A Lenda dos Jumis
2 A princesa perdida
Capítulo 2 – A princesa perdida
A caverna Mekiv era um dos poucos lugares que alguém iria querer visitar, a não ser que quisesse ter uma morte realmente dolorosa. Era uma caverna muito úmida, habitada por inúmeros monstros. Seu maior mistério era o que acontecia em seu interior, e por que as pessoas eram atraídas para lá.
Localizava-se ao sul dos domínios de Domina. Era um lugar perfeito para se começar a procurar pela amiga de Elazul. Estavam caminhando pela estrada principal e já podiam ver a entrada da caverna. Quando estavam se aproximando, uma estranha sensação começou a invadir Zeeny:
-Estou com um mau pressentimento...
-Você tem certeza de que quer prosseguir? Isso pode ser muito perigoso e você só estaria se arriscando à toa. – disse Elazul de repente.
-Mas é claro. Nós já estamos aqui, certo? Agora vamos até o fim. – respondeu Zeeny decidida e seguiu para o interior da caverna primeiro.
Estava muito escuro, com exceção de alguns raios de sol que entravam por umas frestas na parede. As rochas eram escuras e cheias de musgo. Um estranho odor pairava sobre o ar, assim como uma fina névoa negra. A sensação de observação era inegável: muitas vezes era possível ver pequenos olhos amarelos e vermelhos observando-os incansavelmente, como se estivessem esperando a hora certa para um bote mortal.
Elazul estava extremamente sério. Após algum tempo, todo aquele silêncio começou a ser tornar constrangedor. Zeeny queria começar uma conversa, conhecê-lo um pouco mais. Também queria respostas para aquele estranho sentimento que tivera horas atrás no bar de Domina.
-Ahn... Bem... – tentou começar a garota.
-Humph. Sabia que mais cedo ou mais tarde você acabaria me perguntando alguma coisa. – disse Elazul com um tom de ironia. – Diga, o que você quer saber?
-Seu corpo... Não é de carne e osso, não é mesmo? Parece... Parece...
-Uma rocha? – divertia-se o rapaz. – Pensei que você fosse mais inteligente, porque senão, teria percebido desde o começo o que eu realmente sou.
- O quê?!! – gritou Zeeny incrédula. – Eu já devia ter imaginado... Quando você recuperou sua confiança, o seu ego que é do tamanho dessa sua espada idiota, também voltou com toda a intensidade, né?
-Pelo menos eu sei manejar uma espada. As mulheres são tão incompetentes na hora de uma luta, que são capazes de ferir a si mesmas ao invés de seus adversários.
-Seu... Agora vai me criticar por eu ser uma mulher?! – mas aquela havia sido a gota d’água. A raiva dela era tanta, que sem querer, ela meteu um soco em uma rocha que sustentava o teto. Em questão de segundos, a caverna começou a desmoronar.
Os dois correram para a entrada, mas já era tarde demais: uma pilha gigantesca de pedras a cobria e era impossível sair. Eles começaram a ficar desesperados. Inúmeras rochas não paravam de cair, e era apenas uma questão de tempo até que eles fossem esmagados. E teriam sido, se Elazul não tivesse visto um buraco no chão e jogado Zeeny e ele mesmo para dentro a tempo.
Porém, não era um simples buraco. Era um túnel. E parecia ter sido escavado por alguém ou por alguma coisa. Caíram a muitos metros abaixo do solo, e quando finalmente chegaram ao chão, a escuridão os tomou.
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-Garota! Ei, garota! – alguém a chamava. – Anda, abra os olhos!
Era o que Zeeny mais queria fazer naquele momento, mas uma dor de cabeça insuportável a cegava. Com grande esforço, ela tentou colocar-se de pé e distinguir tudo aquilo que estava a sua volta.
Um lugar iluminado e cheio de flores foi surgindo aos poucos. Apesar de sua vista estar um pouco embaçada, era possível ver algumas plantas, principalmente umas que tinham a metade de seu tamanho e estavam caminhando em sua direção... Caminhando em sua direção?
-O quê?! Isso só pode ser brincadeira... – disse, se referindo às pequenas criaturinhas que agora a cercavam. – Eu devo estar sonhando.
-Não está não, somos bem reais. – falou a mais próxima. – Somos Sproutlings.
-Sproutlings?! Peraí, o que ta aconte...
-Não se preocupe, elas não vão nos machucar. – Zeeny se virou e viu Elazul a alguns metros dela. – Elas nos ajudaram. Quando caímos, ficamos inconscientes e se não tivéssemos sido tirados de lá a tempo, teríamos sidos esmagados pelas rochas.
-Hum... Pensei que não quisesse conversar com uma mulher, afinal somos totalmente incompetentes, não é? – replicou a guerreira virando seu rosto, para evitar olhar Elazul.
-Não brigue com ele. Ele não teve culpa. – manifestou-se uma das Sproutlings, a que aparentava ser a líder do grupo. – A entrada da caverna é coberta por uma atmosfera negra, cheia de trevas por causa da maldade de Du’Inke.
-Du’Inke? – indagou Zeeny.
-Segundo o que as Sproutlings me contaram, Du’Inke é uma criatura que habita as profundezas dessa caverna. Através de sua magia negra, ele atrai pessoas que possuem dúvidas e medo em seu coração. E, uma vez trazidas aqui... elas... elas... – Elazul não conseguia terminar a frase.
-...são devoradas. – completou a líder das criaturinhas. – Ninguém até hoje conseguiu sair a salvo daqui, nem os melhores guerreiros. As pessoas padecem logo na entrada, pois a magia negra ao redor possui o coração daqueles que carregam mesmo um mísero traço de trevas em seu interior. Elas ferem a si mesmas até se matarem. Somente corações puros resistem a tal maldade. Diria que você é uma garota de sorte. – ela olhou fixamente para a guerreira. — Vocês são os primeiros que chegaram a esse ponto. Acredito que o destino não permitiu que vocês morressem tão cedo, e por ironia, o que os salvou foi um desabamento repentino.
Naquele momento, Zeeny se sentiu envergonhada. Olhou para Elazul, que a respondeu com um sorriso discreto.
-Se vocês pretendem salvar a amiga de vocês, eu sugiro que o façam depressa, antes que seja tarde demais.
-E vocês? — Zeeny finalmente conseguira se recuperar. Sua força voltava com toda a intensidade; jamais se sentira tão bem. Era como se algo nela a revitalizasse por inteiro. Provavelmente devia ser o aroma exalado por todas aquelas estranhas plantas do lugar – Ficarão bem aqui?
-Não há porque se preocupar conosco. Há anos vivemos aqui. Du’Inke não suporta esse lugar por causa das flores; e além do mais, não precisamos nos preocupar com as trevas que circundam este lugar, afinal não temos alma e por isso nossos corações permanecem neutros, se salvando de serem possuídos. Agora vão.
Elazul não pensou duas vezes: dirigiu-se rapidamente para a saída. Não querendo ficar para trás, Zeeny foi atrás dele, mas virou-se porque uma voz a chamou. Era uma Sproutling bem velha, provavelmente a anciã do grupo:
-“O caminho para a eternidade é uma rosa aberta e cheia de vida. Em seu lado esquerdo, você encontrará a chave que ao ser girada na maçaneta oposta, mostrará o caminho da destruição.” – ao terminar, se afastou.
Zeeny não entendeu muito bem, mas não questionou. Apenas sorriu e virou-se rumo à entrada do túnel. Elazul a esperava e enfim, puderam seguir juntos novamente.
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Alguns minutos depois, o silêncio entre os dois foi quebrado com uma pergunta do rapaz:
-Você... está zangada comigo? – ele não a encarava. Olhava fixamente para frente. – Eu me lembro vagamente do que aconteceu. Saiba que não era minha intenção lhe dizer aquelas coisas. Se você não quiser me perdoar, eu entenderei perfeitamente.
-Hehehe!!! Quantas vezes você ainda vai me pedir desculpas hoje? – Zeeny ria enquanto encarava-o. – Não foi culpa sua... Agora compreendo o poder que enfrentávamos na entrada da caverna. Por outro lado sei também que o que você disse não foi invenção; o que você disse era algo que estava dentro de seu coração. Não sei porque você tem tanto rancor por mulheres guerreiras, mas... Isso já não importa mais...
Elazul começou a corar um pouco. Havia coisas em seu passado que ele jamais iria contar a alguém. Porém, ele sentia que Zeeny era uma pessoa diferente; ele não sabia o que era, mas ele nunca havia conhecido alguém assim antes. Ela era compreensiva, portanto não lhe fez mais perguntas. Os dois apenas prosseguiram, em busca da princesa perdida.
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Após algumas horas, depararam-se com um vulto negro a sua frente. Posicionaram-se para um ataque, prontos para qualquer movimento suspeito.
-Vocês são lentos. Pearl está à horas presa aqui. Sigam por esse caminho e salvem-na logo. — falou o vulto de repente. Quando Zeeny e Elazul chegaram mais perto, puderam vê-lo perfeitamente. Era uma mulher alta, morena e com um corpo esbelto e forte. Seus olhos negros demonstravam total segurança de si. Ela os olhava com um sorriso misterioso e malicioso ao mesmo tempo.
-Quem é você? Como você sabe o nome da Pearl? — disse o guerreiro exaltado.
-Uma última coisa... Você deveria ficar longe desse tipo de gente. — respondeu a mulher misteriosa, ignorando Elazul e se dirigindo para Zeeny.
-Hey! Como você sabe sobre nós? — tornou Elazul, zangado.
-Eu espero que você não se transforme numa estátua ou algo assim... — continuou a mulher se aproximando de Zeeny e tocando seu rosto. A garota estava paralisada, não conseguia reagir diante daquela estranha pessoa.
-Droga! — rapidamente, o rapaz pegou Zeeny e saiu correndo, puxando-a o mais rápido que podia.
Ao sair de seu estado de choque, tudo o que ela conseguiu ouvir foi uma risada horrível, que arrepiou-lhe a pele. Logo, o silêncio voltou à caverna.
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Minutos depois, eles encontraram uma enorme entrada cheia de folhas secas e mortas. A parede tinha marcas estranhas. Parecia uma mistura de unhas e dentes em toda a sua extensão. Elazul se aproximou e começou a examinar. Certamente eram de Du’Inke. Estavam próximos.
-Pearl... Espere-me. Ei, Zeeny, por acaso você... – mas não terminou de dizer a frase. Quando ele se virou, se deparou com a garota caída no chão. Ele correu para ajudá-la. – Ah! O que aconteceu? Você está bem?
-Sim. É que de repente me deu uma tontura...
-Talvez você ainda não esteja totalmente recuperada. Devia ter ficado lá com as Sproutlings descansando.
-Hum... E deixar para você toda a diversão? – Zeeny tentava se levantar. – Eu estou bem, mas é que o ar aqui... Eu quase não consigo respirar. Você não está sentindo nada?
-Não. – Elazul se virou. – Já esqueceu que eu não sou como você? Meu corpo... Não sofre tanto quanto o seu. Só posso me machucar quando meu coração for diretamente atingido, senão... Venha, eu te ajudo.
Não era à toa que Zeeny sentia falta de ar. A verdade é que naquela parte da caverna existia poucas correntes de ar; esse era o ambiente favorito de Du’Inke. Finalmente eles haviam conseguido. A pedra de Elazul começou a brilhar. Ele sabia que isso significava que sua amiga estava cada vez mais perto.
Os dois guerreiros deram alguns passos, quando de repente sentiram um estranho tremor.
-Ah não... Mais um desmoronamento? – exclamou Zeeny, já não mais surpresa em relação ao que poderia acontecer naquela caverna.
-Acho que não. Preste atenção. – o rapaz começou a observar as paredes ao redor como se esperasse acontecer alguma coisa. – Está vindo.
E realmente ele estava certo. Em questão de segundos, uma parede se abriu e dela saiu uma monstruosa criatura: Du’Inke. À primeira vista, parecia com um enorme gorila com dentes pontiagudos, garras afiadas e um machado gigante. Mas, sua aparência era bem pior do que isso. Algo nele o transformava em um monstro apavorante... E irracional, pois logo que avistou seus mais novos convidados, partiu para o ataque.
Zeeny e Elazul sacaram suas armas e partiram para o ataque também. A potência da força daqueles três indivíduos era impressionante. Os dois guerreiros lançavam ataques sem misericórdia. A garota usava seu arco e flecha de prata, enquanto o rapaz lutava com sua única espada. Poderia parecer uma luta injusta de dois contra um, mas Du’Inke era forte e não desistia facilmente; ele atacava em todas as direções, sem se importar em acertar o alvo ou não. Seu instinto animal o guiava.
Mas a batalha não durou muito. Elazul só pensava em salvar sua amiga e Zeeny sabia que se ficasse mais algum tempo naquela caverna, morreria sufocada. Porém, cada movimento que ela fazia, deixava-a mais asfixiada. Ela não agüentou por muito tempo; caiu de joelhos no chão e largou seu arco.
-Eu... preci... so... respi... rar... – ela estava em seu limite, mas não queria desistir, então tentou se levantar. – Não posso deixar... o Elazul lutar sozinho... Preciso ser forte.
-Zeeny! Cuidado! – gritou Elazul. Entretanto já era tarde demais: percebendo a fraqueza da garota, Du’Inke meteu-lhe um soco, jogando-a contra a parede. Como parecia que ela havia desmaiado, o rapaz baixou sua guarda e hesitou, o que deu chance para que o monstro partisse para cima dela. Iria devorá-la.
Zeeny abriu os olhos no momento em que Du’Inke a levantava para comê-la.
“Não”. Pensava a garota. “Não pode acabar assim”. De repente, ela se lembrou do que aquela velha anciã disse: “‘O caminho para a eternidade é uma rosa aberta e cheia de vida. Em seu lado esquerdo, você encontrará a chave que ao ser girada na maçaneta oposta, mostrará o caminho da destruição’ O que aquilo queria dizer? Entendo que Du’Inke é bem poderoso, mas...” Ela finalmente entendera. “Mas ele não é imbatível”.
-Um enigma. – disse Zeeny de repente, abrindo os olhos. Estava a alguns metros do chão, sendo levada em direção à boca da besta. – Segundo as Sproutlings, Du’Inke é uma criatura feita de trevas, como a própria morte, portanto somente uma nova vida poderia derrotá-lo. Mas, o que ela quis dizer com lado esquerdo? Ah! A não ser que...
Rapidamente, a garota enfiou a mão no bolso esquerdo de sua saia e tirou dela uma pequena semente de cristal. Tudo fazia sentido agora. Se aquela semente brotasse, uma flor nasceria e seria o fim de Du’Inke. Mas como ela faria aquilo?Estava difícil se concentrar. A falta de ar era grande. Mas ela não poderia morrer ali. Não. Iria persistir.
Seu esforço era tanto, que repentinamente, lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Então um brilho incrivelmente forte iluminou a caverna; uma gota havia atingido a semente e agora algo dentro dela estava germinando. Após alguns segundos, uma flor com pétalas brancas surgiu. Zeeny não pensou duas vezes: jogou a nova flor na boca de Du’Inke que ainda estava aberta. Ele a soltou e começou a urrar.
Zeeny saiu corendo para ficar perto de Elazul, que naquele ponto já não estava entendendo mais nada. Os dois observaram aquele monstro emitir uma forte luz por todas as partes de seu corpo, até ser tomado por completo e explodir. O impacto foi tanto, que uma pilha imensa de rochas desmoronou, permitindo a entrada da luz do sol e de um pouco de ar. A garota respirou aliviada:
-Acabou.
-Sim. Agora nós temos que procurar a... – Elazul parou subitamente e se virou.
-O que foi?
-Tenho certeza de que acabei de escutar um barulho atrás de nós. Quem está aí? Apareça agora ou então... – não precisou terminar a frase, pois seja lá quem estivesse ali, pareceu entender a mensagem.
Por detrás de uma das paredes, uma menina a qual devia ter mais ou menos a idade de Zeeny surgiu. Ela era muito bonita. Tinha cabelos castanhos, longos e ondulados, vestia um vestido branco cheio de babados e levava em seu pescoço um colar com uma pedra diferente da de Elazul: uma Pérola branca.
-Pearl.
-Elazul. – disse a garota, correndo ao encontro do guerreiro.
-Que bom que você está bem. Mas... – de repente, o tom de voz do rapaz se tornou um pouco mais grosso. – O que você estava fazendo aqui? Quantas vezes eu já te falei que você não deve sair do meu lado em hipótese alguma?
-Mas é que eu... Bem... – Pearl não sabia como explicar. Ela desviou seu olhar em direção ao chão, enquanto buscava as palavras certas. No entanto, sua voz era doce e calma, apesar do jeito rude de Elazul. – Eu estava distraída, apenas isso. Fiquei tão absorta em meus pensamentos que nem vi para onde eu estava indo, e quando eu dei por mim, estava dentro dessa caverna.
-Isso não é desculpa Pearl! Você não deve sair andando por aí sozinha. É muito perigoso. – replicou o guerreiro elevando mais ainda sua voz. — Foi por isso que eu permiti que você saísse com Raquel, porque você estaria com alguém!!
-Me desculpe...
“Humph. Mais uma vez bancando o machão. Esse garoto não aprende mesmo” pensou Zeeny. Mas, como ela não era de ficar quieta em situações como esta, bradou em defesa da menina:
-Hei, será que dava para você parar de ser grosseiro? Pelo o que eu estou vendo, nem mesmo com a sua própria amiga você perde a pose, hein?
-Isso não é da sua conta. Este problema é apenas meu e dela. – respondeu Elazul.
-AAAH!! – Pearl virou-se assustada. Pelo jeito ela não havia notado a presença de Zeeny.- Quem é ela?
-Uma pessoa realmente estranha. Mas não ligue para ela.
-O quê?! Nossa, você é bem chato mesmo, hein?! – a guerreira resolveu ignorá-lo e virou-se para a garota. – Meu nome é Zeeny. Muito prazer. – disse sorrindo.
-Eu sou Pearl. Obrigada por aju...
-Já chega. Temos que ir embora. – interrompeu-a o rapaz. Depois, virou-se para Zeeny. – Tenho certeza de que você ficará bem de agora em diante. Pode respirar agora, não pode?
-Hã? Respirar? Por que? Você não estava respirando? – indagou Pearl, curiosa.
-Não. O ar daqui estava horrível. Mas já estou melhor. Você não sentiu nada estranho?
-Ela é igual a mim. Não tinha porque se sentir mal. – intrometeu-se Elazul. – Agora nós temos que ir. Venha. – e retirou-se.
Mas sua amiga demorou-se alguns minutos antes de seguí-lo. Seu rosto corou um pouco; parecia um pouco constrangida com tudo aquilo que acontecera. Então, ela se curvou e agradeceu a guerreira mais uma vez.
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