A Magia Grega

5 A profecia faz sentido.


– Ai Deus! Pelas barbas de Merlim! – Gritou a menina, que estava passando sua delicada mão na testa de David. – Oque aconteceu? Você sabe mexer nisso? – Ela estava apontando para o carro — Vi dizer que só trouxas depois dos 18 anos podem mexer nisso aí.

David não respondeu. Mesmo com uma terrível dor de cabeça, David sabia que uma garota que aparentava 14, 15 anos, já sabia que existia carros, ela deveria estar brincando com ele, de repente ela queria fazer isso com ele para ver se ele falava alguma coisa..

– Você não vai falar nada? – Falou a garota . — Ahn.. oi. – Ele tentou demostrar confiança, mas não deu muito certo, sua voz tava tremula. Então, tentou se levantar, mas a garota não deixou.
Agora que sua visão estava clara, ele não pode deixar de notar na beleza da garota. Tinha olhos castanhos, cabelos pretos com mechas verdes, enrolados nas pontas. Vestia uma camiseta preta e calça jeans, estava segurando um graveto, mas ele não intendeu o porque. Ela estava segurando seu braço e examinando.
– Acho que você quebrou o braço hein? Mas não se preocupe concerto rapidinho — E ela alevantou o graveto.- O que você vai fazer? – David alevantou a voz.
– Você sabe que eu não posso usar magia fora da escola. Mas eu tenho que fazer isso! Eles vão entender... — David não tava entendendo nada, então, ela lançou um olhar fixo para ele, e — Episkey!

David achou que ela tinha fugido do hospício, o que levaria uma pessoa a fazer isso? Então, sentiu os ossos do seu braço voltando ao lugar, e ele olhou com um olhar assustado pra ela.

– Oque é isso? – Falou apavorado.
– Magia, oras, você não é aluno de Hogwarts? Jurei ver alguem parecido com você lá, eu sou da Sonserina... você não é da Corvinal?

– Oque? Covinell ? – Agora ele estava sentado olhando-a fixamente.

– Não.. Corvinal! Bom então você não é bruxo, — Agora com o tom praticamente sussurando – Não conte isso pra ninguém, não posso fazer magia na frente de trouxas.

– NÃO ME CHAME DE TROUXA! QUEM É TROUXA É VOCÊ, FALANDO DESSE JEITO!

A menina riu.

– Eu vou embora daqui, e – ele pigareou — ahn, obrigado pelo sei lá o que que você fez no meu braço. — Ele saiu andando, bufou e falou baixinho – Mortais, vai entender essa gente!

A menina apareceu magicamente ao seu lado e colocou a mão sobre o ombro de David.

– Mortais? Todos morremos, não? – Falou a garota.

– É.. bom, é coisa de semideus! Você não entenderia.. é uma coisa fora do mundo de pessoas normais.. – Agora ele não estava mais irritado com a garota, a beleza dela era tanta que ele esqueceu.

– Bom, eu também tenho outro mundo. E eu não te acho louco, e você também não deveria me chamar de louca, eu sou uma bruxa! Tenho um colégio aonde nós aprendemos magia... – falou esperançosa.

– ... E nós temos um acampamento, aonde aprendemos a lutar. — Falou David.

– Sabe quando eu falei “Episkey” ? Pois bem, isso é um feitiço, e esse não é o único, tem muitos outros.

Ele não sabia se acreditava na menina. Mas, também não teve tempo de pensar. Um monstro vinha avançando pela rua. Ele só teve tempo de agarrar a garota pelo pulso e correr.

– Oque você está fazendo?? — Gritou a garota.- Tem um monstro atrás de nós, mais você é mortal..ahn.. vamos dizer não-semideusa, então você não pode vê-lo – gritou o mais alto que pode, porque os passos do minotauro parecia que tinham estourado uma granada à cada passo.

A menina deu uma olhada por cima dos ombros e riu.

– Você está falando daquele velhinho correndo atrás da sua cachorrinha?

– É a névoa, você vê uma coisa insignificante, mas na verdade é um monstro!

A menina parou. David fez de tudo para puxá-la, mas ela ficou presa ao chão. Ele não podia deixar ela aí.

– VAMOS! CORRA! – berrou.

Mas nada aconteceu.

Ela simplismente alevantou a varinha e murmurrou:

– Petrificus Totalus! – e o minotauro caiu no chão duro — Bom espero que você esteja certo, que isso não seja de fato um velhinho correndo atrás de uma cachorrinha, e , sim um monstro.

– Bom, você não pode deixar esse velhinho-monstro parado aí né? — Falou ela.

– Ãn?, ahh sim. — Então ele puxou uma adaga de sua mochila, foi até o monstro, e transformou-o em pó.


Era a menina mais linda, e estranha que David havia visto na vida. Já estavam caminhando á um tempão, dera tempo para cada um explicar tudo sobre o mundo do outro.

– Então, qual é seu nome? — pediu David

– Jade. Jade Dellyte — falou Jade — não ria do sobrenome. Sou mestiça. E qual é o seu nome ?

– Meu nome é David... Mestiça? — pediu David — como assim mestiça?

– Sou metade trouxa.

Ele levou um tempo para lembrar do que Jade falara minutos antes " Trouxa é o termo usado para bruxos que nasceram de um dos pais bruxos, e o outro trouxa".


– E isso é ruim?

– Na verdade não mais. Há algum tempo quando Tom Riddle ainda estava vivo sim, mas hoje não. Ainda bem — disse Jade olhando para o horizonte.

– Ei, sobre o que você disse antes de querer me ajudar na missão e tal...

– Ah, cale a boca. Eu vou com você na missão, quero ajudar. Você me contou da profecia , eu preciso ajudar.

David se calou por um tempo. Mas minutos depois rompeu o silencio.

– Por que você não está em Hogwarts?

– È uma história bem longa...

– Não precisa contar se não quiser.

– Mas eu quero! OK, eu fugi de casa. A verdade é que fui expulsa de Hogwarts por usar magia fora dela. Aí no dia seguinte um berrador apareceu informando que iam quebrar minha varinha, e eu não ia deixar isso acontecer — falou Jade — estou fugindo deles. Do ministério, dos meus pais...

– Que droga...

Jade parecia triste, mas um minuto de silêncio depois começou a cantar uma breve parte de " All we need is love" então parecia estar tudo bem.


Notas finais
gostaram da Jade ?