A Little Piece of Hell
6 Interrogados.
Notas iniciais
(POV Melanie)
O homem estranho, chamado Merle, nos levou até uma cidade. Woodbury. Nos amordaçou e nos amarrou, levando-nos até um tipo de porão ou algo parecido. Outros homens cheios de armas nos encontraram junto a Merle e nos separaram. Levaram Glenn para um sala, onde esse homem entrou logo em seguida, e depois levaram Maggie e a mim para uma sala ao lado de Glenn.
Nos amarraram às cadeiras que tinham ali, na frente de uma mesa redonda, de frente para a porta. A única coisa que nos separava de Glenn nem eram paredes, e sim algumas placas de ferro. Podíamos ouvir tudo que estava acontecendo por lá.
Merle estava querendo saber onde estávamos abrigados, mas Glenn não abriu a boca nem mesmo por um segundo. Eles mencionaram um fato que aconteceu em algum telhado em Atlanta. Pelo que entendi, o irmão de Daryl foi deixado para trás quando estavam atrás de suprimentos na cidade.
Ás vezes Glenn respondia algumas perguntas que não nos entregaria, que não eram tão importantes para a nossa sobrevivência. Merle continuou tentando arrancar algo de Glenn, apenas perguntando pelo irmão.
– E meu irmãozinho? — conseguíamos ouvi-lo questionar — Você não pode dizer que ele está vivo sem me dizer onde ele está! — Glenn se manteve calado — Não? Talvez a filha do fazendeiro me ajude, ou então a ruivinha! Estão todos juntos certo?
– Eu estou com a Maggie — Glenn comentou, explicando o erro que Merle havia cometido — A ruiva é a Melanie, Daryl a salvou.
– Ho ho! — ele riu com sincera diversão — Então quer dizer que meu irmãozinho está fazendo obras de caridade agora! Sendo o braço direito do xerife, salvando e acolhendo pessoas estranhas que nunca fizeram comida ou deram para ele! — Merle falava sem nenhum pudor — Com certeza ele deve estar querendo algo dela! Vi como ela é bonita — me sentia suja somente pelo fato de escutar esse homem falar algo sobre mim — Eu mesmo não me controlaria perto dela. E nem da sua Maggie.
Olhei para ela. Maggie estava claramente assustada, assim como eu. Ela conseguia disfarçar de uma maneira tão convincente como eu nunca conseguiria na vida. Eu não sabia o que eles estavam planejando fazer conosco. Mas foi nesse momento que percebi que devo temer mais os vivos do que os mortos.
– Diga-me uma coisa — Merle continuou a falar com Glenn — Quando ela está com medo e o abraçando — ele dizia se referindo à Maggie — E a pele trêmula dela está perto de você...
Maggie estava perdendo o controle e eu podia ouvir sua respiração como a minha, acelerada e descompassada. Merle continuou provocando Glenn.
– Os lábios macios dela tocando em você, aqui, por todo lugar aqui e por aqui... É gostoso, não é?
Maggie começava a chorar e automaticamente o desespero tomou conta de mim. Eu estava me segurando em seu semblante sério e forte. Mas agora que ela estava desmoronando, eu não sentia que tudo fosse acabar logo.
– Eu lembro de você — Merle dizia na outra sala — Sim. Você é o sorrateiro. O corajoso. Você não se assusta fácil, não é? Eu gosto disso — ele dizia com convicção — Agora... Quero saber onde meu irmão está!
Não sabíamos o que ele estava fazendo com Glenn, mas podíamos ouvir seus grunhidos de dor. Maggie fechou os olhos e olhou na direção oposta de onde vinham os sons da tortura que estava acontecendo do outro lado, a poucos metros de nós.
– Quero saber onde o xerife está!
O homem continuava a exigir respostas e eu pude ouvir um som de violência, mas contra Merle dessa vez. Maggie tentava se controlar, balançando as pernas e fazendo exercícios de respiração. Eu nem conseguia pensar em como eu podia voltar a respirar normalmente.
Logo depois ouvimos socos e chutes e eram desferidos contra Glenn, que gemia, grunhia e ás vezes gritava.
– Isso! — Gritava Merle — Quero saber onde estão se escondendo, onde seu acampamento é, e quero saber agora! — mais sons de golpes — Quero saber agora! Onde diabos eles estão? Diga-me!
Isso continuou por muito tempo. Maggie chorava e eu estava em choque para fazer qualquer coisa. Mal me mexia, com medo de que isso pudesse fazer com que aquele homem entrasse nessa sala e fizesse o mesmo conosco. Eu estava com medo por Glenn, por Maggie e por um instante cheguei a pensar se aquele home com a besta, irmão de Merle, seria da mesma forma que ele.
Pensei também se não fosse. Teria que ter passado a vida inteira ao lado de um irmão assim? Será que ele fazia o mesmo com o Daryl? Ou será simplesmente que Merle estivesse tão desesperado para achar seu irmão que foi capaz de tudo isso para saber onde ele estava?
Eu não sabia. Não conseguia pensar direito e nem mesmo manter meus pensamentos focados em algo por muito tempo. Eu e Maggie não aguentávamos mais ouvir Glenn sendo ferido daquela maneira, mas não podíamos fazer nada. Maggie se recuperou, mandou que eu fosse forte, e disse que não podíamos demonstrar que estávamos com medo, pois era disso que eles se alimentavam. Medo.
Depois de um tempo, ouvi a voz de Merle mais uma vez, mas felizmente sem sons de tortura vindas dele.
– Devo confessar... — Merle disse, sincero — Você é muito mais durão do que eu me lembro. Não me surpreende que tenha durado tanto. Pensei que o "policial amigão", abandonando a todos já o teria deixado para trás. Mas ele não fez isso, não é? Então diga-me. Onde estiveram?
– É só uma questão de tempo até eles vierem nos procurar — Glenn disse determinado.
– Eu farei um bolo com cobertura rosa! Eles gostariam disso? Ninguém virá.
– Rick virá! E quando ele chegar aqui...
– Ele não fará nada — Merle interrompeu Glenn — Não se ele quiser você e as bonequinhas de volta. Acha que estou sozinho?
Tive medo de que ele estivesse certo. Eles poderiam nos matar se o grupo da prisão tentasse algo contra eles, e vi como estavam armados. Ninguém teria chance contra eles. Aceitei o fato de que estávamos perdidos e parei de prestar atenção no que acontecia do outro lado da sala.
Eu ouvia gritos, grunhidos, gemidos. Mas não me importava mais. Eu só queria que tudo acabasse logo. Tentava desviar a minha atenção da briga que estava tendo, tanto ali dentro, quanto em nossas mentes. Minha garganta estava seca e eu não conseguia falar com Maggie. Ela estava olhando fixamente para a placas de ferro, tentando se soltar da cadeira freneticamente. Virei para o outro lado e fiquei observando o chão com manchas de sangue.
Algum tempo depois, um homem entrou na sala em que estávamos. Tirou uma faca do cinto e chegou perto de Maggie. Implorei mentalmente que não fizesse nada com ela e então ele a soltou. Fez o mesmo comigo logo em seguida.
Ele não parecia perigoso e eu realmente tive esperanças de que ele não fosse fazer nada conosco. Talvez eu tivesse razão ao imaginar que Merle estava fazendo tudo aquilo só por desespero de encontrar seu irmão.
Puxou a cadeira que estava do outro lado da mesa, mas parou a ação como se tivesse se esquecido de algo.
– Posso? — perguntou dirigindo-se a nós e sentando logo em seguida — Obrigado — nos olhou e tempo depois voltou a falar com uma voz calma — Nós os levaremos de volta para o seu grupo e explicaremos que foi um engano. Diga onde eles estão e nós os levaremos.
Quando abri a boca para responder Maggie me impediu dizendo um 'não' apressado e urgente.
– Quero falar com o Glenn — ela disse em resposta.
– Não posso permitir isso. Vocês são perigosos. Algemaram meu homem, forçaram-no a amputar a própria mão.
– Eu e Melanie não sabemos de nada sobre isso — ela respondeu convicta.
– Diga onde eles estão e nós os traremos. Vocês ficarão seguros, eu prometo! — Maggie continuou calada e olhou para mim — Não? Certo. Vamos tentar outra coisa — ele nos encarou — Levantem-se, por favor.
Continuamos sentadas. Maggie me sustentava com um olhar seguro e forte, e eu sabia que se não fosse por isso, eu já teria me entregue ao total desespero. Pude sentir o homem nos encarando e ele voltou a falar.
– Levantem-se!
Depois de pensar Maggie se levantou, e eu repeti sua ação. Ele nos olhou e apoiou seus braços na mesa, entrelaçando as mãos.
– Tirem suas blusas.
– Não — Maggie respondeu logo em seguida.
– Tirem suas blusas, ou trarei a mão do Glenn.
Olhei para Maggie, que arregalou os olhos e virou-se para mim, com um pedido claro de desculpas no olhar. Eu fiz um sinal com a cabeça, mostrando que não precisava se desculpar. E então ela tirou sua blusa e ficou encarando-o.
– É melhor você falar para o bichinho assustado fazer o mesmo, ou então Glenn ficará parecido com Merle.
Ela não precisou dizer nada. Sabia que Maggie amava o Glenn, e eu faria tudo que pudesse para evitar que se machucassem. Lentamente tirei minha blusa e a segurei contra meu corpo, as lágrimas já caindo por prever o pior.
O homem se levantou rapidamente e arrancou a blusa de minhas mãos, jogando-a longe. Depois voltou a se sentar e nos encarar.
– Continuem!
Maggie novamente foi a primeira a acatar a ordem daquele homem nojento. Ela segurava o choro, coisa que eu já não conseguia mais fazer. Abriu o sutian, jogando-o no chão e cobrindo os seios com as mãos.
Ele a encarou e depois seus olhos passaram para mim. Ficou me encarando até que eu fizesse o mesmo. Me lembrei de Glenn na sala ao lado e no tanto que já tinha sido torturado. Eu não desejaria isso nem para o meu inimigo, quanto mais ao Glenn, que logo no primeiro dia se mostrou um cara incrível com Maggie e muito doce comigo.
Abri o sutian e o joguei no chão, assim como Maggie havia feito. Cruzei os braços na minha frente, colocando a mão esquerda no ombro direito e a mão direita no ombro esquerdo, formando um x. Eu estava assustada, e a única coisa que eu desejava nesse momento era poder morrer. Eu preferia acabar com tudo naquele momento do que deixar que aquele homem fizesse o que quisesse conosco.
Ele se levantou e tirou o cinto com as armas e o colocou em cima da mesa. Eu chorava silenciosamente e Maggie começava a fazer o mesmo. Ele veio na minha direção e passou a mão em meus cabelos presos, soltando-os e mostrando o quanto eram longos. Sua mão desceu até meu queixo, em direção ao meu pescoço. Secou minhas lágrimas com as pontas dos dedos.
– O que houve minha linda? — Ele perguntou com uma voz carinhosa — Não chore, eu a protegerei!
Passou a mão pelos meus braços, tirando-os da posição em que estavam e me deixando vulnerável, sem proteção. Me encarou, olhando fundo em meus olhos, dando a impressão de que conseguiria arrancar tudo que quisesse de mim. E certamente poderia. Colocou algumas mechas de cabelo para trás e me acariciou, pelo pescoço, clavícula e então parou quando sua mão chegou em meus seios e ficou acariciando-os.
Eu queria matá-lo. Queria esmurrá-lo até perder a consciência, e então quando acordasse, queria colocá-lo num quarto lotado de errantes e ouvir seus gritos desesperados. Mas eu não podia, por Glenn e por Maggie. Além disso, não sabia se seria realmente capaz de tudo isso, apesar do que ele estava fazendo. Sua mão ficou ali por um tempo e depois foi descendo pela minha barriga até chegar em baixo, por cima de minha calça jeans. Então me virou para Maggie, fazendo com que eu ficasse de costas para ele. Ela me olhava com os olhos marejados.
– Me perdoa — ela mexeu os lábios sem emitir som algum. Fiz que sim com a cabeça. Ela não tinha culpa de nada.
O homem então jogou meu cabelo para frente e passou as duas mãos pelas minhas costas. A cada centímetro que ele avançava eu me sentia suja. Suas mãos iam descendo até encontrarem minha bunda, que a apertou e acariciou todas as minhas partes íntimas por trás, mais uma vez sem pudor algum.
– Agora você já não parece mais um bichinho assustado, querida! — ele comentou enquanto me assediava — Não... Tem um lindo corpo de mulher!
Eu soluçava quando ele voltou a passar a mão em meus seios antes de me virar de frente para a porta, como eu estava antes, e ir em direção à Maggie. Ele segurou seus cabelos e os cheirou, se deliciando com o aroma. Diferente de mim, ele a agarrou pelo pescoço e empurrou-a contra a mesa.
– E então, vai falar? — ele perguntou calmamente, como se nada estivesse acontecendo.
– Faça o que quer — Maggie respondeu — E vá para o inferno!
Ele acariciou seu rosto tirando alguns fios de cabelo que estavam ali. Passou a mão pelas costas de Maggie e chegou em sua calça. Ele estava começando a tirá-la quando decidi que eu não deixaria isso acontecer com ela.
– Você não vai fazer nada com ela!
Eu falei baixo, mas ainda assim ele conseguiu escutar. Peguei a cadeira em que estava sentada e a joguei em cima dele, que caiu atordoado com a surpresa. Puxei Maggie pelo braço e a coloquei atrás de mim.
Eu não era muito forte. Mas de acordo com meu pai e Noan, eu era a pessoa mais teimosa e decidida da face da Terra. Ficaria ali até não aguentar mais. Para fazer algo com Maggie, ele teria de me matar. Não demorou muito até que ele se recuperasse. Ele levantou feroz, e eu podia ver a sua sede por sangue, mas não me arrependi do que havia feito. Avançou em cima de mim e me puxou para longe de Maggie, desferindo um soco sobre minhas costelas.
Caí no chão, sem ar e o homem se aproximou de mim como um animal e chutou-me na barriga. Pegou Maggie pelo braço e um outro homem entrou na sala, me levantando também pelo braço e jogando minha blusa com força contra minha barriga. Mesmo sem forças, segurei a blusa com uma das mão, cobrindo meus seios, enquanto Maggie cobria os seus apenas com as mãos.
Nos tiraram da sala e nos levaram para a sala onde Glenn estava. Ele nos olhou com uma cara surpresa e indignada. Correu em direção aos caras que estavam ali com um pedaço de madeira que tinha em mãos.
– Hey, hey! — Disse Merle.
– Largue isso! — outro homem ordenou, e Glenn atendeu prontamente, com medo de que fizessem algo conosco. Ele nos olhava com visível pena.
Eu respirava com dificuldade e estava sentindo muita dor. O homem que havia nos assediado apontou uma arma na cabeça de Maggie, e o cara que estava me segurando apontou a sua na minha cabeça.
– Chega de jogos — disse o homem que segurava Maggie — Agora, um de vocês falará sobre o seu acampamento.
Glenn e Maggie ficaram calados e o assediador apontou a arma para Glenn, pronto para atirar. Não podia deixar que ele morresse.
– A prisão! — eu disse com esforço por causa dos golpes minutos atrás.
– Perto de Nunez? — Merle perguntou.
– Ela está infestada! — o homem que me segurava afirmou.
– Nós a tomamos — explicou Maggie.
– Em quantos estão? — perguntou o homem que apontava a arma para Glenn.
– Dez — respondeu Maggie — Temos dez agora.
– Dez pessoas limparam aquela prisão inteira? Huh? — perguntou o assediador impressionado, abaixando a sua arma e nos deixando para trás.
Maggie estava chorando, preocupada, mas um pouco mais aliviada por saber que Glenn estava vivo. O homem que havia estado conosco na outra sala acariciou o seu rosto e começou a niná-la.
– Hey, hey! Shhh está tudo bem. Está tudo bem — ele a abraçava — Tudo bem.
Ele então a largou e jogou-a nos braços de Glenn. O cara que estava me segurando me soltou também e eu sentei no chão. Deixaram-nos ali trancados e eu assistia o reencontro de Glenn e Maggie enquanto vestia minha blusa. Ele tirou a sua e entregou para ela, que a vestiu imediatamente e logo depois se jogou no chão me abraçando.
– Me perdoe, me perdoe — Ela pedia, chorando junto comigo — Não queria que ele fizesse tudo aquilo com você por causa de Glenn, mas foi a única maneira de...
– Ajudá-lo — eu completei — Eu entendo Maggie! — No seu lugar eu pediria o mesmo... — falei enquanto soluçava.
– Obrigada por me defender! — Maggie agradeceu — Você está bem?
Balancei a cabeça, negando a sua pergunta e ela me abraçou novamente.
– Quando chegarmos em casa meu pai vai dar uma olhada em você — ela disse levantando um pouco minha blusa a fim de ver o local onde o homem havia me agredido — Não acho que quebrou alguma costela, mas sei que isso aí ficará roxo por causa do seu tom de pele.
Glenn se sentou ao lado de Maggie e a abraçou. Ficamos assim por horas. Não sabíamos quantas horas realmente haviam se passado ou se era dia. Então ele quebrou o silêncio que havia se instalado ali.
– Maggie, ele...
– Não — ela respondeu sem antes esperar que ele completasse a pergunta — Não. Ele quase nem me tocou. Devo isso à Melanie, ela que teve coragem de fazer algo enquanto eu não tive quando era com ela.
Ele me olhou, mas não disse nada. O garoto doce não estava ali presente conosco. Eu só podia sentir ódio vindo de Glenn.
– Todo esse tempo, fugindo de errantes — Maggie comentava — Você esquece o que as pessoas fazem, o que sempre fizeram. Veja o que fizeram com você!
– Não importa — ele respondeu — Enquanto ele não tiver...
– Não. Eu prometo!
– Melanie — ele me chamou — Ele... Fez algo com você?
– Não — eu respondi rápida, mesmo que fosse mentira — Ele não me tocou. Não fez nada conosco.
– Mas Maggie disse...
– Não — respondi — Ela se confundiu. Ele não fez nada.
Ele olhou para Maggie com desconfiança, mas ela não disse nada. Acho que entendeu que eu não queria que ele soubesse do que houve comigo naquela sala. Eu só não queria ter que me relembrar disso mais uma vez.
Glenn se levantou e caminhou até um walker que até então eu não tinha percebido que estava ali. Pisou em seu tórax e puxou o braço até o mesmo se desprender do corpo apodrecido. Ele continuou despedaçando o braço, até conseguir pegar o osso, que serviria como arma. Entregou uma parte para Maggie e a outra para mim. Fez o mesmo com o outro braço, e fez do osso uma arma para ele também.
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