A Magia Grega
4 Confiança em exesso.
Notas iniciais
David acordou gritando. Ouviu vários barulhos no seu chalé, oque indicava que ele acordara todos. Agora, piscando algumas vezes, David notou que todos seus meios-irmãos estavam em volta de sua beliche.
– O-que f-oi? — gaguejou. Mas David sabia porque disso tudo, então falou: — D-esculpem, desculpem... Vocês sabem que os sonhos de semideuses, nunca são.. — Ele viu a cara de Thomas, olhando pra ele furioso — Sonhos de semideuses nunca são só sonhos.
– Ah é, e o que o David viu pra acordar todo mundo? Uma Bruxa correndo atrás dele? — Disse Thomas, fazendo o chalé inteiro expludir em gargalhadas.
– Bruxa... bruxo... Tinha um cara que segurava uma varinha. — Agora o chalé tremia de tantas risadas.
– Ahhn, tadinho do David!
– Voltem pra cama! Já — Gritou Emily, que era a concelheira, — Se Quíron nos pegar acordados de madrugada vamos ter que lavar a louça depois do jantar! Todos obedeceram.
– Emily — David falou quando ela se dirigia a sua beliche, — Posso dar uma palavrinha com você?
– Depende.
– É bem rápido, mais não pode ser aqui.
– Nós não vamos lá fora! – berrou, e David viu todos prestarem antenção neles, então ele sussurou — Vem comigo no banheiro.
A princípio ele achou a idéia de Emily muito estranha, mas acabou concordando. Ele entrou no banheiro e girou a chave. O banheiro tinha sempre aquele cheiro de Flores. Emily se encostou na parede com as mãos pra trás.
– E então, oque foi? — Sussurou.
– É que.. ahn.. como posso dizer? Eu queria pedir desculpas por falar com você assim, hoje...
– David, já é de madrugada, então isso já foi ontem – soltou um olhar com uma cara de desafio.
– Então, pelo oque aconteceu ontem...
– Você sabe que eu te perdoo.
Eles se deram um forte abraço, mas, quando Emily ia soltá-lo ele a agarrou com mais força, uma lágrima escorregou no seu rosto e molhou o pijama de Emily
– David, eu sei que é difícil pra você.. você sempre quis uma missão, sempre quis “ser útil, importante”, você sempre diz isso — Eles continuaram abraçados — Mas pra mim, você sempre foi importante David. Eu sei que você queria uma missão em grupo, na verdade, sempre foi em grupo, mais você teve esse azar — E ela levantou a voz, tentando mostrar confiança — Mas, eu sei que você vai conceguir David, você é um cara forte. Você.. você é meu meio-irmão preferido! Vou pedir todos os dias pra que Hermes cuide de você.. que os deuses cuidem de você.
A cara de David estava encharcada de lágrimas. Eles, agora, não estavam mais abraçados.
– O-brigado — Falou, ainda soluçando. Ela não falou nada, então ele continuou — Emily, você pode dizer pra mim, desculpas para o Thomas, eu sei que tem algo estranho nele, ele nunca gostou da Paola, ele nunca me tratou assim...
– Pode deixar comigo — Agora os seus olhos castanhos claros estavam cheios d’água. Eles se abraçaram novamente.
– Ei, quem tá aí dentro? — ouviu Gelson, seu outro meio-irmão — Entalou no vaso, foi?
Eles dois riram, e abriram a porta. Gelson tentou perguntar porque seus olhos estavam cheios d’água, mais eles não responderam. Depois que todos adormeceram no chalé, David apanhou sua mochila, e abriu a porta.
David estava meio que sem rumo, já havia saído do Acampamento á meia hora e ainda estava andando sobre montanhas.
Uma vez que outra precisava sair em disparada, por causa dos cachorros que cuidavam de terrenos que ele andava, então achou melhor ir pela estrada mesmo, e tentar descolar uma carona. Ficou na beira da estrada cerca de 15 minutos. Vinha carro, ia carro, parava carro e ia embora. Mas nenhum deu atenção á David.
"Ah ok, obrigada pela consideração, senhores mortais" pensou ele, furioso.
Ok, o jeito foi continuar a caminhar. Algumas bolachas no caminho foram suficientes para ele durante a manhã inteira. Um pouco de água, e mp3 para se destrair, enquanto andava. Estava tudo bem. Tudo bem mesmo. Não aquele tudo bem tipo "Estou bem, nenhum monstro me atacou ainda" mas sim um " Estou bem, e pronto para o que der e vier".
Mas o que é bom dura pouco.
Um carro parou, estranhamente sem David ter feito sinal algum.
– Iai, garoto. Quer carona? Vai pra onde? — disse o homem.
– Eu vou para o aquelas ilhas — David apontou para elas que estavam bem no fundo da paisagem.
O homem o olhou surpreso, e também feliz. Mas seu sorriso mais parecia uma careta. O rosto distorcia qualquer expressão que ele fizesse, sendo um grande sorriso, ou um beiçinho de choro.
– Entra aí cara — ele fez um gesto amigável para que David entrasse no carro.
– Ok, você não precisa me levar muito longe, apenas até a metade , se quiser. Qual seu nome?
O homem pareceu pensar.
– João Silva — falou parecendo confuso — E o seu David?
– Você acabou de dizer — disse David, confuso. Como João Silva poderia saber da sua existência ?
– Ah. Ah é! — falou João — Falei não é? Está na parte inferior de trás da sua blusa.
– Ah sim — disse David, ficando mais calmo — E obrigada por me levar, viu ?
– Não a de quê! È sempre um prazer ter um sem... — João se interrompeu no meio da palavra — quer dizes, jovens, a bordo do minha linda camionete.
O resto da viagem ocorreu normalmente. Algumas perguntas, mas nada demais. Muitas vezes o camioneteiro agia de modo estranho, como se mentisse nacionalidade e idade.
– Ok, e por que você está indo para aquela ilha? — disse João — Vai resgatar alguém ?
– Sim...
– Sério mesmo ?
– Quer dizer, NÂO! — disse David rápido, percebendo o que havia feito. — Como é que voce sabia?
– Eu sei de tudo David, filho do deus mensageiro, não é?
Agora a parada ficara séria. David ficou mudo, mas logo em seguida apanhou sua mochila e apanhou uma faca, mas não a tirou de dentro da mochila, apenas ficou com a mão ali, esperando o momento certo para dar um golpe no homem.
– Ok, David , chega de brincadeiras, vamos acabar logo com isso. Meu mestre acabou de me falar telepaticamente pra terminar o trabalho.
Então "João" começou a se mexer de modo estranho, como se tivesse fazendo metamorfose.
A primeira coisa que ocorreu na cabeça de David foi:
Monstro.
E ele estava certo, dentes pontudos e unhas que te arranhavam o olhar começaram a crescer no monstro, mas David não era burro, aproveitou a chance e enfiou a faca no peito do monstro, que se desintegrou no banco, deixando o volante sozinho.
Ok, calma, pensou David, acabei de desintegrar um monstro, e agora estou sozinho dentro de uma camionete em movimento, numa rua deserta.
Pulou para o acento onde jázia pó dourado, fazendo suas pernas mancharem de cinzas de monstro. Nada agradável. Pegou o volante e tentou controla-lo. Sucesso na primeira tentativa, mas depois a troca de marcha deveria ser feita, e isso foi uma coisa que David não conseguiu fazer. Ia bater, sabia disso. E em sua direção vinha um poste, e atrás dele, uma rocha, e do lado, uma curva.
A única coisa que se lembrava após sair do carro, cheio de cinzas, e suado ( e vivo, que milagre!), era de ver uma menina vindo correndo na sua direção, com uma especie de graveto na mão.
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