A Luz e a Noite
3 Encontro
Já fazia três anos que estava na organização de caça aos monstros, só com uma katana*[1] com sucos para correr meu sangue e matar instantaneamente (que eu gostaria de saber como arranjaram uma espada assim), trabalhávamos para a Central, uma organização de caçar, converter ou matar monstros. Havia vários que se nos preferiam juntar; também tinham os meios, que tomam uma droga parecida com a do tio Vlad. Essa Central era uma organização internacional que recebia verbas dos governos os quais protegiam; havia várias sedes, mas a principal ficava nesta cidade. O pior, é que ao invés de acionarem a sede mais próxima, mandavam-nos. Com um trio (eu, uma meia lobisomem e um vampiro convertido), começamos a matar qualquer coisa “morta” pela frente. Claro que eu tinha que me descontrolar toda vez que via o sangue jorrando (maldita múmia), fazendo um massacre maior ainda (e eles me tentando parar e machucavam-se mais ainda). 2010年6月11日 (11/6/2010), a Central foi atacada e estávamos for numa missão, quando chegamos, só vi novamente a vampira de olhos vermelhos, aquela que atacou minha família, olhando para meus olhos azuis (acho que, por não tomar sangue “humano”, meus olhos ficaram da mesma cor). “Você tem um cheiro bom, faz-me lembrar algo delicioso no qual tive que desistir.” Pronto, agora acabou, lutar com monstro é uma coisa, mas lutar com a rainha deles (falaram na Central que as que controlavam os servos eram chamadas rainhas ou mães, por serem as únicas que podem transformar humanos em monstros, mas ainda não sabemos o que acontecem quando deixam a vítima viva), ferrou, nem meu sangue consegue-a matar (acho que era só para os servos (monstros), pois a ancestral/múmia não morreu quando o tomou). Em meio segundo só vi duas coisas, ela pulando para cima de mim e um vulto que apareceu na minha frente, pegando a vampira pelo pescoço e jogando no chão. Nunca achei ser possível ter aquela força para derrubar uma das rainhas (pois eram dez vezes mais fortes que os servos). Todos os (nós) três paralisaram. Era um garoto de cabelos negros, curtos e despenteados, com seus olhos azuis olha com puro ódio a vampira. Depois de alguns minutos, olhou-nos, avaliando. Parou o seu olhar em mim e vi uma pura... Só o vi em cima de mim, com a cabeça na minha barriga, chorando. “Faz três anos que a quero encontrar.” Yoru? Meu Yoru? Era para ter três anos, não dezesseis. “Não me deixe nunca mais.” Agora, não agüentei as lágrimas (sou mãe, revi meu filho). Ajudou-me a levantar enquanto eu secava as lágrimas, os outros saíram do momento paralisia e nos olhavam com medo. É que nem percebi a vampira levantar, olhar para nós com raiva (ela sabia que não o podia vencer) e ir embora. Priscilla chegou quase no mesmo instante, com curativos, que deixou cair no chão quando viu o Yoru ao meu lado. “Já lhe avisamos que era para você ficar longe dela. Eu sei muito bem suas intenções para com ela.” “Quais?” Olhei-a furiosa. “Como a Central foi destruída, não estou mais sobre as ordens dela.” “Sua espécie não gera homem quando fecundadas, mas somente mulheres, três por vez. Por isso, na época de ‘maturação’, vocês meio que se auto-fecundam e geram o que chamaríamos de marido para a vida inteira.” Tremi, então por isso que tive o Yoru. “Mesmo que existam homens, eles não serão capazes de terem filhas com você. Baseamos nas rainhas, que foram no mesmo estilo que você. Mas, sua espécie é igual a da imperatriz, também conhecida como Yami*[2].” “Sei, a menina loura de olhos vermelhos (ou seja, a múmia) que me transformou.” “Errado, o sangue dela não transforma, só paralisa humanos.” “Espere aí, quer dizer que eu sempre fui assim, esse monstro vivendo no meio dos humanos (felicidade extrema)?” “Sim, na época ficamos tão felizes por conseguirmos seu apoio (por obrigarem-me, seria melhor), mas agora creio que queira voltar a sua família.” “Não chame aquelas três de minha família, prefiro ser usada como arma e matá-las, ao invés de juntar ao massacre de humanos.” Priscilla sorriu para mim, com os caninos cintilando tanto quanto os olhos vermelhos. Yoru segurava minha mão, eu tinha pena dele, mas pretendo erradicar as três espécies. No dia seguinte, recolhemos o que havia sobrado na Central e formamos pequenos grupos em barracas. Yoru claramente estava do meu lado. Matamos vários que apareciam para derrubar o acampamento. Até que apareceram de noite, eu e Yoru abrigávamos na mesma tenda, ele entrou de repente, assustei-me (assombração). Estava meio estranho hoje, agitado. Quando vi, ele já estava em cima de mim, pressionando-me na parede num longo beijo. Depois parou e deu-me um sorriso alegre de desculpas. Cara, eu não o entendo. Como ouvimos um barulho lá fora, fomos investigar. Eram as duas rainhas fazendo a investida contra o restante. Para que nos aniquilar? Já estamos quase acabados mesmo! Senti o Yoru paralisar ao meu lado, foi assim que a vi (de novo), a chamada imperatriz. Ela olhou-me e deu um sorriso, em um segundo, já me estava abraçando, “finalmente voltou para mim.” Agora, na boa, o que iria dizer? Não, eu vim-lhe matar, acabar com todos e morrer feliz? Senti uma dor no pescoço, ela já me estava mordendo. Depois de um minuto, levantou a cabeça e sorriu para o Yoru. Abraçou-lhe, “você me deu os únicos dois presentes que eu mais queria.” Traíra. “Obrigada por nos dar a localização.” Duas vezes traíra. “Eu a procurei por três anos, queria um momento familiar. Mantiveram-me longe dela para o caso de eu ter contado com vocês.” E fizeram bem, Yoru. Certo, quando eu pensei em encontrá-lo, achei que nem ia saber que eu existia, mas cooperar com os inimigos... Senti um vulto atrás de mim, virei, um homem parecido com o Yoru, já dá até para saber quem é. Senti uma queimação no braço, sangue escorrendo e sonolência, calmante. Caí no colo do Yoru, “finalmente poderemos reunir à família.” Apaguei.
[1] Katana(刀) espada japonesa usada por samurais (侍)
[2] Yami(闇) Escuridão
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