Notas iniciais
Obrigada pelos comentários e favoritos! Lembrando que isso aqui é uma fanfiction. E não é porque se trata de “Emma e Regina” que isso não pode, aquilo não, romantizando isso, e aquilo é errado, é abusivo. Chega, né? As personagens não são santas, nem na série e nem em lugar nenhum, pelo contrário, na série Regina matou uma infinidade de pessoas, inclusive o próprio pai. Emma teve o filho na cadeia e o doou pra adoção. Mas o que influência a meninada é uma fanfiction! Hahahahahaha discursinho modinha de gente que quer aparecer...tô fora! Enfim, boa leitura!

— Finalmente você conseguiu o que queria. A senhorita Mills vai terminar o namoro com seu pai hoje e o caminho ficará livre pra você.

Emma tomou um longo gole de água tentando aliviar a secura na boca. Erguendo uma sobrancelha, ela se recostou na cadeira e apoiou o copo na mesa.

— Eu não estou orgulhosa disso — disse ela. — Mas um relacionamento sem amor não seria bom para nenhum dos dois.

— Acho que se eles não se gostassem, não teriam começado…

— Olha, Ruby — Emma a interrompeu. — Eu estou me cansando dos seus julgamentos. Se você não tem coragem e nem determinação para ir atrás do que deseja, é problema seu. Não vou ficar apenas na vontade, muito menos viver com a incerteza do que poderia ter sido ou não.

— Tudo bem, Emma. Desculpa…eu apenas…

— Eu tenho que ir — disse ela, levantando-se de repente. — Nos falamos em outro momento.

No caminho de volta para casa, os pensamentos fizeram brotar lágrimas quentes ao imaginar a reação do seu pai mediante o término do relacionamento, e mais adiante, a descoberta do motivo. Não havia dúvidas de que ele sofreria, mas seus sentimentos por Regina eram mais fortes do que qualquer lágrima que ele viesse a derramar.

— Oi, filha. Chegou mais cedo hoje…

— Para onde está indo com essa bagagem?

— Aconteceu um imprevisto no trabalho e terei que viajar essa noite.

— Ah…e quando você volta?

— Segunda-feira, terça…não sei ainda.

— Bom, serão poucos dias fora mas você não parece muito contente.

— Essa noite será a festa de noivado de um amigo e eu iria com Regina, mas infelizmente não poderei. Além disso, passar todo o final de semana trabalhando não é muito prazeroso.

— Tem razão. Sinto muito, papai. Quer que eu avise a ela sobre sua viagem repentina?

— Não precisa, querida. Já falei com ela.

— E ela não disse nada?

— Disse que sentia muito. Por que a pergunta?

— Por nada…

Durante a breve conversa, Emma se sentiu como um anjo e um demônio ao mesmo tempo, afinal tinha que agir como se não tivesse acontecendo nada entre ela e Regina.

Nas horas que se seguiram, Victor terminou de arrumar a bagagem e depois de colocá-la no porta-malas, despediu-se de Emma e partiu. Apertando os lábios, Emma lutou contra a vontade de ir ao apartamento de Regina, embora soubesse que seria uma luta da qual ela seria facilmente derrotada. Pegando as chaves da motocicleta que ela quase nunca usava, Emma desceu até a garagem, colocou o capacete e partiu.

— Emma?

— Surpresa em me ver? — ela perguntou, mas nem esperou uma resposta e a beijou na boca.

— Você está louca? — questionou Regina, puxando-a para dentro do apartamento. Em seguida, fechou a porta.

— Não tinha ninguém lá fora — disse ela, rodeando-lhe a cintura com seus braços.

Fitando-a nos olhos, Emma afastou os cabelos dela do rosto e a beijou apaixonada e demoradamente. Regina retribuiu o beijo, deslizando as mãos pelas costas dela.

— Quero te fazer um convite — Emma murmurou, roçando os lábios pelo queixo dela.

— Que convite? — indagou Regina, mantendo os olhos fechados com o intuito de aproveitar o máximo daquele toque suave dos lábios de Emma em sua pele.

— Quero que passemos o final de semana na casa de campo, longe de tudo e de todos…

— Emma…não vou me sentir confortável na casa do seu pai.

— A casa não é dele. É minha. Na verdade, era da minha mãe e antes de morrer, ela passou pra mim.

— Tudo bem então…a propósito, eu não falei com ele porque…bom, é algo que devemos conversar com calma e…

— Eu sei, não se preocupe. Além disso, eu quero estar presente. Não quero que você fale sozinha com ele.

— De jeito nenhum — disse ela, afastando-se rapidamente.

— Por que não?

— Emma, ninguém pode saber o que está acontecendo entre nós, pelo menos não enquanto você for a minha aluna.

— Sim…eu entendo. Mas você vem ou não passar o fim de semana comigo?

— Se você não se importar que eu leve os trabalhos para corrigir…

— Contando que você se dedique mais a mim do que aos trabalhos…

— Boba.

— Bom…vou deixar você se organizar porque amanhã estarei aqui bem cedo — Emma falou, e antes de ir embora, Regina a beijou nos lábios com suavidade.

— Espere aí. E esse capacete na sua mão?

— O que tem?

— Você está pilotando uma motocicleta?

— Sim.

— Tenha cuidado, ok? Esse tipo de transporte é perigoso.

— Está preocupada comigo, senhorita Mills?

— Estou falando sério, Emma.

— Estarei atenta, não se preocupe.

— Mande-me uma mensagem quando chegar.

— Você manda, eu obedeço.

— Não seja boba.

— Você me deixa boba.

— Tchau, Emma.

— Você não é nem um pouco romântica — disse ela, cruzando os braços como uma menina rebelde.

— E você é boba ao extremo — Regina falou, e após um beijo rápido, ela fechou a porta e Emma se foi.

Depois de trancar a porta, uma espécie de tensão pareceu pressionar seus pulmões deixando-a sem ar. Talvez tivesse ido longe demais em aceitar o convite de Emma, mas como poderia recusá-lo se cada vez que se encontravam, a presença e o perfume dela lhe entorpeciam a mente?

[…]

Passava das nove da manhã quando o carro de Regina ultrapassou o portão do prédio onde ela residia. Um breve sorriso brotou em seus lábios quando seus olhos avistaram a figura de Emma do outro lado da rua, sentada sobre a própria motocicleta. Aproximando-se, Regina abaixou o vidro da janela e quase perdeu o fôlego dando-se conta de que ela parecia ainda mais sexy pilotando aquele veículo.

— Bom dia, senhorita Mills — disse ela, não contendo o sorrisinho quando Regina revirou os olhos.

— Bom dia, Emma. Não acha melhor deixar a motocicleta na minha garagem e vir aqui? Está muito frio hoje.

— Adoraria. Mas preciso chegar antes de você para organizar algumas coisas. Nos encontramos lá…senhorita Mills — Emma falou, soprando um beijo na direção de Regina e em seguida partiu.

Tal gesto arrancou uma risada simpática de Regina, e segundos depois, ela passou a marcha e acelerou.

Algum tempo se passou e Regina se viu estacionando em frente a casa de campo onde descobrira que além de sua aluna, Emma era filha do seu namorado. Suas feições endureceram ao lembrar de Victor, e o sentimento de culpa quase lhe empurrou de volta para o carro, mas o sorriso de Emma fez seu coração acelerar como há muito tempo não acontecia.

— Achei que tivesse desistido de vir — disse Emma, pegando a bagagem das mãos dela.

— Confesso que por pouco eu não o fiz…

— Mesmo? Perderia a oportunidade de saborear o melhor salmão de toda a sua vida.

— Não me diga…

— Sim, eu digo. Alias, não seria apenas o melhor salmão que você perderia.

— E o que mais eu perderia?

Emma se virou pra Regina, suas mãos ansiavam por tocar cada centímetro daquele corpo. Sorrindo, ela preferiu afastar as ideias que se passavam em sua cabeça, afinal, não queria que Regina tivesse uma impressão equivocada a respeito dos seus sentimentos e intenções.

— Perderia um final de semana muito agradável com sua aluna favorita — disse Emma, e foi atingida pela expressão incrédula e ao mesmo tempo divertida. Era a mesma que quase lhe fazia perder o controle sempre que a fitava daquela forma.

Enquanto preparava o tão esperado salmão, Emma manteve a conversa leve, evitando qualquer coisa relacionada à Victor, e ao fato de Regina ser sua professora. Ainda assim, Emma não perdeu a oportunidade de provocá-la e deixá-la em embaraço, porque no final das contas, Regina acabava sorrindo e era isso que importava para Emma: vê-la sorrindo.

— Confesso que esperava jantar uma pizza ou um sanduíche caseiro porque olhando pra você, é difícil imaginá-la fazendo algo diferente na cozinha.

— As aparências enganam, senhorita Mills, quero dizer, Regina.

— Engraçadinha! De qualquer forma, parabéns. O salmão cozido ao vapor estava uma delícia.

— Obrigada. Sobremesa?

— O que tem no cardápio?

— Maçã do amor.

Regina quase engasgou numa gargalhada, e embora tivesse quase certeza de que Emma estava brincando, ela recusou a sobremesa e optou por uma taça de vinho. Aproximando-se da janela, ela quase deixou a taça cair quando o corpo de Emma roçou o seu levemente.

— Eu estou apaixonada por você — disse Emma, aspirando o perfume dos cabelos dela. — Não espero que você diga o mesmo…só quero que saiba o que eu sinto — acrescentou, mas Regina se manteve em silêncio, imóvel, de costas para ela.

A espera por alguma resposta pareceu durar uma eternidade, e ao fazer menção de se afastar, Emma foi atingida pelas palavras dela.

— Nunca vai funcionar, Emma — murmurou Regina. — Seu pai…

Com o choque explícito no rosto, Emma a segurou pelos ombros e girou-lhe o corpo, capturando os olhos dela com os seus.

— Você não o ama — disse Emma, interrompendo-lhe a fala. — E talvez também não me ame, mas se sente atraída por mim.

Regina olhou para ela por um longo momento, o coração palpitando no peito, esperando que as palavras certas chegassem à sua boca, mas elas não vieram. E assim, sem dizer nada, Regina se afastou e caminhou apressadamente em direção ao quarto onde havia deixado sua bagagem.

Emma permaneceu ali parada por longos minutos, tentando decifrar o que se passava pela cabeça de Regina. Embora tivesse vontade de ir até ela, Emma recuou e acabou se enfiando em seu quarto. Sentando-se em sua cama, ela não pôde deixar de rir ainda que a situação não tivesse graça nenhuma.

Ainda não lutei o bastante, pensou ela, quando a ideia de desaparecer para sempre da vida de Regina passou rapidamente pela sua cabeça.

— Dane-se! — disse ela, sobressaltando-se da cama. E ao abrir a porta, Emma deu de cara com Regina, com os lindos olhos castanhos fixados nela.

Não houve um convite para entrar. As palavras não foram necessárias para que os corpos se unissem e as bocas deslizassem uma sobre a outra.

— Eu também estou apaixonada por você, Emma… — sussurrou Regina, entre gemidos. A boca colada à de Emma.

Era tudo o que Emma precisava ouvir. Seus lábios passaram da boca dela à orelha, descendo para o pescoço. Subitamente a cabeça dela pendeu para trás enquanto a língua de Emma deslizava pescoço abaixo.

Regina pressionou as mãos sobre os ombros de Emma, empurrando-a levemente. Recuando, ambas se olharam, ofegantes, e Emma imaginou que deveria parar, no entanto, foi surpreendida quando Regina lhe tomou os lábios e a puxou para a cama.

— Quero tocar cada mínimo centímetro do seu corpo — disse Emma, deitada sobre ela, tocando-lhe os lábios com a ponta do polegar.

Arfando, Regina sentia o prazer percorrer o seu corpo e crescer ainda mais cada vez que os lábios de Emma roçavam em seu rosto, deixando a ponta da língua quente e molhada marcar sua pele.

Recuando, Emma se colocou de joelhos, prendendo-lhe o corpo entre as coxas e lentamente, abriu os botões da camisa branca que Regina usava. Por longos segundos Emma admirou o colo dela, o acariciou com a ponta dos dedos antes de abrir o sutiã e expor os seios rijos, ansiosos por um toque.

Um prazer abrasador percorreu cada terminação nervosa do corpo de Regina, e quase que timidamente, ela segurou as mãos de Emma e as conduziu até seus seios, cobrindo-os. Enquanto os tocava, Emma inclinou o corpo e capturou a boca dela com a sua. As línguas se uniram e trocaram sabores, carícias, pareciam disputar por controle. Os corpos, apesar de parcialmente cobertos, formigavam e tremiam de desejo.

Regina protestou quando a boca de Emma abandonou a sua, mas a queixa rapidamente se transformou em um longo gemido ao ter a saia arrancada de seu corpo. Seus olhos se fechavam cada vez que os lábios de Emma tocava-lhe a pele, e quando os dedos dela rasparam levemente entre suas coxas, Regina quase desfaleceu.

— Você não faz ideia de quantas noites eu sonhei com esse momento — disse Emma, movimentando os lábios e a língua sobre o ventre dela, enquanto a outra mão puxava lentamente a calcinha.

— Emma… — foi apenas o que Regina conseguiu sussurrar antes de morder o próprio lábio, e abafar o grito que quase escapou da garganta quando a boca de Emma pousou em seu sexo.

Depois do primeiro toque, Emma passou a saboreá-la com mais volúpia, como se temesse nunca mais ter aquela experiência. Regina mal conseguia respirar, o corpo arqueava e tremia de encontro à boca de Emma. Era uma sensação que ela jamais experimentara.

Sentindo que estava prestes a chegar ao seu limite, Regina cravou as unhas em seus ombros, suplicando para que ela a beijasse. Sem contestar, Emma obedeceu e a fez provar o próprio sabor em sua língua. E enquanto se beijavam, a mão direita de Emma lhe cobriu o sexo. As mãos de Regina, por sua vez, trêmulas, mas habilidosas à sua maneira, buscavam um modo de arrancar as roupas dela.

— Me ajude a tirar isso… — murmurou Regina, e sem conter o sorrisinho, Emma se afastou e em questão de segundos, se desfez de toda a roupa.

— Você me deixa louca… — disse Emma, antes de cobrir o corpo dela outra vez com o seu.

Sem dizer nada, Regina a puxou para sua boca, iniciando um beijo desesperado e furioso de paixão. As mãos se tocavam, se buscavam, enquanto os corpos se moviam, esfregando-se um no outro, lenta e sensualmente. Os gemidos abafados pelo beijo ecoavam no quarto antes das duas estremecerem com as ondas do orgasmo.