A Little Piece of Hell
9 De volta para onde pertenço!
Notas iniciais
(POV Melanie)
Estavam discutindo sobre o destino de Merle. Daryl explicava e dava motivos para que o irmão ficasse conosco na prisão.
– Não dará certo. — Rick lamentou.
– Precisa dar! — Pediu Daryl.
– Causará confusão — Rick já havia se decidido.
– O Governador já deve estar a caminho da prisão — Daryl tentava argumentar — Merle o conhece e pode ajudar — Olhando por esse lado ele pode estar certo.
– Não vamos levá-lo até a prisão! — Maggie disse.
– O quer mesmo dormindo perto de Carol ou Beth? Melanie e a Pequena Durona? — Perguntou Glenn.
– Ele não é um estuprador! — Ao ouvir essas palavras, me encolhi.
– O amigo dele é! — Provocou Glenn.
– Não está mais com eles — Daryl insistia — Não depois de ontem.
– Merle viver lá deixará todo mundo nervoso — Rick tentava explicar.
– Não quer o Merle mas levará a última samurai?
– Não a levaremos — Rick afirmou.
– Ela não está bem! — Intervi.
– Merle é família — Disse Daryl.
– Não, Merle é sua família! A nossa família está aqui e nos esperando na prisão — Afirmou Glenn.
– E você faz parte dessa família! — Rick contou a Daryl — Ele não.
– Vocês não entendem — Ele disse, me olhando. Olhou para Rick e desistiu — Tudo bem, nós dois nos viramos.
Eu não queria que ele fosse embora. Ele teria dado a vida para me salvar e simplesmente iria nos deixar. Deixá-lo ir era quase como entregá-lo para os errantes. Eu não queria que ele vivesse na tensão de estar na estrada.
– Não foi isso o que eu disse — Glenn tentou consertar.
– Eu não vou sem ele — Daryl falou decidido.
– Não precisa fazer isso, Daryl.
– Tem que haver um jeito de deixar que Merle conviva conosco — Eu disse, apelando para Rick, que balançou a cabeça negando.
– Éramos só nós dois no começo — Ele confessou.
– Está falando sério? Vai nos deixar? — Perguntou Glenn.
– Vocês fariam o mesmo — Respondeu.
– O que diremos para a Carol?
Carol? Eu ainda não tinha conhecido ninguém com esse nome. Seria mulher dele? Ou filha? Ele teria coragem de deixá-la? Eu não entendia o porque, mas fiquei chateada por ele e por ela. Não sabia o que e o porque de estar sentido essa coisa estranha. Não queria que ele fosse.
– Ela entenderá.
Daryl saiu andando e Rick foi atrás dele, conosco os seguindo mais devagar. Rick tentava convencê-lo a ficar, mas ele não deixaria o irmão. Se a situação fosse comigo, eu não o deixaria para trás. Por isso entendo o que ele estava fazendo.
Eles foram até o carro, sussurrando. Mesmo ainda não sendo parte oficial do grupo, queria saber sobre cada um deles. Queria entender direito o que estava acontecendo por trás disso tudo.
Daryl abriu o porta-malas e tirou sua mochila de dentro dela enquanto ainda conversava com Rick. Ao chegar, pude ouvi-lo pedir à Rick para cuidar de algumas pessoas que eu não conhecia, ou não lembrava pelos nomes.
Ele se afastou e parou de andar ao perceber que eu estava atrás dele. Se virou de uma vez para mim e ficou me encarando.
– O que foi? — Perguntou, grosso — Vai pedir para eu ficar também? Não vou deixar meu irmão por pessoas que não são minha família.
– Eu só queria... — Comecei a me desculpar mas ele me cortou.
– Arranje outra pessoa para bancar a babá e cuidar de você.
Não estava entendendo a mudança de humor repentina nele, mas continuei ali parada, sem saber o que dizer ou fazer.
– Estou perdendo meu tempo — Ele disse, virando-se para seu irmão.
– Tenha cuidado — Eu pedi, a voz quase inaudível — Por favor.
Imaginei que não tivesse escutado, mas ele parou e me respondeu, sem virar para trás.
– Tente não morrer.
Ele disse e começou a caminhar. Mais a frente, Merle dava um sorriso vitorioso e quando seu irmão chegou perto, o envolveu com o braço esquerdo e começaram a andar juntos, como se nada tivesse acontecido. Voltei até onde Glenn e Maggie estavam e entramos no carro para voltarmos à prisão.
No caminho fomos impedidos por uma caminhonete e uma árvore caída, cobrindo parcialmente a rua nos limitando até aquele ponto. Eu não estava bem, então fiquei dentro do carro observando-os e pensando no tanto de coisas que haviam acontecido comigo nos últimos dias.
Eu quase havia sido morta por errantes, acabei com meu tornozelo, fiquei desidratada e mal nutrida, com meu corpo não aguentando mais o meu próprio peso. Depois havia sido ameaçada diversas vezes com armas sendo apontadas para minha cabeça dentro de uma prisão. Fui sequestrada por nenhum motivo aparente.
A parte mais difícil chegava e eu não conseguia me lembrar sem me sentir suja e completamente violada. As lágrimas rolaram pelo meu rosto ao lembrar do que havia acontecido naquela pequena sala. Eu ainda podia sentir as mãos dele passeando pelo meu corpo. Me arranhei na esperança de arrancar as pele na qual ele tinha tocado, mas não consegui me livrar da sensação.
Rick, Maggie e Glenn estavam voltando para o carro e sequei as lágrimas com as costas das mãos, esfregando os olhos inchados. Eles estavam alterados, não precisavam de mais problemas. Fiquei calada durante toda a viagem, olhando a estrada pela janela.
Ao chegarmos o garoto Carl e uma mulher loira abriram os portões para nós entrarmos. Rick saiu do carro e abraçou o filho, que retribuiu prontamente o abraço. Maggie assumiu o volante e dirigiu até o pátio da prisão.
Beth e Hershel esperavam-nos no pátio e abraçaram Maggie e Glenn, que foi direto para dentro mancando. Beth me viu parada e abriu um sorriso, logo em seguida veio até mim e me envolveu num abraço pelo qual eu não estava esperando, mas precisava. Retribuí o abraço e não consegui segurar as lágrimas. Ao me soltar, olhou com pena para mim e, sem falar nada, segurou minha mão e me puxou para dentro da prisão. Andou devagar, acompanhando meu ritmo e me levando até sua cela e de Maggie, que ia na frente, e deixamos Rick conversando com Hershel para trás.
Ao entrarmos no refeitório, mais chamado como 'sala de reunião', nos deparamos com uma cena tensa. Carl estava sentado em uma das mesas, encarando seriamente um grupo de pessoas novas, sentados na outra mesa. Quis ficar para saber quem eram, mas Beth disse que não era uma boa ideia e me levou direto para sua cela.
Mais tarde, depois que tudo estava resolvido, Beth foi para as celas de cima carregando Judith junto com a mulher loira, que descobri que era a Carol. Maggie entrou na cela e eu a recebi com um sorriso forçado, que saiu mais parecendo uma careta. Ela sentou ao meu lado e puxou minha cabeça, encostando-me em seu ombro.
– Não tenho palavras para agradecer o que fez — Ela disse.
– Não precisa — Eu respondi — Eu não deixaria ele tocar em você — Afirmei com lágrimas nos olhos.
– E eu deixei que ele fizesse com você... Me perdoe!
– Não tenho o que perdoar Maggie! Não é culpa sua se...
Não consegui terminar a frase e comecei a soluçar violentamente. Ela colocou a mão em minha cabeça que ainda estava em seu ombro e começou a balançar-se, me ninando.
– Foi terrível — Eu disse, não conseguindo mais conter o meu horror sobre aquilo.
– Eu sei Melanie, eu sei! — Ela ainda me ninava — Shhh, shhh. Vai ficar tudo bem! Está tudo bem!
– Não consigo parar de senti-lo Maggie...
Ela também começou a chorar, fungando junto comigo. Sei que não era obrigação dela estar fazendo tudo isso. Ela mal me conhecia. Mas eu estava eternamente agradecida por ter feito.
– Tenho nojo Maggie — Confessei.
– Também tenho nojo daquele filho da...
– Não — Eu disse levantando a cabeça — Tenho nojo de mim! — Ela arregalou os olhos — Tenho nojo da minha pele, das minhas partes que ele olhou e tocou. Preciso tomar um banho — Eu disse me levantando e vendo-a se levantar também.
– Eu vou com você — Ela se ofereceu.
– Não Maggie — Eu disse abaixando a cabeça — Não quero que você me veja assim.
– Deixe-me pelo menos ver como estão seus ferimentos — Ela pediu e eu assenti.
Maggie se aproximou e me olhou pedindo permissão, que concedi balançando a cabeça. Ela levantou levemente a blusa e desviou o olhar, soltando o tecido.
– Deve deixar meu pai ver isso — Ela disse, séria.
– Maggie...
– Não Melanie! — Ela disse firme — Toda a extensão do seu abdome está manchada e extremamente dolorida, não?! — Levantei a blusa e constatei que ela estava certa. Eu estava com manchas roxas por toda a minha barriga e com uma dor insuportável.
– Maggie, são só roxuras. Isso acontece por causa da cor da minha pele — Tentei convencê-la, que ficou calada — Vou tomar banho.
Avisei e saí da cela, deixando-a sozinha. Não queria mais tocar no assunto. Nunca mais. Com ninguém!
(POV Daryl)
Estávamos andando há algumas horas, conversando sobre coisas fúteis e sobre como ele havia sobrevivido por tanto tempo. Eu estava tentando pegar algo para comermos, mas não encontrava nada além de mosquitos e formigas.
– Paciência, irmãozinho — Era tudo o que ele dizia — Cedo ou tarde, um esquilo vai aparecer.
– Mesmo assim, não é muita comida.
– É melhor que nada.
– Seria melhor procurarmos nas casas pelas quais passamos.
– É o que seus amigos te ensinaram? — Ele debochou do grupo — Como roubar comida?
Ele estava me irritando. Há horas estávamos parados, esperando por uma caça. Se fosse como antes, eu mesmo teria me recusado a procurar suprimentos nas casas. Mas vejo como eu era um idiota arrogante. Se eu continuasse assim, iria morrer de fome.
Não que eu não soubesse como caçar. Afinal, eu sabia caçar desde pequeno. Mas Merle estava realmente me tirando do sério. Não demoraria muito para eu enfiar uma flecha em sua cabeça se isso o fizesse calar a boca.
– Podemos procurar um córrego, tentar pescar — Eu tentei.
– Acho que só está tentando me levar para a estrada. Para aquela prisão.
– Eles têm abrigo, comida, um lugar para mijar — Respondi, tentando fazer com que ele visse que não era tão ruim assim — Pode não ser uma má ideia.
– Para você, talvez. Só se esqueceu de uma coisa, irmãozinho — O encarei — A ruivinha gostosa huh? Acha que eu não vi o jeito como olhava para ela?
Eu estava sentindo meu sangue subir e ferver dentro de mim. Ouvir Merle falando daquela garota desse jeito me deixava com ódio. Segurei minha besta com tanta força, que os nós dos meus dedos já estavam brancos.
– Cara... — Ele continuou, olhando para frente — Eu daria tudo para ter estado na pele do Governador quando ele estava com ela.
Fui para cima do Merle e o levantei pela gola da camisa, jogando-o contra uma árvore e apontando a besta em sua cara.
– O que quer dizer com isso? — Eu perguntei gritando.
– Hey, hey — Ele dizia — Calma irmãozinho! Não foi nada demais! Ele estava interrogando as duas, brincou um pouco com a ruivinha, mas ouvi falar que ela não deixou fazer o mesmo com a morena do chinês.
– Ele fez o que com ela? — Eu gritava e minha veia saltava em meu pescoço. Podia sentir que meu rosto estava vermelho.
– Hey! — Ele disse gritando também — O que há com você? — Ele me empurrou — Desde quando se importa se uma vadia é estuprada ou não? Jesus, quem é você e o que fez com meu irmão?!
Não consegui segurar minha raiva dentro de mim ao ouvir aquelas palavras. Fechei meu punho e joguei-o contra a cara de Merle com toda a força que eu tinha. Ele ficou desnorteado enquanto eu o espancava.
Ele gritava coisas que eu não entendia, mas acabei soltando-o ao ouvir grunhidos de errantes atrás de mim. Três deles estavam vindo em nossa direção. Acertei a flecha na cabeça de um deles, peguei a minha faca e enfiei no crânio de mais um, e derrubei o outro walker, pisando em sua cabeça incontáveis vezes até não sobrar nada além do seu cérebro esmagado e espalhado pelo chão.
Voltei minha atenção para Merle que me olhava assustado.
– Hey — Agora ele dizia sério com as mãos para frente — Acalme-se, irmãozinho.
– Me acalmar? — Eu perguntei, esquecendo de como controlar minha raiva — Como você pode me pedir calma quando você acabou de dizer que o filho da puta violou a Melanie? Eu não vou me acalmar porra nenhuma! Vou voltar lá agora mesmo e vou acabar com a raça daquele filho da puta miserável!
Merle me segurou e me jogou no chão, sentando em cima de mim e jogando minha besta para longe e segurando meus braços.
– Cala a boca Darylina! — Ele gritou — O que há de errado com você? Você não é nenhum tipo de super homem para voltar lá e dar conta deles todos sozinhos.
Eu parei para pensar melhor. Ele estava certo.
– Quer parar um segundo para me ouvir? — Fiquei calado esperando que ele continuasse — Não sei o que aconteceu dentro da sala! Eu estava cuidando de Glenn ao lado. Isso foi apenas uma bobagem que eu escutei, um cara dizendo por aí.
Ao ver que eu tinha me acalmado, me soltou e deu um passo para trás, ficando numa distância segura de mim.
– Já saquei o que está acontecendo — Ele disse, começando a sorrir — O meu irmãozinho aqui está apaixonado pela cabelos de fogo, certo?
Eu não o olhei. Abaixei para pegar minha besta, minha flecha e minha faca, limpando-a na roupa do errante.
– Você pelo menos tem um par de bolas aí embaixo irmãozinho? — Não respondi — Vamos pegar alguns peixes.
Quando chegamos perto do rio, ouvi grunhidos e gritos. Merle, como o imbecil de sempre, disse que era apenas animais. Alguns segundos depois, ouvi um choro de um bebê. Depois da pequenininha durona ter nascido, eu reconheceria um choro de uma criança em qualquer lugar do planeta.
Mesmo Merle não aceitando minhas suposições, corri para onde vinha os sons e me deparei com uma família sendo atacada por meia uma dúzia de walkers. Corremos até a ponte e os ajudamos a matar os errantes. Assim que matei o último morto, Merle entrou no carro e começou a pegar os poucos suprimentos que a família tinha.
Vi o rosto desesperado do que devia ser o pai da criança, não podendo fazer nada contra Merle. Apontei a minha besta na cabeça dele e mandei sair do carro imediatamente.
– Sei que não está falando comigo, irmão.
– Entre no carro! — Gritei para os dois que estava do lado de fora — Ente no carro e vá embora! Agora!
Eles entravam no carro apressados enquanto Merle me olhava com uma cara de raiva, mas ainda assim se divertindo. Depois de terem partido, dei as costas para ele e deixei a ponte para trás.
Merle me alcançou já dentro da floresta, exigindo explicações do que tinha acabado de acontecer.
– Por que apontou essa merda para mim? — Ele perguntou.
– Eles estavam assustados, cara!
– Foram rudes, isso sim. Rudes e nos deviam gratidão.
– Não nos deviam nada.
– Está ajudando os outros por ter um coração bom? Mesmo que possa morrer? — Eu andava rápido e ele manteve o mesmo ritmo que eu — Seu xerife Rick ensinou isso?
– Havia um bebê! — Eu gritei, me virando para ele.
– Ah, senão os teria abandonado para os mordedores? Não fez o mesmo com a ruivinha?
– Cara, eu voltei por você! — Falei, entendendo a que ponto ele queria chegar — Você já tinha ido! Também não cortei sua mão. Você fez isso! Bem antes de ficar preso lá! Você pediu por isso! — Ele riu.
– Sabe o que é engraçado? Você e o xerife Rick são amiguinhos agora, certo? Aposto um violino de ouro e um centavo que nunca contou o nosso plano para roubar o acampamento.
– Isso não aconteceu!
– Sim, pois eu não estava lá para ajudá-lo! — Aquilo foi o suficiente para mim.
– Como quando éramos crianças huh? — Perguntei — Quem deixou quem então?
– O que huh? — Ele também gritava — Foi por isso que perdi a mão?
– Perdeu por ser simplesmente um pedaço de merda!
Dei as costas para ele que me agarrou, fazendo-me cair de joelhos.
– É mesmo?! Você não sabe o que...
Puxou minha roupa tão forte que rasgou a camisa, mostrando minhas costas. Automaticamente congelei. Olhei para trás ao perceber que ele estava parado, e eu tentava inutilmente cobrir minhas costas com a camisa rasgada. Sua respiração estava acelerada e ele não desviava o olhar das minhas cicatrizes. Coloquei a mochila nas costas para cobri-las.
– Eu, eu... Não sabia que ele... — Sentiu-se culpado e chocado.
– Sim, ele fazia. Fez o mesmo com você — Eu disse com a voz embargada — Por isso você foi embora primeiro.
– Eu precisei ir, cara — Ele se desculpava — Senão o teria matado.
Me levantei ao terminar de pegar minhas coisas do chão e saí andando, deixando-o para trás.
– Aonde você vai?
– De volta para onde pertenço!
– Não posso ir com você. Eu... Eu tentei matar a vadia negra. E quase matei o garoto chinês.
– Ele é coreano! — Eu o corrigi.
– Tanto faz! — Ele gritou, o desespero dava para ser notado em sua voz — Eu não posso ir com você!
Ele me olhava, suplicando para não deixá-lo sozinho. Abaixei a cabeça, tomando coragem para enfrentá-lo.
– Sabe, posso ser eu que estou indo embora... — Levantei meu olhar e o encarei — Mas você é quem está partindo. De novo.
Continuei andando sem olhar para trás e minutos depois ele estava ao meu lado. Horas de caminhada depois, finalmente estávamos perto da prisão e ouvíamos tiros. Olhei para Merle e já sabia o que estava acontecendo. Ele estava certo. O Governador tinha ido se vingar. Melanie e Judith estavam lá e não sabiam se defender.
Corremos o mais rápido que pudemos e chegamos dando de cara com Rick sem munição, e encurralado por walkers do lado de fora da prisão. Atirei uma flecha num errante que estava quase mordendo seu pescoço e já estava preparando mais uma flecha. Merle foi para cima dos errantes com uma barra de ferro que encontrou no chão, enfiando-a na cabeça de cada morto tentando nos devorar. Rick matava outro com a própria arma sem munição.
Quando tínhamos acabado com os walkers, Rick olhou para mim e acenou com a cabeça. Devolvi acenando de novo. Nos aproximamos da cerca e vimos todo o trabalho que tivemos para limpar o local, completamente arruinado.
Não perdi o meu tempo. Entramos logo, matando os errantes que se aproximavam e fui correndo ver se a pequenininha durona e Melanie estavam bem.
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