A Little Piece of Hell

10 Do que você gosta?


Notas iniciais
Bom gente, eu não sei quando vou poder postar o próximo capítulo, pois eu vou fazer prova amanhã e sábado, e provavelmente só vou poder escrever no final de semana. Mas assim que estiver pronto eu posto ok? Muito obrigada a todos vocês que me apoiam tanto! Seja acompanhando, favoritando ou comentando! Isso é muito importante para mim! E eu estou extremamente feliz com vocês! Muito obrigada mesmo!

(POV Melanie)

Os tiros haviam cessado, e Rick entrava no corredor das celas procurando por Carl e Judith, seguido por Daryl e Merle. Meu coração parou por um segundo quando o avistei de longe. Eu tinha uma eterna dívida com ele e nem o conhecia direito. Daryl seguiu Rick enquanto seu irmão ficou trancado no refeitório. Fiquei na porta da cela de Hershel assistindo ele caminhar pelo corredor. Ao passar por mim, virou seu rosto e acenou com a cabeça. Fiz o mesmo sem conseguir desviar de seus olhos claros.

Logo começaram a discutir sobre o que faríamos a respeito da prisão e do governador. Graças à mim, todos estavam correndo perigo, e o governador já tinha provado isso. Perdemos um homem e agora a parte da frente da prisão estava cheia de errantes novamente.

Depois de um tempo discutindo sobre o que iriam fazer, e depois de Rick ter levado uma "bronca" do Hershel, foi decidido que ficaríamos e lutaríamos pela prisão. Levantei com cuidado da cama dele e aos tropeços subi a escada e fui para a minha cela, no final do corredor.

Eu podia escutar toda a conversa dos que estavam embaixo de mim devido ao eco que havia no lugar. Maggie estava vigiando e a grama estava cheia de errantes, mas até agora nenhum atirador havia sido avistado pelas proximidades. Daryl tinha se oferecido para ficar na torre matando os errantes para que pudessem consertar a cerca, e meu coração acelerou com um pouco de preocupação.

Por enquanto estávamos presos, com pouca comida e munição. Glenn não tinha gostado nada disso. Na verdade, nenhum de nós tínhamos.

– Já passamos por isso — Dizia Daryl.

– Isso quando foi somente nós. Antes de ter uma cobra no ninho! — Glenn falou se referindo ao irmão dele, Merle.

– Vamos fazer isso de novo? — Perguntou Daryl, obviamente irritado — Merle vai ficar, ele está conosco agora! Acostumem-se, todos vocês!

Ouvi passos subindo as escadas e logo depois Daryl apareceu lentamente na porta da minha cela. Ele apoiou um braço na cela, acima de sua cabeça e me encarava. Eu acenei com a cabeça e ele fez o mesmo.

– Está tudo bem com você? — Ele perguntou.

– Estou bem — Respondi sorrindo levemente para ele, apontando para a beliche na minha frente. — Hershel cuidou do meu tornozelo. Infelizmente não temos nenhum gel para passar onde está roxo.

Ele entrava na cela e se sentava na beliche para qual eu apontei, assim como eu.

– Roxo porque? — Ele perguntava com interesse, e por mais que sua voz estivesse mais grossa, ele falava o mais calmo possível.

– Minha pele é muito branca então... Qualquer coisa eu fico marcada. E... digamos que o governador não pegou tão leve assim conosco.

– Deixe-me ver. — Ele pediu e eu assenti, levantado um pouco minha blusa. Ele virou a cabeça e deu um soco na parede, depois voltou a se sentar com as mãos fechadas em punho na cabeça.

Eu não entendia porque eu estava contando isso para ele. Eu não havia contado nem mesmo para Hershel o que havia acontecido naquela sala com o governador. Mas eu me sentia segura perto dele. Não sei se era devido ao fato dele ter me salvado mas... Eu não queria que ele ficasse longe. Eu precisava dele involuntariamente, o que não fazia sentido nenhum já que eu nem o conhecia.

Mas era simples assim. Eu o queria por perto, queria saber sobre ele, conhecê-lo. Queria saber seus medos, suas fraquezas, o que o deixava forte, suas coisas favoritas, o que fazia antes do mundo virar de cabeça para baixo e cheio de mordedores. Eu queria saber sobre a vida dele e queria fazer parte dela também. E queria que ele tivesse o mesmo interesse.

– Eu... — Ele dizia, obviamente tentando controlar a raiva. — Preciso perguntar uma coisa Melanie.

Ao ouvir meu nome saindo de sua boca, meu corpo tremeu e eu me senti toda arrepiada. Não sabia o que era, ou o que estava acontecendo. Mas a sensação era maravilhosa e eu ansiava por ouvir sua voz pronunciando meu nome novamente.

– Pode perguntar! — Respondi.

– Quando vocês estavam com o governador... — Ele desviava o olhar para as mãos mas logo voltou a olhar em meus olhos. Me perdi completamente no mar revoltado que eram. Sua voz me trouxe de volta de meus devaneios.

– Ele... Você e Maggie e... Ele...

– Daryl, não... — Pedi quando percebi o que ele ia perguntar. Mas ele continuou.

Daryl continuava olhando em meus olhos e perguntou de uma vez.

– O governador fez alguma coisa com você?

Eu não respondi. Novamente as imagens vieram como flashs em minha cabeça e eu não conseguia parar de sentir o toque dele. Eu me odiava naquele momento, e a pergunta de Daryl me fez viver tudo de novo. Desviei meus olhos para a porta da cela, mexia minhas mãos freneticamente e elas suavam.

– Melanie! — Ele chamou e pegou minha mão. Voltei meu olhar para ele e o encarei profundamente — Ele tocou você?

(POV Daryl)

Eu não estava conseguindo controlar a minha raiva, e precisava saber se o que o Merle disse era verdade. Eu estava confuso. Não entendia porque eu a queria salva, protegida e perfeita, mas eu queria. Se alguém a tivesse feito sofrer, esse alguém já é um homem morto!

Eu segurava sua mão com força, mas ela não reclamava, apenas deixava a sua pousada na minha. Eu olhava em seus olhos, sem desviar por nenhum momento. Eles eram verdes estavam assustados e marejados.

– Melanie? — Eu a chamei. Parecia que estava em transe.

– Oi. — Ela respondeu num fio de voz, quase inaudível.

– Por favor... Me responda. Eu preciso saber! — Ela ainda me olhava amedrontada. — Ele tocou você?

Finalmente ela fez algo, mas não o que eu esperava. Ao invés de me responder, ela soltou minhas mãos e colocou nos olhos. Abaixou a cabeça e começou a chorar. Eu não sabia o que fazer. Não sabia o que aquilo significava, mas não me parecia que era um "não".

– Me desculpe! — Ela sussurrou enquanto chorava. — É minha culpa, me desculpe!

E então a verdade chegou até mim. Merle estava certo, e minha raiva era tão grande que eu não conseguia segurá-la dentro de mim. Levantei e comecei a andar de um lado para o outro da pequena cela, passando a mão nos meus cabelos e puxando os mesmos. Chutei a porta da cela com um estrondo logo em seguida e pude ver Melanie se assustando.

– Me desculpe! — Ela continuava a falar e eu não entendia o motivo de se desculpar.

Sentei ao seu lado e a puxei junto a mim, aninhando-a em meu peito e sentindo ela soluçar. Eu não tinha percebido o que estava fazendo até tê-la em meus braços. Aquilo tudo era muito novo para mim e eu não sabia o que fazer direito. Finalmente coloquei a minha mão em seu cabelo e comecei a acariciá-los devagar.

– Me desculpe Daryl!

– Não entendo porque pede desculpas tantas vezes. — Eu falei, um pouco mais grosso do que deveria. — Você não tem culpa de nada! O culpado é aquele escroto do Governador! — Eu falei com um pouco mais de delicadeza.

– Se eu não tivesse ido... — Ela falava enquanto tremia em meus braços — Se eu tivesse aconselhado a Maggie a cooperar ou então a ser menos dura... Talvez ele não tivesse feito nada...

– A culpa não é sua! — Eu falei calmo, mas duro com ela. — Se você tivesse feito tudo isso, aquele cuzão ainda teria abusado de vocês duas. Nada que fizesse mudaria o que aconteceu!

Ela assentiu com a cabeça, apertando minha camisa e não tinha medo de mim, ou de continuar em meus braços. Era uma ótima sensação tê-la ali comigo, aninhada em meu peito.

Mas eu não estava satisfeito. Eu precisava saber tudo o que tinha acontecido. Não queria pressionar demais, mas eu estava planejando ir pessoalmente matar o governador, e precisava saber exatamente o que ele fez.

– Melanie... — Ela me olhou. — Eu preciso que você me conte o que ele fez exatamente.

Senti ela soluçar e seus olhos marejarem mais uma vez. Negou com a cabeça se apertando contra mim.

– Melanie... Por favor! O que ele fez? Ele te tocou ou... — Não consegui completar a frase.

– Não... — Ela disse se afastando de mim e olhando em meus olhos. — Ele não me... estuprou, se é o que está perguntando.

– Mas ele te tocou! — Afirmei.

– Sim... — Ela disse abaixando a cabeça.

– Onde?

Melanie levantou a cabeça rapidamente com as bochechas extremamente coradas e com as marcas das lágrimas. Ela limpou o rosto e negou com a cabeça. Suspirei e continuei encarando-a. Peguei suas mãos mais uma vez e falei com convicção e sinceridade.

– Melanie, você precisa me dizer. Precisa deixar eu te proteger e cuidar de você! Por favor! Eu quero saber, eu preciso saber...

– Ele... — Ela finalmente começou a dizer após um tempo. — Ele nos mandou tirar a blusa e...- Começou a chorar violentamente, tentando falar entre os soluços. — Continuar a nos despir... A parte de cima e... Me acariciou onde... onde eu estava... sem roupa e... e... Depois ele... ele... — Ela não conseguia terminar.

– Hey, hey, olhe para mim! Eu estou aqui e vou te ajudar a passar por isso. Mas antes você precisa me contar e aceitar que aconteceu, seguir em frente e deixar que eu mate o governador. Tenha coragem!

– Tudo bem... Então ele... Ele me virou de costas e... passou suas mãos... pelas minhas costas e... e depois... ele continuou descendo e... Por favor Daryl, não me faça falar...

– Ele passou a mão... lá também? — Perguntei da melhor forma possível para que ela não se assustasse comigo.

– Sim... — Ela afirmou e eu suspirei.

– Tudo bem. Você está a salvo agora. Eu vou proteger você custe o que custar está bem? — Eu disse me levantado e dando um beijo em sua testa. — Agora se cuide! Tenho que resolver umas coisas.

Saí sem ver sua reação. Falei com Rick, contei o que aconteceu sem entrar em detalhes e depois fui até a torre para matar alguns errantes para que os outros pudessem consertar a cerca. Depois entrei e fui direto para a cela da Melanie, mas ela não estava. Decidi descansar um pouco e ver o estado de minhas flechas.

Carol entrou pouco tempo depois e me senti estanho ao vê-la. Como se a tivesse machucado ou a traído. Ela se encostou na parede da minha cela e me olhou com uma imensidão de carinho que eu não merecia.

– Não tive a chance de dizer — Ela começou com uma voz suave — Estou feliz que tenha voltado!

– Para que? — Eu falei olhando para a cela, para a minha "jaula" — Isso tudo?

Voltei a mexer nas minhas flechas, enquanto ela continuava falando. Ela se aproximou e se sentou.

– Essa é a nossa casa! — Bufei ao ouvir a frase.

Encarei Carol e percebi que ela falava sério. Ela realmente achava que aquilo era nossa casa. Decidi ser sincero, por mais que fosse magoá-la. Nunca liguei se eu machucava alguém com as palavras ou não, então não vai ser agora que vou começar a me preocupar com as pessoas.

– Isso é um túmulo! — Eu disse olhando em seus olhos e esperando que ela entendesse.

Ela desviou o olhar e ficou pensativa.

– Era do que T-Dog a chamava. Eu achava que ele tinha razão, até que você me encontrou.

Ela me olhou e eu a encarei, com um meio sorriso no rosto. Mas logo o desfiz. Não podia deixar me levar por sentimentos idiotas. Voltei a minha atenção às flechas. Eu precisava achar mais algumas.

– Ele é seu irmão, mas não é bom para você. — Ela disse e eu pulei com sua voz, mas continuava a olhar minhas flechas — Não o deixe te derrubar. Afinal, veja até onde você chegou.

Ela tinha razão. Eu tinha virado um idiota. Dei uma risada e ela me acompanhou. Pensei que estivesse tudo bem em manter uma amizade com ela. Até porque eu já havia conquistado isso de Carol.

– Aquela garota também Daryl — Carol comentou e eu olhei em seus olhos, sério — Você a salvou. Já fez mais do que ela merecia. Ela não é boa para você. É fraca e pode te derrubar assim como seu irmão. Não jogue tudo o que conquistou fora por causa de uma garota mimada.

A encarei sem sorrir e ela ficou sem graça. Desencostei da cama e cheguei mais perto dela. Olhei em seus olhos mas ela não demonstrava emoção nenhuma, eu não sabia o que se passava por sua cabeça. Mas sabia o que passava na minha.

– Não fale da Melanie desse jeito — eu falei com a voz dura — Eu a salvei e a protegerei.

– Ela não é sua responsabilidade!

– Ela é! — disse imediatamente — Ela é minha responsabilidade e eu quero essa responsabilidade.

– Daryl — ela me olhava com incredulidade — Essa garota vai te arrastar para o fundo do poço! — ela chegava mais perto e segurava minhas mãos — Deixe eu te ajudar! Eu posso te levar ao topo do mundo, Daryl!

Eu não acreditava no que estava ouvindo. Eu gostava da Carol. Gostava mesmo! Mas o que ela estava falando era um absurdo! Aquela garota não tinha nada a ver com ela e ela não iria causar problemas. E se causasse eu a ajudaria a resolvê-los.

– Carol, já estamos no fundo do poço! E eu não quero alcançar o topo do mundo deixando uma pessoa como ela ara trás.

– Mas Daryl...

– Esquece Carol.

Levantei da cama e fui até o pátio, deixando-a ali sozinha, parecido com um castigo, pensando no que tinha feito. Eu ri com essa ideia, mesmo ainda tendo raiva. Raiva do que ela havia dito mas, a maior parte do meu ódio estava direcionado ao Governador.

Maggie e Carl estavam fazendo a vigília e Melanie estava sentada no chão, fazendo companhia para os dois. Eles conversavam e riam, mas Melanie estava desanimada.

– Eles podem ser melhores agora — Dizia ela enquanto Maggie e Carl ainda riam — Pensa comigo, eles não brigam, eles sempre estão unidos, não são escravos do dinheiro, não têm preconceitos. Talvez eles queiram nos morder para nos tornarmos bons como eles. Estou pensando em virar uma pessoa melhor também, só espero que a mordida não doa tanto.

É claro que aquilo era uma piada transbordando de humor negro, mas eu não consegui suportar a imagem que veio na minha cabeça da Melanie se transformando num deles. Cheguei mais perto e não fiz questão de esconder minha irritação.

– Nunca mais diga isso de novo! — Eu falei encarando Melanie seriamente, que parou de sorrir e me encarou.

– Eu só estava brincan...

– Não brinque com esse tipo de coisa! Já pensou como é ruim para mim, imaginar você se transformando num deles? — Carl sorriu para Maggie e logo entendi o que queriam dizer com isso — Você vai matar todos nós aqui. Se quer se suicidar, que seja lá fora.

Tentei corrigir o que eu tinha dito, mas Melanie me olhou desapontada e desviou o olhar para frente. Maggie e Carl sorriram mais uma vez e voltaram a fazer a vigília. Porque os dois riam tanto?

Sentei no chão ao lado de Melanie e ela virou o rosto para mim.

– Não se importa se eu virar um deles? — Ela perguntou num sussurro.

– Me importo com a segurança do grupo — Respondi olhando para frente.

– Mas e se eu me tornar um deles? — Continuou insistindo na pergunta.

– Você é parte do grupo! — Olhei em seus olhos — Me importo sim! Eu disse que cuidaria de você, não disse?

– Disse...

– Então não tem porque ter medo.

Ficamos em silêncio por um tempo e depois Melanie voltou a falar.

– Obrigada por me salvar. Três vezes! — Pousou a mão em meu braço.

– Eu gostei de salvar uma donzela em perigo — sorri com o meu comentário.

– Gostei de ser salva por você!

De repente, fiquei com uma enorme vontade de conhecê-la melhor. Eu não sabia porque, não sabia o que podia perguntar e não fazia ideia se ela também tinha as mesmas vontades que eu. Mas eu sou Daryl Dixon, nunca tive medo de nada, não será agora que ficarei com medo de fazer perguntas!

– Do que mais você gosta? — Perguntei olhando a vastidão do verde em nossa frente.

– Hmmm — Ela começou com um belo sorriso discreto — Eu gosto do cheiro de baunilha!

– Cheiro de baunilha? — Eu perguntei rindo e me virando para ela.

– Sim! Eu sou completamente apaixonada pelo cheiro que a baunilha tem!

– O que mais?

– Gosto de azul! Me dá uma grande paz. Qual é a sua cor favorita?

– Laranja — Respondi sem hesitar, automaticamente olhando para seus lindos cabelos — Não desvie o assunto. Do que mais gosta?

– Sinceramente? Eu gosto quando mexem no meu cabelo, de conversar com poucas pessoas, de ficar sozinha ouvindo música. Gosto de ler, de dar pontos em pequenos ferimentos. Gosto também de ver um sorriso causado por mim, gosto do frio e de neblinas densas. Acho lindo o orvalho pela manhã! Amo abacaxi e uva, presunto com requeijão e gosto muito de pipoca queimada. Pena que não temos mais isso.

– Queimada? — eu já estava rindo — Porque gosta das queimadas?

– Pelo gosto meio amargo que tem. É como chocolate meio amargo, só que salgado — Ela ria da própria comparação sem sentido — Por favor não me ache louca mas... Eu também gosto de arroz meio cru.

Ela sorriu timidamente e corou.

– Como? — Eu perguntei segurando o riso.

– Sabe? Quando você coloca o arroz com a água no fogo e assim que a água seca por cima, você tira o arroz. Ele fica meio cru, ainda durinho... Eu amo isso! E bem salgadinho!

– Tudo bem, isso é estranho — Eu disse e ela riu, escondendo o rosto — Mas eu gostei!

Fui sincero e em troca recebi um sorriso largo da Melanie. Ela tinha gostos esquisitos, e se abriu tão rápido comigo que era um pouco estranho. Assim como era estranha a forma que estávamos nos aproximando.

– Pssst! Há algo estranho lá fora! — Carl disse abaixando o binóculos.

Eu me levantava e ajudava Melanie a se levantar também, enquanto Maggie olhava para o local apontado por Carl com a sniper.

– É a Andrea! Chame seu pai e os outros! — Ela sussurrou.

– Vá para dentro! — Eu disse com urgência para a Melanie — Vá e só saia quando eu chegar, ou então se algo fugir do controle! — Ela negava com a cabeça, ainda sem entender a minha reação — Pegue sua faca e vá! Por favor! Andrea está com o Governador.

Por mais que eu não quisesse tocar no assunto ou lembrá-la da existência desse filho da puta, eu precisei, pois queria que ela ficasse a salvo. Melanie arregalou os olhos e afirmou com um aceno de cabeça. Corri com ela para dentro junto com Carl e chamamos os outros.

Rick, Merle, Michonne e Beth desceram até o pátio comigo, enquanto os outros se posicionaram nas 'pontes' do nível superior, protegidos por madeiras e placas de metal. Andrea chegou até o portão e não respondia se estava sozinha ou não. Se aquele filho da puta estivesse com ela, eu o mataria lentamente!

Depois de quase ser devorada pelos errantes que a percebiam, embora acompanhada de um, abrimos o portão e Rick a rendeu, revistando-a e jogando a bolsa dela para longe.

– Eu perguntei se está sozinha!

– Estou! — Ela respondeu com as mãos para o alto.

– Bem-vinda de volta. Levante-se! — Disse Rick a puxando pelo braço e levando-a até o refeitório.

Fui até a Melanie dizer que estava tudo bem e para pedir que ficasse perto de mim.

Notas finais
Então. Um pequeno capítulo só para matar um pouco mais a ansiedade haha No final de semana eu posto mais um ;) Deem a sua opinião ok? Amo todos vocês!!