A Lenda de Luttern

5 Capítulo 5 - Violet Silverstrow


Notas iniciais
Personagens novos aparecem, e problemas também...

Rapidamente Meredith a ajudou a levantar, e Matt perguntou o que havia exatamente acontecido.

– Como assim? Você não viu?

– Vimos o quê? — indagou Sr.Hart.

–As...As imagens, formavam imagens a cada verso!

Eles se entreolharam surpresos.

– Seu dom de visão vai mais além do que imaginávamos. — disse Meredith.

Avy torceu o nariz.

– O que isso quer dizer?

– Quer dizer que além de ver mais do que os humanos, você também consegue ver mais do que os guardiões. — explicou Matt.

A menina balançou a cabeça.

– Eu não entendo... Por que isso acontece?

– É um dom. — respondeu sr.Hart. — Matt me disse que na carta sua mãe dissera que viria a desenvolver poderes. Estou ansioso para descobrir como serão. — ele fez uma pausa- Ah, eu acho que não te expliquei sobre as aulas, Avy. Você não tem poderes, então muitas das atividades práticas não poderão ser realizadas, ao invés disso você treinará com espadas e focaremos muito na concentração para ajudar seus poderes. A propósito, Amanda conversara comigo e vocês serão colegas de quarto. Se ainda tiver alguma dúvida pergunte a ela ou a Matt — ele apertou o lábio — bem, acho que é isso. Estão dispensados. Podem descer para o café da manhã.

Eles saíram e descendo as trocentas escadas, Avy perguntou:

– O que é exatamente essa maldição?

– Ninguém sabe — ele respondeu — Você viu que a lenda falava da descoberta de talvez uma nova dimensão, algumas pessoas disse que a maldição talvez viria de lá. Uma coisa é certa: Coisas estão destinadas a acontecer esse ano. E aqui, nada, nada para o destino.

E como esperam que acabe com algo que nem começou? E como se acaba uma maldição?

Mais tarde, Matt explicara que ainda não havia nada a fazer. Não havia pistas de nada, quando elas começassem a aparecer, a diversão iniciava-se.

Mais pessoas andavam pelos corredores agora, e iam todas na mesma direção: O refeitório.

O refeitório era grande e cheirava a pão e café, suas paredes eram de pedra e haviam enormes janelas espalhadas, ele tinha dois andares, mas o 2o. ia apenas até a metade do primeiro e era como uma sacada, as duas escadas que levavam até ele encontravam-se uma em cada ponta, bem atrás da mesa de comidas, que por sinal era enorme e com muitas, muitas opções.

Haviam mesas de madeira laterais com as pontas encostadas nas janelas e duas filas delas no meio do salão, deixando sempre um corredor para as pessoas passarem. O local estava cheio e com muito barulho.

Matt e Avy foram até a mesa de comidas se servirem.

Avy pegou torradas de manteiga e um copo de cappuccino. Quando viu, Matt já estava pronto e escolhendo uma mesa para sentar-se.

A garota tentou o seguir apressando o passo e quando viu:

Plof!

Ela havia derramado seu café na blusa de um garoto. E era um dos garotos mais bonitos que ela já vira.

– Mil desculpas — disse ela, gaguejando — eu sou muito desastrada.

Ele disse que não era nada, mas ela insistiu em ajudá-lo a secar-se com um guardanapo. O garoto abaixou-se e pegou a bandeja caída no chão, quando a entregou ele olhou para ela. Avy deve ter ficado um bom tempo hipnotizada com seus grandes olhos azuis intensos. Ele também era pálido e tinha sardas, seus cabelos eram bagunçados em uma espécie de topete cheio e castanhos.

As feições dele eram familiares.

– Será que estou atrapalhando alguma coisa? — Alguém perguntou, fazendo Avy voltar a Terra, opa, a Verídion. E quando ela olhou para trás, se deparou com ninguém menos, ninguém mais que Violet Silverstrow e seus olhos enfurecidos e cruéis.

– Não foi nada, amor – O garoto disse.

– Eu estava apenas o ajudando por... — Avy tentou explicar, mas foi interrompida.

– Ele não precisa da sua ajuda, ok? — Violet sorriu cruelmente — Aliás, é nova aqui não é? Pois acho que tem algumas coisas que precisa apren...

– Violet, chega — O garoto disse a puxando pelo braço — Nós já dissemos que não foi nada.

– Calma, Andy. Eu ainda não terminei o que eu tinha para dizer.

Becky apareceu puxando Avy para longe.

– Ahm... Mas eu acho que a Avy já terminou de ouvir. Agora vamos, precisa pegar outra torrada antes que esfrie.

Elas sentaram-se na mesa que Matt estava, na janela.

– Acho que não deu tempo para avisar, mas Avy, se quiser irritar alguém, pelo amos de deus, que essa pessoa não seja a Violet.

– Eu não sabia que ele era namorado dela, e não foi nada.

– É, eu sei, você está certa. Mas se a Violet não vai com a cara de alguém, ela vai te causar problemas até por estar respirando.

Avy balançou a cabeça.

– Tarde demais.

– Bem — Matt disse depois de um tempo — acho que já conheceu o Andy, o irmão gêmeo da Becky.

Agora a familiaridade fez sentido. Becky e Andy tinham feições quase idênticas. Mesma palidez, mesmos olhos, mesma boca, mesmas sardas. Um DNA de ouro, vale dizer.

– Ah, eu quase me esqueci. Matt, Kin me chamou aquela hora para avisar sobre a mudança drástica- Disse Becky — As avaliações práticas foram adiantadas. Ouça: Elas serão amanhã a tarde.

Matt arregalou os olhos e ajeitou os óculos.

– Como é que é? Elas eram para o final do mês que vem. Eu ainda nem comecei a treinar!

Becky riu.

– Você acha que eu comecei?! Bom, parece que nosso sábado de folga será um sábado de treino.

Ele assentiu.

– Então depois que apresentarmos um pouco do castelo para Avy nós vamos à floresta.

– O que são as avaliações práticas? — Avery perguntou.

– São apenas tipo, as avaliações mais importantes do semestre que avaliam seu potencial de ataque e defesa. Resumindo, formamos duplas e lutamos um contra os outros.

– Isso não é perigoso?

Becky deu de ombros.

– É, é sim.

– Mas devemos primeiro assinar uma regra que diz que estamos proibidos de matar ou ferir gravemente alguém.

Uau, pensou Avy, com certeza isso deixa as batalhas bem menos perigosas, parabéns Verídion.

Matt e Becky fizeram um pequeno tour pelo colégio com Avy. Se fosse para fazer um completo eles gastariam um dia inteiro, então a conduziram apenas aos locais necessários. A torre de dormitórios ela já conhecia, eles mostraram também a secretária, e lá entregaram uma ficha com horários de aulas.

Ela era basicamente composta de história, geografia, ciências, matemática e português nas aulas teóricas.

– Não se iluda — avisou Becky — Não são aulas como sua antiga escola. Esqueça tudo que aprendeu sobre a descoberta da América e substitua sua sabedoria em história por como foram colonizadas ou descobertas as primeiras dimensões. Aqui aprendemos simbologia em português e a escrita Ritti. Eu nem vou tentar explicar geografia e ciências porque nem eu entendo.

– A única matéria que é igual é matemática. — comentou Matt.

Becky balançou a cabeça.

– Como se algum dia fossemos destruir um monstro usando a fórmula de báskara.

Eles apresentaram as salas que Avy teria aulas, a maioria delas ficava na mesma torre e em andares próximos. Avy ficara aliviada, pois não seria muito legal se ela tivesse que andar um quilômetro toda vez que o sino batesse.

Ela também conheceu a enfermaria, a qual era compostas por diversas camas cobertas com lençóis brancos.

A biblioteca era simplesmente o maior depósito de livros imaginável. A maior que Avy já vira, e ela já esteve na biblioteca municipal de Nova York. A de Verídion ocupava uma torre de quatro andares circular inteira. Todas com um único teto de lustres, porém com andares divididos apenas nas laterais. Haviam estantes de livros em todas as paredes e em cada andar no fundo haviam fileiras de estantes deixando um estreito corredor entre si.

No primeiro andar o espaço sem estantes era ocupado por mesas de madeira, algumas com notebooks e outras não.

– Essa biblioteca vai mais além do que estamos conseguindo ver. — falou Matt — quando tivermos mais tempo nós fazemos um tour maior por aqui.

Eles atravessaram para outra torre, cruzando o pátio aberto exatamente no centro da torre principal do castelo. Era um gramado grande com um chafariz no meio e algumas árvores de pequeno porte nas laterais. Alguns alunos estavam sentado nas muretas das janelas de pedra sem vidro que faziam a divisa para o corredor.

Eles subiram as escadas para uma das salas mais altas de todo o castelo. A porta era dupla, quando Matt a abriu, revelou um dos lugares mais incríveis do colégio: A sala do globo de Verídion. Um enorme globo terrestre encontrava-se no centro da grande sala, brilhando em dourado, com pontos de luz em diversos países, alguns eram azuis, outros vermelhos, brancos e verdes.

– Cada cor para uma dimensão — explicou Becky — cada luz é uma criança que fará parte desse mundo, que descobrirá algo que seus coleguinhas acharão absurdo. Está vendo aquela luz vermelha na frança? Pois então, um francês que terá o poder de controlar o fogo estará estudando aqui daqui uns três anos, mais ou menos, quando sua força começar a se revelar.

– Tudo isso graças a aquela pedrinha na base — apontou Matt, para uma pedra verde-esmeralda debaixo do globo. — É a pedra de Verídion, o símbolo dessa dimensão, existe força dentro dela. Cada dimensão tem a sua.

– Isso tudo é incrível — falou Avy, admirando- O que acontece com as crianças que possuem força de guardiãs, mas não pertencem exatamente a nenhuma dimensão?

– Bem... Elas não aparecem no globo, então não sabemos exatamente da existência delas. Por isso é tão complicado achar o escolhido.

– Quer dizer que se você não encontrá-las, elas simplesmente ficarão jogadas no mundo com uma força que não sabem controlar? — perguntou Avy, incrédula.

– Infelizmente — confirmou Matt.

– Mas pessoas com uma força que não seja das 4 grandes dimensões são praticamente inexistentes — disse Becky — Não se sabe da onde vêm essa força, provavelmente de algo muito antigo que já foi extinto, então as únicas forças disso que restaram no mundo são apenas de famílias antigas com histórias aqui. Em anos lá fora você foi a única pessoa diferente que Matt encontrou. Você e Violet são as únicas pessoas que não possuem uma dimensão conhecida.

– Então esse "algo muito antigo que já foi extinto" poderia ser uma dimensão perdida?

Matt assentiu.

– Mas sr.Hart nunca concordou, embora eu acredite.

– Na lenda dizia"A Dimensão perdida encontrarás". Deve ter algo a ver. Não acho que seja por acaso que o escolhido não pertença a nenhuma das dimensões. Ele deve encontrar a própria dimensão. Talvez depois disso, as coisas comecem a fazer sentido, a lenda, a maldição... Acho que tudo deve estar escondido em uma dimensão perdida. — falou Avy.

– Quer encontrar uma dimensão perdida? — perguntou Becky.

– Acho que isso me ajudaria.

– Eu iria com você. Enfrentaríamos monstros e criaturas reais, uma aventura de verdade é bem melhor do que lutar com bonecos de palha.

A próxima parada foi a sala de armas. Uma sala média nas proporções de Verídion, mas enorme em uma proporção normal. Ela se parecia com um museu. Havia uma mesa de pedra retangular no centro com um forno a lenha embaixo, para forjar espadas. As armas, a maioria delas espadas, ficavam penduradas nas paredes e protegidas com um vidro.

– Oi, Raver — Cumprimentou Becky e Matt apenas acenou com a cabeça.

Um homem que aparentava ter entre 35 e 42 anos que mexia em espadas, forjando-as sem nenhuma máscara virou-se.

– Professor Raver — ele balançou a cabeça — ok, estou brincando. Para vocês pode ser só Raver.

Eles riram.

– Matt, que bom que está de volta. Demorou tanto que achei que não fosse mais voltar — Ele deixou a espada já finalizada de lado e coçou a cabeça — Uau... 6 meses fora, espero que tenha cumprido a missão.

6 meses?!

– É — disse Matt — se não encontrei o escolhido pelo menos encontrei alguém que tinha até ordem para entrar em Verídion.

Ele olhou para Avy, referindo-se ao pedido da mãe na carta.

– Essa é Avy — apresentou Becky — é dela de quem Matt está tagarelando.

– Não estou tagarelando — reclamou o garoto.

– Está sim — retrucou Becky.

Raver e Avy deram um aperto de mão.

– Certo — falou o professor — O que vocês exatamente querem aqui? Não são dos alunos que lutam com armas.

– Nós não, mas Avy provavelmente será — explicou Becky.

– Eu não tenho poderes — Disse Avy — apesar de minha mãe falar que talvez eu herde uma porcentagem dos dela.

Raver suspirou.

– Não quero acabar com suas esperanças, mas está meio tarde para ainda desenvolver poderes. Nenhuma das quatro dimensões da força nunca apareceu depois dos 15 anos. Essa é como uma idade limite. Ou antes do 15, ou nada.

– Não achamos que o poder dela provenha de uma das 4 dimensões. A própria mãe dissera que era uma força única e muito forte, e por isso o tempo para desenvolvê-la por completo seria maior. — explicou Matt, ajeitando os óculos.

– Não faço ideia do que pode ser — concluiu Avery.

– Certo — disse Raver — então Avy está procurando uma arma.

Eles assentiram.

– Alguma preferência?

A garota balançou a cabeça. Ela não sabia nada de armas.

– Já lutou com uma espada alguma vez? — O professor perguntou, enquanto andava pela sala examinando suas criações. Espadas de todos os tamanhos e pesos.

– Lutei com uma faca.

– Uhm... facas.. — ele sussurrou mais para si mesmo. -... Claro!

Raver correu para o canto esquerdo da sala e abriu um dos vidros. De lá, ele pegou duas pequenas espadas curtas idênticas, inteiras em dourado, com desenhos sem forma definida e com uma pedra vermelha no centro do cabo.

– Adagas duplas. São como facas. Creio que terá muita facilidade com elas. não precisa usar as duas juntas o tempo todo, mas serão mais úteis se uma batalha vier a acontecer. — ele disse as entregando

– Uau — exclamou Avy — são incríveis... acho que vou me dar bem com elas.

– Ah, eu ainda não te contei o melhor — Raver pegou-as de volta — Elas podem ser compactadas e levadas a qualquer situação.

O professor apertou a pedra vermelha de cada uma, e então elas se compactaram e em menos de um segundo tudo o que ele tinha em mãos eram duas pedras.

Avy pegou as pedras e as apertaram. As espadas estavam novamente em suas mãos.

– isso é demais — ela exclamou.

– Que bom que tenha gostado, o que precisa fazer agora é testá-las. Aproveite que todos estão treinando para as avaliações de amanhã no campo.

– É o que íamos fazer agora mesmo — disse Becky.

Eles se despediram e saíram.

Para chegarem ao campo, era preciso atravessar o grande jardim. Sua entrada era em um túnel de flores lilás, que se dava em uma grande área verde composta por árvores floridas, a maioria delas eram flor-de-cerejeiras, havia um caminho de pedra, flores chuva-de prata e lavandas em todo canto. Perto de um muro distante encontrava-se roseiras, e dente-de-leão na beira de um lago com ponte de madeira e peixes coloridos. Também haviam folhagens avermelhadas e ouvia-se canto de pássaros. Um grupo de alunos descalços e sujos de terra plantavam novas mudas, tudo normal, até que eles as fizeram crescer em segundos.

– Alunos da natureza — explicou Becky.

No centro do local havia um pergolado branco coberto de trepadeiras brancas, ao seu redor havia um círculo de lavandas.

Avy imaginou-se passando as tardes de verão lendo livros naquele lugar.

Continuando andando, encontrava-se um muro alto de folhas e trepadeiras sobre um portão de ferro branco.

Atrás do portão estava o campo. Era até irônico o fato do lugar mais perigoso do castelo estar bem ao lado de um dos lugares mais lindos.

O campo era um grande gramado aberto com equipamentos espalhados sobre ele. Haviam cones, alvos, e bonecos de palha. Havia bastante gente treinando, era a primeira vez que Avy via outros poderes senão animais, gelo e plantas. O céu estava cinzento e o clima fresco.

Alguns alunos mexiam com fogo, um deles era Kin Lee, o asiático que chamara Becky na sala de Sr.Hart. Também via-se eletricidade, alguns alunos controlando o vento e fazendo raízes multantes saírem do chão.

– Vou treinar as estacas — avisou Becky — Avy, você poderia me ajudar e ao mesmo tempo treinar a defesa de suas adagas.

Avy torceu o nariz.

– Bem, então eu vou achar alguém para lutar comigo — disse Matt — Ah, e Avy, tome cuidado para Becky não te transformar em uma estátua de gelo.

– Pode fazer isso? — perguntou a menina depois que Matt saiu.

Becky riu.

– Relaxa, eu posso desfazer depois.

Avy seguiu a amiga até uma área com algumas árvores e alvos enfileirados.

Tomou um susto quando percebeu que quase ao lado delas Andy, o irmão da Becky, estava treinando nos alvos, retirando as luvas que também usava.

– E aí? — ele cumprimentou a irmã com não muita empolgação e acenou com a cabeça para Avy.

A garota sentiu vontade de ficar invisível só de lembrar do aperto que passara no café.

– Já viu com quem vai lutar amanhã? — Becky o perguntou.

– Com Joe, o cara dos tornados. Estávamos treinando, ele acabou de sair. E você?

Becky apertou o lábio.

– Ou será Driade, da natureza, ou Kin, do fogo.

Andy balançou a cabeça.

– Seria injusto com qualquer um dos dois. — ele disse.

– Eu sei. O maior inimigo das plantas é o frio, e uma luta entre gelo e fogo não resultaria em nada. Eu tentei conversar mais cedo com Meredith e ela disse que tentaria arrumar.

– Bem, boa sorte.

Becky assentiu.

Andy virou-se, e de um pingente em floco de neve do seu colar, ele o retirou e apenas de segurá-lo o transformou em uma flecha de gelo, depois um arco, também de gelo, surgiu na outra mão.

Ele lançou a flecha direto no alvo, que se congelou e partiu-se em gelo como um vidro caindo no chão. Ele repetiu o movimento velozmente em todos os alvos e não errou um sequer.

– Uau.. — exclamou Avy — seu irmão é bom.

– Apenas ele possui o arco. Desde que era pequeno e antes mesmo de ter descoberto poderes ele praticava onde morávamos. Depois que os descobriu, numa manhã fria de inverno, um pingente em forma de floco de neve apareceu na nossa janela com um bilhete. Era de Glacidale, o reino do gelo reconhecera as habilidades dele e o enviaram o primeiro e mais forte arco de gelo que já criaram.

– Você consegue usá-lo?

– Não sou boa de pontaria -respondeu Becky, retirando as luvas — agora vamos começar. Basicamente eu vou lançar finas porém fatais estacas de gelo e tudo o que você precisa fazer é se defender com as adagas.

Claro, porque é muito simples de se fazer isso.

Avy retirou as pedras do bolso e duas adagas surgiram em suas mãos.

– Pronta?

– Acho que sim.

– Vamos começar devagar — disse Becky, a primeira estaca foi lançada ela surgiu da palma da mão da garota, apesar de ser única era muito rápida.

Avy estava pouco confiante que conseguiria pará-la, então apenas seguiu os instintos.

Por um milagre, a espada parou a estaca que agora derretia no gramado.

– é um ótimo começo — parabenizou Becky — agora vamos aumentar.

Várias estacas finas dispararam de Becky, da mesma forma da primeira vez, Avy tentou seguir os instintos. Ela se curvava para trás, cruzava as espadas como um escudo, girava, abaixava e a espada is contra as estacas. Ao mesmo tempo, quando a arma as encontravam, elas voltavam, obrigando Becky a armar uma defesa, que na maioria das vezes era uma barreira de gelo, ou uma estaca gigante que surgia do chão, levantando-se com um movimento de braço.

Algumas muitas estacas passaram reto, mas nenhuma feriu Avy.

Becky continuou a lançar mais e Avy continuou a tentar se defender.

Enquanto fazia os movimentos com a espada ela ouviu Matt se aproximar para conversar com Becky, que nem por isso parou.

– Meredith me mandou avisar que sua dupla foi trocada.

– Ótimo — disse ela, meio ofegante — e quem é?

Matt sugou o ar mostrando os dentes, fazendo uma careta não contente.

– Violet Silverstrow. Ela já está descendo para treinar.

– Viole.. O QUE?! VIOLET SILVERSTROW?!!

Em um momento de descontrole, sem querer, Becky lançou um canhão gigante de estacas maiores em direção a Avy.

Seria impossível até para um guerreiro experiente se defender daquilo.

Sem conseguir correr, Avy se preparava para senti-las a perfurando e provavelmente congelando, até que...

Alguém a empurrou e Andy e ela saíram praticamente rolando pelo gramado. O irmão de Becky rapidamente fez surgir um monte gigante de neve que por sorte ficou no caminho das estacas, contando que no momento em que saltou empurrando Avy não conseguiu ver nada.

Quando se deu conta, os dois estavam caídos no chão, perto o bastante para que ela sentisse a respiração dele na sua orelha. Seus olhos azuis bem atrás dela enquanto as mãos a seguravam no ombro.

Ele rapidamente a soltou e ajudou a levantar.

– Você está bem? — ele perguntou.

Ela assentiu. Quando ia falar alguma coisa, Avy percebeu quem havia acabado de aparecer e estava na frente do portão de trepadeiras a encarando furiosamente como se tivesse sangue nos olhos.

Violet Silverstrow.

Notas finais
Como Violet encarará isso agora? Uma ameaça também surge durante a noite, o que será? Até o próximo capítulo, lembrando, sexta (08/01/16) às 15h xoxo