A Magia Grega
8 Conheço o homem de capa preta
Notas iniciais
Ele teve um sono tão bom, que quando Jade veio acordá-lo para tomar um "café da manhã" (que não tinha nada de "café" e, sim, muitos doces deliciosos da Dedosdemel), parecia que ele tinha dormido um ano inteiro.
- Eu, hein? — Ele estava olhando para um doce que Jade disse que se chamava "Lesmas gelatinosas", — Isso não é lesma de verdade, é?
Ela deu uma risadinha e enfiou um "Sapo de chocolate" na boca. David se arriscou a engolir a "lesma gelatinosa", e, não era tão ruim assim. Era, ahn, diferentes dos doces que ele estava habituado a comer. Só isso.
Jade estava fitando o nada. David percebeu que ela estava olhando o lago, mas ele não sabia explicar como ele tinha certeza que ela estava longe daí, pelo menos nos pensamentos. Ele olhou um saquinho que estava escrito "Feijõenzinhos de todos os Sabores", deve ter sabor de menta... Ele pensou. Pegou um.
No próximo minuto ele estava cuspindo e tomando muita àgua, tanta, que ele se engasgou. Jade deu um tapinha nas costas dele, e ele melhorou. Ela caiu no riso.
- Que sabor você pegou? — Ela ainda ria.
- Vômito.
Ela lhe deu um pirulito.
- Toma, vai tirar esse gosto horrível da tua boca. — Ela estava corada, e David agarrou o pirulito e enfiou na boca.
- Hmmm, eseplitotmsbôdq?
- HÃ?
- Esse pirulito tem sabor de quê? — Tirando finalmente o pirulito da boca.
- Sangue. Pirulitos com gosto de Sangue. dã.
Ele segurou o pirulito na mão e fitou ela.
- Você acha que eu virei um vampiro?
- Porquê?
- Eu to gostando desse pirulito.
Ela soltou uma risadinha. — Não, só porque tem gosto de sangue e você gostou, nada a ver.
Ele colocou o pirulito em cima da mesinha e se pôs de pé. David estava olhando o sol radiar na fora pelo rasgo da barraca.
- Você.. — Ele soltou um suspiro, — Você acha que poço praticar magia?
- Um semideus, praticando magia... Seria uma espécie de Magia Grega? — Ela riu. — Isso seria quase impossível, mas nada como tentar, não é mesmo? — Jade entregou a sua varinha. — Fale, ahnn, Aguamenti. Calma, isso só vai criar àgua.
David a fitou.
- Filhos de Poseidon podem invocar água sem essa varinha.
Ela alevantou os braços como se tivesse se rendendo.
- Ok, então tente... ahn..diga Lumos.
Ele respirou fundo, não queria saber oque esse feitiço faria. Alevantou a varinha. E falou:
- Lumus.
Então uma coisa aconteceu: Jade riu.
Só isso.
Mais nada, absolutamente nada. Me senti um trouxa segurando um pedaço de graveto na mão. Isso não era coisa pra ele. — Toma essa varinha — murmurou ele, devolvendo a varinha.
- E você, — Ele falou em um tom de desafio, — Você leva jeito pra semideusa?
Ela esticou a mão. David entendeu que era pra ele entregar sua espada. Então, assim fez.
Ela pegou a espada e fez alguns golpes, mais sem sucesso. Até David fazia melhor com 2 meses de idade. Então levantou a espada em cima de sua cabeça. E a espada caiu por trás dela.
Foi a vez de David rir.
- É... acho que você não leva jeito pra semideusa.
- Concordo. Eu estou farta de comer doces — Então ela pigarreou, pesando no que tinha acabado de falar,- Poxa, nunca pensei que iria dizer isso, mas é verdade. Quero algo salgado.
Ela continuou falando de comida e "blá,blá,blá..". Ele não estava interessado em comida. Já tinham se passado 2 dias. Ele precisava encontrar a Deusa e salvá-la. Mas...como? Ele só estava perdendo tempo e não fazendo nada de útil. Nem um plano. Nada. Ele agora parou pra pensar como seria sua volta para o Acampamento. Todos iam rir dele. Ele não poderia voltar pra lá. E tudo por causa de uma missão. O seu sonho arruinou sua vida. Ele desejou voltar no tempo... ele não queria ter escolhido essa missão.
- .. DAVID! Acorda! Eii, psiuuu! — Jade estava acenando as mãos rapidamente na frente dos meus olhos.
- Desculpe.
- Você não ouviu nada do que eu falei...
- Me desculpe, Jade, eu não queria...
- Não tem problema nenhum. Eu estou acostumada com isso, minha vida inteira foi assim. Eu jurei que você fosse diferente, sabe. Mas acho que me enganei.
- Ahn, — ele não sabia oque falar — Você poderia resumir oque você falou?
Ela lançou-o um olhar de ódio.
- Falei dos meus sonhos David! Falei que quero que as pessoas parem de me tratar como se eu fosse uma bruxa das trevas só porque eu sou da Sonserina! Quero ter uma família normal sabe.. UMA FAMÍLIA QUE TE DÊ UM ABRAÇO QUANDO VOCÊ PRECISA, E NÃO A FAMÍLIA QUE TENHO! QUE NÃO LIGA PRA MIM! — lágrimas escorregaram de seus olhos borrando seu rímel preto.
- Eu sinto muito...
- Não sente nada! Se sentisse algo, você me ouviria! — Ela limpou as lágrimas e deu as costas pra David, deixando a barraca.
Ele foi em direção dela. Tarde de mais. Tinha um monstro atrás indo em direção a ela. Ele sabia que o monstro estava aí por causa dele, mais acidentalmente poderia feri-la. Pegou sua espada e saiu em disparada.
- Hey! Seu monstro! Eu estou aqui! — David berrou e monstro olhou, agora já sabia aonde estava sua sobremesa.
- David, eu sou tão feia assim? Precisa me chamar de monstro? — Jade olhava para David.
- Não estou falando com você. Estou falando com esse monstro aí. Você não tá vendo, por causa da névoa... Vem aqui!
- David! Eu estou sem varinha!
- Ai Deuses! — O monstro estava se aproximando.
- Pelas cuecas furadas de Merlim! Agora oque eu faço?
- Aonde tá sua varinha? — O ele começara a lutar com o monstro e falando ao mesmo tempo.
- Ela tá na barraca, deixa que eu busco! — Ela saiu correndo em direção a barraca. Então, algo atingiu-a e ela caiu no chão. Dura.
- JADE! JADE! VOCÊ ESTÁ BEM?? — berrou, acertando o braço ( sei lá se dava pra chamar de braço aquilo, que mais pareciam galhos de árvores dentro da pele humana. — JADE!
Ela não falou mais nada. David queria ir em direção dela, mas o monstro não permitia. Ele atacou-o com todas suas forças. Golpeou-o e subiu em suas costas. Então, pegou a espada e enfiou no crânio do monstro, formando uma pilha de pô.
Ele correu em direção de Jade. Ela parecia petrificada.
- Oras, um semideus aqui? — O homem de capa preta falou.
Ele não sabia oque fazer. Num ato desesperado pegou a mão de Jade.
E tudo em sua volta ficou tremido. David sabia porque: Eles Aparataram.
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