Eles sabíamos que tínhamos que correr. Mas não correram. Pra aonde iriam também? Na porta estava o homem, e não tinha outra saida. O filme da vida de David passou pela sua cabeça. E, quando viu não tinha mais fogos, somente o homem apontando a varinha pra eles e depois um grande clarão. Então tudo se apagou.
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