A Little Piece of Hell

17 Saindo da Prisão


Notas iniciais
Oi oi pequenas amorinhas do meu coração! Demorou um pouquinho para o novo capítulo ser postado (mas nada em comparação ao meu ano de sumiço auhsiuahs) Provavelmente esse vai ser o tempo de intervalo entre um capítulo e outro, já que o trabalho e os estudos não me deixam com muito tempo para escrever. E ainda temos o problema de bloqueio mental hasiuahsiahs Mas aqui está!! Um POV somente da nossa querida Melanie ♥ Está relativamente pequeno, mas é apenas o que ficou faltando do último capítulo ok? Já comecei a escrever o próximo, mas também estou tentando atualizar minhas outras fanfics, então pode ser que demore um pouco. Quero agradecer à todos que continuam me apoiando nessa fic e que continuam mandando comentários e me fazendo muito feliz :3 Um agradecimento especial à Thaaty, que super me apoiou com a minha volta! E para vocês também, fantasminhas! São a alegria do meu coração! ♥ ♥ Boa leitura para vocês, amados! Espero que gostem!!

(POV Melanie)

– Foi... — Antes que eu pudesse completar a frase ouvimos Rick gritar por Daryl.

– Você está aí em cima? — ele pergunta.

Daryl me olha intensamente antes de se voltar para a escada e gritar de para Rick.

– Tenho que descer — ele me diz. — pelos gritos parece ser algo importante.

– Tudo bem — respondo sentindo um alívio por não ter que contar sobre os acontecimentos por conta da pressão de Daryl.

Mas antes que ele pudesse sequer virar as costas para descer, Rick torna a gritar lá embaixo.

– Não vamos mais fazer isso! — ouço sua voz.

Daryl me olha uma última vez e desce as escadas com pressa. Meu coração fica apertado e uma preocupação que não compreendo se apodera de mim. Resolvo descer com a mesma rapidez a fim de saber o que estava acontecendo. Talvez eu pudesse ser útil. Talvez.

– Não podemos fazer isso — escuto Rick dizer.

– Não, não podemos! — Daryl responde e eu sinto um leve tom de alívio em sua voz.

– O problema é que não acho Merle nem Michonne! — Rick continua.

Fico confusa ao vê-los correr em direção a um dos blocos da prisão, e a única coisa que comando meu corpo a fazer é correr atrás deles.

– Eles estiveram aqui... — Daryl comenta ao ver uma saca, com vestígios de sangue, jogada no chão. — Eles lutaram. Merle a levou.

– O que está acontecendo aqui? — pergunto assustada. Merle e Michonne haviam lutado? Ela havia sido pega? Por Merle!?

– Temos que ir atrás deles — Continua Rick, os dois sem me darem atenção.

– Não! — Daryl responde. — É o meu irmão, eu vou!

Começamos a andar até o pátio, ao menos eles, eu corria para alcançá-los. Daryl anda apressado em direção ao portão, sem nem mesmo chegar perto da moto.

– Eu vou com você — falo alto enquanto os portões são abertos.

– Não, você vai ficar aqui — ele responde sendo duro. — Em segurança!

– Mas... — começo a argumentar, mas Daryl me interrompe ao me ignorar e se dirige a Rick.

– Certifique-se de que ninguém me siga!

Olho para o chão frustrada. Eu poderia ser útil! Além disso, como vou aprender a me defender sem sair do lugar, sem praticar? E quem melhor para estar ao meu lado do que Daryl Dixon?

– Até mais tarde — ele se despede e me dá as costas, correndo para fora da prisão.

Viro-me bruscamente para Rick, querendo que ele faça algo ou que pelo menos não obedeça ao pedido de Daryl e me deixe ir atrás dele. Como se estivesse lendo minha mente, Rick logo se pronuncia contra meus planos.

– Não mesmo — ele diz, colocando as mãos na cintura e se apoiando em apenas uma das pernas. Faço cara de cachorrinho abandonado. — Olhe Melanie, se algo acontecer com você lá fora, será responsabilidade minha. E Daryl iria me matar!

– Ele pode se machucar sério! Pode até ser morto! — eu digo urgente. — Acabou de se recuperar de um tiro. Você e Carl devem saber como a recuperação pode ser difícil!

– Você... — ele inicia uma pergunta que já sei qual é.

– Hershel me contou, mas esse não é o caso! Daryl não pode sair sozinho! Não enquanto se recupera. Se não me deixa ir, então vá atrás dele!

– Não posso deixar os outros indefesos aqui, Melanie! E se o governador der as caras?

– Então me deixe ir! — eu peço insistentemente, quase me ajoelhando para implorar.

Rick olha para mim e depois para o portão, que ainda estava entreaberto. Já não podíamos mais avistar Daryl, a mata o havia tragado para dentro dela. O homem em minha frente muda o peso para a outra perna, olha para mim e suspira pesadamente.

– Sabe o caminho até Woodbury? — ele pergunta vencido.

– Infelizmente — respondo num rosnado.

– Então vai precisar disto — ele diz enquanto caminha até onde estou parada. Estica sua colt para mim.

– Não posso aceitar, eu não sei atirar! — digo exasperada. — Mesmo que soubesse continuaria sem poder aceitar, nunca o vi sem essa arma! É como se fosse seu amuleto!

– Então estou emprestando esse amuleto a você. Se precisar usá-la, você destrava aqui — ele mostra, fazendo um clique. — E é assim que se recarrega — ele continua, fazendo mais cliques metálicos. — Vai conseguir!

Eu aceito a arma, sentindo seu peso ao cair em minha mão. A prendo dentro do cós da calça cobrindo com a camiseta. Rick se dirige até o portão, onde um errante acabara de ficar preso numa das estacas de madeira pontudas que tínhamos armado do lado de fora.

Caminho até Grimes, vendo-o abrir um pouco mais o portão, o suficiente para meu corpo passar.

– Vai precisar disso também — ele responde ao me entregar uma comprida adaga com um cabo rústico de madeira escura numa pequena bainha.

Seguro firme no cabo de madeira exposto, olhando nos olhos de Rick. Assinto com a cabeça, prendendo a adaga em meu cinto.

– Obrigada Rick!

– Só fique em segurança e ache os três — ele responde.

Sinto meu coração acelerar ao ficar de frente à parte perdida da prisão. Era a segunda vez que eu enfrentaria o mundo tomado por mortos-vivos, e não ficar fugindo deles como fiz ao ficar sozinha. A minha frente, vários deles caminhavam sem se importar com o que acontecia a sua volta. E eu sei que no instante que pisasse do lado de fora o cenário mudaria. Eles sentiriam o meu cheiro e suas mandíbulas se agitariam em minha direção. Mas eu estava decidida a ir atrás de Daryl. Não dá tempo de ir até a brecha na cerca, onde era mais seguro, então olho uma última vez para Rick e começo minha corrida à qual devo ganhar.

O primeiro errante vem até mim, aumentando a velocidade de seus passos. Desvio de suas mãos frias e em decomposição. Corro mais rápido em direção à floresta, sentindo os mortos-vivos ficarem cada vez mais agitados e mais rápidos. Olho para trás, o medo vindo à tona. Tropeço em meus próprios pés, mas consigo me manter correndo sem cair.

Estou a um passo da mata quando sinto um errante se jogar contra minhas costas, me derrubando. Viro rapidamente, segurando o pescoço do morto que estava sobre mim. Olho rapidamente para os lados e para trás, tendo a certeza de que os outros ainda estavam um pouco longe. Volto minha atenção para o errante em cima de mim, sua força aumentando junto com a sua frustração de não conseguir chegar até minha carne.

Suas mãos vão até meus pulsos, segurando-os com uma força monstruosa, abaixando meus braços que faziam distância entre sua boca e meu pescoço. Ouço Rick gritar meu nome enquanto corre pela cerca, tentando chegar até a brecha que eles haviam feito. Mas eu não podia esperar que chegasse até mim, não daria tempo. Preciso encontrar Daryl Dixon.

Consigo soltar uma de minhas mãos e tento alcançar a adaga que Rick me entregou há segundos. Sinto o cabo frio de madeira e puxo de uma vez, me livrando da pequena capa que a investia. Reúno minha coragem e cravo a adaga com força em seu crânio que se parte em dois, jorrando sangue podre em meu pescoço e ensopando toda a minha blusa. Jogo seu corpo para o lado e continuo a correr.

Antes de entrar na mata, viro a cabeça para trás, vendo que Rick sorria para mim. Sorrio de volta, vitoriosa com minha pequena batalha. Entro na calmaria da floresta, ainda correndo para despistar aqueles que continuavam a me perseguir, sedentos por minha carne.

Eu me sinto diferente, mais corajosa, mais resistente. Paro de correr após alguns minutos me embrenhando na mata. Sigo em direção à rodovia apressadamente, tentando não fazer barulho. Ao alcançar o asfalto e checar se o perímetro estava limpo, corro pelo acostamento indo pelo caminho que conhecemos até Woodbury.

Após o que seriam uns quinze minutos correndo, avisto uma sombra ao longe, caindo pouco tempo depois. Penso em Daryl e corro em direção à figura. Mas antes que eu pudesse fazer algo, o vento sopra trazendo para mim o cheiro podre característico daquelas criaturas vis. Vejo o corpo se levantar e caminhar até mim, os braços esticados para frente.

– Outra vez essa merda não! — eu digo. A adrenalina correndo em minhas veias e o frio na barriga diante à ameaça faz eu me sentir viva, forte. Mas o medo não me deixava e isso anulava parte do efeito. Mas não o suficiente para me paralisar.

O morto se aproxima. Seguro forte a adaga em minha mão e preparo meu corpo para receber o errante. Eu queria a vantagem de sua aproximação, por isso fico parada. A cada passo que ele dá em minha direção eu aperto mais o cabo de madeira, os nós dos meus dedos ficando brancos. Sinto seus dedos gélidos apertarem meus ombros e ao mesmo tempo em que cravo a ponta afiada da adaga em seu cérebro morto, algo atinge seu crânio.

Uma flecha!

Olho para trás e vejo Daryl correr em minha direção. Sinto meu rosto se alargar num sorriso. Ele estava inteiro. Estava inteiro e estava bem! Ele continua a correr e para alguns passos de mim. Vejo sua cara se fechar e começar a me examinar com os olhos, andando para lá e para cá. Daryl encara o chão e depois se volta para mim, seus olhos emanando raiva.

– Você foi mordida? — ele rosna. Minha felicidade e confusão são tão grandes que não consigo respondê-lo. — Foi mordida? — ele grita, me fazendo pular, surpresa.

Daryl me puxa pelos ombros, passando suas mãos em meu pescoço e me causando arrepios. Ele se move rápido, examinando cada pedaço de minha pele. Levanta minha blusa a procurar de mordidas ou arranhões. Ele se afasta e grunhi em frustração, saca sua besta e aponta para minha cabeça.

Ouço meu coração bater alto e novamente sinto a adrenalina sendo jogada em minhas veias. Levanto as mãos num sinal de rendição, tolice. O corpo de Daryl treme e ele aperta a balestra com força.

– É bom dizer logo se foi mordida — ele diz e noto sua voz tremer. — Senão vou enfiar uma flecha nessa sua cabeça dura!

– Daryl... — tento acalmá-lo com cuidado. — Isso é sangue podre. Sangue de uma dessas coisas — ele me olha confuso, mas logo em seguida um brilho de compreensão se passa em seus olhos e é substituído por raiva. Resolvo explicar. — Quando estava saindo da prisão um deles me atacou. Eu o atingi com uma adaga na cabeça e ela se partiu em duas... Mas eu juro que é só!

Daryl abaixa a besta e começa a andar de um lado para o outro novamente, passando a mão em seus cabelos num sinal de irritação. Seus olhos fixos em mim quando ele finalmente explode.

– Eu disse para ficar na prisão! — ele grita. — Para ficar em segurança! E o que você faz quando eu dou as costas? Exatamente o que eu disse para não fazer! No que estava pensando, garota estúpida?

– Estava pensando no maldito tiro que você havia levado, Dixon! — eu grito de volta, sem me importar um errante ao longe, que já havia nos notado. — No que você estava pensando ao sair nesse estado? — pergunto apontando para a saliência que o curativo fazia por debaixo da blusa de Daryl.

– Estava pensando em salvar o meu irmão! Você sabe, minha família! A única que me restou!

– Não é verdade! — o interrompo. — A prisão, o grupo! Todas aquelas pessoas são sua família agora, qualquer pessoa consegue enxergar isso!

– Acha que o Governador vai poupá-lo? — ele continua sem me dar ouvidos, atropelando minhas palavras. — Eu preciso salvar o meu irmão! Ao contrário de você!

– Eu vim para te ajudar! — falo alto enquanto seguro minha adaga com mais força, avistando um grupo de errantes.

Daryl os percebe também, notando pelo menos dez deles. Me preparo novamente, mas ele agarra sua besta, descarregando seis flechas certeiras, derrubando cada um perfeitamente.

– Me ajudar? — ele rosna alto. Tira uma faca presa em seu coldre, acertando um deles enquanto derruba outro com um chute. — Você não ajuda, atrapalha! — pisa na cabeça do que estava caído, destroçando seu crânio. — Não preciso de mais um bebê para cuidar! — segura um pelos ombros e o leva em direção a um tronco, esmagando sua cabeça na madeira com as próprias mãos.

Daryl caminha firme e apressado até mim, levantando sua faca na altura de minha cabeça. Fecho os olhos esperando o impacto, mas ele não aconteceu. Abri os olhos de uma vez, soltando num suspiro rápido o ar que eu não havia percebido prender. Um errante que eu não senti chegando estava caído aos meus pés.

– Nem mais um inútil para salvar! — ele fala ríspido.

Deixo todas aquelas palavras caírem sobre mim de uma vez, como um banho de água fria. Meu peito se fecha e sinto o arrependimento por ter deixado a prisão. No momento, enfrentar a Carol parecia bem melhor do que ouvir todas essas coisas vindas de Daryl.

– Eu não devia ter vindo — sussurro apenas para mim, mas ele acaba por ouvir.

– Não... Não deveria.

Ele continua seu caminho, seguindo em frente como se nada o tivesse interrompido. A decepção por ter escutado tais palavras depois de ter me entregue a ele num sentimento tão forte era tal que não entendo o que ele me grita nas duas primeiras vezes. Ele está perto de mim mais uma vez e sinto sua mão apertar um de meus braços.

– Se quer ficar aqui para morrer, só me avise antes para eu não ter que ficar me preocupando.

Continuo parada no mesmo lugar, absorvendo mais palavras negativas vindo de sua boca macia. Talvez ele não fosse o que pensei quando nos conhecemos, sabendo que ele salvou minha vida em troca de nada.

Por sexo talvez.

– Se vai me atrasar mais, é melhor ficar por aí. Tenho que ir atrás do meu irmão, então se decida logo! – ele grita.

Como se fosse um despertador, seu grito me motiva a acordar e começar a caminhar em passos largos, sem nem mesmo esperar que Daryl me acompanhasse. Tento bloquear as coisas durante o caminho, olhando para as árvores ao meu lado e para o céu azul que me passa certa paz.

Fico tão distraída que me assusto ao ver Daryl correndo ao meu lado, me passando em questão de milésimos de segundos. Com a vista embaçada e colorida devido ao sol, olho para trás a procura de alguma horda ou humano, mas uma voz à frente faz meu coração pular por reconhecê-la.

Michonne.

Ela se apruma com a aproximação repentina do homem, colocando-se na defensiva.

– Hey! – Daryl chama alto. – Onde está meu irmão? – sua voz também na defensiva. A mulher esguia o encara seriamente. – Você o matou? – Michonne balança a cabeça negativamente.

– Ele me deixou ir – responde intransigente.

Daryl passa por ela sem dar mais nenhuma palavra. Ela o segue com os olhos por um segundo e depois os pousa sobre mim, que ando lentamente tentando evitar aproximação com o homem que já ia distante.

Michonne me encara longamente com interesse e retribuo o olhar. Continuo andando, sem esperar que diga ou faça alguma coisa. Dou minhas costas a ela e ouço seus passos logo atrás. Diminuo minha velocidade até estar ao seu lado.

– Pensei que estivesse indo para o caminho contrário – digo casualmente, sem conseguir colocar muito ânimo em minha voz. Ela demora um pouco a responder.

– Não depois de ver vocês indo até o Governador.

– Porque você e Merle estavam seguindo até ele? – pergunto sem conseguir frear minha curiosidade.

– Não estávamos – ela responde frisando a palavra. – Merle estava me levando.

– Mas por quê? – pergunto disfarçando a minha indignação. – Por acaso ele não se lembra de que o Governador está caçando a cabeça de vocês?

– Exatamente por isso – ela diz, respirando fundo. – O Governador ofereceu não atacar mais a prisão se eles me entregassem. E é isso o que Merle estava tentando fazer.

– Mas ele parecia estar disposto a fazer qualquer coisa pelo irmão! – respondo, pensando em Daryl e em como eu achava que Merle não poderia fazer algo do tipo com ele.

– E era o que ele estava fazendo – ela continua. – Protegendo todos do grupo para que o irmão continuasse no lugar onde se sentia bem. Até eu posso sentir onde aquele homem se sente bem.

– Com o grupo – eu falo e me mantenho calada logo em seguida, caminhando olhando apenas para frente.

Daryl parara de correr e nos esperava meio agachado no meio do mato alto, escondendo-se. Ao chegar um pouco mais perto consigo ouvir uma música vinda de longe. Olho para ele prestando atenção em suas feições. Suas sobrancelhas estavam franzidas, num olhar claro de confusão. Pega sua besta e posiciona um de seus olhos na mira telescópica que havia presa no metal.

– Há um carro a não mais que 120 metros daqui – ele diz com a voz baixa. – É dele que está vindo a música. Há milhares de errantes pelo local.

– É o carro que Merle pegou para me levar até Woodbury – Michonne comenta normalmente, enquanto eu assisto a expressão de Daryl se horrorizar, voltando a colocar seu olho na lente.

– Nenhum sinal dele – ele diz, um tom de preocupação crescendo em sua voz.

– O que estamos esperando? – eu pergunto aos dois. – Vamos até lá! – digo, já me levantando quando sinto Daryl me puxar de volta.

– Está louca? – ele rosna. – Se o Governador estiver por aí e aparecermos desse jeito, acabamos com as nossas chances de encontrar Merle!

– Isso se o Governador não já estiver com ele – Michonne fala, recebendo um olhar mortal de Daryl.

O homem abre a boca, mas antes de conseguir emitir algum som, tiros começam a ser disparados freneticamente, dispersando os walkers que ficavam mais agitados que o normal. Daryl novamente percorre o local com a mira, fixando-a em um local específico.

– Ele está lá – ele fala com seriedade, pegando suas coisas e se preparando para sair. – Ele está dentro do galpão atirando contra os homens do Governador.

– O que está fazendo? – pergunto horrorizada ao vê-lo se distanciar de nós, indo em direção à linha de fogo.

– Estou indo salvar o meu irmão – ele responde monótono.

– Está se recuperando de um tiro, o qual deu muito trabalho! – digo irritada. – Está querendo levar outro?

– Levo até mais para salvar Merle – ele retruca, a voz ríspida. – E não precisa se preocupar em cuidar de mim!

Com essas palavras ele tenta chegar até o galpão sem ser visto, matando alguns mortos-vivos com sua faca para não chamar mais atenção. Olho para Michonne, que também o acompanha com os olhos.

– Não podemos deixa-lo ir sozinho! – eu digo, pedindo sua ajuda.

– Não posso ajudar – ela responde. – Aquele homem quer minha cabeça, não posso me arriscar.

– Pensei que fosse corajosa... – eu digo antes de imitar Daryl.

O mato alto ajuda a me cobrir, mas ainda assim é fácil ser vista por um dos homens. Tiro a adaga do cinto com uma mão e a arma de Rick com a outra, que faz meu braço tremer ao me imaginar atirando em alguém. Paro ao perceber que os tiros cessaram. Dirijo meu olhar ao galpão, vendo Merle e Daryl rendidos.

Meu coração pula descompassado e minha respiração falha quando o Governador desfere o primeiro golpe nos irmãos. Me aproximo um pouco mais, ignorando todos os meus instintos, e me escondo atrás de uma construção.

Ainda assistindo os dois irmãos apanhando do Governador, e com o estômago revirando e ameaçando colocar o pouco que eu havia comido para fora, estico a arma para frente, tentando mirar certeiramente na cabeça do Governador.

Destravo a arma, sentindo um leve arranco no aparelho de metal e ouvindo o seu clique. Meu coração bate mais rápido, minhas mãos suam, meu sangue esquenta. E a única coisa que meu corpo deseja é que eu acerte o filho da mãe.

Aperto o gatilho, quase soltando a arma devido ao seu forte coice. Erro, atirando na parede, um pouco abaixo da cabeça do Governador. Ao meu lado aparece um errante, que tem sua cabeça decapitada pelo fio de corte da katana de Michonne. Sorrio para ela, e volto minha atenção aos homens no galpão.

Eles estavam desnorteados, procurando por quem havia atirado. Me escondo ao lado de Michonne, ainda atrás da construção. Volto à minha posição, erguendo a arma mais uma vez e mirando um pouco mais para o lado. Atiro novamente, dessa vez controlando melhor o coice.

– Respire antes de atirar – Michonne diz a me ver errando.

Faço o que ela manda. Solto todo o ar e em seguida aperto o gatilho mais uma vez, fechando os olhos. Um grito se faz ser ouvido, me deixando perturbada pelo que eu havia feito.

Notas finais
Quero pedir desculpas se tiver algo errado! Postei o capítulo sem revisar uma última vez! Fiquem à vontade para comentar e dar sua opinião, críticas construtivas e ideias para a história! Aceito o que tem na mente de vocês de braços abertoss! Quero agradecer à todos mais uma vez, principalmente para os meus queridos fantasminhas! Vocês são muito importantes para mim!!